Ou antes, se calhar não são bizarros, são daqueles mistérios da fé que me ultrapassam. De facto, as únicas preocupações da Igreja irlandesa foram (e são), como refere o relatório, «a manutenção do sigilo, evitar o escândalo, a defesa do prestígio da Igreja e a preservação do seu património». Justiça para as vítimas é algo que nunca sequer passou nem passa pela cabeça dos dignatários católicos, na Irlanda e em todo o Mundo, e, aparentemente, também das suas ovelhas aqui em Portugal que se indignam veementemente apenas com a exposição do caso.
Felizmente, nem todos os católicos reagiram ao relatório Murphy como aqueles que agraciaram a caixa de comentários do post referido. Uma organização católica internacional escreveu a Bento XVI pedindo a destituição dos bispos irlandeses que colaboraram no encobrimento do abuso clerical de crianças. A «The Voice of the Faithful» desafiou igualmente* o Papa a ordenar um inquérito estendido a todas as dioceses no Mundo para averiguar não só outros casos de padres pedófilos como de bispos coniventes.
Na carta que escreveram a Bento XVI, os responsáveis pelo grupo afirmam que «accountability cannot be achieved while so many bishops and archbishops, who have knowingly over a considerable period of time permitted this tragedy to persist, continue in office». No entanto, diria ser pouco provável que esta iniciativa louvável tenha algum sucesso. Não só porque, como tão bem escreveu o padre maltês Mark Montebello, «The Church is increasingly encouraging fundamentalists and intransigents to become more brazen» mas pelo que aconteceu no passado.
De facto, se olharmos para o mapa das resignações de bispos nos Estados Unidos relacionados com escândalos sexuais, verificamos que apenas Bernard Law, o bispo de Boston, se demitiu devido ao encobrimento dos muitos casos de abuso de menores que se verificaram na sua arquidiocese e apenas devido a pressão pública continuada durante cerca de um ano. Pouco depois foi recompensado pelos seus serviços à Igreja sendo elevado a responsável por uma das 4 basílicas papais, a basílica Sta Maria Maggiore.
Mas, por exemplo, o bispo William F. Murphy, o braço direito de Law durante 8 anos, não só continuou impávido e sereno como foi recentemente elevado a chairman do Committee on Domestic Justice Peace & Human Development da conferência episcopal do seu país.
Também quanto saiba, só houve mais dois casos de demissões de membros da hierarquia relacionadas com o encobrimento de pedofilia. O arcebispo John Aloysius Ward de Cardiff, que resistiu anos a uma campanha pública e apenas se «demitiu» um ano depois de outro dos seus colaboradores ter sido preso por abuso sexual de menores, e o bispo Brendan Comiskey de Ferns. Este último também resignou «voluntariamente» após pressão pública, no primeiro de Abril de 2002, uns dias depois de a BBC ter passado um documentário realizado por um dos rapazes abusados pelo padre Sean Fortune, um pedófilo reconhecido como tal. O «Suing the Pope» de Colm O'Gorman conta a história de Fortune e como a igreja não fez rigorosamente nada ao longo de mais de 15 anos em resposta às múltiplas acusações de pedofilia que pendiam sobre o padre: excepto, claro, mudá-lo de paróquia.
Ou seja, parece que um bispo só é considerado culpado pela hierarquia do Vaticano de cumplicidade com comportamento escandaloso quando esse bispo encobre a sexualidade consentida dos seus padres. Por outras palavras, é mais provável que alguém seja silenciado ou destítuido por questões de doutrina ou por posições contrárias às do papa em relação ao divórcio, casamento entre pessoas do mesmo sexo ou aborto, do que por proteger pedófilos, efebófilos e abusadores sexuais em geral.
*Press release da The Voice of the Faithful: «Enough is enough! We call upon the Vatican to investigate the actions of Catholic bishops around the globe. We know from experience that the behavior of the Dublin hierarchy is not an isolated incident,” says Voice of the Faithful President Dan Bartley. “We fear there are still many more such misdeeds worldwide. We cannot afford to sit back and wait. Those responsible for the harm done to the Catholic Church and through them to the wider society must be held accountable. We have waited too long for resolution to what has become a global Catholic nightmare. Bring the bishops to justice now.»
De Anónimo a 29 de Novembro de 2009 às 19:38
Uma das coisas que aprendi nesse mundo da religião que tanto despreza, Palmira , foi a (tentar) julgar os actos e não as pessoas. À esquerda há quem chame a isto tolerar as diferenças, aceitar a identidade. Há um limite: aquilo que como sociedade não permitimos a ninguém - venha de onde vier, seja de que raça, credo ou ideologia for. Normalmente, em Estados de Direito, esses actos são crimes.
