Conhecem o Ricardo Reis? É aquele economista que, em Agosto de 2007, quando as bolsas mundiais caíram a pique, opinou no Diário Económico que, dentro de um mês, o assunto estaria completamente esquecido.
Agora, interrompendo um longo período de convalescência, Ricardo, de regresso à sua perspicácia habitual, compara no i a situação financeira portuguesa à da Grécia.
Quem estiver interessado numa perspectiva melhor fundamentada e, sobretudo, mais sábia, deve consultar o que a essa respeito escrevem Carlos Santos e Pedro Lains.
De Morgadinho a 21 de Dezembro de 2009 às 13:13
Ricardo Reis está manifesta e ilegitimamente a pretender imiscuir-se na agenda política do PS. A prova? Veja-se este excerto: «Continuar a esconder o problema dos portugueses, entretendo-os com telenovelas de insultos na Assembleia da República e temas fracturantes no topo da agenda só levará mais depressa ao precipício.»! Inadmissível!
Não me parece muito elegante procurar diminuir tudo aquilo que Ricardo Reis escreve com alguma más previsões que ele fez, aliás de forma bastante cautelosa, numa entrevista, aliás muito interessante a outros títulos, há dois anos atrás. Não acho que isso seja uma boa metodologia para uma discussão construtiva, começar por escarnecer do opositor.
Completamente à parte do post, Luís, julgo que nos cruzámos ontem numa festa infantil; hesitei em perguntar e perdi a oportunidade mas, se estou certa, os nossos filhos são colegas de sala e amigos de se picar um ao outro.
Sim, eu já tinha reparado que a mãe de uma das crianças novas lá do infantário se chama Inês Meneses, e até já tinha perguntado à educadora se é a que faz parelha com o Júlio Machado Vaz na rádio. Mas a educadora estava a leste do assunto.
Da próxima vez que me vir (eu não sei quem você é) pode abordar-me.
De
Shyznogud a 22 de Dezembro de 2009 às 10:44
Mas esta Inês Meneses não é essa q faz parelha com o JMV.
De Anónimo a 22 de Dezembro de 2009 às 11:05
Não é a voz-off do onda curta?
De
Shyznogud a 22 de Dezembro de 2009 às 11:16
nope
eheheh, nope, sou eu. Está combinado. Eu bem achava que conhecia a cara, não fiz foi a ligação. Mas o seu filho estava a escrever os nomes da família na tal festa, de repente fez-se luz.
É, o miúdo tem a mania das letras, aprendeu a ler e escrever e passa a vida a escrever, inclusivé o que não deve. E depois denuncia-me!
Conhecia a cara? Qual cara? A minha? De onde?
da foto no vosso blog, presumo, não pode ser doutro lado.
Ele estava numa euforia escrevedora, sim! Rapazinho gozão, gosto dele.
De fernando antolin a 22 de Dezembro de 2009 às 18:32
O Luis Lavoura nem sabe o que o espera...eu próprio já estou a preparar a minha futura imolação,nos palcos do Avante do ano que vem, às mãos dessa perigosa gauchiste. Regado a ponchas e a cantar a Internacional, de braço dado com o Eufrázio Filipe ou a Milucha aqui de Almada. Eu, um reaça tão compostinho...
De António Parente a 21 de Dezembro de 2009 às 20:28
Este post não é muito bonito. Falhar redondamente uma previsão não deve inibir ninguém de continuar a prever e a falhar ou acertar, conforme as circunstâncias. Parafraseando Jesus, quem nunca errou uma previsão que atire a primeira pedra.
Alguém por aí?
Para o Luis e o António: isto não é falhar uma previsão, é viver na Lua.
De Morgadinho a 21 de Dezembro de 2009 às 23:16
O Ministro Teixeira dos Santos também reiterou durante todo o ano de 2009 que as contas estavam controladas, que o défice não ultrapassaria primeiro 3% e depois 6%, que o seu orçamento combatia a crise , que, perto das eleições ,já tínhamos saído da recessão, que tínhamos tido um dos melhores 3.º trimestre da Europa......e, afinal, em Novembro anunciu um défice de 8,9% e que ainda não o orçamento de Março de 2009 ainda não reflectia ainda crise! Certamente que o JPC concorda que o Ministro Teixeira dos Santos é mais um que «vive na Lua»!
PS: Remeto um novo comentário, uma vez que um outro enviado a meio da tarde terá, admito que certamente por lapso, não sido aceite.
De António Parente a 21 de Dezembro de 2009 às 23:45
Concordo consigo que a entrevista do Ricardo Reis em 2007 foi, digamos assim, desastrosa. Mas agora ele defendeu-se. Se acertar diz "eu bem avisei que Portugal iria ser contagiado pela Grécia". Se falhar dirá que "eu bem disse que Portugal provavelmente não entraria em bancarrota" e que seguiram os conselhos que deu no artigo: "No mínimo, exige-se aos nossos governantes que tranquilizem os nossos credores com intenções claras, apoiadas por medidas concretas, de controlo das finanças públicas e promoção do crescimento económico." Como vê, o artigo é bom: não tem hipóteses de falhar as previsões. Isto demonstra inteligência: aprende-se com os erros do passado.
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