Ouvir o que quem mais directamente será afectado pela legislação prevista na Grã- Bretanha tem a dizer parece-me avisado. Dir-me-ão que faz pouco sentido discutir estes temas em Portugal. Será que sim? Pelo que li há uns dias nos jornais o governo estará a "estudar medidas de protecção social para a prostituição", convém, por isso, discutir estes temas abertamente. Para já volto ao início e do site do International Union of Sex Workers retiro isto:
(...)tal legislação terá sido criada (pelo menos é como a vendem) para, em primeiro lugar, combater o tráfico de mulheres (estrangeiras) mas na prática significou a "limpeza" das ruas das cidades (em especial Paris). Apesar da prostituição ser legal em França o assédio a clientes tornou-se proibido. Não podendo assediar clientes "às claras", as prostitutas viram-se erradicadas do trottoir e empurradas para as estradas e matas francesas. Guardei uma frase , "Deixaram de ser trabalhadoras precárias e passaram a ser clandestinas" e a consequência é óbvia, uma diminuição drástica das condições de segurança em que exerciam a sua profissão. Algumas das prostitutas entrevistadas na dita reportagem referiam algo que, penso, ilustra bem o quadro saído da LSI, "Antes podíamos contar com a polícia para nos dar alguma protecção, agora fugimos dela.". Outra consequência grave é que, acho eu, uma lei que "clandestiniza" a prostituição fomenta aquilo que pretende combater, o tráfico.
Sobre a mesma legislação lia-se, em Setembro de 2007 no L'Express, (já não está online) « (...) "conséquences catastrophiques" de la loi. "Ses effets sont désastreux en terme de santé publique", souligne la militante de Femmes de Droits. Les associations disent éprouver encore plus de difficultés dans leur travail de prévention auprès des prostituées, condamnées à travailler dans des "zones de non droit, où elles sont davantage exposées au proxénétisme, aux violences de certains passants, de pseudo-clients et des forces de l'ordre".»
De nuvens de fumo a 3 de Fevereiro de 2010 às 13:34
Mas se estiver escondida e fechada em casas no meio de montes, com barras e isoladas do exterior, pelo menos parecerá haver menos.
De Miguel a 3 de Fevereiro de 2010 às 16:17
Sim, pois pois, ja' vos estou a ver a comprar uma casa/apartamento no red light district. Entao nao!...
Pronto, pá, lá tás tu com os temas fracturantes, pá, o que é que essa merda interessa, pá? Escreve lá sobre coisas importantes, pá.
(pode ser q por antecipação resulte, deixa ver)
De maria a 3 de Fevereiro de 2010 às 14:33
então , e só ilustram o post com uma menina? que é dos prostitutos masculinos ? essa classe crescente não precisa de protecção ? está mal....
De
Shyznogud a 3 de Fevereiro de 2010 às 14:42
É contactar o International Union of Sex Workers, Maria, é o logo da organização.
Estes problemas resolver-se-iam em boa parte se, não apenas a prostituição fosse legal, mas também o proxenetismo o fosse. Ou seja, se passasse a ser uma atividade comercial como qualquer outra, com patrões (os chulos, as donas dos bordeis, etc) e funcionárias (as prostitutas).
O que é preciso é legalizar os bordeis, as casas de prostituição. Nessas casas haverá um patrão que, como é evidente, terá o cuidado de proteger as suas funcionárias. As prostitutas deixarão de assediar potenciais clientes na rua e passarão a esperar por eles nas suas lojas.
De fernando antolin a 3 de Fevereiro de 2010 às 15:14
As gargalhadas ao pé do cemitério do Vimieiro/Santa Comba Dão não deixam dormir ninguém...
De a. a 3 de Fevereiro de 2010 às 15:14
O Luís Lavoura procura sempre estar um passo à frente da Maria João nos temas fracturantes mas, mais uma vez, é menos liberal do que a Maria João.