Houve crimes neste caso. E terá havido encobrimento de crimes. As duas coisas são gravíssimas. Junto-me a si na crítica à Igreja de que faço parte. É preciso corrigir os erros, fazer justiça e fazer com que nada disto se repita, na Irlanda ou em qualquer parte.
Dito isto, e reforçando: tem razão!, continuo. Se há motivo para o encobrimento é o julgamento faccioso e constante que é feito a tudo o que aIgreja diz ou faz. Atenção, não aceito esta justificação. Em todo o caso, também não aceito a atitude de pessoas como a Palmira que insistem sempre em confundir a Igreja com os seus crimes. Ao ler as suas intervenções aqui, parece que a Igreja é uma associação criminosa a "apagar do mapa" e que os cristãos, particularmente os católicos, ou são monstros, ou são tontinhos.
Cara Palmira, a Igreja é uma assembleia. Erra enquanto instituição - muitas vezes. Mas será mesmo uma associação criminosa, destinada a espalhar o mal no mundo? Olhe à sua volta e diga-me qual foi a instituição que mais mudou no último século? A Palmira atira-se à Igreja com uma fúria que não a vejo ter em relação a mais nada nem ninguém... O que acha do referendo na Suíça? Sabe qual foi a posição da Igreja? Como votaria,se pudesse?
De S a 29 de Novembro de 2009 às 20:00
"Olhe à sua volta e diga-me qual foi a instituição que mais mudou no último século?"
Poucas instituições são tão retrógadas como a Igreja!!! Haja pachorra... E fala de mudanças? Quais? E quantas delas foram voluntárias? A Igreja esteve na frente do reconhecimento de qualquer direito ou liberdade?
Mudanças em que matérias; direitos das mulheres, sexualidade (homossexualidade, métodos contraceptivos...), mudanças sociológicas como o divórcio, questões éticas relacionadas com o início e fim de vida?
Peço-lhe encarecidamente que me elucide.
De Anónimo a 29 de Novembro de 2009 às 20:09
Minha cara,
Não vou elucidá-la. Faça esse trabalho por si. Um pouco de estudo antes da critica não faz mal a ninguém. Em todos os temas que mencionou, qualquer semelhança entre a realidade e a conversa de taxista é pura coincidência. Leia, vai ver que não é contagiada com os males do cristianismo.
De S a 29 de Novembro de 2009 às 20:25
Ah pronto. Tretas suas já percebi. Ok, moving on.
De Jorge a 29 de Novembro de 2009 às 20:17
O comentário do S mostra exactamente o que penso dos posts da PFS: quando faltam argumentos não se responde - muda-se de assunto.
O referendo na Suíça não lhes merece comentário? A Igreja (como é óbvio) apelou ao não. Gostava de perceber qual a posição da Palmira/S.
De S a 29 de Novembro de 2009 às 20:31
Muda-se de assunto?
Eu percebo que queira que eud ê relevância a um episódio em relação a milhares de outros mais incómodos mas, de facto, continuo à espera que alguém me justifique isto; "Olhe à sua volta e diga-me qual foi a instituição que mais mudou no último século?".
A Igreja não é retrógrada uma vez e pronto, agarram-se a isso.
Já agora, o post não era sobre o encobrimento dos padres pedófilos pela Igreja? Vá, não vamos mudar de assunto.
De S a 29 de Novembro de 2009 às 20:37
"O comentário do S mostra exactamente o que penso dos posts da PFS: quando faltam argumentos não se responde - muda-se de assunto."
Eu estou a tentar argumentar um ponto que foi levantado pelo anónimo. Quem fugiu à discussão não fui eu certamente. Ora veja lá bem.
Ora S, os comentários são tão, mas tão expectáveis e tão mas tão iguaizinhos que até maça :) só confirmam os 2 primeiros parágrafos do post. masi concretamente estão-se nas tintas para as vítimas e estão apenas preocupados com «a manutenção do sigilo, evitar o escândalo, a defesa do prestígio da Igreja»
enfim, sempre há organizações como a The Voice of the Faithful ou os Catholics for Choice...
De Anónimo a 29 de Novembro de 2009 às 21:06
Cara Palmira (cara S)
Talvez não tenham lido o meu comentário como eu li o post. Concordo inteiramente consigo. Parece o D. Quixote... não vale a pena - eu concordo!! Repito:
"Uma das coisas que aprendi nesse mundo da religião que tanto despreza, Palmira , foi a (tentar) julgar os actos e não as pessoas. À esquerda há quem chame a isto tolerar as diferenças, aceitar a identidade. Há um limite: aquilo que como sociedade não permitimos a ninguém - venha de onde vier, seja de que raça, credo ou ideologia for. Normalmente, em Estados de Direito, esses actos são crimes.
