De aorta a 10 de Dezembro de 2009 às 11:17
pois eu discordo completamente. e prefiro a atitude hipócrita. a mesma atitude hipócrita que faz com que você modere os comentários deste blog e depois venha defender os insultos dos deputados em microfone aberto.
O que eu não permito aqui é algo de completamente diferente. Mais depressa permito um insulto que me seja dirigido do que um insulto ao meu pior inimigo. Mas aqui não há caras para luvas: no parlamento há. Aqui há muitos apartes - cobardes e anónimos. Daí não os acolher. Se todos ousasssem como a deputada fez, vai ver que o nível da AR iria subir. Paradoxo?
De aorta a 10 de Dezembro de 2009 às 11:32
discordo completamente, rogério. e só se chegou a este ponto, porque o nível na AR tem vindo a descer a pique, como se tem visto pelos debates. e não me parece que seja o insulto em microfone aberto que vá inverter o sentido da coisa - é sempre a descer.
que gente aquela que nos governa.
"que gente aquela que nos governa."
E quem pensa que são? aliens?
De aorta a 10 de Dezembro de 2009 às 11:39
antes fossem. mas infelizmente são deste planeta: oportunistas incompetentes, mediocres e mal formados, indignos do lugar que ocupam.
De Daniela a 10 de Dezembro de 2009 às 12:05
Concordo inteiramente com o que disse o aorta.
Na sua maioria, indignos do lugar que ocupam e do salário que recebem para se prestarem aos papéis que temos assistido com lamentável regularidade.
De Luis Teixeira a 11 de Dezembro de 2009 às 00:12
Mas então foram eleitos por quem? Pelos chineses? Pelos marcianos? Os portugueses escolheram-nos sob ameaça? O problema começa aqui: não em "quem nos governa", mas em quem somos "nós, os governados". Que se indignam muito com palhaços, mas pouco com a dívida nacional galopante.
De Maria C.Lopes a 10 de Dezembro de 2009 às 14:46
como diriam os " senhores " ( ?? ) deputados,
APOIADO !!!!!! MUITO BEM !!!!
De Fortuna a 10 de Dezembro de 2009 às 18:23
Exacto aorta, agora porque não foi você nas listas é que é um mistério.
De nuvens de fumo a 10 de Dezembro de 2009 às 12:52
Caro Rogério
A MJNP é irritante , mas tão irritante, que só pode mesmo ser alien, 
De fernando antolin a 10 de Dezembro de 2009 às 15:58
Caro Rogério, estou preocupado.Ando com tendência a concordar muitas vezes com os jugulares.Subscrevo o seu post,completamente.Acabarei a acenar com bandeirinhas no Altis ? Farei uma assinatura da "Acção Socialista" ? Colocarei uma foto do deputado Ricardo Rodrigues junto ao telefone cá de casa ? Ajude-me neste momento difícil,um conselho,uma palavrita...
De JMG a 11 de Dezembro de 2009 às 00:56
Aproveito a boleia, também estou na mesma embaraçosa situação: este post é pertinente, o homem tem razão. Mas o meu caso não é tão grave como o seu: mesmo que às vezes concorde com o que se diz nesta casa, a condução económica do País refreia-me a simpatia. É, mal alembrado, o que alguns bons jesuítas mandavam fazer aos educandos adolescentes: enfiar um anel no pénis em repouso, bastante justo. Assim, quando maus pensamentos tomavam conta das juvenis cabeças, o castigo era imediato.
De Luis Teixeira a 11 de Dezembro de 2009 às 00:10
Concordo inteiramente. Discussões acesas e frontais é o que falta no Parlamento. Aquilo em que as pessoas se não revêem é no "Vossa Excelência" de pacotilha. Houvesse mais 'palhaços' e mais poemas à moda de Natália Correia, sobre Morgados e capados, e as discussões subiriam, além de no tom, na qualidade.
De j a 10 de Dezembro de 2009 às 14:59
A reacção da “palhaça” faz todo o sentido perante as piadas com microfone fechado do seu colega “inimputável”. Quem não se sente não é filho de boa gente. Eu até acho que deviam era chegar a vias de facto com estalada a sério como quando andava-mos na primária e fazia-mos estas cenas nas rivalidades normais entre putos. Também aqui entre ricos e pobres por analogia ao do Estoril e da província. Conheci um jovem, o Pedro, que desde os 8 anos esteve sempre institucionalizado, e um dia, quando estava perto de fazer 16 anos, desabafou comigo que «quando eu fizer 16 anos assalto um banco». Tendo eu perguntado o motivo. Ao que ele respondeu «para ir para uma cadeia de verdade». Para o Pedro passar de casas de correcção, como antes se chamava, para uma cadeia era como subir de estatuto. Concluindo, então, eu acho que estes “palhaços” deviam ir para o circo e os “inimputáveis” para o hospital da Ana Matos Pires… Em vez de nos representarem politicamente. É que os palhaços e os inimputáveis merecem mais respeito. E de microfone aberto e embora eu perceba o que quer dizer e em parte concorde consigo porque também gosto das coisas ditas na cara, mas… … Vá é pró caralho mais a sua conversa, Rogério. Esta gente é mal-educada e arrogante. E eu conheço muita desta gente. Sei, portanto, do que estou a falar. Até porque eu próprio, por vezes, também sou “palhaço” e já dei por mim a pensar se não serei mesmo “inimputável”. Mas eu não represento o povo nem usufruo de imunidades legais.
