Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

Pacheco Pereira escreveu, recentemente, na sua coluna de opinião da revista Sábado o seguinte: “Esses blogues, como o Câmara Corporativa, o Aspirina B, o Jugular, escritos muitas vezes sob o anonimato e onde pululam empregados do governo, e às vezes mais acima – o anonimato serve para ocultar os autores, mas o estilo denuncia-os –, representam um mundo aparte na blogosfera que revela as fontes do radicalismo que emana nos dias de hoje do centro do poder socialista à volta de Sócrates”.

Este parágrafo vem na sequência de muitos textos de Pacheco Pereira, onde a tónica é sempre a mesma: a de que estamos a viver um clima mau para a liberdade de expressão e a de que se é um desgraçado por se atacar Sócrates, como ele, que faz parte dos “bons”, porque quem ataca Sócrates é necessariamente livre, transparente e honesto, enquanto quem defende Sócrates é uma besta, servil, ignorante e insultuoso. Sobretudo, não é livre. Numa coluna de opinião Pacheco Pereira na revista Sábado o Deputado compara o estatuto de crítico de Sócrates ao dos adversários de Lenine e Staline, mortos, como é sabido, aos de Krutchov, perseguidos, e aos de Brejnev, sujeitos ao asilo psiquiátrico. 

Este homem, que tem uma coluna de opinião na revista Sábado, outra no Público, um blog, um programa de televisão semanal na SIC notícias e que participa semanalmente na “quadratura do círculo” não é um asfixiado. O que ressalta desta guerra é um método.

O método de Pacheco poderia ser apelidado de método do Eucalipto, cujo treino ideológico não vou comentar, mas passa por não se dar por satisfeito por ter a sua palavra nos jornais, na televisão e na rádio. Pacheco Pereira é tão totalitário na sua ofensiva anti-Sócrates, que, mesmo um blog, uma formiga, com um universo de leitores que, ao contrário dos ouvintes de Pacheco Pereira, não são o “País”, são um grupo restrito de pessoas que se habituaram a ler na internet textos sobre assuntos distintos, da política à arte, escritos gratuita e livremente por um grupo variado de pessoas, pessoas de esquerda, o que parece pecado, com um endereço na internet, deve ser esmagado. Comparando o Jugular com o latifúndio de Pacheco Pereira, vemos uma fúria persecutória ridícula. Mas ela existe. Como? Caluniando as pessoas. Pré-condicionando a liberdade de expressão dessa “gente”. Faz parte do seu projecto, no qual ele é o novo pide dos processos de intenção, deixar claro que o mal dos males, que Sócrates incarna, também está representado em quem se atreva, não só a defender o demónio, mas tão-só a não atacá-lo.

Gostava eu que Pacheco Pereira me explicasse que ordens recebo do Governo; gostava eu que Pacheco Pereira me explicasse o que o autoriza a qualificar-me como “empregada” do Governo; talvez fosse pedir de mais a Pacheco Pereira que se dignasse a verificar que eu, tal como todos os membros do Jugular, assino o que escrevo, pelo que na sua fúria destruidora se está a dirigir a pessoas com nome, o que talvez o devesse fazer ir a um dicionário descobrir o que significa anonimato. E, de caminho, difamação.

Depois, há o pré-condicicionamento e, aqui, Pacheco Pereira é mestre. Mais uma vez, este pré-condicionamento tem sido feito passo a passo, para muita gente.

Sou jurista, advogada e, por dez anos, docente universitária. Já assessorei dois gabinetes ministeriais em absoluta liberdade técnica, como não poderia deixar de ser. Escrevo sobre o que me apetece, não faço comentário político. Falo de política se a política toca na minha área de interesse, a dos direitos fundamentais. Defendi, nos últimos dois anos, publicamente, o casamento entre pessoas do mesmo sexo (CPMS), isso a que Pacheco Pereira chama de “pedantismo das causas fracturantes”, e que aproveito para o informar que não faço por pedantismo, mas por convicção profunda. Exactamente a esse propósito, escrevi um artigo no Público, atracando o PS, quando este inviabilizou a aprovação CPMS na legislatura passada, sendo eu à data assessora de Luís Amado. Ninguém correu comigo, imagine-se.

