Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009
"As nossas elites intelectuais estão obcecadas com o tema da decadência há mais de dois séculos. Mas qual a relação entre esta obsessão e a história recente do país? Se olharmos para os indicadores económicos, de saúde, de educação, etc., do Portugal das últimas três ou quatro décadas, parece óbvio que houve uma evolução muito positiva. Poderia ter sido mais rápida em alguns aspectos, ou mais consolidada. Mas era difícil fazê-lo partindo de onde partimos. Objectivamente, portanto, não parece haver razões para um pessimismo hiperbólico, e ainda menos para o discurso do fim.
Porém, este discurso nada tem de objectivo. Não se inscreve no domínio do racional mas antes na esfera do emotivo. Há aqui uma perversão que convém assinalar. Quem protagoniza este discurso usa a sua respeitabilidade académica para fazer profecias que apelam à emoção e não à razão - mas ao saltar da análise sociológica para o registo profético, o seu discurso passa a valer tanto como o da astróloga Maya."
João Cardoso Rosas, jornal i
De nuvens de fumo a 3 de Dezembro de 2009 às 14:22
O pior de todos estes candidatos a Cassandra do mês é aquele senhor do plano inclinado,, não me recordo o nome sempre a preconizar o fim dos tempos, detesta tudo o que é moderno, o mal de tudo isto ( isto que não sei o que é ??!?!?) é o MAgalhães, as criancinhas nºao saberem a tabuada e mamanhecas do tipo.
É a transcrição da conversa do café, versão trolha das novas oportunidades, sabe falar melhor, mas diz mal de tudo. As estradas é um mal, o TGV é um mal, mas sempre que lhe perguntam a saída , bem ele aí é todo cauteloso: quem é ele para saber, que outros h+a melhores, que é preciso um consenso.
Como dizia, é o discurso do trolha melhorado e pouco revisto.
São versões de salazarentas de arrastar por casa.
Mas que provocam depressão provocam, irra, com gente desta nem se tinha saído da barra de Lisboa, quanto mais descobrimentos.
O velho do Restelo queria a conquista do norte de áfrica e tem a fama que se conhece, estes queriam ficar era como os velhos dos marretas.
De pedro frederico a 3 de Dezembro de 2009 às 16:22
Boa tarde....as nuvens e o éden de alguns...pois se este governo andasse por lá nessa altura, o barco afundava logo antes de sair do porto, isso não tenho dúvidas...e meu senhor, prefiro o discurso do trolha melhorado ao discurso do tarefeiro que rouba tijolos...
passe bem...
De nuvens de fumo a 4 de Dezembro de 2009 às 10:04
Ao menos diz que fariam um barco, às tantas seria a oposição a responsável pela montagem 
Muito bem opinado.
Contudo, creio que este fenómeno tem já bastante mais de quatro décadas. Li algures, muito recentemente (num texto do Tiago Mendes?), que o grande salto em frente de Portugal, ou se preferirem o "milagre (económico e social) português", tem contornos bem definidos, em termos estatísticos irrefutáveis, os quais começam a desenhar-se na viragem da primeira para a segunda metade do Século XX.
Pouco antes dos anos cinquenta, o PIB per capita português não chegaria a um terço do de Inglaterra. Perto do ano 2000 atingira já cerca de dois terços! Não garanto absoluto rigor nestes números (estou a citar de memória), mas como ordem de grandeza não deverão estar muito desacertados.
Ao contrário daquilo que geralmente se pensa (porque adopta sempre como referência o padrão de um Portugal imperial, no auge do seu poderio económico e supostamente na vanguarda da sua época, o que também não passará de mais um mito risível...), o nosso pobre País seria pouco mais do que MISERÁVEL, EM TODOS OS ASPECTOS, desde pelo menos Alcácer Quibir até à Segunda Guerra Mundial!
A partir do pós-Guerra, o desenvolvimento de Portugal começa finalmente dar-se e, até, a ser notável e sempre crescente, com alguns picos significativos na fase do apogeu salazarista (chegámos a ter um saldo positivo na balança comercial, no início da década de 40!), depois na fase do "Fomento" marcelista (interrompido pela primeira "crise petrolífera"), mais tarde com o 25 de Abril (o grande e decisivo impulso para a MODERNIZAÇÃO E EUROPEIZAÇÃO DO PAÍS) e, finalmente, com o período de transição para a integração europeia.
Como manter este rumo e torná-lo sustentável, eis o grande desafio do Futuro no nosso tempo...
De Anónimo a 3 de Dezembro de 2009 às 18:42
A avestruz, essa peculiar ave ...
De Anónimo a 3 de Dezembro de 2009 às 20:49
E o pior de tudo são as avestruzes que em vez de terem a cabeça no buraco a têm de fora, bicando em tudo que mexe! Robalos, outlets, BPI's, submarinos e a lista é longa...
Mas, já dizia o outro, a culpa foi do complexo de Édipo do menino Henrique.
O que aflige não é onde estamos (e bem, de facto, muito foi conseguido nas últimas décadas), é onde poderiamos estar...
É o possível porque quem dá o que não tem a mais é obrigado
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