Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009
Tiago Julião Neves

 

As economias ocidentais são extremamente dependentes de recursos não renováveis e apesar da aposta crescente nas energias renováveis, as questões de eficiência energética e de gestão da procura são ainda abordadas de forma muito tímida por demasiados países.

 

Sem targets ambiciosos de redução de emissões nos países desenvolvidos, através da alteração de comportamentos, da generalização de tecnologias limpas e da sua transferência a muito baixo custo para os países em desenvolvimento, muito dificilmente as economias emergentes resistirão a usar as suas abundantes reservas de carvão para responder ao rápido crescimento da procura doméstica de energia.

 

Em Copenhaga está em jogo muito mais do que um acordo internacional para a redução das emissões de gases de efeito estufa, o que se perspectiva é um confronto filosófico inevitável sobre a interacção entre a espécie humana e o planeta, e os vários povos e os seus descendentes, com consequências profundas e muitas vezes irreversíveis.

 

A pressão da opinião pública é fundamental para motivar os decisores políticos mais renitentes a assinar compromissos ambiciosos, os únicos que ainda podem ter efeito em tempo útil. Podemos acompanhar aqui algumas das sessões da Conferencia cuja relevância foi muito bem captada na crónica "Enquanto é tempo" de Vital Moreira no Público de ontem.


4 comentários:
De aorta a 9 de Dezembro de 2009 às 17:28
eu acho que deviamos deixar de dar ouvidos ao vital moreira enquanto é tempo. e que bem que fazia ao ambiente.


De JMG a 10 de Dezembro de 2009 às 01:48

Não me queira alterar os comportamentos, por amor de Deus. Daqui a nada estará também a querer "alterar as mentalidades" das pessoas como eu. Já basta o dinheiro que me vêm buscar ao bolso para alimentar medos irracionais de alterações climáticas, buracos de ozono, esgotamento das reservas de combustíveis e o mais que a esquerda precisa para satisfazer, como dizia Kundera, a necessidade de bandeiras.


De aorta a 10 de Dezembro de 2009 às 12:52
não me diga isso a mim, que estou inteiramente de acordo consigo.

diga isso ao autor do post.


De JMG a 10 de Dezembro de 2009 às 15:46
Tem toda a razão, desculpe, enganei-me no destinatário. Não sei se foi do adiantado da hora, da idade, ou do que bebi ao jantar.


Comentar post

Autores
Alexandra Tavares-Teles
Ana Matos Pires
Ana Vidigal
Diogo Serras
Domingos Farinho
Fátima Rolo Duarte
Fernanda Câncio / f.
Filipe Nunes
Gonçalo Pires
Hugo Mendes
Inês de Medeiros
Inês Meneses
Irene Pimentel
João Cóias
João Galamba
João Pinto e Castro
Maria João Guardão
Mariana Vieira da Silva
Palmira F. Silva
Paulo Côrte-Real
Paulo Pinto
Shyznogud
Tiago Julião Neves

Arquivo

Isabel Moreira

Miguel Vale de Almeida

Rogério da Costa Pereira

Rui Herbon

correio | twitter | facebook

Fevereiro 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29


artigos recentes

joão duque,

Populus in res publica su...

Os Cinco Pecados Mortais ...

Os Cinco Pecados Mortais ...

AT/DT

Todos os dias há uma nova

Hum, como falar do assunt...

Leituras: History Will Te...

João Fernandes no Reina S...

O tempora! O mores!

...

Antoni Tàpies (1923- 2012...

A bem da minha úlcera vou...

"Estúpido e irracional"?

International Day of Zero...

últimos comentários
Nuno: parece que o «acordo» fez disparar a leitura...
Uma explicação para escrever os nomes dos meses co...
Esta do reaccionarismo da ortografia tem graça A g...
Eu li! Eu li! Mas é mais um 'especialista' da bola...
bem explicado! e irrita sobremaneira a sanha contr...
Eu ate estava a gostar de o ler, mas depois chegue...
Não sou especialista nem tenho opinião inabalável ...
Não sou especialista nem tenho opinião inabalável ...
E o quinto "Reaccionarismo" : Portanto, depois de ...
Li até «direcões»...
arquivo
tags

todas as tags

outros lugares
Subscrever feeds