Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010
Irene Pimentel

Auschwitz II-Birkenau 

© ana vidigal

 

Em 27 de Janeiro, decorrem sessenta e cinco anos da libertação, pelos soviéticos, do campo de concentração e de extermínio nazi de Auschwitz, na Polónia. Além de se ter tratado de um campo de extermínio, onde foram massacrados, pelos nazis, mais de um milhão e meio de homens, mulheres e crianças, na sua maioria judeus, e também, ciganos, prisioneiros de guerra russos, polacos e presos políticos, o nome de Auschwitz é hoje um símbolo de uma dos maiores crimes cometidos contra a humanidade. É um nome que acaba por recobrir, não só, como se verá, Auschwitz-Birkenau, como todos os outros cinco campos de extermínio, de Majdanek, Chelmno, Belzec, Sobibor e Treblinka, todos situados na Polónia ocupada pela Alemanha nazi.
Só neste último campo, um imenso cemitério escondido no meio de belíssimas árvores, depois de os nazis reflorestarem a zona para esconder o crime, estes e os seus cúmplices assassinaram mais de 800.000 judeus, entre Junho de 1942 e Agosto de 1943. Este massacre incluiu-se no âmbito da «operação Reinhard», nome de código do plano alemão para assassinar os judeus que residiam na parte da Polónia ocupada mas não directamente anexada pela Alemanha. No âmbito dessa «operação», os nazis mataram, entre Março de 1942 e Novembro de 1943, mais de 1 milhão e meio de judeus só nos últimos quatro campos de extermínio. No total, estima-se que foram assassinados na Polónia cerca de 2.9 milhões de judeus; ou seja, cerca de metade do número do total judeus mortos no Holocausto. O crime foi de tal envergadura que Auschwitz ficou como paradigma e símbolo do horror, do que seres humanos são capazes de fazer a outros seres humanos.
Para dar conta da crueldade e da violência inútil que vigorava em Auschwitz, Primo Levi referiu a pergunta que Gitta Sereny fez ao ex-comandante SS de Treblinka, Franz Stangl. Esta perguntara-lhe qual o sentido que tinham as humilhações e crueldades infligidas aos prisioneiros dos campos de extermínio, quando, à partida, o objectivo era exterminá-los. A resposta de Stangl foi: «Para condicionar os que deviam executar materialmente as operações, para lhes tornar possível fazer o que faziam». Ou seja, era necessário, primeiro, transformar o prisioneiro num dejecto humano e degradar totalmente a vítima, afim de que o carrasco sentisse menos o peso do seu crime; foi a isso que Primo Levi chamou a «única utilidade da violência inútil».
Por seu turno, Primo Levi observou que, onde se faz violência ao homem, faz-se também violência à língua e à cultura, mencionando o silêncio imposto pelo próprio isolamento das vítimas, o desvio perverso da linguagem dos campos e os seus efeitos de terror, bem como a perpétua mentira, pronunciada pelos nazis, através de uma linguagem cifrada: por exemplo, Sonderbehandlung (tratamento especial) significava, na realidade, a morte pelo gás. Hannah Arendt lembrou que os nazis estavam completamente convencidos que uma das maiores possibilidades de sucesso do seu empreendimento criminoso residia no facto de ninguém no exterior poder acreditar no que realmente se passava em Auschwitz. Em 1942, um SS expressou-se assim com um prisioneiro:
«haverá talvez suspeitas, discussões, pesquisas feitas pelos historiadores, mas não haverá certezas, porque nós destruiremos as provas ao destruir-vos. Mas mesmo que subsistam algumas provas e que alguém de entre vós pudesse sobreviver, as pessoas dirão que os factos que vocês descreverão são demasiado monstruosos para neles se acreditar».
E a verdade é que muitos sobreviventes contaram que, ao regressarem ao mundo, depois de ultrapassarem o seu próprio silêncio acerca do que tinham vivido, sentiram que os outros não queriam acreditar neles ou preferiam mesmo não tomar conhecimento do horror dos campos. Na certeza de que nunca se poderá explicar totalmente Auschwitz, veja-se o que foi esse campo de extermínio e o caminho longo, desde a sua libertação, pelos soviéticos, até surgir à luz do dia.
 
