Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010
O Câmara Corporativa reproduziu há dias algumas linhas escritas por Cavaco Silva em 1978 na revista "Economia" editada pela Universidade Católica:
“... as decisões públicas são tomadas pelos políticos na base do seu próprio bem estar, e não do interesse da sociedade... A ideia do político como criatura dedicada à prossecução dos interesses da sociedade como um todo é hoje considerada como um mito pela generalidade dos economistas”...
Das duas uma: ou Cavaco Silva disse isto só para ser agradável a uma plateia de economistas alérgicos à intervenção do Estado na economia; ou acredita, e não se entende como é que alguém nessas condições se atreve a candidatar-se a um qualquer cargo de responsabilidade pública.
Se querem alguém disposto a tomar decisões políticas com base no seu próprio bem-estar, Cavaco é o vosso candidato.
De António Parente a 27 de Janeiro de 2010 às 22:33
Caro João Pinto e Castro
Desculpe mas o que escreveu é incorrecto. Cavaco Silva pode ter mudado de ideias ao longo do tempo. Os argumentos que apresenta não são válidos.
Cada um de nós perante nova informação que seja relevante e que considere válida pode mudar de opinião. Não acredito que nunca tenha acontecido consigo.
Esse foi um mau post.
De
jcd a 28 de Janeiro de 2010 às 08:00
Ou seja, um tipo que diz a verdade não deve ser candidato.
Até bate certo: Os últimos anos têm demonstrado que a mentira paga melhor.
De Nuno a 28 de Janeiro de 2010 às 11:09
Se antes falava verdade agora não é o que acontece. Veja-se o caso das noticias falsas que andou a plantar, com o conluio de um jornal que já foi tido como de referência, para daí retirar beneficios eleitorais! Um presidentezinho de facto!
E o pai natal tem barbas brancas e vive no polo norte.
De aires bustorff a 28 de Janeiro de 2010 às 09:47
Cavacu como bem tem demonstardo nestes ultimos 2 anos,
é
um vulgarissimo troca tintas
que
quer estar e não estar ao mesmo tempo, em varios campeonatos...
Esta sua distanciação dos politicos, como se ele o não fosse, no pior das suas actuações panfletarias
é de bramar aos cegos e surdos deste mundo!!!
E já agora era bom que explicasse sua intervenção no BPN e nas acções respectivas
que comprou e vendeu em ajuste directo com quem hoje está detido por parece, vigarices bancarias...
Abraço
Também eu não percebo o Sr. Prof. Cavaco Silva, ou então o João Pinto e Castro: na primeira hipótese, terei de consolidar a minha opinião de que o ainda Presidente da nossa República é um marafado e anda a intrujar o Povo há mais de trinta anos; na segunda hipótese, estou disposto a mudar esta minha firme convicção, mas apenas se o actual Chefe de Estado um dia se dispuser a afirmar, pessoalmente (de preferência numa comunicação ao País já no próximo dia 31 de Julho), que hoje em dia «(...) as decisões públicas já não são tomadas pelos políticos na base do seu próprio bem-estar, mas sim na do interesse da Sociedade (...). A ideia do político como criatura dedicada à prossecução dos interesses da Sociedade como um todo é hoje considerada como uma realidade pela generalidade dos Economistas»...
Espero ansiosamente por esta confissão penhorada, para me questionar sériamente se devo ou não manifestar simpatia e compreensão por alguém que se calhar passou a sua vida toda enganado, não apenas neste aspectozinho de somenos, mas sobretudo quanto a si próprio, que afinal também se pode enganar (e assim deixar de ter, raramente, dúvidas).
De T a 28 de Janeiro de 2010 às 17:13
Como o João bem sabe, o bem-estar ou "interesse próprio" pode incluir o bem-estar de outros e o bem-estar da sociedade. Serão sempre, digamos assim, de segundo grau, e a citação, não sendo de modo algum própria de um economista eloquente, não tem nada de mais.
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