Acontece que se no futuro escrever o que seja em defesa de Sócrates, tenho o direito de fazê-lo sem que exista um pré-condicionamento que é, exactamente, a suspeita lançada, em termos genéricos, por Pacheco Pereira. A ideia é esta: se vocês falam em defesa de Sócrates já estão, à partida, sob suspeita. Mais: se vocês não o atacam, são cúmplices, por omissão, do mal de todos os males e são, também vocês, parte desse mal.

Eu não recebo lições de liberdade de pensamento de ninguém e não sou particularmente dada a medidas preventivas de salvaguarda de um método. Dispenso, também, um polícia de intenções, um pide da minha consciência. Dispensamos todos.

(publicado no Diário de Notícias, dia 30 de Janeiro de 2010)


49 comentários:
De nuvens de fumo a 1 de Fevereiro de 2010 às 11:45
Este post está com espaços a mais ou é do meu browser ?

Está a abrir no fim da página


De Isabel Moreira a 1 de Fevereiro de 2010 às 11:56

computador doido varrido, nuvens. já está no sítio.


De nuvens de fumo a 1 de Fevereiro de 2010 às 12:06
ok


De aires bustorff a 1 de Fevereiro de 2010 às 13:06

Por acaso sigo os 3 blogs que PP parece priveligiar...

E reparo que nos ultimos tempos ha ali uma grande preocupação em ripostar bocarras daquele senhor...

Pergunto: será isso, mesmo necessário, útil, com resultados ao nível dos nossos problemas e das soluções alternativas que estão em jogo?

Creio evidente ser PP, alias como VGM, banais mercenáriozinhos que se ocupam, menos em discutir as ideias,

mais em tentar condicionar as gentes que desejam um País livre, desenvolvimentista, solidario, justo em termos intergerações.

Agradeço o seu artigo,

mas aqui deixo o que penso em geral sobre perder tempo respondendo aos pp'zinhos que "andam por aí..."

abraço amigo


De Isabel Moreira a 1 de Fevereiro de 2010 às 16:19
eu acho que vale a pena, sabe? vale a pena porque JPP escreveu esta ideia vezes sem conta na imprensa escrita e na televisão. tinha de ser respondido na imprensa escrita, também. esta ideia lentamente fabricada de que ele é o puro e tudo e todos que não concordem com ele são de suspeitar. antes que abram a boca já são de suspeitar. isto é soviético.


De aires bustorff a 1 de Fevereiro de 2010 às 18:07

ok... limitei-me emitir minha opinião, mas depois tb tive curiosidade de ver o q outros comentavam...

e sobretudo daqueles que comungam um certo espirito, e, pareceu-me, ver a mesma sintonia...

enfim, de facto, vcs que escrevem, sentir-se-ão, talvez justificadamente, mais atingidos por esses ladrares dos PP q por aí pululam...

Aliás, vi a reacção do Valupi, a quem em tempos, creio, pus mesma ideia, e percebi que a ofensa destas gentalhas, atinge mais profundamente do que imaginava...

Logo, força, a luta continua, rendo-me minha insignificancia...

abraço


De valter marques a 1 de Fevereiro de 2010 às 13:29

Excelente texto, mas sinceramente considero uma total perda de tempo uma crónica sobre pacheco pereira. Não se devem tornar iguais a ele, que anda a destilar ódio, uma vez que, a sua "verdade" não chegou para ganhar eleições.

www.esquerdismosliber (http://www.esquerdismosliber)ais.blogspot.com (http://www.esquerdismosliberais.blogspot.com)


De Isabel Moreira a 1 de Fevereiro de 2010 às 16:23
obrigada, Valter
não é perder tempo. o valter pode não ficar contagiado. mas há muita gente que há meses e meses que ouve e lê uma pessoa a fazer propaganda moral. pelo meio difamando o outro. o outro que se atreve a meter-se no seu caminho. esse outro que pode ser uma pedrinha no sapato. não interessa. o eucalipto seca tudo, como é de sua natureza. e isso tem de ser denunciado.  o eucalipto com mais voz em portugal, nos média, claro. o desgraçado do asfixiado.


De Marcelo do Souto Alves a 1 de Fevereiro de 2010 às 13:34
    Pacheco Pereira, rebaixando-se intelectualmente, insulta a inteligência de milhares de portugueses. A sua sorte é que nós já nem nos incomodamos e não lhe ligamos nenhuma, pelo que já não tem qualquer poder sobre nós: não o lemos, não o ouvimos, apenas o lamentamos. Era alguém com valor, que se perdeu pelo caminho da Floresta...


