O país "não tem dinheiro", mas a EDP exporta anualmente fortunas.
Agora, acaba de anunciar um investimento de 4 mil milhões de euros na Escócia. Estamos a falar de valores próximos do custo do novo aeroporto de Lisboa.
Se a EDP fosse uma empresa puramente privada, poder-se-ia, quando muito, questionar o seu sentido de responsabilidade social.
Como o Estado detém lá uma "golden share", seria interessante saber o que pensa disto o Governo de Portugal.
Fico a aguardar que alguma televisão ou jornal faça a pergunta.
De
Francesco a 14 de Janeiro de 2010 às 09:52
Além de ser serviço público, é uma boa pergunta.
De
MFerrer a 14 de Janeiro de 2010 às 10:38
Só espíritos muito miudinhos e embirrantes é que levantam problemas sobre o nosso velho e excelente relacionamento com a Escócia.
É lembrar a quantidade do whisky que lhes compramos todos os anos, em barris espanhois que serviram para envelhecer o concorrente do vinho do Porto...
Globalização. Percebeu?
Caso ache melhor conto-lhe a história do COMECOM que era uma globalização soviética , igualmete muito interessante...
Cumps.
De
FNV a 14 de Janeiro de 2010 às 10:49
Muito bom. Até eu compreendi
De nuvens de fumo a 14 de Janeiro de 2010 às 11:03
Pelo que percebi a escócia pretende criar o maior projecto mundial de energia através de ondas.
Eu não quero ser pessimista, mas por cá houve a mesma ideia, o governo apoiou qualquer coisa do tipo, depois, os nosso grandes inevestidores, aquela gente que aparece sempre a chorar ajudas e facilidades de despedimentos, apareceu outro dia na televisão a dizer que coisa e tal afinal aquela porcaria teve problemas, e não havia peças e mais isto e precisam de ajuda , resumo: está tudo parado.
Ás tantas os escoceses vão fazer algo a sério, Às tantas não. Pelo menos meteram 4 MM de euros. Por cá temos o empresário a choramingar que não dá.
Mete nojo já esta choraminguice. 
Algumas notas sobre o amadorismo de trazer por casa.
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O primeiro parque mundial de aproveitamento da energia das ondas, que havia sido inaugurado em Setembro ao largo da Praia da Aguçadoura, na Póvoa de Varzim, está em vias de encerrar sem sequer ter visto arrancar a segunda fase do seu projecto, devido a vários problemas técnicos e contratempos financeiros.
começado a funcionar com três máquinas de aproveitamento energético e estando prevista a construção de mais vinte e duas – que poderiam fornecer energia a cerca de 15 mil habitações – os problemas começaram logo no final do ano transacto quando essas três máquinas iniciais tiveram que ser desactivadas em consequência de infiltrações nos seus tanques.
Depois disso, mais problemas técnicos se seguiram neste projecto da Pelamis que acabou também por se ressentir do actual panorama de crise financeira, o que diminuiu a capacidade de resposta da empresa escocesa face a esses problemas.
Este projecto resultou de um investimento de 8.5 milhões de euros.
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Eu não sou de economia, mas entre 8,5 M e 4 MM, a diferença é de magnitude, diria que um é um projecto o outro .... é o habitual, alguém vende a alguém a ideia, os comerciais , essa gente que eu odeio , diz eu é tudo muito simples, no fundo o que pode correr mal, metem sem conhecimento nenhum as "boias", e mal aparecem o azares , sim porque são azares e não má gestão, vai tudo ao fundo.
SOCORROOOOOOOOOOOOOOOOO
De j a 14 de Janeiro de 2010 às 11:24
curioso, que, ontem, dei comigo a pensar neste assunto. de facto, não compreendo que, de acordo com o que dizem os economistas, bem sabendo eu que os economistas, sobretudo os que também são políticos, dizem nem sempre é para levar a sério, que a edp faça investimentos estratégicos em energias renováveis no estrangeiro, quando uma parte significativa da nossa dívida externa é com a factura da energia que importamos.
pergunto, então, porque esses investimentos não são feitos no nosso país, primeiro, para diminuir as importações, segundo, para exportar energia?
não compreendo, mas também não sou economista nem político!
De nuvens de fumo a 14 de Janeiro de 2010 às 11:49
A EDP ganhou um concurso, curioso mesmo, seria ver se este, lá no páis do Hagis , vai deslizar em termos de orçamento como outros cá.
Aliás deveria haver uma investigação nesse campo, verificar se aquelas derrapagens todas catitas se passam da mesma forma em projecto internacionais vs nacionais.
O fartote de riso que prevejo .... 
De BIMBI a 14 de Janeiro de 2010 às 11:32
Nuvens, o investimento é em parques eólicos off shore - no mar portanto, não tem nada a ver com as tecnologias de produção de electricidade via aproveitamento de energia das ondas, marés, etc..
João, se me permite algumas perguntas:
- a exportação das tais fortunas é má porquê? se o investimento é mais rentável no estrangeiro que cá em Portugal, onde está a mácula?
- independentemente da valia do investimento, o facto de serem os contribuintes escoceses que vão pagar indirectamente dividendos ao Estado Português também é mau?
- é contra o esforço de internacionalização das empresas portuguesas?
- a EDP renováveis tem a maioria dos seus projectos no estrangeiro. Também é mau?? Estamos a falar de uma das principais empresas do sector a nível mundial, uma Nokia portuguesa;
- o que é que responsabilidade social tem a ver com decisões de investimento normais? porventura como é que julga que os projectos de apoio social da EDP são financiados?