Enquanto o modelo de prostituição da Maria João é livre e baseado na liberdade absoluta da mulher o do Luís Lavoura defende o controlo do negócio aos homens ficando as mulheres como simples serviçais, incapazes de serem autónomas no desenvolvimento do negócio. Para além disso, o seu modelo conduz ao monopólio ou oligopólio, prejudicando o consumidor e as trabalhadoras. O modelo da Maria João Pires, sendo um modelo atomístico, próximo da concorrência perfeita, é mais eficiente, liberal e justo.
Para além disso, o seu modelo é profundamente contra o feminismo pós-moderno. Se a Ana Matos Pires não lhe mostrar o habitual pilarete é porque hoje estão em paz com o mundo.
Não a. Você não tem razão.
Eu defendo a liberdade de as mulheres se prostituirem como quiserem, sozinhas ou acompanhadas, como freelancers ou sob um patrão. A mim tanto se me dá, e acho muito bem que elas tenham toda a liberdade de trabalhar a sós, nos passeios das cidades, se quiserem. Mas defendo que seja também permitida, e devidamente enquadrada legalmente, a existência de prostíbulos, nos quais um patrão (ou patroa) aloje um conjunto de prostitutas e lhes forneça segurança, enquadramento legal e apoio sanitário. E forneça o mesmo aos clientes, já agora. E que esse patrão se encarregue também, naturalmente, de dar publicidade ao seu negócio, tal como qualquer patrão de qualquer atividade legal deve poder fazer.
Ou seja, defendo que a prostituição seja uma atividade comercial normal, exercida por profissionais livres de a exercer sob o enquadramento que quiserem.
De a. a 3 de Fevereiro de 2010 às 19:20
Assim o seu pensamento ficou melhor clarificado.
De Filha de Bragança a 3 de Fevereiro de 2010 às 23:30
Concordo. Aliás, casas de prostituição não faltam, estão é desreguladas, favorecendo a escravatura, a doença e a fuga ao fisco. (Esta da fuga ao fisco foi mais para sensibilizar o senhor ministro das finanças).
Eu cá sou sempre pela decência. E a decência, de bordéis falando, não se consegue escondendo-os ou subornando a polícia para não os ver. Consegue-se é examinando-lhes as contas, higiene, segurança e contratos de trabalho.
Civilização não é fechar um bordel por ser uma casa onde se pratique sexo a troco de dinheiro. Civilização é quando um bordel é fechado por a ASAE descobrir lá dentro preservativos furados.
De João Pedro a 3 de Fevereiro de 2010 às 18:42
Estou a tentar evitar a piada fácil...
De
Shyznogud a 3 de Fevereiro de 2010 às 18:53
liberte-se, homem
Sim, liberte-se, olhe as "úrcelas do diódeno"
De fernando antolin a 3 de Fevereiro de 2010 às 19:22
Não sejam más ! Pois se ao João apetecia uma piada brejeira, então...e nem quero pensar no frio e mais inclemências atmosféricas que vou arrostar(linda palavra) quando entrar de serviço à meia-noite no aerotrolleys. E toda a malta jugular no quentinho,a malhar no Crespo, oh triste sina de um reaça...
De João Pedro a 4 de Fevereiro de 2010 às 15:33
O que é diódeno?
De Miguel a 3 de Fevereiro de 2010 às 22:52
A prostituicao como uma actividade comercial como qualquer outra ... cada um por si, salve-se quem puder! Como ratos de porao num naufragio qualquer.
Ainda a respeito disso de combater o tráfico de mulheres, confesso que ainda não percebi muito bem o que é que "tráfico" quer dizer - umas vezes parece significar algo parecido com "escravatura", outras parece ser apenas outra forma de dizer "imigração ilegal".
De António Cunha a 4 de Fevereiro de 2010 às 16:04
Por falar em mulheres. Li noutro blog uma descrição sobre este Blog
"constitucionalistas, deputados, jornalistas, feministas ultramontanas e donas de casa desesperadas,"
Gostei das donas de casa desesperadas, ahahahahaha
Comentar post