Compreendo a intenção. Mas qualquer discussão, qualquer conversa pressupõe um mínimo de cordialidade, ainda que aparente, ou apenas um mínimo de boa educação.
Sem estes mínimos de sociabilidade, de urbanidade, uma qualquer conversa depressa se transforma de exercício intelectual em puro desvario emocional, sem qualquer vantagem (antes muito pelo contrário) nem para a eficiência, muito menos para a clareza dos trabalhos no "escritório da Nação".
A menos que se queira rebaixar a casa da Democracia ao ponto de a transformar no seu próprio coveiro! Não foi "por estas e por outras" que se forjou o mito histórico da "rebaldaria" da 1ª República?
Claro que sim. Estivessem os microifones sempre abertos e vai ver que o nível aumentaria.
De aorta a 10 de Dezembro de 2009 às 11:41
sim, rogério. se ouvissemos os pensamentos uns dos outros aconteceria o mesmo.
para bem da nação, espero que os microfones permaneçam fechados.
mais elevação, sff.
De A. Dias a 10 de Dezembro de 2009 às 11:52
O que se passou ontem foi caldo desemchabido ao lado do vinho forte de outras cenas mais recentes como os "queres porrada? Vamos lá p'ra fora" do deputado Martins pata o deputado Candal ou dos saudosos impropérios dos deputados Sousa Tavares (o verdadeiro) e Raúl Rego.
Lembro, também com saudade, o percurso de meio hemiciclo (portante de 1/4 ciclo) em Estrasburgo do deputado europeu Rosado Fernandes para aplicar o merecido tabefe ao branquelas vagamente nórdico que o acusava de estar ao serviço das tabaqueiras.
Poupem-me: qual é a gravidade do "palhaço" e do "inimputável" ou do "vende-se a qualquer partido" trocados gentilmente e de forma doce entre uma senhora de pergaminhos e um plebeu "du robe"?
E, claro, nem sequer faço comparações com outros parlamentos (não, não estou a pensar em Taiwan ou Tóquio) de países desenvolvidos?
O parlamento é uma arena e é isso que deve ser.
De aorta a 10 de Dezembro de 2009 às 12:09
"O parlamento é uma arena e é isso que deve ser."
de facto, temos a AR que merecemos. deve ser por isso que nós, portugueses, andamos sempre nos cornos do touro.
De antónimo a 10 de Dezembro de 2009 às 12:03
Deve ser por isso que deixaram de publicar os meus comentários, mesmo que tenham o mail se quiserem mais conversa e pessoal. E nunca chamei palhaço a ninguém. Já hipócrita, aproveito agora, óh, Rogério.
Quando quiser insultar alguém (se algum dia lhe apetecer), faça-o cara a cara e não escudado num nick e num mail.
De
thestudio a 10 de Dezembro de 2009 às 12:04
"O que eu não permito aqui é algo de completamente diferente. Mais depressa permito um insulto que me seja dirigido do que um insulto ao meu pior inimigo."
Talvez seja por isso que o Rogerio me dedicou um longo post repleto de insultos da primeira 'a ultima linha> Porque nao permite que insultos sejam dirigidos ao seu pior inimigo.
Um largo sorriso, que nem sei quem você é. Inimigo não é de certeza.
De Pedro Matos a 10 de Dezembro de 2009 às 12:06
Só para o subscrever totalmente, se me permite.
A maior doença nacional é mesmo a hipocrisia.
Que mal há em que uma discussão acesa possa acabar, por vezes – não frequentemente, (deseja-se!), mas uma vez ou outra - numa troca de insultos ou num par de corninhos; no parlamento , numa universidade, ou em qualquer local de trabalho?
Nenhum!
Mais! Quem assim age, tem pelo menos - em geral - a virtude de se empenhar nas discussões em que se envolve, de nelas ser capaz de se indignar e até apaixonar, de exprimir sem reserva os seus pontos de vista. E essa virtude está não raras vezes ausente da massa de desimportados bem-comportados que habita as instituições.
