Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

"Nuno Santos diz que as coisas não se passaram como Crespo as descreve." (Público)

 

"Estávamos em mesas diferentes e a conversa não se passou da forma como é descrita" (Correio da Manhã)

 

É evidente que os alucinados da asfixia democrática vão tratar de ignorar estas coisas. Onde é que já se viu isto da realidade ousar estragar uma excelente história? Em bom rigor, isto até permite aprofundar a tese, constituindo um sinal — mais um — do alcance diabólico da censura Socrática: até Nuno Santos tem medo. E no dia 11 de Fevereiro lá irão eles entronizar o mártir, contribuindo solidariamente com uns tostões para o pé-de-meia do acossado Crespo.

6 comentários:
De nuvens de fumo a 3 de Fevereiro de 2010 às 12:18
Claro que tem medo, estamos entregues a um génio do mal com acessores do inferno ajudado por blogs malditos, muita gente deve ter ido ver o filme anti cristo ,


De fernando antolin a 3 de Fevereiro de 2010 às 12:29
Nuno Santos tem que ser,forçosamente,o fiel da balança e única opinião credível ? Motivos ? Só os próprios os explicarão. Eu gostava de ver tudo isto passado e comentado durante o mandato do anterior PM, o PSL...


De JP Santos a 3 de Fevereiro de 2010 às 13:30
Dizer que "as coisas não se passaram como Crespo as descreve" não é o mesmo que dizer que "não se passou nada".
Devo dizer que me interessa muito pouco saber quais foram as palavras concretas utilizadas pelos intervenientes, e não aprecio particularmente o estilo do Mário Crespo (felizmente o meu comando permite-me fazer zapping) mas prefiro a prefiro a pluralidade da comunicação social que permite um Mário Crespo do que o controlo dessa comunicaçao pelo poder, seja ele de esquerda, à Hugo Chavez, seja ele de direita, à Berlusconi.
E peço desculpa mas incomoda-me ter um Governo e um primeiro-ministro que notoriamente convivem mal com uma comunicação social independente. E lamento que muitos aparentemente não percebam que os mecanismos utilizados pelo actual Governo ficarão à disposição de Governos futuros de outras cores... talvez nessa altura lamentem certas posições que agora vão adoptando ao sabor das conveniências do momento.


De ocantodojoao a 3 de Fevereiro de 2010 às 17:22
Sr. JP Santos


Comunicação social independente? Aonde? A SIC, a TVI, a RTP, o Público, o DN, o JN? Não brinque. Cada um defende a sua dama, sob uma capa do que não existe, ou raramente existe, a independência.....Com certeza que já viu o "frente a frente" do famoso Mário. Aquilo é que é independência! O imenso ego do jornalista sobressai a cada palavra proferida (é a Manuela Moura Guedes de calças). Quem quiser que o compre. 


Cascais , 3 de Fevereiro 2010
João do Canto Lagido     


De JP Santos a 4 de Fevereiro de 2010 às 11:23

"Com certeza que já viu o "frente a frente" do famoso Mário"

Já vi, mas confesso que não vejo muitas vezes. E sinceramente não aprecio muita da comunicação social portuguesa. Mas isso é "pano para outras mangas".
A questão principal para mim não são os méritos ou deméritos do Mário Crespo como jornalista, mas os "tiques" de intolerância que, por muito que custe a alguns, é evidente no nosso primeiro-ministro e no circulo do PS/Governo que lhe é próximo. 
Isto não significa que o Governo e o primeiro-ministro não tenham méritos e não sou dos que pensa que a democracia está em risco, mas custa-me o que me parece ser uma defesa "cega" de comportamentos que me quanto a mim ultrapassam a fronteira do que julgo dever ser a atitude e o comportamento correcto e adequado de um primeiro-ministro perante a comunicação social.


De Marcado para recolher ao maniómio a 3 de Fevereiro de 2010 às 15:41
É verdade, as coisas não se passaram assim.

Eu estava na mesa ao lado e ouvi tudo.

Sócrates, Lacão e Pereira aproximaram-se da mesa onde estava o director da SIC. Disseram-lhe que aprecisavam muito o facto de a SIC manter no ar jornalistas e opinadores com perspectivas diferentes daquelas que os governantes têm. Que isso era bom para a democracia e até para a qualidade da governação.

Disseram ainda que aquela conversa podia perfeitamente ser citada, afinal estava a ocorrer num local público, em tom de voz que os presentes podiam ouvir, e tratava de assuntos políticos,m além de que o governo está interessado em que acabe a converseta infundada de que pretende abafar as opiniões adversas nos órgãos de comunicação social.

Reposta a verdade, agora, sim, podemos todos dizer com propriedade: O jornalista Mário Crespo é um trapalhão; pelo contrário, Sócrates e os seus parceiros de almoço são gente muito integra e que dignificam os cargos que ocupam na hierarquia do Estado.

Ora censura lá esta


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