Ao contrário do que os do costume têm gritado — ao ponto de mal se ouvirem —, Crespo saiu do JN pelo seu pé. Confrontado pelo seu director com o facto de a sua crónica de opinião ter pouco de opinião, Crespo "decidiu retirar o texto de publicação e informou que cessava de imediato a sua colaboração com o jornal". Ou seja, Crespo, e muito bem, resolveu autocensurar-se. A autocensura é algo muito recomendável e todos a devíamos exercer amiúde. Talvez assim o ambiente ficasse mais respirável.
NOTA: este texto não será publicado no site do Instituto Sá Carneiro. Se tal acontecer, garanto desde já que não sei como ele lá foi parar.
Ah então foi o Crespo que telefonou para si próprio à meia noite a dizer, a si prórpio, que não ia publicar o seu próprio texto, exercendo uma autocensura.
Meu caro a censura não foi o Crespo retirar-se do JN, foi o director telefonar levantando as dúvidas que levantou. Se calhar ainda pedio ao Crespo para dar um jeitinho ao texto, que ele até dava uma ajuda.
Por favor ame o Sócrates, mas não nos atire com areia para os olhos.
Não sou seu caro, ok? Você escolhe acreditar no Crespo, eu escolho acreditar na Direcção do JN.
Peço desculpa pelo meu caro. Não quis ofender.
Se ler a nota emitida pela direcção do JN concluirá certamente que a iniciativa primeira de não publicação do texto foi do Director do JN, não do Crespo. Onde está então a autocensura.
De Anónimo a 2 de Fevereiro de 2010 às 22:51
Eu gostava que alguém me explicasse isto "A primeira iniciativa que tomei para publicar o artigo foi ligar à Zita Seabra às nove da manhã a dizer que gostava de fazer um livro em que a crónica ficasse em primeiro. Chama-se ‘A última crónica’ e vai ser lançado na quinta-feira pela Altheia”" http://www.ionline.pt/conteudo/44883-mario-crespo-a-minha-fonte-deu-me-dados-totalmente-crediveis Ele está mesmo a querer que alguém acredite que ontem ligou à Zita Seabra a dizer que gostava de escrever um livro e que esse livro vai ser publicado daqui a dias? E que também decidiu ontem que esse livro seria a primeira crónica do livro? Somos todos tolos?
De ana a 2 de Fevereiro de 2010 às 23:53
À Zita? Qual mistério? Anda tudo, os mesquinhos que se prestam ao jeito,a tentar arranjar lama para atirar. Falta de chá, diria a minha avó, falta de carácter, é como hoje se diz.
De m&m a 2 de Fevereiro de 2010 às 23:16
um poema do Ary. Porque sim.
Há que dizer-se das coisas
o somenos que elas são.
Se for um copo é um copo
se for um cão é um cão.
Mas quando o copo se parte
e quando o cão faz ão ão?
Então o copo é um caco
e um cão não passa dum cão.
Quatro cacos são um copo
quatro latidos um cão.
Mas se forem de vidraça
e logo foram janela?
Mas se forem de pirraça
e logo forem cadela?
E se o copo for rachado?
E se o cão não tiver dono?
Não é um copo é um gato
não é um cão é um chato
que nos interrompe o sono.
E se o chato não for chato
e apenas cão sem coleira?
E se o copo for de sopa?
Não é um copo é um prato
não é um cão é literato
que anda sem eira nem beira
e não ganha para a roupa.
E se o prato for de merda
e o literato de esquerda?
Parte-se o prato que é caco
mata-se o vate que é cão
e escreveremos então
parte prato sape gato
vai-te vate foge cão
Assim se chamam as coisas
pelos nomes que elas são.
Ary dos Santos
De joaquim a 2 de Fevereiro de 2010 às 23:32
Rogerio sabes muita coisa, deves beber do fino.
De Luís Serpa a 2 de Fevereiro de 2010 às 23:43
Acho muito bem que o post não seja publicado no IFSC. É um bocadinho confrangedor demais, a roçar o patético.
O que é injusto, repare: no fundo não passa de uma tentativa de humor falhada.
A autocensura é óptima, claro: é o sonho de qualquer qualquer aspirante a ditador.
Não, pá, é um esforço que toda a gente devia fazer antes de dizer bacoradas. Assim se evitavam banhos de ridiculo.