Houve crimes neste caso. E terá havido encobrimento de crimes. As duas coisas são gravíssimas. Junto-me a si na crítica à Igreja de que faço parte. É preciso corrigir os erros, fazer justiça e fazer com que nada disto se repita, na Irlanda ou em qualquer parte".
Não me peça é para aceitar a sua atitude permanente - que não é a de julgar os crimes, mas denegrir a Igreja porque sim.
Meu caro anónimo: Penso que neste caso em particular ninguém denegriu a ICAR, ela sózinha tratou disso...
Folgo em saber que reconhece os erros da sua Igreja, embora acuse de malfeitorias sortidas quem os aponte. Infelizmente, não me parece que a Igreja instituição os reconheça nem que tenha feito algo para os redimir como se viu com a manutenção ou promoção dos responsáveis pelos encobrimentos.
Um dos artigos do Catholic Reporter que linko explica bem algo que o caro anónimo não percebeu ainda, que ninguém denigre a ICAR porque sim. o artigo é este «Why do the media 'go after' the church?» Reproduzo um excerto que se aplica que nem uma luva a Portugal:
«the Roman Catholic church, especially in New York, is a powerful political institution. I'm sure there are scandals all the time in the Green Party and the Socialist Workers' Party -- but journalists tend to focus on misdeeds among Democrats and Republicans, because that is where the power lies.
When I was growing up in The Bronx in the 1960s, Cardinal Francis Spellman was a figure who loomed over New York politics. He quietly pulled levers of power at City Hall and the mayor's mansion -- and he was just the latest in a string of archbishops and cardinals who more-than-simply-influenced local politics. (...)
City newspapers and magazines, then, covered the church not only as a spiritual institution, but as a center of power -- and everything it did was at times analyzed through that power prism. The sex abuse scandal fits this dynamic -- it is, at heart, a story of the powerful exploiting the unpowerful, something no journalist can look away from.»
De Anónimo a 29 de Novembro de 2009 às 21:41
Cara Palmira,
Já lhe dei razão duas vezes... Ainda não vê que são moinhos?
A sua resposta volta a misturar o seu caso com a sua causa. Não me levanto contra o que diz sobre o caso, mas contra a intenção que demonstra (nas suas intervenções em geral). Não me leve a mal, não quero ofrndê-la, mas como sei que não é ingénu, parece-me maniqueísta. Olha para os cristãos como um portista olha para os benfiquistas... Veja bem o que diz sobre o poder político da Igreja, se aplicado a Portugal - nem poder nem influência. Ao menos de boca, a maioria dos portugueses são católicos. seria de esperar que quem quer influenciar e tem do seu lado a maioria, inlfuenciasse. Mas... ah, que estranho... temos divórcio, não temos? E IVG, e casamentos laicos (em breve também entre homossexuais), e apoio público a outras igrjas e religiões... Influência?
Pois, é isso que o maça, confesse. que em Portugal, logo dp do 25 de Abril, tenha sido permitido o divórcio, que a IVG tenha sido descriminalizada que em breve seja possível o CPMS
De Anónimo a 29 de Novembro de 2009 às 22:23
A mim não me maça nada, que até concordo com tudo. Repito: não me peça é para aceitar a sua atitude. denegrir e dizer mal (permanentemente) só porque sim é muito pouco próprio de uma cientista, ateia, supostamente desinteressada. A acusação acerca da "capitalização" financeira mostra exactamente o que quero dizer. Não sei a que se refere; sei que atira para o ar e pronto. Porque sim, eles são maus. Não há paciência.
Não respondeu a qualquer das minhas questões (e foram muitas). Como não tenho (mais) paciência para discussões de uma parte só e fiquei esclarecido acerca da sua honestidade intelectual, retiro-me, que tenho mais que fazer.
Acho fantástica essa sua afirmação, que de facto demonstra uma honestidade intelectual de truz. « Não sei a que se refere; sei que atira para o ar e pronto» uau, estou abismada :)
Mas parece que não lê jornais nem afins caso contrário tinha dado conta das muitas carpiduras da ICAR sobre a diminuição do financiamento estatal (e sobre o controle inadmissível sobre algum desse financiamento) para tudo, da Católica, etc., etc., e das ululações, agora mais sossegadinhas com a lei das capelanias católicas, sobre a necessidade de se cumprir a Concordata, em particular no que ao financiamento diz respeito.
De Anónimo a 29 de Novembro de 2009 às 22:42
para tudo, da Católica, etc., etc................