O que foi o complexo concentracionário e de extermínio de Auschwitz?
Auschwitz foi o maior campo de concentração e de extermínio erguido pelos alemães. Era um complexo de vários campos que incluía um campo de concentração, um campo de extermínio e um campo de trabalhos forçados, situado na Alta Silésia, a cerca de 40 quilómetros de Cracóvia, perto da fronteira germano-polaca anterior à guerra, numa área anexada, em 1939,m pela Alemanha nazi à Polónia, em 1939. Os três campos, Auschwitz I, Auschwitz II (Birkenau) e Auschwitz III (Monowitz), foram construídos perto da cidade polaca de Oswiecim (Auschwitz, em alemão).
Após uma ordem do Reichsführer SS, Heinrich Himmler, Auschwitz I, ou campo principal (Stammlager), em cujo portão de entrada está escrito «O trabalho liberta», começou a ser construído, em Maio de 1940, em casernas militares usadas pelo Exército polaco. Os primeiros prisioneiros a lá chegarem eram detidos de delito comum alemães, deportados do campo de concentração de Sachsenhausen, aos quais se juntou um primeiro transporte de 728 prisioneiros políticos alemães e polacos, vindos da prisão de Tarnów, chegado em 14 de Junho de 1940. Apesar de ter sido inicialmente concebido como um campo de concentração, que servia para punir prisioneiros políticos, Auschwitz I já tinha uma câmara de gás improvisada, na cave da prisão do Bloco 11, sendo depois construída uma maior e um crematório.
No Bloco 10, a caserna-hospital, “médicos” das SS faziam experiências “clínicas” em crianças, gémeos e anões, bem como testes de hipotermia em adultos. Entre o crematório e a caserna de experiências médicas, estava localizado o "muro negro”, onde os SS executaram milhares de prisioneiros. Inicialmente, os SS gazeavam os prisioneiros em duas quintas próximas, mas, em Setembro de 1941, testaram, em Auschwitz I, o gás Zyklon B, como instrumento de massacre em massa. O “sucesso” dessa experiência levou depois à adopção de câmaras de gás, a primeira das quais começou a operar em Janeiro de 1942, sendo depois desmantelada, operando a segunda câmara, entre Junho de 1942 e o Outono de 1944.
Auschwitz III- Buna ou Monowitz, foi erguido perto de Monowice, para providenciar força de trabalho escravo, para as fábricas de borracha sintética de Buna, da firma alemã I.G. Farben. Agregados a Auschwitz III, estavam inúmeros sub-campos, entre os quais se contaram os de Althammer, Blechhammer, Budy, Fuerstengrube, Gleiwitz, Rajsko e Tschechowit, num perímetro à volta de Oswiecim,de onde os alemães tinham expulsado os habitantes polacos. Periodicamente, os prisioneiros eram seleccionados e os que eram considerados, pelos SS, como demasiado fracos para contionuarem a trabalhar, eram transportados para Auschwitz-Birkenau e assassinados nas câmaras de gás
 
O campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau
Em Outubro de 1941, iniciara-se, junto a Auschwitz I, a construção de um complexo muito maior, feito de barracas de madeira, que viria a ser conhecido por Auschwitz II- Birkenau. Este campo de extermínio alojou inicialmente os prisioneiros de guerra russos, que morreram quase todos pouco tempo depois de chegarem, devido às terríveis condições de vida. Auschwitz-Birkenau teve um papel central no plano nazi de extermínio dos judeus da Europa. O aparelho de extermínio desse campo incluía Badeanstalten – instalações de banho, cujos chuveiros eram na realidade usados para gazear os deportados, através do Zyklon B -, Leichenkeller – caves utilizadas para arrumar os corpos das vítimas -, e Einäscherungsöfen – quatro grandes crematórios usados para queimar os corpos, construídos entre Março e Junho de 1943. Em 10 de Outubro de 1944, o sonderkommando e algumas centenas de prisioneiros que estavam a ser encaminhados para o crematório IV revoltaram-se, incendiando-o, bem como as câmaras de gás adjacentes.
Mesmo assim as operações de gazeamento, em particular de milhares de judeus húngaros, continuaram até Novembro de 1944, quando, com a aproximação das forças soviéticas, Heinrich Himmler deu a ordem para desactivar o sistema de extermínio e destruir as câmaras de gás. Em Birkenau, foram assassinados, até esse mês de Novembro, em quatro câmaras de gás, quase um milhão e meio de judeus dos países ocupados pela Alemanha. Estes representaram 90% das vítimas de Auschwitz, incluindo-se, entre as restantes, cerca de 75.000 polacos não-judeus, 20.000 ciganos Sinti e Roma, bem como 15.000 prisioneiros de guerra soviéticos, além de diversos grupos de outras categorias, entre as quais homossexuais.
Em 17 de Janeiro de 1945, devido à aproximação das forças soviéticas, iniciou-se a evacuação de Auschwitz e de todos os sub-campos, sendo todos os cerca de 60.000 prisioneiros que podiam deslocar-se enviados em direcção a Oeste, em «marchas da morte». Mais de 15.000 prisioneiros morreram, até chegarem à cidade de Wodzislaw, onde os sobreviventes foram colocados em comboios de carga e transportados para campos de concentração na Alemanha. Na viagem muitos outros milhares de prisioneiros morreram. Entretanto, no dia 27 de Janeiro de 1945, as tropas soviéticas que chegaram e libertaram Auschwitz encontraram 5.000 prisioneiros, doentes ou agonizantes.
Bibliografia
- Arendt, Hannah, Le système totalitaire, Paris, Seuil, 1972
- Arendt, Hannah, Sur l´antisémitisme, Paris, Seuil, 1973, 1.ª, 1951
- Browning, Christopher R., Ordinary Men, Reserve Police Battalion 101 and the Final Solution in Poland, Penguin, 1998 (2.ª ed.)
- Browning, Christopher R., The Path to Genocide, Canto editions, 1995 (1.ª ed. 1992)
- Friedländer, Saul, «Some Reflections on the Historicisation of National Socialism, in Tel Aviv Jahrbuch fur Deutsche Geschichte, 1987
- Gellately, Robert, Backing Hitler. Consent & Coercion in Nazi Germany, , oxford University Press, 2001
- Goldhagen, Daniel Jonah, Hitler´s Willing Executioners, Nova Iorque, Alfred A. Knopf, Inc., 1996
- Hilberg, Raul, Exécuteurs, victimes, témoins, Paris, Seuil (Folio Histoire), 1994
- Husson Édouard, Comprendre Hitler et la Shoah. Les Historiens de la République Fédérale Allemande depuis 1949, Paris, 2000
- Ingrao, Christian, «Conquérir, aménager, exterminer. Recherches récentes sur la Shoah», Annales, 58e. année, n.º 2, Mars-Avril, 2003
- Kershaw Ian, Qu´est-ce que le Nazisme. Problèmes et Perspectives d´Interprétation, Paris, 1992
- Levi, Primo, Les naufragés et les rescapés. Quarante ans après Auschwitz, Paris, Arcades Gallimard, 2003
- Levi, Primo, Se Isto É um Homem, trad. Simonetta Cabrita Neto, Lisboa Público, colecção Mil Folhas, 2002
- Mayer, Arno J., La «solution finale» dans l´histoire, Paris, La Découverte, 2002
 

 


50 comentários:
De Marcelo do Souto Alves a 26 de Janeiro de 2010 às 14:09
Obrigado.


De Luís Lavoura a 26 de Janeiro de 2010 às 16:26
Permito-me fazer uma pergunta indiscreta: a Irene Pimentel é (etnicamente) judia, isto é, especificando, é filha de uma judia alemã refugiada em Portugal?


De Irene Pimentel a 26 de Janeiro de 2010 às 17:08
E de facto indiscreta e já me tem sido feita frequentemente, não sei por que razões. Não sou judia e a minha mãe não se refugiou em Portugal durante a II Guerra Mundial.


De nuvens de fumo a 26 de Janeiro de 2010 às 17:21
Estou a ler a nova história de portugal,  e  entre dores nos braços por segurar um livro bíblico, decobri que traçagens genéticas apontam para um percentagem de descendência judaica sefardita ( [19-20]%).

Não sei o seja um sefardita, mas parece que é um judeu vindo do médio oriente, fico a pensar se tiver vindo de outro lugar se terá um nome diferente.
Seja

Mas tb temos percentagens significativas de muçulmanos aqui da nossa vizinha África , a saber berberes.

Que diria o PNR disto ?

Mas para dizer que todos podemos ser descendentes sem o sabermos destas populações que nos visitaram ao longo de muitas centenas de anos.
Interessante,


De Shyznogud a 26 de Janeiro de 2010 às 17:24
Mais tarde ponho aqui música sefardita e dedico-lha, nuvens.


De nuvens de fumo a 26 de Janeiro de 2010 às 17:25
Não sei se estou a ser gozado .
Mas não resisto, existe ?


De Shyznogud a 26 de Janeiro de 2010 às 17:29
Não está a ser gozado, existe  - e em quantidade muito apreciável - e tem canções sublimes. Já postei algumas mas, entretanto, os ficheiros sonoros perderam-se.