De Nuno Gaspar a 1 de Fevereiro de 2010 às 13:37


http://portugaldospequeninos.blogspot.com/2010/02/cronica-de-uma-cronica-censurada.html (http://portugaldospequeninos.blogspot.com/2010/02/cronica-de-uma-cronica-censurada.html)


De fernando antolin a 1 de Fevereiro de 2010 às 13:59
Parece que como medida preventiva o Jornal de Notícias recusou uma crónica e acabou com a colaboração de Mário Crespo. Talvez para assinalar o começo da comemoração do centenário da libérrima República. De resto,no pasa nada.


De Isabel Moreira a 1 de Fevereiro de 2010 às 16:27
sim, fernando? tenho de me informar melhor sobre esse episódio. olhe: eu escrevi um artigo para o público atacando o PS. foi aceite de imediato. depois, escrevi um artigo estritamente jurídico explicando que um governo de gestão poderia licenciar o freeport. por mais que insistisse a perguntar se, tal como o outro, o queriam, nada. ignorada. totalmente. é estranho. quando escrevo a atacar o PS querem logo o artigo. não é estranho?


De fernando antolin a 1 de Fevereiro de 2010 às 17:11
Informe-se.Quanto ás suas escolhas e ingenuidades ou inquietações,são isso mesmo, escolhas (ou não) suas.

Um resto de boa semana.


De Sebastião Dias a 1 de Fevereiro de 2010 às 15:00
Isabel Moreira, tem piada porque pelo seu percurso, tanto a Isabel como a Fernanda Cânsio, como também o João Galamba, parecem encaixar perfeitamente no primeiro parágrafo de Pacheco Pereira aqui transcrito por si. E no seguinte também, que passo a transcrever:

«Já toda a gente percebeu tudo isto menos os intelectuais orgânicos "socráticos", um conjunto modernaço de gente que tem o coração no Bloco de Esquerda, mas a carteira no PS, ou melhor, no gabinete do primeiro-ministro. Gente que pouco preza a liberdade mas que tem acima de tudo um enorme fascínio pelo poder como ele se exerce nos dias de hoje, entre o culto da imagem, o pedantismo das causas "fracturantes", o vanguardismo social, o "diabo que veste Prada" ou Armani, e o "departamento dos truques sujos" à Richard Nixon, tudo adaptado à mediania provinciana da capital. A ascensão ao poder de uma geração de diletantes embevecidos com os gadgets, pensando em soundbites, muito ignorantes e completamente amorais, que se promovem uns aos outros e geram uma política de terra queimada à sua volta, é a entourance que o "socratismo" criou e vai deixar órfã.»
Há, logo à partida uma evidência claríssima: o apoio incondicional às medidas do governo - o Galamba na economia chega a ser patético - e a ausência de qualquer crítica aos muitos tiques de autoritarismo e de silenciamento de vozes discordantes, como por exemplo o que se passou com Marcelo ou hoje com Mário Crespo. O que seria se tivesse sido a direita a fazer semelhante coisa.

Enfim, todos os governos têm gente encostada desta maneira. lembre-se que Cavaco também os teve e todos sabemos o que eles foram e o que agora fazem. O seu equivalente de hoje está também perfeitamente identificado, tem opinião que está escrita e amanhã será sempre associado ao pior governo pós 25 de Abril e recordado como caixa de ressonância do governo.


De Isabel Moreira a 1 de Fevereiro de 2010 às 16:33
Ó, Sebastião...eu não tenho carteira para essas marcas...e eu escrevo de graça, sabe? não acho mal ser pago para se escrever, como o é JPP , o puro, mas não é o meu caso. a minha vida profissional foi toda na universidade e como advogada e, enquanto tal, fui convidada para assessorar temporariamente dois gabinetes . é pecado? não fica contente que o governo vá buscar gente à universidade? mas voltei à minha carreira privada, veja lá. porque me apeteceu. depois há os puros que são contra arguidos em cargos políticos, mas que integram listas de deputados com dois arguidos nelas. é assim a vida. não tenho partido político. e se tivesse? não podia? estou impedida disso? pelo que escreve vejo que foi atingido que nem um raio pelo método do eucalipto.


