De j a 2 de Dezembro de 2009 às 00:35
"quem é o rui pereira"?
de facto, a jornalista que escreveu tal notícia só pode ser uma anedota!
o que, somando, fazem duas anedotas.
De g_l a 2 de Dezembro de 2009 às 00:45
A jornalista da Lusa sofre de marroquinismo agudo. Ela mesmo se calhar é uma vítima de maus tratos.
De fernando antolin a 2 de Dezembro de 2009 às 00:47
Duas vítimas. Só. E este só é do tamanho da tragédia e do barbarismo e estupidez que os ceifou. Nem quero tentar entrar no espírito deste comentário de Teresa Santa Clara. Parvoíce minha, com certeza.Será o cansaço de mais um turno de noite aqui no Aerop. Mas não consigo graduar assim tragédias.Repito que será defeito meu.
Boa noite
De
Carla a 2 de Dezembro de 2009 às 00:50
É triste.
Sempre a desculparem as forças de segurança, não têm meios, nâo têm isto, não têm aquilo, e as vezes nem senso comum e lógica têm, porque se tivessem duas vidas não se tinham perdido.
Mas também digo, uma boa parte da nossa força policial andou no Ultramar, e isso não é facil. Uma guerra nunca é facil, ver companheiros a morrer com minas, não é facil. E sei porque tenho uma pessoa em casa que passou por isso, e é psp reformado mas felizmente sempre teve a cabeça no lugar. Enfim, acho que de certa forma estamos a colher frutos de um passado muito triste.
Eu compreendo que isto revolte as pessoas - eu também fico revoltado. Mas, comparar o tratamento dado aos funerais? Isso que resolve alguma coisa? E por ser um agente da autoridade deixamos de lamentar a sua morte? Deveriam os jornalistas menorizá-la? Aqui não há hérois; há um criminoso e duas vítimas.
Quanto a dizer «... que foi, entenda-se, abandonada pela GNR onde tinha acabado de ir pedir ajuda em desespero!», não me parece que tenha sido exactamente assim. Do site do DN: «A GNR aconselhou Manuela a fazer exames médico-legais na Figueira da Foz, mas, pouco depois da ambulância arrancar, instalou-se o pânico. Eram perseguidos pelo ex-companheiro, de forma que a decisão de Manuela foi a de regressar ao posto da GNR para dessa forma se proteger. Quando a ambulância estacionou, o agressor entrou e disparou sobre ela um tiro de espingarda. Mário só não matou também a filha porque a mãe a afastou no momento do disparo.»
De claudia a 2 de Dezembro de 2009 às 17:28
A diferença é que o GNR podia ter desarmado o assassino e não desarmou por sua incompetência e/ou dos colegas. A senhora foi abandonada porque, apesar de ameaçada, a GNR não foi capaz de assegurar a sua deslocação aos serviços de saúde sem ser molestada.
Para pôr as coisas preto no branco: este é o estado sexista das nossas notícias.
Ponhamos, então, as coisas preto no branco: faz-me aflição que algumas pessoas se preocupem mais com o destaque ou a falta dele nas notícias do que com o que se passou, com o que está por detrás, com as formas de o prevenir; agonia-me tanta falta de humanidade para com um homem que morreu e para com aqueles que deixou. Em suma: mete-me nojo.
De
f. a 3 de Dezembro de 2009 às 00:01
carlos, acho q está a ser injusto -- mto injusto, mesmo. nem parece seu, até porq o q diz além d injusto é contraditório. ou acha q o destaque dado nas notícias ou, o q está em causa, a forma como são perspectivados os dois crimes, as duas mortes, não tem nada a ver com 'o que está por detrás e as formas de o prevenir'? não creio q ache -- acho q esta lhe saiu mal. e q deve desculpas às pessoas -- nomeadamente à teresa e à claudia -- pelo seu 'mete-m nojo'. a não ser q lh meta nojo a indignação q elas justamente exprimem perante a menorização do homicídop daquela mulher -- menorização não só presente na forma como a notícia foi feita como em tudo o que sucedeu: o q sucedeu antes do homicídio, e q permitiu q este ocorresse, e o q sucedeu depois, e q permitiu q o homicida matasse outra pessoa. pense nisso.
Começo pelo mais simples, para ficar arrumado de vez: como é fácil de ver, até pelo facto de não ter usado a 3.ª pessoa do plural, o 'mete-me nojo' não se dirigia à Teresa e à Cláudia enquanto pessoas, que sequer conheço, mas ao que disseram.