De nuvens de fumo a 26 de Janeiro de 2010 às 17:31
Ok, fico a aguardar com interesse.


De Shyznogud a 26 de Janeiro de 2010 às 17:34
Enqto espera pode espreitar no link q aqui se encontra

http://jugular.blogs.sapo.pt/318789.html

era este o som q musicava o post

http://www.youtube.com/watch?v=Vp25QB8YVLU


De nuvens de fumo a 26 de Janeiro de 2010 às 17:38
Vou ver


De fernando antolin a 26 de Janeiro de 2010 às 18:07
Amigo estrato, sefarditas foram judeus fugidos...da Península Ibérica, que os Reis Católicos aqui ao lado e o nosso D.Manuel I não brincavam em serviço...( A Sepharad, "cantada" pelo catalão Salvador Espríu é o nosso torrão comum ) Foram para o norte de Africa,Novo Mundo(mais tarde),Norte da Europa e até ao Médio Oriente,mais exactamente Istambul e por aí,norte da Grécia e tal.

Somos todos,realmente,a big blood mess, daí o ridículo dos puristas da raça(??). !!

Espero não ter dado demasiados pontapés na História mas a historiadora de serviço ao blog irá dar o desconto...


De thestudio a 27 de Janeiro de 2010 às 11:03
O nuvens de fumo devia ler ciência em vez de livros do tio patinhas.


De nuvens de fumo a 27 de Janeiro de 2010 às 11:11
Eu gosto do tio patinhas, mas deixei de ler muito cedo, tive a sorte de ter um baú com centenas de livros destes, antigos e do tempo em que eram em brasileiro.
Li tudo e passei a outras leituras.


De Miguel a 27 de Janeiro de 2010 às 17:39
Judeu sefardita é um judeu vindo da Península Ibérica, não vindo do Meio Oriente...


De João André a 28 de Janeiro de 2010 às 14:39
Em traços largos, é um judeu com origans no mediterrâneo. Os judeus dos balcãs são frequentemente sefarditas, por exemplo.


De Irene Pimentel a 26 de Janeiro de 2010 às 17:36

Um judeu oriundo da Europa central (p. ex. Polónia) é um judeu ashkenazy. Os ashkenazys falavam a língua Yiddish, uma corruptela do alemão. A canção acima dedicada àqueles que não tiveram futuro é nessa língua.


De fernando antolin a 26 de Janeiro de 2010 às 19:04
E agradecendo ao Nuno Josué, do " Rua da Judiaria" aqui vai para o amigo núvens :

Adio Querida
Tu madre cuando te pario,
Y te quitou al mundo,
Corason ella no te dio
Para amar segundo.

Adio, Adio querida,
No quero la vida
Me l'amargates tu.

Va, buxcate otro amor,
Aharva otras puertas,
Aspera otro ardor,
Que para mi sos muerta.

aquilo que falavam os judeus da Sepharad...


De nuvens de fumo a 26 de Janeiro de 2010 às 19:19
Obrigado


De António Pedro a 26 de Janeiro de 2010 às 20:02
Mas por quanto mais anos teremos de levar com esta história do Holocausto? Já nao chega todos documentários e filmes que se fizeram os livros que se escreveram, ainda temos que levar com isto nos jornais e blogues. Porra, já chega!


De fernando antolin a 26 de Janeiro de 2010 às 20:35
‘Só os mortos não morrem’

Só eles a mim me restam, são tranquilos e leais
os que a morte não pode matar mais com seus punhais.

Ao declinar da estrada, no final do dia
em silêncio se acercam, em sossego seguem minha via.

Verdadeiro pacto é o nosso, nó que o tempo não desmente.
Só aquilo que perdi é meu eternamente.

Rahel (Bluwstein) (http://israel.poetryinternationalweb.org/piw_cms/cms/cms_module/index.php?obj_id=3155), 1890 – 1931.

vida longa, António Pedro.


De ariel a 27 de Janeiro de 2010 às 15:39
Caro Fernando antolin, o poema é lindo. quanto ao resto a minha avó costumava dizer, não vale a pena, são pérolas a porcos.


De fernando antolin a 27 de Janeiro de 2010 às 16:59
Obrigado Ariel e olhe,lembrei-me deste.

 


Na margem
Do mundo
Além dos meus olhos
Belo
Sei que o Exílio
Será sempre
Verdejante de esperança –
O rio
Que não podemos atravessar
Corre eternamente



Samuel Menashe



E é como diz, não vale realmente a pena...