Naturalmente, neste país de tias e de brandos costumes, tudo o que importa é a forma. E a forma tem-nos permitido eleger/promover sucessivamente absolutas nulidades políticas, técnicas, intelectuais e humanas; seja para os mais altos cargos de públicos da nação, seja para muitos outros cargos relevantes nas organizações em geral.
Que o que se quer e aprecia é a máscara “reflexiva e, de preferência, consternada", o discurso lacónico, vazio ou ambíguo, de quem não tem nem ideias - que fará conviccções! - e à partida com nada se compromete, e, finalmente, "o ar jovem, simpático e decidido".
Porque afinal, como disse António Aleixo, a burrice é mesmo uma ciência!
De Daniela a 10 de Dezembro de 2009 às 12:18
Pois a mim parece-me que estão a confundir as coisas. Se pede maior transparência nas atitudes, maior verdade nas palavras, maior empenho nas discussões, concordo.
Se apoia, como me parece ser sinónimo deste post , o insulto, o desviar da discussão de assuntos que são realmente importantes e aos quais deviam realmente dar atenção, então não. Definitivamente, não. Não me parece saudável transformar aqueles locais em "ringues de boxe de palavras" apenas para se dizer que não estão a ser hipócritas. Não, estão a ser mal-educados, estão a faltar com as suas obrigações.
Porque eu também não saio a insultar colegas de trabalho quando pensamos de formas diferentes só com o pretexto de não ser "hipócrita"... Ora, por favor...
De Pedro Matos a 10 de Dezembro de 2009 às 13:43
Não apoio naturalmente o insulto como forma de discussão. Sou, bem pelo contrário, pelo máximo respeito e elevação.
Todavia, reconheço que é possível - e humano! -, que uma discussão possa excepcionalmente para aí resvalar, sem que com isso caiam necessariamente na lama os parentes dos intervenientes, muito menos os pregaminhos da instituição.
Se calhar nunca lhe aconteceu sentir-se insultada, ou se lhe aconteceu entendeu não ripostar. Não a censuro por isso, mas não censuro também aqueles que possam entender ripostar, porventura recorrendo ainda ao insulto. Alguns dos deputados mais ilustres do nosso parlamento – alguém falou já aqui de Sousa Tavares – incorreram nesse tipo de discussões.
Querer subtrair essa condição humana, seja a um deputado, ou a qualquer cidadão, é que hipocrisia. Devemos então avaliar um deputado pela sua capacidade de tolerar insultos? É esse o deputado que se quer e deseja?
É que, desculpe, mas gosto de pessoas que não consentem insultos – que se sentem -, mesmo que possam perder alguma contenção.
Não me posso pronunciar sobre o caso concreto de ontem, por que, à semelhança de Rogério Costa Pereira, também me considero descontextualizado dos antecedentes. Já agora, na sua óptica, o insulto começou onde? Estritamente no “palhaço”? ou na alegada conduta antecedente do deputado Ricardo Gonçalves? Eu não sei, nem tenho opinião, porque não estava lá. Mas também não tenho muito interesse em saber, para lhe ser sincero. Para mim a questão não tem simplesmente grande relevância.
A demissão de um ministro pelo par de corninhos (ainda por cima num diálogo privado, mesmo que em pleno hemiciclo) é efectivamente a mais absoluta e total hipocrísia. É o exemplo que vem de cima a dizer que este país é só para os bem-comportados, é só para os isentos do pecado de se sentirem. E isso é muito grave, pois só contribui para uma classe política crescentemente de fachada e plástico. Mas pois se é isso que o povo quer...
Como disse, e bem, Couto dos Santos, “amanhã só este incidente é que vai aparecer na comunicação social”. Porque, como anteriormente disse, tudo o que nos interessa é a forma. Nisso somos uns fariseus.
De Pedro Matos a 10 de Dezembro de 2009 às 14:01
Não apoio naturalmente o insulto como forma de discussão. Sou, bem pelo contrário, pelo máximo respeito e elevação.
Todavia, reconheço que é possível - humano! -, que uma discussão possa excepcionalmente para aí resvalar, sem que com isso caiam necessariamente na lama os parentes dos intervenientes, muito menos os pregaminhos da instituição.
Se calhar nunca lhe aconteceu sentir-se insultada, ou se lhe aconteceu entendeu não ripostar. Não a censuro por isso, mas não censuro também aqueles que possam entender ripostar, porventura recorrendo ainda ao insulto. Alguns dos deputados mais ilustres do nosso parlamento – alguém falou já aqui de Sousa Tavares – incorreram nesse tipo de discussões.
Querer subtrair essa condição humana, seja a um deputado, ou a qualquer cidadão, é que é hipocrisia. Devemos então avaliar um deputado pela sua capacidade de tolerar insultos? É esse o deputado que se quer e deseja?
É que, desculpe, mas gosto de pessoas que não consentem insultos, que se sentem, mesmo que possam perder alguma contenção.
