Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009
Palmira F. Silva

 

Já está disponível online o debate de ontem na BBC, aquele em que se discutia se «É o ateísmo o novo fundamentalismo?». Clicando na imagem podem ouvir Richard Dawkins, de longe o melhor dos quatro embora A.C. Grayling também tenha estado muito bem. Já as intervenções do ex-bispo de Oxford e de Charles Moore foram muito fraquitas. O primeiro limitou-se a afirmar que os ateístas são os novos fundamentalistas porque não veêm que alguma da melhor filosofia, arte, poesia e música foi criada por cristãos e porque não dão lugar ao grande talvez (??). O segundo basicamente resumiu-se à falta de espiritualidade  dos ateístas e à sua insistência «fundamentalista» no uso da razão. Enfim, um bocadinho deprimente, como podem confirmar aqui.


8 comentários:
De Ana a 1 de Dezembro de 2009 às 00:34
Não sigo nenhuma religião mas sou espiritual. Uso a razão no sentido de não seguir um livro literário e um punhado de regras escritos e inventados por um humano qualquer, com sede de poder e controlo. Muito menos quando nos tenta subjugar e impedir de raciocinar, pensar e questionar, roubando-nos do nosso direito fundamental que é descobrir, criar. Para mim, a religião é limitativa e um entrave ao verdadeiro desenvolvimento espiritual do ser humano, enquanto indivíduo e enquanto todo. o simples facto de que a religião nos coloca acima da natureza (essa está aqui para nos servir e saciar)
foi precisamente o catalisador para a exploração desregrada e sem limites da mesma, que nos levou à situação preocupante que existe actualmente. Mas isso é a minha opinião.


De Pinto a 1 de Dezembro de 2009 às 10:31
Dizer que se é imune a qualquer influência é, desde logo, um sinal claro de ignorância. 

E depois de ler o resto do seu comentário vejo mesmo muita originalidade no que escreve - vê-se mesmo que não se deixa influenciar por nada.
É ir à noite ao Bairro Alto e em cada esquina é um discurso desses acompanhado de um cigarro de enrolar.
Só boçalidades.


De lampião a 1 de Dezembro de 2009 às 00:36

A exibição do sporting? A exibição do sporting foi muito fraquita


De LA-C a 1 de Dezembro de 2009 às 11:01
"Clicando na imagem podem ouvir Richard Dawkins, de longe o melhor dos quatro embora A.C. Grayling também tenha estado muito bem. "

Não concordo. Grayling, que eu não conhecia, esteve muito bem. Penso que com um grau de profundidade que Dawkins não teve.
Claro que Dawkins está mais à vontade em palco, mas se pusermos isso de parte, se lêssemos as palavras de cada um, em vez de as ver, concluiríamos que Grayling esteve uns furos acima, parece-me


De Palmira F. Silva a 1 de Dezembro de 2009 às 11:51
Olá Luís:

Estive a ouvir de novo Grayling e tens razão, foi mais profundo. Dawkins falou a seguir ao bispo de Oxford com aquela história de ser fundamentalismo não se ser «compromising» talvez tenha tido influência na apreciação :) Por outro lado, eu só tinha visto o programa todo via life streaming no domingo e houve algumas falhas de ligação.


De sxzoeyjbrhg a 1 de Dezembro de 2009 às 16:43
Para descarregarem o vídeo completo (em formato MPEG4) do debate vão aqui:


http://ec2-79-125-48-20.eu-west-1.compute.amazonaws.com/stream.prop/Atheism_is_the_new_fundamentalism.mp4?start=0


De Criatura da Noite a 1 de Dezembro de 2009 às 16:51
A religião é o ópio do povo e o catalisador da pura igorância desse mesmo povo.


De Sejeiro Velho a 2 de Dezembro de 2009 às 16:52
Fundamentalismo ateu. É frequente ouvir-se que o ateísmo é uma outra religião, em que Deus é substituído pela ciência. Que o ser humano é naturalmente religioso. Que é impossível não acreditar num ente superior, criador e regulador. 
Declaro convictamente que sou ateu, que ponho a ciência constantemente em causa e que aceito (não quere dizer que concorde), com todas as ideias religiosas, dando a todas o mesmo valor. Não preciso de Deus para justificar a "existência", pois não preciso de justificá-la; a sua origem é tão misteriosa para mim como a "não existência". Não me pergunto "o que sou", "o que vim cá fazer", "para onde vou",  "qual a minha razão de ser", pois não me atribuo qualquer importância no contexto da existência. Disse.


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