De Inês a 27 de Janeiro de 2010 às 10:57
 António Pedro, não sei se sabe, e a maioria dos portugueses não sabe, em Auschwitz morreram cerca de 3 000 portugueses. Facto desconhecido? pois é... como vê nunca é demais falar sobre o Holocausto.


De Irene Pimentel a 26 de Janeiro de 2010 às 20:30
Pela minha parte, pode contar comigo. Vou continuar a escrever sobre o Holocausto, bem como sobre outros temas "desagradáveis".
Mas tem bom remédio. Não leia, não vá ao cinema, não veja o telejornal.


De António Pedro a 27 de Janeiro de 2010 às 15:05
Gostaria de saber; porque nao se escreve sobre o Holocausto em Gaza, no Tibete, no Iraque e Afeganistao, no Vietname e Laos, na América Latina (quando os espanhois massacraram todas aquelas civilizaçoes), sobre o Camboja (sob o dominio dos kmer vermelhos), sobre o Congo belga (no tempo de Leopoldo II), sobre a India e África do Sul (sob o dominio britânico), no Brasil (sob o controlo Português) , ou sobre toda a Africa Subsariana (sob o dominio das potências Europeias no Séc. XIX), só para citar alguns.

Para estes Holocaustos, nao existem comemoracoes, nao existem filmes e documentarios repetidos até à nausea, nao existem visitas a museus (tipo Anne Frank) e o constante relembrar a todos que nao pode voltar a repetir-se e ninguém tem de responder em tribunal se nega a existencia destes mesmos Holocaustos.

Onde está a diferença?


De Vasco Alves a 27 de Janeiro de 2010 às 09:08
É realmente de estranhar como ainda hoje a verdadeira historia de Auschwitz, está por contar. Lamentavel. No entanto já que a autora desta estoria mirabolante gosta tanto de judeus, pois aconselho a que seja V. Exa. a fugir para israel porque aqui em Portugal para muitos, felizmente é considerada pessoa "non grata". E esta minha posição não tem qualquer sentido puritano de raça. Tenho, isso sim um conhecimento vasto do que é a realidade do povo judeu em relação a todos os outros. Portanto xenofobos nós? Olhe que não, Olhe que não.


De Inês a 27 de Janeiro de 2010 às 12:02
...para pessoas como o Vasco Alves se calhar nos livros de história deveria começar a utilizar-se a expressão "cerca de 2 milhões de pessoas morreram, entre elas pessoas de religião judaica, de etnia cigana, homossexuais e opositores ao regime nazi".

Se calhar encaixava melhor. Porque, e sim é verdade Vasco Alves, é de PESSOAS que se fala em última instância, não de grupos religiosos ou étnicos. PESSOAS. Conhece este conceito?

Quanto à sugestão de fugir para Israel à autora deste post, informo-o que a sugestão também se aplica a mim, não por gostar ou não de judeus, mas por ter familiares próximos que o são apesar de de ser agnóstica.

A sua sugestão aplica-se aliás a cerca de metade da população portuguesa, e quase de certeza a si também. Isto não sem qualquer sentido puritano da raça, claro...



De jonasnuts a 27 de Janeiro de 2010 às 09:21
Este post está em destaque na Homepage do SAPO.


De Paula Félix a 27 de Janeiro de 2010 às 09:53
Auschwitz e os filhos de abraão
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<SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">Auschwitz e os filhos de abraão</SPAN><BR class=incorrect name="incorrect" <a>Auschwitz</A> e os filhos de Abraão <br /><br />Os gritos ainda ecoam <br />       Em cada canto, em cada trincheira, <br />       Em todos os túmulos. <br /><br />       Restos mortais exibidos <br />       Como souvenires <br />       Enchem de orgulho <br />       O primitivo estágio ariano. <br /><br />       O sangue do cordeiro <br />       Continua a jorrar <br />       No solo árido. <br /><br />       Até que ponto a Bestialidade <br />       Deixa de existir em um mundo <br />       Que se deseja mais humano! <br /><br />       Crente ou ateu <br />       Incrédulo ou cético, <br />        Auschwitz continua vivo em nossa memória: <br />       Um pesadelo que brotou <br />       E nunca mais se apagou. <br /><br />       Inocentes ali pereceram, <br />       Sobreviventes dali morreram, <br />       Levaram todos para o túmulo <br />       O sacrifício dos filhos de Abraão."

Por todos os que lé ficaram e os que salvaram mas nunca esquceram, obrigado pela vossa coragem e pela vossa força.
Obrigado.


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