Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010
João Galamba

"A Galp vai apresentar ao mercado, nas próximas semanas, uma nova unidade de negócio virada para os clientes empresariais. Trata-se da Galp Soluções de Energia, que visará oferecer propostas para melhoria da eficiência energética de edifícios e do desempenho de frotas das empresas.

O alvo da Galp Soluções de Energia serão as empresas, mas a ideia é também propor intervenções em edifícios de escritórios, hospitais e outras infra-estruturas, através de um catálogo de serviços que o grupo irá criar. "Cremos que é uma área onde existe um conjunto de soluções tecnológicas disponíveis", disse ao Negócios o director de inovação da Galp Energia, João Nuno Mendes. A monitorização de consumos de frotas e as auditorias energéticas serão alguns dos serviços a disponibilizar. "

 

Jornal de Negócios

 

Que estranho: o Estado planeia, decide, gasta, incentiva, estimula — e depois há privados que respondem a esses incentivos, que se adaptam, que inovam, etc. Então e o crowding-out? E aquela história de que cada euro que o Estado gasta implica um euro a menos para o sector privado? E a lengalenga de que só as empresas é que 'geram riqueza'?

 

Apesar de toda a experiência mostrar que os mercados não são realidades 'naturais', independentes do Estado , como é possível insistir-se na validade do axioma: crescimento económico equivale a redução do peso do Estado na economia?


5 comentários:
De Basico a 29 de Janeiro de 2010 às 09:18
Excelente exemplo, usar uma empresa onde o estado tem uma posicao relevante, em cujo o board estao nao sei quantos ex-politicos, para tentar provar a nao existencia de crowding out.


De nuvens de fumo a 29 de Janeiro de 2010 às 10:03
como é possível insistir-se na validade do axioma: crescimento económico equivale a redução do peso do Estado na economia?


Essa é fácil de responder, porque ele há muito que privatizar no sector público .


E ele há muitos milhões depois para distribuir, principalmente no sector saúde, mas tb na segurança, nos transportes, nunca esquecendo que a parte militar pode um dia dar algum, etc etc.


Em cada defensor do liberalismo num país pobre como o nosso há um barão a querer sair.


Claro que é muito mais fácil adquirir um sector que já funciona , mudando a forma de gestão  do que criar algo do zero. 


Mas isto penso eu que sou um cínico









De burns a 29 de Janeiro de 2010 às 22:03
você tem lata para falar em crescimento económico nestes últimos anos sem se rir?????


De Manel Z a 29 de Janeiro de 2010 às 22:34
O peso do Estado é cada vez maior, o crescimento é cada vez menor.


De Nuno a 30 de Janeiro de 2010 às 11:41
O axioma é válido qdo determinada ideologia, disfarçada de teoria económica, prefere não ver a realidade e insistir na única receita que sabe. É como acreditar que qdo se está doente se deve fazer sempre o mesmo tratamento independentemente da doença !

 


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