Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010
Do comentador MAT:
1. Será que ninguém se indigna que conversas privadas entre amigos, num restaurante, sejam tema de um artigo de opinião de um jornalista?
2. Será que voltámos ao tempo da “bufaria” pidesca (onde até se fazem dossiês sobre algumas pessoas…) , em que se tem de ter cuidado com o que se diz em privado?
3. Será que uma pessoa, em privado, não pode dizer mal, injuriar, mandar para onde quiser quem queira?
4. Será que o 1º ministro e outros não podem achar o jornalismo do Crespo parcial e mal feito?
5. Será que alguém do governo combina acabar com o jornalista Crespo num restaurante, cheio de pessoas com os ouvidos na conversa alheia, sabendo que o homem tem um programa próprio no canal privado do fundador do PSD?
6. Será que é pedir muito que um jornalista confirme devidamente as fontes da sua notícia – porque, de facto, este artigo seria uma “grande” notícia - e desse oportunidade ao contraditório, visto a coisa ter sido contada por interpostas pessoas?
7. Será que um jornal, criminalmente responsável pelo que nele se escreve, não deve questionar o autor de um artigo, especialmente quando os meios de obtenção da notícia não cumprem as práticas deontológicas, sobre a veracidade e confirmação do que escreve?
8. Será que não é estranho que o próprio jornalista Crespo se recuse a confirmar a notícia que dá e deixe de publicar o artigo na sua coluna semanal?
9. Será que não é estranho que o jornalista Crespo se coloque em bicos de pés na senda de outros grandes jornalistas, MMG e JMF, e se faça um mártir do jornalismo independente?
10. Será que não é estranho que o jornalista Crespo faça publicar o seu artigo num sitio ligado ao PSD?
11. Será que não é estranho que isto tudo coincida com a publicação, no próximo dia 11, do livro do próprio jornalista Crespo (e que, segundo já fez saber, inclui este artigo)?
Será?
Ó senhor João Galamba explique-me só uma coisinha...
O tal do prof. Fernando Charrua foi demitido porque motivo???
Conversa privada? Bufaria pidesca?
Isto de só vermos as coisas pelas nossas cores é engraçado!
De Sousa Mendes a 2 de Fevereiro de 2010 às 17:21
Ó Pedro, será que não distingues entre ofensas públicas e conversas privadas!!????
O QI é baixo!???
Não vale a pena atirar areia para os olhos, já não convencem ninguem.
A conversa do tal Charrua foi privada, com um colega!!!
De qualquer maneira uma coisa é um primeiro-ministro chegar-se junto de um director de uma televisão e dizer que um dos seus jornalistas é um problema e tem de ser resolvido.
Acho que diz muito sobre o carácter de quem nos governa.
Mas força nisso, continuem a defender o grande líder, é um trabalho complicado.
De Pedro Correia a 4 de Fevereiro de 2010 às 16:27
Totalmente de acordo...se eu injuriar alguém é apenas uma conversa privada. Se me insultarem já é uma ofensa pública.
De xico a 1 de Fevereiro de 2010 às 23:06
Caro João Galamba,
E eu que detesto concordar consigo. Mas desta vez tem de ser. Mas se toda a história fosse verdadeira, então também temos uns governantes que ficam a dever muito à prudência e à inteligência. É que conversas à mesa de um restaurante público só se for para comentar a macieza do filet mignon.
De m2005xpto a 1 de Fevereiro de 2010 às 23:07
Isto está bonito está. Mas quando é que nos vemos livres deste falso engenheiro de inglês técnico ?. Será que também vai por o Mário Crespo na prateleira ? Será que o zézito anda a receber conselhos do seu amigo xávez em como silenciar quem ousa criticar ? Éste engenheiro é do mais ordinário que Portugal já teve a governar... Como dizia o outro é o pantano a alastrar, alguem tem que por o cobro a isto. Sampaio por muito menos acabou com a palhaçada dos amigos do zezito, lembram-se da famosa fundação do vara ? Urge acabar com estes palhaços que passam a vida a serem cretinos a gozar quem tem bom senso e não se ilude com o Magalhães e pouco mais.
De Nuno Gaspar a 1 de Fevereiro de 2010 às 23:20
Ora aqui estão uma série de perguntas que deveriam ter sido feitas há 5-6 meses atrás.
De Rafael Marques a 1 de Fevereiro de 2010 às 23:22
Olha, que coincidência, este comentador também comentou no Câmara Corporativa...
Será coincidência? Será.
De Assessorado a 1 de Fevereiro de 2010 às 23:22
Fiz zapping até encontrar rasto de Mário Moura Guedes-Crespo. Finalmente foi na SIC, onde um tal de Rodrigo fez um choradinho, ao mesmo tempo que mentia sobre o acontecimento. E fiquei sem saber se ele se referia a um jornalista, a um opinador, ou a uma salada.
O pior foi para mim, que desde há muitas horas que tento convencer um amigo, alto quadro psd mas sacanóide quando quer... que exagera quando pretende que o Mário é um pulha. Nada disso, gritei-lhe mais uma vez, é do teu clube e tem dito e escrito muitas pulhices, mas não é coisa genética. São apenas encenações para os planos inclinados e inclinações para os frente-a-frente? Não sei. Aquilo tem cura, é preciso ter fé. Não sei se é no manicómio, como o texto dele sugere. Mas deve haver remédio. A doença não é pulhice. É desgraça. Aqui nestas galerias ele poderá encontrar ajuda generosa e desinteressada. No mínimo, por caridade cristã.
Como dizia não sei quem, abençoados os pobres de espírito, deles será o reino dos céus. Mas também há uns pozinhos que ajudam no equilibrio, há farmácias de serviço.
