Os últimos dias têm sido pródigos em "acusações" de que os adversários do referendo ao que chamam erradamente casamento gay foram exultantes defensores do institudo aquando da realização do referendo sobre a IVG. Dá imenso jeito "vender" a coisa desta maneira, esquecem-se é que a maioria de nós - defensores do sim no referendo sobre IVG - não estávamos a favor de referendo sobre o tema coisa nenhuma. Só o considerámos uma inevitabilidade política após a suprema cretinice feita por Guterres em 1998. É um bocadinho - muuuuito - diferente de ser a favor, ok?
De Pedro a 6 de Janeiro de 2010 às 11:52
Muito distraídos mesmo.
Os defensores do aborto eram tão contra o referendo que até recolheram 80.000 assinaturas para o realizar.
Pedro
Por acaso foram mais de 120.000. E qual foi a parte da inevitabilidade política q não percebeu?
Calhando se usares o acordo ortográfico na escritura do texto o senhor perceba, não?
De nuvens de fumo a 6 de Janeiro de 2010 às 12:02
Ninguém era defensor do aborto, mas sim da despenalização.
Passado tanto tempo ainda a mesma ignorância, de facto debates para que ?
De nuvens de fumo a 6 de Janeiro de 2010 às 12:19
Nada, apenas ter uma imensa paciência e esperar que daqui a uns 500 anos as coisas estejam melhores.
É muito triste ver que as pessoas deitam fora 1500-2000 cm3 de massa encefálica e repetem as mesmas frases, independentemente de as afirmações serem falsas, não fazerem sentido, etc
Mas isto tem na sua origem a falta de habito de debater inteligentemente os temas, ter gosto em fundamentar minimamente as ideias, saber um mínimo do que se fala, etc e o curioso é que nunca na história da humanidade foi fácil ter uma verdadeira biblioteca Borgeana em casa, à distância de um clique.
Como criar o gosto pelo rigor, pela fundamentação virtuosa ? Talvez havendo mais lugares de debate, não sei.

Cara Maria João, obrigado pelo seu post.
Sei que já foi dito antes, mas nunca vi escrito, de forma tão sucinta, exactamente o que penso sobre a matéria.
A "cretinice"/beatice de Guterres é que nos levou a fazer dois referendos e a uma luta de mais de quase 10 anos para acabar com essa tremenda injustiça.
de quase 10 anos, era o que queria dizer, referindo-me obviamente aos referendos de 1998 e 2007. A luta contra essa injustiça foi bastante mais longa.
Eu, por exemplo, também sou a favor de um novo (e urgente) Referendo à Regionalização e, contudo, penso que ela já deveria ter sido implementada há muito e sem necessidade de qualquer Referendo.
(mas qual será o QI mínimo indispensável para compreender esta posição?...)
o caso da regionalização é diferente destes, penso que é a própria constituição q obriga a referendo.
De fernando antolin a 6 de Janeiro de 2010 às 18:53
Só de pensar em futuros líderes regionais do calibre duma Fátima Felgueiras,Valentim Loureiro e mais uns tantos que conhecemos, anseio pela regionalização !! Já !!
é sim, maria joão.
De cecilia a 6 de Janeiro de 2010 às 18:29
Podem passar 500 anos, mas um assassinato será sempre um assassinato.
Aliás, a maré esta a virar e muitos dos nossos contemporâneos já perceberam que proteger os embriões é defender os mais fracos entre os mais fracos (não votam, não protestam, não escrevem bloggs avant-guarde...).
E sim e para o mal das vossas conciências, continuarei sempre a dizer um aborto é um crime!
O q a Cecília, em nome individual, acha é-me irrelevante, o q sempre me interessou foi aquilo q a lei do estado português achava.
Isabel Moreira e Maria João Pires, não é bem assim (e corrijam-me, por favor, se estiver equivocado): creio que a obrigatoriedade de um Referendo à "implementação em concreto" da Regionalização só se tornou um imperativo constitucional a partir de uma Revisão Constitucional ocorrida lá para meados dos anos noventa, por acordo entre Guterres e Marcelo de Sousa, quando a Regionalização, há mais de vinte anos, já constava da C. R. P.. Aliás, a Regionalização no território continental foi uma das "bandeiras" mais propagandeadas do Programa de Governo da A. D. liderado por Pinto Balsemão (sem se falar nunca de Referendo nessa altura...), já para não falar da implementação em concreto da Regionalização, em Portugal, ocorrida nas regiões insulares (felizardas...), que nunca esteve sequer próxima de exigir um Referendo.
Sobre este tema, aliás, são múltiplos os anátemas e os equívocos que urge desmascarar, creio que todos criados de uma forma nada inocente...
Para os interessados, aconselho uma visita aqui:
www.regioes.blogspot.com (http://www.regioes.blogspot.com)
Fernando Antolin: e pensar em líderes regionais do calibre de um Rui Rio (só para não saír do seu universo de preferências políticas), de um Macário Correia, ou até de um Isaltino Morais (presumo que, sendo de Almada, conheça minimamente Oeiras...), não lhe faz ver as coisas de outra maneira?
Saliente-se ainda sobre este assunto que, apesar de ter decorrido de uma obrigação constitucional (acrescentada porém vinte anos depois da consagração da Regionalização na C. R. P. original), é sabido que o Referendo já efectuado não foi vinculativo, nos termos da Lei, pelo que a "implementação em concreto" da Regionalização no território continental pode ser decidida, nos termos legais, só com base numa acção legislativa da Assembleia da República, sem qualquer necessdade CONSTITUCIONAL de novo Referendo (até porque, como resulta óbvio, este poderia de novo ser não-vinculativo!).
Concluindo: a haver novo Referendo sobre a Regionalização, será apenas por uma questão de ordem política (e é nesse sentido que me manifstei de acordo com o mesmo), não por imperativo constitucional...
De S a 10 de Janeiro de 2010 às 12:20
Alguém me explica qual é "a suprema cretinice feita por Guterres em 1998"? Nessa altura o Dragon Ball ocupava-me os dias e noites... :X Obg.
De
Shyznogud a 10 de Janeiro de 2010 às 12:35
Em 1997 o Parlamento português aprovou - por um voto - uma lei q despenalizava a prática de IVG. O PM da altura, António Guterres, resolveu que, apesar da lei ter sido aprovada mas antes de ter sido promulgada, seria feito um referendo sobre a mm, referendo esse q ocorreu em 1998. Estava um dia de sol glorioso, a opinião pública era maioritariamente pró-despenalização e ficou convencida q a coisa estava no papo e foi para a praia. E, como soi dizer-se, a preguiça fodeu-(n)os.
De S a 10 de Janeiro de 2010 às 12:42
Pois, é fodido é. Obg.
Comentar post