Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010
"As projecções para a FBCF apontam para uma queda de cerca de 12 por cento em 2009, após uma redução de 1.3 por cento em 2008 (Gráfico 4.2.1). Esta queda acentuada da FBCF em 2009 terá estado associada à profunda deterioração das expectativas dos agentes económicos face ao níveis de procura tanto no mercado interno, como nos mercados de destino das exportações portuguesas, num contexto internacional dominado pela forte contracção da procura mundial, por níveis de incerteza anormalmente elevados e pelo consequente aumento dos prémios de risco de crédito. As expectativas negativas em relação aos níveis de procura futuros e a queda abrupta dos fluxos de comércio internacional terão ainda implicado uma redução significativa do nível de existências, à semelhança do ocorrido noutros países europeus, o que implicou um contributo anormalmente negativo desta componente para o crescimento do PIB e acentuou a queda do investimento
No que respeita à evolução da FBCF por sector institucional, o investimento empresarial terá registado uma queda de cerca de 15 por cento em 2009, contribuindo de forma decisiva para a redução da FBCF. De acordo com a informação incluída no Inquérito de Conjuntura ao Investimento do INE, de Julho de 2009, a deterioração das expectativas em relação à procura deverá ter tido um papel determinante na explicação da evolução do investimento empresarial. Efectivamente, verificou-se um aumento expressivo das empresas que referiram ter limitações ao investimento, quando comparado com o inquérito de 2008, e de entre estas verificou-se um aumento acentuado das que apontam a deterioração das expectativas de vendas como o principal factor limitativo"
Boletim de Inverno do Banco de Portugal, pp. 26 e 27
Não questiono os problemas de tesouraria e de falta liquidez das empresas portuguesas, sobretudo PME's. Mas alguém de bom senso acha que as empresas não investem por causa do prazo de devolução de IVA, da taxa social única e da carga "fiscal elevada"? Será assim tão difícil de entender que quando falamos de decisões de investimento essas variáveis têm pouco ou nenhum impacto?
De Ricardo G. Francisco a 13 de Janeiro de 2010 às 14:15
João,
Eu acho. Mas com certeza não devo ter nenhuma ligação com a realidade, não devo ter bom senso. Apenas vivo a realidade, não a fabrico.
Não te preocupes que as empresas com "mérito" não têm problemas de tesouraria.
Abraço de um desses malvados e dignos de piadolas "piqueno" y médio empresário.
De Ricardo G. Francisco a 13 de Janeiro de 2010 às 14:22
Investimento como função do rendimento disponível?
Viabilidade de investimentos, e logo de financiamento como função da rentabilidade esperada dos investimentos?
João....tu "até" percebes de Economia. Não te deixes cegar pelas ideias do partido.
Defende outras coisas. Que a "justiça social" está à frente da rentabilidade do capital privado. Defende que é melhor ser o Estado a investir esse dinheiro do que as empresas. Isso é pelo menos suportado ideologicamente. Não defendas coisas que no fundo sabes que não são verdade.
De Luís Serpa a 14 de Janeiro de 2010 às 10:32
Caro João Galamba,
espero que a sua pergunta seja apenas motivada pela habitual e transversal má-fé partidária. Porque ter em cargos políticos uma pessoa que diz coisas dessas porque acredita nelas é grave, e desolador. Dá logo vontade de emigrar, o que é aborrecido.
De Winston a 14 de Janeiro de 2010 às 10:51
João,
Quanto é que você já investiu em algum projecto empresarial?
Cumprimentos,
Caro João,
Um investidor alemão de bom senso, ao comparar as condições de investimento em Portugal com as vigentes nos diferentes países de Leste, chega rapidamente à conclusão que só se perder a razão é que algum dia criará um único posto de trabalho em Portugal. Por acaso já ouviste falar em "competição fiscal"?
De AGG a 14 de Janeiro de 2010 às 18:52
Caro João Galamba,
Sendo um dos mal amados pequeno e médio empresário, com cerca de 40 salários para pagar digo-lhe que a resposta é - "Toda a gente de bom senso afirma e comprova isso."
Agora, não me parece de bom senso que a elite de um pais pense ou finja que pensa deste maneira....
Por favor responda à minha pergunta. "Acha sinceramente que a "pensar" como pensa será capaz de fazer alguma coisa para inverta o estado deste país bloqueado desde 1995? "
Saudações
De Pizarro a 14 de Janeiro de 2010 às 20:51
Há por aí umas boas formações em análise de projectos e investimentos. Não é coisa muito cara. Era capaz de lhe fazer bem.
De Tio Patinhas a 15 de Janeiro de 2010 às 21:22
Na crise quanto menos se repartir melhor...
Ora se os " excedentes " já são tão poucos... como posso eu querer dividi-los com alguém ( fisco )...
Ou ainda acreditam no Pai Natal?
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