Não me posso pronunciar sobre o caso concreto de ontem, por que, à semelhança de Rogério Costa Pereira, também me considero descontextualizado dos antecedentes. Já agora, na sua óptica, o insulto começou onde? Estritamente no “palhaço”? ou na alegada conduta antecedente do deputado Ricardo Gonçalves? Eu não sei, nem tenho opinião, porque não estava lá. Mas também não tenho muito interesse em saber, para lhe ser sincero. Para mim a questão não tem simplesmente grande relevância.
A demissão de um ministro pelo par de corninhos (ainda por cima num diálogo privado, mesmo que em pleno hemiciclo) é efectivamente a mais absoluta e total hipocrísia. É o exemplo que vem de cima a dizer que este país é só para os bem-comportados, é só para os isentos do pecado de se sentirem. E isso é grave! Contribui para uma classe política crescentemente anódina e de plástico. Mas se é isso que o povo quer...
Como disse, e bem, Couto dos Santos, “amanhã só este incidente é que vai aparecer na comunicação social”. Porque, como anteriormente disse, tudo o que nos interessa é a forma. Nisso somos uns fariseus.
De Daniela a 11 de Dezembro de 2009 às 10:11
Excepcionalmente?! Aí é que me parece que se engana. Acontece mais vezes do que aquelas que seriam "aceitáveis". E nem é só quando chamam directamente de "palhaço" ou de "vendida" como foi o caso. É um mal que me parece já instalado porque simplesmente já não têm qualquer respeito pelos outros, pelo cargo que representam, nem por quem os elegeu. Ou sequer vergonha na cara...
E isto é muito triste de ver. Porque eu quando fui votar, foi supostamente para eleger governo e deputados para resolverem os problemas do país, para fazerem o trabalho que lhes compete. Não para irem para casa estudar qual a melhor metáfora, qual o melhor insulto que poderiam proferir no dia seguinte. Deve haver alguma espécie de concurso secreto que nós ainda não captamos e quem disser o insulto mais insinuoso que capte mais aplausos, ganha.
Eu não votei em artistas de circo, desculpe lá. Para isso compro bilhete e vou a um qualquer coliseu e vejo um espectáculo a sério!
De aorta a 10 de Dezembro de 2009 às 12:22
"A maior doença nacional é mesmo a hipocrisia."
é sim senhor. de facto é graças à hipocrisia que a economia e o desemprego estão como estão.
foda-se! "a burrice é mesmo uma ciência!"
De Pedro Matos a 10 de Dezembro de 2009 às 14:10
Felizmente, o Aorta não padece dela.
Mas se é para promover ou recuperar a reconhecida e proverbial baixaria nacional, então não precisamos de ter Assembleia, nem sequer República: bastam-nos a peixaria do Bairro, os táxis do Aeroporto (das Chegadas) e as... Assembleias de Condomínio!
Ou serão a elevação e a urbanidade impeditivas da frontalidade e da veemência verbal?
Ai que saudades do Calisto Elói. "Acima da bota, não"
De aorta a 10 de Dezembro de 2009 às 12:48
quer mais ainda? o parlamento está cheio deles. está-nos no sangue. 
De pedro a 10 de Dezembro de 2009 às 14:46
A dualidade de critérios que se vê por aqui em relação ao que se passou com o ministro que se demitiu, é aflitiva. Ou seja um bom minsitro foi-se embora, com aplausos quando fez cornos. E quando esta excrecência do estado novo chama "palhaço" a outro deputado, começa-se com contextos, filosofias e etc. haja pudor...
De Daniela a 11 de Dezembro de 2009 às 10:49
Sem dúvida. Na altura, achei indecente que o ministro tivesse de sair. Por ser um bom ministro e ter tido um momento infeliz. Mas se ele teve de sair por causa dos corninhos, então devem começar a sair também todos os que insultam, de forma directa ou de forma indirecta. A questão aqui é: consequências e reacções iguais para todos. Não é porque um fez tem um tipo de consequências e outros que fazem igual têm outras. Então porquê? Porquê a dualidade de critérios? São uns mais especiais do que outros?
Houvesse mais respeito por parte de todos e teríamos estas situações a acontecer esporadicamente e não frequentemente como temos assistido.
Eu não sou pelo insulto, embora sim, muitas vezes resvalo para o mesmo, mas eu não estou normalmente num parlamento, a representar um eleitorado!
De Maria Tuga a 11 de Dezembro de 2009 às 16:31
Concordo consigo. Basta de hipocrisia. Gosto de pessoas frontais e que assumam. Se ela lhe chamou palhaço, foi por algum motivo. Ela fez muito bem...Um outro palhaço que anda por lá, também se chama Ricardo....Enfim os comentários que li,.. mais uma vez provam que somos mesmo TUGAS...
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