- mesmo que fosse discutível a bondade do investimento, teria de distinguir entre o valor do tal investimento e o montante de fundos próprios que será injectado (muito inferior dado que grande parte será financiado por bancos).
Cumprimentos
De nuvens de fumo a 14 de Janeiro de 2010 às 11:43
Certo, é off shore, o principal mantém-se, o nosso de ondas afundou-se, eles vão arrancar com um.
De BIMBI a 14 de Janeiro de 2010 às 18:31
É uma tecnologia totalmente diferente, no caso português o objectivo era testar protótipos.
Já o eólico offshore é uma tecnologia disseminada e relativamente madura, no Mar do Norte pe há vários projectos em funcionamento.
Cumps
Vejo que a propaganda da EDP está a produzir os seus frutos.
De BIMBI a 14 de Janeiro de 2010 às 18:25
Você é parecido com alguns comentadores vácuos que andam por aí, lança umas atoardas para o ar sem fundamentar o que diz.
Pode continuar a lançá-las sozinho, não tenho interesse em ter este tipo de discussão e só lamento ter comentado o seu post.
Muito bem, considere-se dispensado.
De Nuno Mendes a 15 de Janeiro de 2010 às 01:25
O Sr. João Pinto e Castro parece supôr que a EDP tem 4 mil milhões de euros ali guardados em sacos na Central de Sines e que vai agora enviá-los para a Escócia só porque sim.
Não lhe ocorre que a EDP ganhou um concurso internacional devido ao know-how que tem e à bondade da sua proposta, para construir um parque eólico em off-shore e que representa 4 mil milhões de euros de _investimento_ de onde, se admitirmos que esta gente não trabalha para aquecer, se retirará lucro. Lucro esse que será eventualmente distribuído na forma de dividendos pelos accionistas na empresa, entre os quais o Estado Português.
Os 4 mil milhões de euros, que certamente não estão em sacos, serão naturalmente obtidos na banca.
Se houver algum projeto em Portugal com um custo de 4 mil milhões de euros ou mais e que tenha o potencial de dar lucro à empresa não vejo porque não possa também ser feito.
De j a 15 de Janeiro de 2010 às 11:53
«Lucro esse que será eventualmente distribuído na forma de dividendos pelos accionistas na empresa»
melhor seria para baixar a factura da luz de cada um dos cidadãos, que só em custos fixos é uma vergonha.
De Daniela a 14 de Janeiro de 2010 às 13:45
A meu ver, que também não sou economista mas sou consumidora de energia, o principal problema no investimento estrangeiro da EDP, está no facto de roubarem (desculpem mas não encontro melhor termo) os nacionais para depois poderem ter recursos para investir no estrangeiro e, como bem dizia o nuvens, quase de certeza sem derrapagens no orçamento. Sim, porque a Escócia não é como Portugal. Não é "ah e tal, houve erros de cálculo, ou investimentos extra", ou outra peta qualquer que por cá tanto usam e toca a derrapar 100 e 200%, quando não é mais...
Isto é o que eu acho inadmissível. Especialmente porque cá não há grandes alternativas e quando as há a nossa "tão bem operante" Autoridade da Concorrência limita-se a olhar para o lado, como é o caso dos combustíveis...
De Nuno Mendes a 14 de Janeiro de 2010 às 14:12
Portanto, se bem percebi, as empresas estrangeiras que fazem investimentos em Portugal estão, no mínimo, a ser socialmente irresponsáveis nos seus respectivos países.
No caso da auto-europa, que envolve empresas com participação do Estado francês trata-se de um autêntico escândalo, não é verdade?
Com este tipo de raciocínio, efetivamente, nunca internacionalizaremos a economia portuguesa e estaremos sempre dependentes da dinâmica do (minúsculo) mercado interno.
Afinal, temos a pobreza que merecemos.
A Auto-Europa envolve empresas com participação do estado francês? Deveria escrever um livro sobre isso.
Além disso, eu não estou a fazer nenhuma teoria geral sobre a legitimidade do investimento estrangeiro. Apenas a fazer uma pergunta ao governo português, capice?
De EDP a 14 de Janeiro de 2010 às 18:06
Pelo que vejo há muita coisa que ignorava.
De facto, além da VW, existem no parque industrial da Autoeuropa cerca de meia cetena de empresas, entre elas algumas, como a Faurecia, tem de facto participação do estado Francês.
Há no parque da AutoEuropa uma empresa com capital do Estado francês, logo a Auto-Europa envolve empresas com capital do Estado francês. Percebi.
De
Francesco a 14 de Janeiro de 2010 às 15:06
Eu não sou contra investimentos fora de Portugal, embora possa supor que a nascente das despesas públicas andem enubladas. Que mal terá o esclarecimento publico sobre esta matéria?
Gosto que se defendam causas, e em matérias financeiras há, com certeza, muito para esclarecer.
De fernando antolin a 14 de Janeiro de 2010 às 16:24
O governo pensar,se calhar é wishful thinking e na volta só respondia sob certas condições...
De Vasco a 14 de Janeiro de 2010 às 16:43
Este post revela um nível de ignorância assustador; subscrevo em absoluto o comentário de Bimbi
De Joaquim Amado Lopes a 16 de Janeiro de 2010 às 14:23
O post até podia ser apenas provocatório. As respostas do João Pinto e Castro aos comentários é que assustam pela ignorância e pela falta de senso.
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