De Luís Serpa a 3 de Fevereiro de 2010 às 15:20
Bolas, pá, meu, Joe, mine, se no Jugular fizessem um esforço de contenção antes de dizer bacoradas a blogosfera ficaria bastante mais pobre.
Olha imagina só o João Galamba a aurtocensurar-se cada vez que manda uma bacorada sobre economia.
(Quanto ao Crespo, não sei. Não digo mais nada até saber mais qq coisa. Custa-me a crer que seja uma invencionice, mas posso estar enganado - coisa que, se houvesse um bocadinho de auto-censura, não aconteceria, claro. E hetero-censura ainda menos, forçoso é reconhecer.)
De barbosa21 a 3 de Fevereiro de 2010 às 18:39
Ora aqui está um exemplo do "olha para o que eu digo, mas não olhes para o que eu faço"
O rogerio, por vezes tambem devia seguir as suas proprias indicações...
cumps
De C. Silveira a 2 de Fevereiro de 2010 às 23:43
Não vejo onde está o mistério : «Foi o primeiro-ministro a dirigir-se a Nuno Santos, director de programas da SIC, para lhe dizer que o jornalista Mário Crespo era "um problema" que tinha de ser resolvido. Santos almoçava com Bárbara Guimarães no Hotel Tivoli, em Lisboa, no dia da entrega no Parlamento do Orçamento do Estado.»
(Expresso)
Até se compreende: o orçamento de estado é mera ficção, porque é que Socrates não iria tratar do que realmente lhe importa?
Mas como é óbvio: no lugar do PM se quisesse tramar uma cena dessas faria exactamente assim.
De C. Silveira a 3 de Fevereiro de 2010 às 00:40
Eu vi uma cena idêntica num congresso do PS e depois numa entrevista.
Precisa dos linques do youtube?
De G_L a 3 de Fevereiro de 2010 às 00:19
Nunca vi tanta hipocrisia, filha da putice e covardia, nunca. E os jornais de referência embarcam nessa pouca-vergonha.
De Vitor a 3 de Fevereiro de 2010 às 00:19
Será que alguém me pode ajudar:
Quero escrever um post neste blog.
O que quer que escreva (opinião ou notícia) tem de "passar" pela aprovação do dono deste blog.
Claro que não se trata de censura, pois não?
Nem prévia?
Post com certeza que não escreves. Quanto aos comentários, sim, estão sujeitos a censura prévia, como é fácil de perceber pelo facto de serem moderados.
De nuvens de fumo a 3 de Fevereiro de 2010 às 16:58
Eu ouvi dizer que está a trabalhar no bunker da "jugular comunicaition central" e a recibos verdes ,um ex-coronel da pide que é constantemente atiçado com retratos do cunhal e musica do 25 de abril.
Agradecia-se confirmação para publicação no expresso, jn , dn e no CM.
Obrigado
De nuvens de fumo a 3 de Fevereiro de 2010 às 17:07
Raios as gralhas:
"jugular communication Central" 
De zé do pifaro a 3 de Fevereiro de 2010 às 00:49
É engraçado que quando toca a defender as peripécias mais ridículas só escreve um de vocês de cada vez sobre o assunto. Mesmo assim, admiro a dedicação.
De JMG a 3 de Fevereiro de 2010 às 01:53
Daqui a uns tempos, mais cedo do que tarde, Sócrates cairá do cavalo. Terá poucos amigos: poucos terão votado nele e os advogados de defesa que tem tido terão coisas mais importantes a tratar do que falar do passado. Se esta ou qualquer outra das histórias pouco edificantes que envolvem a personagem forem, por acaso, tiradas a limpo de forma concludente, o autor do post dirá: Não sabia, fui enganado. Já vimos este filme, a respeito dos crimes do estalinismo - com perdão da comparação.
Nesse dia, quando ele for executado na praça pública e o seu corpo arrastado por cavalos, vir-me-ao pedir contas? É isso?
De JMG a 3 de Fevereiro de 2010 às 12:41
Não, a gente aflita pensa no presente e, às vezes, no futuro, ninguém pára a revolver o passado recente dos has-been. Mas o senhor mesmo dirá para os seus botões: Porra, como pude ser tão ingénuo?
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