De Sebastião Dias a 1 de Fevereiro de 2010 às 19:48
Cara Isabel Moreira,

Como deve saber, naturalmente haverá no espaço mediático e na blogosfera personalidades e blogues alinhados com o a esquerda ou com a direita, com o governo ou contra o governo, a favor de José Sócrates ou contra José Sócrates. É natural assim ser em democracia.

Menos natural será o facto de, nesta mesma democracia, tantos casos existirem de jornalistas, opinion-makers ou comentadores afastados dos meios onde publicavam por serem contra José Sócrates e o actual governo, com razão ou sem razão. Mas, enfim, isto são outras conversas que muito convenientemente e repetidamente este blog gosta de ignorar. Fosse a direita que tivesse cometido tais pecados o que seria aqui escrito... adiante.

Como deve imaginar, o Jugular é um blog muito conotado com o governo pelas mais diversas razões que nem interessa estar a enumerar pois, quanto a mim, Pacheco Pereira já as enumerou - e muito bem - mais do que uma vez. Quer queira quer não queira assim acontece. Digamos que há um universo de pessoas que, profissional ou pessoalmente, gravita em torno do poder, tira dele benefícios, influências ou interesses. Assim costuma acontecer. Com mais ou menos espalhafato é normal assim ser. Aqui acontece com muito espalhafato.

A questão é muito simples. Tudo se reduz a duas coisas: a maneira como V.Exas se vêem e a maneira como são vistos por muita gente. Pode ter a certeza que para muito boa gente, os jugulares são apenas uns meros cronistas trauliteiros que assumem a posição de rémoras de um governo medíocre liderado por alguém que, pelas confusões a que aparece associado, aparenta ser um homem sem qualidades. Óbviamente V.Exas não se vêem desta maneira.

No final do dia V.Exas continuarão a insultar Pacheco Pereira, o dito cujo continuará a opinar sobre o que lhe apetecer e eu continuarei a le-la e a discordar das suas indignações e rir-me muito da Fernanda Câncio e dos encontros que promove.



De Maria Tomás a 2 de Fevereiro de 2010 às 09:33
Ok, a Isabel escreve de graça e o Pacheco Pereira é pago. Também Isabel, não queira comparar... Pacheco Pereira, poderá ter os defeitos que quiser, mas escreve muitíssimo bem, e a Isabel...enfim.


De Isabel Moreira a 2 de Fevereiro de 2010 às 16:16
gostos não se discutem, maria. quanto a pacheco pereira ser pago pelo que escreve, acho muito bem. já acho de gargalhada fazer-se de puro e acusar-me de empregada do governo, anónima e de dependente. percebe a questão ou o meu português não chega lá?


De Maria Tomás a 2 de Fevereiro de 2010 às 17:19
Lamento, mas escrever bem não é uma questão de gosto, é mais uma questão de talento e técnica. Ou se tem ou não.


De f. a 1 de Fevereiro de 2010 às 17:03
e o sebastião quiser explicar-m quando é que eu ascendi ao poder, fico muito agradecida. é isso e o apoio incondicional ao governo mais a falta de preocupação c a liberdade de expressão. e s quiser encontrar-s comigo mais duas bengalas, é favor dizer o sítio, seu corajoso. 


De fernando antolin a 1 de Fevereiro de 2010 às 17:14
Não seja assim,que lhe fica mal e é despropositado...além de que duas bengalas não dá jeito, a não ser que domine a arte do "nunchaku" .


De f. a 1 de Fevereiro de 2010 às 17:18
fernando, cada um reage à calúnia como lhe ocorre. se calhar até há quem goste ou se habitue. eu nem gosto nem me habituei. e se as bengaladas não servem para isto, servem para quê?


De fernando antolin a 1 de Fevereiro de 2010 às 17:27
E eu, irremediavelmente conservador, que não gosto de ver uma Senhora a oferecer bengaladas. O simples par de estalos seria mais em conta. 


De Sebastião Dias a 1 de Fevereiro de 2010 às 19:17
Cara f.

Não é muito o meu género fazer ameaças ou responder às ameaças de uma senhora, por mais jeito que lhe desse. E, para dizer verdade, até me entristece agora o comentário que fiz, por ver uma pessoa na sua posição descer ao nível que desceu por causa de uma opinião minha, aliás, mais branda do que, por exemplo, os habituais insultos que vejo aqui em relação a Pacheco Pereira, para não ir mais longe.