Haja pachorra
Ou seja, não fora a mania da ICAR meter o bedelho onde não é chamada, tentando regular as vidas alheias, como, cá em Portugal, se viu com o caso do aborto, do divórcio e agora com o casamento entre pessoas do mesmo sexo, se não tentasse capitalizar a sua influência (e capitalizar em termos de dinheiro também) talvez se escrevesse menos sobre ela...
De António Parente a 29 de Novembro de 2009 às 21:46
Cara Palmira
Há uma coisa que se chama "democracia". Numa "democracia" todos podem meter o bedelho em tudo. Felizmente, acrescento eu. Claro que isso é uma chatice para quem gostaria que o mundo fosse como o idealizou dentro da sua cabeça. Paciência. Cá estarei eu e outros como eu a defenderem a liberdade de se meter o bedelho em tudo. Contra aqueles que gostariam de ter o exclusivo de se meterem na vida de toda a gente. Sejam clericais ou laicos.
De Anónimo a 29 de Novembro de 2009 às 21:59
Exacto. Essa do bedelho é fantástica. Somos todos tão tolerantes... quando os outros concordam connosco! Pergunto-me se a Palmira percebeu alguma coisa no debate que diz que viu esta noite...
Não meu caro, quando se mete o bedelho onde não se é chamado não se pode depois vir ulular ai jesus que me estão a denegrir quando se é criticado :) só isso.
Ou seja, o caro anónimo assim como o António Parente acham que a Igreja deve meter o bedelho em tudo e clamam de pergaminhos democráticos mas acham tb um ultrage que a Igreja não esteja acima de críticas. Todas as críticas; ainda recordo o momento humoristico que foi o rasgar de vestes quando o Miguel disse que o Cristo Rei era um mamarracho arquitectónico.
Como já referi vezes sem conta ao caro AP, ambos parecem ter uma noção algo distorcida e biased de democracia (já agora, volto a repetir que não é ditadura da maioria, por muito que isso custe ao AP...)
De António Parente a 29 de Novembro de 2009 às 22:21
Cara Palmira
A Palmira critica quem quer. Claro que a Igreja Católica não está acima das críticas. Faça uma crítica justa e eu concordo consigo. O problema é quando se entusiasma e acelera e aí já ninguém a pode acompanhar...
Quanto à ditadura da maioria ainda bem que o lembra... Daqui a uns anos, voltaremos a conversar sobre isso. Não se esqueça do que me disse...
Caro AP:
Esse foi um momento humoristico, certo? Como se o AP alguma vez concordasse com a mínima crítica à ICAR...
De António Parente a 29 de Novembro de 2009 às 23:49
Está desactualizada, cara Palmira. Já viu no meu blog o post sobre os abusos na Irlanda? Se não viu, veja. Não precisa ler tudo. Apenas o último parágrafo.
De nuvens de fumo a 30 de Novembro de 2009 às 10:21
AP
Qual é afinal o seu blog ?
Não sei , pelo menos não teve a gentileza de me enviar esse link.
Vou investigar
ah, e não é preciso esperar alguns anos para a história da ditadura da maioria, só até ao próximo post e ao que se passa no paquistão com a minoria católica. mas aí o AP já considera certamente mal que a igreja local meta o bedelho em política...
De António Parente a 29 de Novembro de 2009 às 23:53
Não faço a mínima ideia do que se passa no Paquistão mas estarei atento ao seu próximo post. Referia-me ao facto de daqui a alguns anos os cristãos serem a minoria. Quero ver como reagirá a Palmira quando quisermos meter o bedelho... Dirá que as minorias se devem subordinar às maiorias? Sempre quero ver...
De mimi a 30 de Novembro de 2009 às 01:12
Numa "democracia" todos podem meter o bedelho em tudo.
Sim, António Parente, podem. E nós também podemos meter-nos nas coisas da ICAR? Afinal é uma instituição que existe em Portugal, ocupa um espaço físico considerável e virtual ainda mais.
Posso começar por... pela situação afectiva dos padres, incluindo o casamento? Podemos todos votar em referendo se os arrumamos de vez numa situação emocional estável?
É que todos nós sabemos que uns certos problemazinhos que hoje assolam a Irlanda, depois de terem passado pelos Estados Unidos e Austrália, não tardam a chegar cá, é só uma questão de tempo, e dizem respeito a toda a sociedade civil. Queríamos também poder meter o bedelho em tudo, não há filhos e enteados. Se uns podem, porque não todos?
De antonioparente@sapo.pt a 30 de Novembro de 2009 às 01:27
Claro que pode, mimi. Esteja à vontade. Não sou eu que a impeço disso. Pode começar já hoje.