Comecei por dizer que não só compreendo a revolta das pessoas perante estes casos, como partilho-a. Como as pessoas poderão constatar lendo o que escrevo (se quiserem, claro), até defendo 'medidas preventivas especiais' quando o Estado não cumpre a sua obrigação. Não o defendo para mostrar 'atitude' (daí não entender o seu 'acho que esta lhe saiu mal', porque eu não me exprimo a pensar se esta, aquela ou aqueloutra me vão sair bem ou mal; apenas exprimo o que penso e sinto, bem ou mal, isso já não discuto), mas porque, sendo jurista de formação, sei que é só quando o poder político tem força bastante para dominar a violência que ele pode impor soluções através do Direito (Baptista Machado). Se não o consegue fazer, não há Estado de Direito. Mas isto levar-nos-ia muito longe; só o refiro para que se perceba onde me situo nesta questão.
Mas, quando duas pessoas são assassinadas, o que menos me interessa é estabelecer hierarquias entre as vítimas. Mas, ainda aceite que outros o façam, é também uma questão de 'tom'. A Fernanda subscreve frases como «E o herói é o GNR, que podia ser uma excelente pessoa, mas que é um agente da autoridade porra!»? Eu não. O que significa uma frase destas? Que ele já pode morrer? Ou que não tem direito ao estatuto de vítima? E a família que ele deixou, por ser família de um agente da autoridade, merece menos a nossa compaixão? Se ele tiver um filho de 5 anos, é menos doloroso essa criança crescer sem pai? É sobretudo a insensibilidade da frase que me choca (e daí o 'mete-me nojo').
O que sucedeu antes, Fernanda, devem ter sido muitas coisas, e não começaram naquele posto. Li que ela estava separada há um ano, mas continuava a efectuar limpeza no café do ex-companheiro por medo. Como é isto possível? Acha que há uma explicação simples para isto? Acha que a principal falha é da GNR? Eu, mais uma vez, não acho que seja - o que não retira a esta a sua quota parte de responsabilidade.
A Fernanda considera justa a forma como a Teresa e a Cláudia exprimem a indignação; eu não. É apenas isso.
De
f. a 3 de Dezembro de 2009 às 01:24
carlos, já disse tudo o q tinha a dizer sobre o q o carlos tinha dito antes no comentário anterior. é evidente para mim que o texto da teresa e o comentário da cláudia não menorizam a morte do soldado da gnr; protestam pela menorização da morte da mulher. e chamam a atenção para o facto de aquela mulher ter morrido quando estava -- ou devia estar -- sob a protecção da gnr e de o guarda que morreu ter morrido porque a gnr não fez o q tinha a fazer. a gnr neste caso são, obviamente, os gnr q ali estavam e não a falta de coletes à prova de bala, de efectivos ou de armas -- houve muita coisa q correu muito mal ali e é preciso saber porquê. é assim q eu leio o 'é agente d autoridade, porra': os agentes da autoridade estão investidos dela e armasos por nós, o povo, para q quando um de nós lhes pede protecção nos protejam. os agentes da autoridade existem para fazer valer a autoridade da lei. existem para impedir q um selvagem qq assassine uma mulher dentro de uma ambulância. existem para o desarmar e para certificarem q ele não terá condições para constituir perigo para outros.
é possível q o agente q morreu não tenha tido qq intervenção no caso (li algures q estava a sair d serviço) e q portanto não tenha tido qq responsabilidade no facto de o homem não ter sido algemado e desarmado. mas outros agentes tiveram. outros agentes da autoridade, porra. com autoridade p fazerem o q deviam ter feito e não fizeram. percebe o porra?
Como é fácil de ver, Fernanda, concordo com quase tudo o que agora diz. À excepção da leitura que fazemos do texto da Teresa, claro. O que, no limite, poderá ser uma questão de sensibilidade; não vale a pena chover no molhado.
Gostaria, isso sim, que daqui a um ou dois anos não andássemos aqui a analisar e discutir as nossas diferentes leituras de um texto sobre uma vítima de violência doméstica - sobretudo com números como os actuais. Fique bem.
De Nuno Gaspar a 3 de Dezembro de 2009 às 02:10
"é evidente para mim que o texto da teresa e o comentário da cláudia não menorizam a morte do soldado da gnr"
Pode ser evidente para si, para a teresa e para a claudia. Duvido que para mais alguém.
"os agentes da autoridade estão investidos dela e armasos por nós, o povo, para q quando um de nós lhes pede protecção nos protejam"
Está a falar dos mesmos agentes da autoridade que, pela infelicidade de causar involuntariamente a morte, no seu trabalho de deter e apresentar à justiça, quem a ela tem que prestar contas, está sempre pronta a zurzir e a acusar de excessos?
Se a percepção de força da autoridade não estivesse tão diminuida pelo género de abordagem com que você e muitos outros a costumam tratar talvez casos como este tivessem mais dificuldade em ocorrer.
Também me questiono sobre a competência daquele Posto da G. N. R.! Em Sacavém assassinaram um rapaz dentro do Posto, só por ser suspeito de um crime menor (furto?).