Até certo ponto, é uma tristeza ver assim este país, que passa impunemente o tempo em calúnias e difamações, tanto como em vinganças por privilégios perdidos ou ambições defraudadas. A RTP não podia dar de comer a todos, e os lugares de assessor são limitados (eu sei do que falo...). Sobretudo no novo mundo. Mas a partir daí só posso confessar que o Crespo me enoja. A culpa não é dele, eu sei, é do meu fígado. E não é só ele, mas ele é um bom exemplo.
Quero acrescentar, se mo permitem:
Nesta história foi propósito atingir quem ele queria, compreendemos, já nada nos surpreende.... Mas de tanto malharem, já todos compreenderam que há motivações inconfessáveis, neste caso também, não é Mário? Diz, que ninguém nos está ouvindo... por que escreves estas merdas? Só que o povo pode ser simplório, mas não é estúpido.
Perdeu a SIC, que se empertigou em horário nobre na defesa de um jornalista-opinador que não tem vergonha, nem num caso nem no outro.
Perdeu o Crespo, pois só contribuiu para se colocar ele mesmo ainda mais abaixo daquele nível em que na fossa se passa do estado gasoso ao estado pastoso.
Mas houve quem ganhasse: o grande Jornal de Notícias e os seus leitores.
E eu também ganhei, pois daqui em diante vou voltar ao prazer, que estava em falência, de percorrer as suas colunas, sem risco de me atolar no lodo. É já amanhã.
De
FM a 1 de Fevereiro de 2010 às 23:36
Mais um caso para se falar toda a semana, mais um caso que em nada contribui para o crescimento de Portugal e para a resolução dos nossos problemas.
Como qualquer lance de grande penalidade discutível, vamos assistir ao dirimir de argumentos a favor e contra, vamos ver as mais variadas repetições, dos mais variados ângulos (os vários actores políticos a tentarem capitalizar em si os estilhaços de mais uma bomba) e no fim cada clube manterá a sua visão inicial.
Pessoalmente, a minha opinião sobre Mário Crespo é já desde há muito tempo negativa, pois enquadra-se naquele tipo de jornalistas que na sua condição de apresentador de noticiários frequentemente opina e toma partido de um dos lados. Se fosse comentador tudo lhe seria permitido e nada deveria ser criticado, apenas representaria a sua visão e opinião, como apresentador deverá ser imparcial e apartidário.
Feito este ponto prévio, parece-me que esta história, que tomo como verdadeira, não passa de uma exponencialização de um facto sem importância. O Primeiro ministro e mais dois colegas teriam falado sobre o jornalista, opinado sobre ele e até proposto o seu fim jornalístico. Mas afinal quem, à mesa de um restaurante com amigos, não dissertou já sobre as mais altas figuras do estado, quem não lhes diagnosticou o fim, programou “armadilhas” possíveis em que os mesmos caíssem? E o Sr Mário Crespo, quantas vezes nas suas crónicas do JN não apelidou os agora intervenientes de palhaços, quantas vezes não os catalogou como autênticos “mafiosos” sem ética. A mim ensinaram-me que a minha liberdade acaba quando violo a liberdade dos outros.
Concordo também que a não publicação pelo JN atribuiu novos contornos ao incidente, dando-lhe contornos de asfixia e controle dos meios de comunicação. Penso até que nem sequer foi preciso telefonemas de assessores para o director, penso que este deverá ter pensado que a ferida que estaria a abrir poderia sangrar o seu jornal de fundos para publicidade. Este é o grande poder de influência que o dinheiro exerce e que Mário Crespo também não está imune, pois trabalhando para a SIC decide publicar o artigo (http://www.institutosacarneiro.pt/?idc=509&idi=2500) no Instituto Francisco Sá Carneiro (nada ligado ao PSD) e não no seu empregador, com maior exposição e maior impacto. Ou será que também a direcção de Informação da SIC também não quis avançar com o que chamamos vulgarmente de “conversas de café”? É só um palpite mas “cheira-me” que Mário Crespo estará em muito pouco tempo a escrever no Expresso ou no Sol. Sim porque também ele beneficia com esta polémica pois ganha protagonismo e VOZ.
PS. Depois de escrever o post ainda fui navegar mais qualquer coisa e o que encontrei? No Expresso a notícia (http://aeiou.expresso.pt/mario-crespo-deixa-jn-e-publica-cronica-censurada=f561310) que Mário Crespo vai publicar um livro com todas as suas crónicas e "O fim da Linha" encabeça a lista. Foi mais rápido com que eu esperava....
FM
www.faroeomundo.blogspot.com (http://www.faroeomundo.blogspot.com)
De anabela palma a 1 de Fevereiro de 2010 às 23:52
"interposta pessoa" e não "entreposta", caro JG. Bem sei que não é o que aqui mais importa, mas erros de português fazem-me alergia, desculpe lá. são tiques de jornalista...
Anabela, o erro é do comentador MAT (como está no início do post), não do JG.
De
Marco a 2 de Fevereiro de 2010 às 00:06
Posso acrescentar um será, posso, posso?
Será que ainda ninguém leu com atenção o tal artigo de Mário Crespo? É que aquilo é um artigo humorístico, só alguém de má fá não o poderá considerar, reparem:
"Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta."
Mário Crespo dixit. Vindo do jornalista que retirou o referido artigo do prelo quando lhe pediram o direito ao contraditório. Sou só eu a achar isto hilariante?
E é claro que ninguém ainda pensou na possibilidade de Mário Crespo ser, realmente, um louco, o que justificaria o teor da conversa...
De ana a 2 de Fevereiro de 2010 às 02:46
Por acaso a minha opinião sobre o crespo é mais ou menos essa...o gajo já se passou há tempo, há atrasado, como diz a empregada de uma amiga minha.
Eu penso isso há uns 30 anos.
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