De mimi a 30 de Novembro de 2009 às 16:18
Anoto a sua disponibilidade.
Acha então que todos deveríamos votar em referendo o casamento dos padres... Seria um alívio para muitos deles e principalmente para muitos dos que lhes caem no goto. Já não falo do ordenamento de mulheres, isso é lá com os regulamentos internos, embora não desconheça, decerto, que colidem com a constituição.
Os muçulmanos, por muito que invoquem o Corão, não podem ser bígamos à luz da lei. À ICAR tb não devia ser permitida a misogenia inconstitucional.
De António parente a 30 de Novembro de 2009 às 16:24
Talvez fosse preferível perguntar aos padres se são felizes assim e depois dar-lhe uma hipótese de escolherem a vida que gostariam de seguir. Quanto às mulheres, eu vejo as igrejas cheias delas. Porque será, mimi?
De mimi a 30 de Novembro de 2009 às 17:15
Longe de mim impor o casamento a quem quer que seja. Mas, tal como para os outros grupos sociais, a ferramenta deveria estar disponível para todos os que a pretendessem utilizar e há muitos padres que gostariam, não é novidade para ninguém.
Mas podem?
Referendemos, então.
Já quanto às mulheres, o que é que os alhos têm a ver com os bogalhos?
A maioria das mulheres não quererá ser padre mas, mais uma vez, a constituição não obriga ninguém a pessoalmente usufruir da ferramenta, apenas a que exista à mão de cada um.
Não é, António Parente? Vá lá, não tente baralhar as cartas. Embaralhar, como se dizia.
De
Francisco a 30 de Novembro de 2009 às 09:38
Caro António Parente,
neste último post resumiu muito do que está mal na postura da igreja e daquilo que (como instituição) se dá ao trabalho de ensinar. Por si só justifica que se questione a igreja e se suspeite da benevolência das suas acções e ensinamentos.
Democracia não é eleições livres. É muito mais que isso.
Insinuar o que acabou de insinuar é ofensivo. E você devia penitenciar-se por isso. Menoriza os direitos e garantias de todas as minorias. É essa falta de respeito, falta de empatia, que deve ser apontada na doutrina da igreja.
Democracia não é uma ditadura de maiorias.
De António Parente a 30 de Novembro de 2009 às 09:44
O que insinuei eu, Francisco? As minhas opiniões são pessoais, não estou aqui em representação de ninguém.
De
Francisco a 30 de Novembro de 2009 às 21:09
Caro AP,
insinuou que em democracia tudo pode ser posto em causa, o que é errado, pense nisso.
De António Parente a 30 de Novembro de 2009 às 21:20
Caro Francisco
Se não puder pôr tudo em causa não é democracia. Uma coisa é pôr em causa, outra coisa é impôr as opiniões pela força. Há uma diferença.
De
Francisco a 30 de Novembro de 2009 às 21:36
Caro AP,
em democracia, porque é democracia, não pode por em causa os direitos, liberdades e garantias dos outros. Nem é necessário ver isso pela fraternidade, igualdade ou justiça, basta a segurança mas prefiro acreditar que chegará lá pela justiça e fraternidade.
De António Parente a 30 de Novembro de 2009 às 21:55
Ah, não? Diga isso a quem pede a revisão constitucional para acabar com alguns direitos e garantias no capítulo do emprego.
PS - Daqui a 6 minutos só comento no jugular com pseudónimo pelo que considero este diálogo terminado. Foi um prazer.
De fernando antolin a 29 de Novembro de 2009 às 21:37
sinceramente não sei quem é que já maça mais...
De Anónimo a 29 de Novembro de 2009 às 21:43
Concordo
De José Viegas a 29 de Novembro de 2009 às 22:41
quem maça mais é você, seguido do Parente
De Jorge a 29 de Novembro de 2009 às 22:44
Respondeu o júri...
De António Parente a 29 de Novembro de 2009 às 23:51
Quem é você, Viegas? Donde apareceu? Nunca o tinha visto aqui.
De José Viegas a 30 de Novembro de 2009 às 00:13
pois eu já o conheço bem, é sempre a mesma coisa...
então essa férias, foram curtas?
De António Parente a 30 de Novembro de 2009 às 00:44
É impressão minha ou o Viegas não simpatiza comigo? Posso saber as razões de tal antipatia?
De José Viegas a 30 de Novembro de 2009 às 00:52
demasiada argumentação inválida enche o saco, passe o brasileirismo.
De António Parente a 30 de Novembro de 2009 às 00:55
Inválida como, Viegas? Essa não percebi.
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