Vai uma aposta que, se o assassino fosse um PRETO, não só nem chegava a ter hipótese de se acercar da ambulância, como TERIA SIDO IMEDIATAMENTE LINCHADO PELOS OUTROS GUARDAS, caso tivesse conseguido abater a sangue-frio um deles, ainda por cima inocente (presunção minha)?
Tudo isto deveria fazer esse tal rui pereira pensar muito mais antes de se mostrar "solidário" para a fotografia...
De farto de tretas a 2 de Dezembro de 2009 às 16:28
ó marcelo vai lavar a boca ... e o cérebro! que merda de comparações.
De farto de tretas a 2 de Dezembro de 2009 às 16:26
a merda toda é a teresa santa clara necessitar de menorizar e insultar o gnr assassinado. tanto preconceito contra a autoridade. faque iu
De
f. a 3 de Dezembro de 2009 às 00:05
ninguém aqui insultou o gnr assassinado. o insulto é ele ter podido morrer baleado dentro d uma esquadra por um homem q acabara de matar outra pessoa e a quem os colegas dele -- ou ele próprio -- não se terão dado sequer ao trabalho de algemar. adorava perceber como pode ter isso sucedido -- e creio q a memória e o respeito por este homem exige que todos o saibamos. e q todos saibamos se alguém q vai à gnr ou à psp pedir ajuda e participar contra um agressor pode esperar protecção e atitudes profissionais ou deve partir do princípio d q q s o tal agressor a quiser matar a polícia é capaz d não lh servir d nada -- nem à vítima nem sequer a ela, à polícia.
De Fernanda Freitas a 2 de Dezembro de 2009 às 23:48
ola f.
Não ha hierarquias possiveis perante crimes.
Perante a morte.
Mas entendo a indignação da Teresa.
Afinal, e num ápice, há ministros à solta em cerimonias funebres de todos os oficiais que (lamentavelmente) morreram a cumprir o seu dever? E as mulheres que morrem nas mãos destes assassinos- alguma algum dia teve "honras" destas? Ou aqui já existem hierarquias?
Serão estes criminosos considerados assassinos ao matarem um membro da autoridade? Porque parece-me que se matarem "apenas" a mulher, a namorada, a mae dos filhos... então são uns desgraçados, coitados, até heróis! Enquanto o vizinho, a mãe, o tio e a cabeleireira não condenarem severamente o mau trato, o berro, o estalo, o murro, a tareia... com base em premissas retrógadas, o tiro é só uma consequencia inevitavel da nossa patetica cumplicidade.
ff
De
f. a 3 de Dezembro de 2009 às 00:11
fernanda, olá. ao contrário do q dizes, há hierarquias d crimes (e tu sabes q sim, percebo o q queres dizer). mas, pior, há hierarquias de homicídios e mesmo entre dois homicídios cometidos pela mesma pessoa, com minutos de intervalo, pode haver -- e quase d certeza haverá -- uma hierarquia no momento da decisão da pena. como há uma hierarquia na notícia q a teresa cita. como houve uma hierarquia -- temo não ter dúvidas -- na cabeça dos membros da gnr q perante aquele crime bárbaro, perpetrado à porta de um posto e dentro de um veículo do estado, não acharam necessário algemar aquele homem, dominá-lo e revistá-lo d modo a que não pudesse fazer mal a mais ninguém. é dessa hierarquia d valores q trata este mail da teresa q transformei em post -- a hierarquia q, como sabes e referes no teu comentário, permite q tudo isto tenha sucedido.
Parece que um homem tresloucado não respeita nada. Só vê sangue. Sangue. Sangue. Quer transformar o mundo em líquido sangue.
Parece que acalmamos o tresloucamento Y ele fica dentro a gritar até ver mais sangue. sangue. sangue.
É uma dimensão humana que requer - pelo exemplo deste caso - uma pausa para reflexão.
PS.: Não deverão as esquadras estar munidas de armas que em vez das clássicas balas, tenham uma substância atordoante ( como as q se usam para paralisar animais selvagem ) ... mesmo que disparadas à socapa- de forma preventiva!!! - penso que é exactamente o que qq um virá a agradecer caso entre num estado tresloucado como o caso é testemunha. -"Ninguém sabe o dia de amanhã" - ... se eu tiver 1 destes dias ... Gostaria de ter direito a um tiro destes.
Ouuups ... não vislumbro - de momento - outra solução para prevenir casos futuros ....
Mas não esquecer qe tudo isto é dimensão humana; independentemente das narrativas mais ou menos dos relatos. Ou a aferição do grau de tragedicidade ... etc.
Vale.
De
f3lixP a 3 de Dezembro de 2009 às 09:21
Concordo plenamente e tenho o direito de o fazer por ter vivido de tão perto esta situação! Não existem heróis nesta história e a haver a GNR seria a última a ser nomeada como tal. Isto envolve muito mais do que dizem os jornais (que são tão rigorosos, basta dizerem que Mário era ex-fuzileiro, não sei em que filme), mas enfim, é o que vai vender esta semana!
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