Contudo, não sou capaz de resistir a dizer-lhe que um encontro entre as minhas bengalas e a sua pessoa (à falta de uma miniatura em pedra do Mosteiro dos Jerónimos) seria óptimo para fazer subir as intenções de voto no governo, à semelhança do que aconteceu com Berlusconi.


De f. a 1 de Fevereiro de 2010 às 19:33
já tinhamos todos percebido que o sebastião, além de corajoso, é um cavalheiro.


De Sebastião Dias a 1 de Fevereiro de 2010 às 19:56
Cavalheiro certamente sou. Não faço ameaças a senhoras, muito menos aceito marcar com elas encontros através da net para ver quem tem mais coragem - até porque tenho uma vida.


De António Parente a 1 de Fevereiro de 2010 às 20:41
acha bonito oferecer bengaladas aos comentadores? é uma nova faceta do feminismo pós-moderno? é esse o agradecimento que as senhoritas jugulares nos dão por abrilhantarmos os posts? não nos basta já a jugular ana matos pires com os seus pilaretes épicos? afinal quem somos nós? o lupem proletariado da blogosfera? não temos ninguém que nos proteja? valemos menos que um psiché? não havia necessidade. faço um apelo à sua reflexão.


De Valupi a 1 de Fevereiro de 2010 às 15:18
Exactamente, Isabel. E eu, o cidadão identificável para efeitos da sua responsabilidade moral, cível ou criminal, acrescento: Pacheco Pereira é um mentiroso que utiliza o seu enorme poder mediático para caluniar impunemente. 


De Nuno Gaspar a 1 de Fevereiro de 2010 às 17:02
Então identifique-se lá, sff!


De aires bustorff a 1 de Fevereiro de 2010 às 18:17

Valupi, meu caro... e achas q esta gentalha sente alguma emoção neste tipo de respostas contra as suas intencionais calunias?

O que pensas que os move quando as desencadeiam?

eu afirmo que é com teus artigos directos que eles se incomodam, e com que os pões bem mais nervosos...

Aliás, acho que a intenção fria deles, é mesmo essa, deslocar objecto dos vossos escritos para estas escritas, laterais  em minha opinião, com menos impacto

em detrimento dos vossos artigos directos, politicos, de analise tactica e estartegica do nosso quotidiano politico...

mas é só uma opinião...

abraço Val e não esqueças, a lluta continua!!!


De Morgadinho a 1 de Fevereiro de 2010 às 15:37
Sugeria à Isabel Moreira uma adenda ao artigo para que possa tratar da cessação da colaboração do Mário Crespo com o Jornal de Notícias devido a querer publicar um determinado artigo de opinião. Seria muito  interessante saber qual a sua opinião.


De A.Dias a 1 de Fevereiro de 2010 às 16:41
Posta a questão assim, tenho a certeza que a opinião da Isabel Moreira é negativa, como a da totalidade das pessoas com dois dedos de testa, incluindo o grupo (privado) que detem o Jornal de Notícias.
E, depois, o que é que isso tem a ver com o "hate blogging" de JPP?


De Morgadinho a 1 de Fevereiro de 2010 às 18:11
O tal "pré-condicicionamento" de que fala a Isabel Moreira existe,  com  diversos exemplos práticos ilustrativos como o de Mário Crespo, talvez em sentido contrário ao que pretende imputar a JPP. Só isso. Quem está contra o "pré-condicionamento" que se imputa a JPP condenará com tanta veemência este outro "pré-condicionamento"? É so essa a minha interrogação sobre as consequências do pensamento da Isabel Moreira que gostaria de ver esclarecida.


De Isabel Moreira a 2 de Fevereiro de 2010 às 16:20

morgadinho
é maravilhoso. eu escrevo um artigo com a data que lá está a defender-me de um método de eucalipto, que seca tudo em seu redor, incluindo pela calúnia, que passa por mim. defendo-me. acho que tenho esse direito, não? e, a esse propósito, tenho de me pronunciar sobre mário crespo? mário crespo, quando fala dele, defende-me das calúnias de pacheco pereira? que me causa de empregada do governo? de receber ordens? de não ser livre? de ser pedante? por favor..


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