Domingo, 29 de Novembro de 2009

Acabou há minutos outro debate na BBC, a que assisti em directo (enfim, com algumas interrupções). Desta vez, a moção em debate é algo que me irrita, «É o ateísmo o novo fundamentalismo?» A defender, muito mal, a moção estavam Richard Harries, o ex-bispo de Oxford, e Charles Moore. o ex-editor do Daily Telegraph e do The Spectator. Contra a moção, uma dupla de luxo: Richard Dawkins e A.C. Grayling. Mal os vídeos estejam disponíveis no Youtube voltarei a este debate que foi muito, mas muito bom. Tão bom que o hashtag do programa já é um dos must do Twitter.
De JDC a 29 de Novembro de 2009 às 20:50
E não é Dawkins um perfeito exemplo de ateísmo religioso? Segundo Dawkins, eu estou doente e preciso de me tratar...
De António Parente a 29 de Novembro de 2009 às 21:29
Quanto a essa pergunta a resposta só pode ser uma: Sim! Nem é preciso debate.
felizmente muito poucos, mas menos muito poucos concordam consigo :)
De António Parente a 29 de Novembro de 2009 às 21:38
Huuummm... será mesmo assim? Olhe que não... :-)
De S a 29 de Novembro de 2009 às 23:33
Um comentário no Twitter que achei piada;
"If atheism is a religion, then abstinence is a sexual position."
De S a 29 de Novembro de 2009 às 23:38
Aliás, pelo número de vezes que surge repetido, deve ter sido uma tirada de um dos participantes no debate. Mais razões para o ver. :)
De mimi a 29 de Novembro de 2009 às 23:52
Ora essa! Enquanto a ICAR reinou sozinha, fez o escabeche que entendeu, gritou a plenos pulmões contra todos lá do alto dos campanários, estava tudo em conformidade com as leis de Deus. Agora que aqueles que durante séculos a fio nunca tiveram voz, finalmente podem expressar-se, aqui d'el rei que são fundamentalistas.
Qual é a proporção de púlpitos e de alcance entre o Dawkins ou outro ateu, e qualquer padre de uma paróquia rural?
Esta reacção da ICAR & Co. é estranha, não é hábito o elefante temer a formiguinha. Mas eles lá sabem...
De henedina a 30 de Novembro de 2009 às 00:43
Obrigada. Vou ver.
De Nuno Gaspar a 30 de Novembro de 2009 às 01:18
O ateísmo pode não ser fundamentalista. A Palmira é.
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