De maria a 2 de Dezembro de 2009 às 01:50
vim aqui a partir do 31. desculpe , acha mal que as mulheres suiças tenham votado não a simbolos de uma religião hiper machista? ele há muitas formas de as mulheres se unirem e este referendo , que dizem perdido pelo voto feminino , pode ser uma delas.
estou contente por uma religião para a qual mulher é igual a zero não tenha conseguido erigir minaretes. penso que todas as mulheres suiças que votaram não merecem ser parabenizadas pelas outras que gozam de minaretes sem umas letras pelo meio.
pense lá outra vez.
Devolvo-lhe a pergunta com outras: que acha de se decidir em referendo se os padres se podem ou não casar ou a abolição do dogma da infalibilidade papal? Ou, já que se preocupa tanto com a questão feminina, se as mulheres devem ou não ser ordenadas? Ou deve ir a votos o dogma da imaculada conceição?
De Romeu a 2 de Dezembro de 2009 às 09:13
Se fosse por aí também votámos não aos símbolos machistas da igreja católica.
Pelo meio baníamos o direito à liberdade religiosa...
Sinceramente, acho que vai por essas cabecas muito racismo e xenofobia. Eu estou a estudar no estrangeiro com estudantes (rapazes e raparigas) Turcos e eles e elas, muculmanos ou não, são tão modernos, abertos e tolerantes como qualquer Português, católico ou não. Não vejo qualquer diferenca entre o machismo no catolicismo ou no islamismo. Parece que as pessoas só se lembram dos muculmanos quando eles estão na tv a cantar porque caíram as torrer gémeas a gritar morte aos ocidentais. Se calhar também devíamos só pensar nos cristäos quando viessem defender ideias extremistas, como os que apoiam o governo do Uganda se preparar para tornar lei as penas de morte e perseguicões a homossexuais.
Grassa por aqui imensa confusão. Ele é nos comentários, mas também nos articulistas.
Cara Palmira F. Silva, comparar alhos com bugalhos é a mesma coisa que comparar burcas com hábitos e a proibição de minaretes com intolerância religiosa.
As burcas em espaço público podem trazer problemas de segurança. Ou considera legítimo que eu me possa passear com uma meia escura pela cabeça em bancos e centros comerciais, só porque as "minhas convicções" assim mo obrigam?
A proibição de minaretes, ou apenas da sua utilização sonora, pode ser comparável à limitação da construção em altura nos nossos centros históricos. É como muito bem alguém disse uma opção estética ou ambiental, ainda que possa estar contaminada por preconceitos, aí estamos de acordo.
Eu, por exemplo, votaria "sim" num Referendo nacional à proibição de aparelhagens sonoras para o exterior das Igrejas, como igualmente à proibição de música amplificada nas ruas comerciais, ou nas praias. Sem quaisquer preconceitos e sem que isso pudesse ser considerado como intolerância religiosa!
Diga-me, por favor, em que é que a liberdade de culto fica prejudicada por via de uma opção arquitectónica? Não são a esmagadora maioria dos Regulamentos urbanísticos dos nossos Planos Directores Municipais opções igualmente "intolerantes", quando exigem a preservação de uma suposta (e muito subjectiva) "identidade cultural" das nossas Vilas e Aldeias?
Não poderiam igualmente os suíços prever zonas "de expansão urbana" onde as Mesquitas a construir pudessem ter os seus Minaretes sem ofender o seu Património Histórico-cultural e arquitectónico?
Quem pretende abusar desta discussão (que podia bem ser muito mais séria e responsável) apenas para retirar dividendos políticos?
De
Lutz a 2 de Dezembro de 2009 às 12:01
«Não poderiam igualmente os suíços prever zonas "de expansão urbana" onde as Mesquitas a construir pudessem ter os seus Minaretes sem ofender o seu Património Histórico-cultural e arquitectónico?»
Poderiam, mas não querem. Decidiram isso no domingo.
O referendo suíco não votou a limitação da poluição sonora, ou a altura de edifícios em determinado contexto urbano. Proibiu a construção de minaretes tout court. Só minaretes, não capanários ou arranha-ceus. Não foi a votos um problema urbanístico, mas a afirmação religiosa no espaço urbano, de forma discricionária, visando apenas uma religião.
De nuvens de fumo a 2 de Dezembro de 2009 às 12:05
Entendem as pessoas que se os mulçumanos quiserem, constroem um edifício com uma torre qualquer , estilizada e consideram aquilo o seu minarete???
Para mais, como se define um minarete ?
enfim, suiços, a mesma gente que quando a Alemanha ganhava a guerra exportava judeus, e quando começou a perder exportava alemães. Desde que não tivessem ouro para as suas contas.
É gente que desconfio, mas isso sou eu 
De Nuno Cruz a 2 de Dezembro de 2009 às 16:24
"enfim, suiços, a mesma gente que quando a Alemanha ganhava a guerra exportava judeus, e quando começou a perder exportava alemães. Desde que não tivessem ouro para as suas contas."
Fosse este um comentário dirigido a muçulmanos e teria sido, e com razão, apelidado de idiota por toda a gente. Mas não é por ser dirigido a suíços que deve passar despercebido.
De nuvens de fumo a 2 de Dezembro de 2009 às 17:25
Tem dúvidas ?
De Nuno Cruz a 2 de Dezembro de 2009 às 16:19
(http://en.wikipedia.org/wiki/Ibn_Warraq)Gosto do Ibn Warraq, mas tenho duas observações a fazer:
"Proibição da burca, mas não do hábito de freira"
Esta comparação não faz sentido.
"Se um país fizer mais esforços em fornecer um lar acolhedor e justo para os imigrantes, não teria de se preocupar com a regulação da altura dos edifícios religiosos ou com a quantidade de roupas religiosas."
Esta frase é injusta. Países como a Suécia, com um dos melhores sistemas de segurança social do mundo, faz hoje face aos mesmos problemas que se encontram em toda a Europa.
Lutz:
«[O Referendo suíço] Proibiu a construção de minaretes tout court. Só minaretes, não capanários ou arranha-céus. Não foi a votos um problema urbanístico, mas a afirmação religiosa no espaço urbano, de forma discricionária, visando apenas uma religião.»
Pode ser entendido assim, como pode ser entendido "assado": para um Estado laico, um minarete (como um campanário) é um mero elemento arquitectónico, não um símbolo religioso.
Para o Povo suíço, o que foi a votos foi um problema, não diria urbanístico, mas sim eminentemente CULTURAL, no seu sentido mais lato, que se relaciona com a própria identificação imagética do respectivo País na actualidade. Se isso pode ser considerado, igualmente, limitativo da afirmação de uma dada Religião no espaço público, paciência.
O espaço público é isso mesmo, público, por isso a sua gestão, numa Democracia, decide-se a votos. Pena é que isso não aconteça com a mesma frequência, frontalidade e coragem no nosso País...
Comentar post