Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010
Rogério da Costa Pereira

"Recebi um e-mail de um amigo que tinha sabido, numa conversa de café com um conhecido que ouvira um estranho no metro, que um dia da semana passada Mário Crespo, o casal Moniz e Zita Seabra (editora da Aleteia, que publicará em breve o livro com as crónicas do jornalista) almoçaram juntos num restaurante com sala para fumadores. Terá ainda sido convidado o fantasma do general fascista grande democrata e inimigo da censura Kaúlza de Arriaga que, por afazeres diversos, só apareceria para a sobremesa. Havendo muitas mesas vazias, consta que escolheram uma rodeada de gente para entabularem a sua conversa confidencial. (...)" ler n'A escada de Penrose o resto deste magnífico post do Rui Herbon

5 comentários:
De fernando antolin a 3 de Fevereiro de 2010 às 16:16
Bom é tudo mentira,o Crespo é louco, mas vai um estardalhaço de indignações que é bonito de se ver. Água fria nos pulsos dá resultado.


De Anónimo a 3 de Fevereiro de 2010 às 16:40
É isso. Tudo mentira. Ia contar o n.º de posts sobre o assunto aqui no jugular, mas arrependi-me - é que uma mentira contada muitas vezes...


De Gonçalo Beja da Costa a 3 de Fevereiro de 2010 às 16:51
Quando falas ou simulas falar de ti próprio e amalgamas passado, presente, futuro, há sempre os que perguntam se o que contaste é verdade ou não. Nunca indagam se vai ser verdade. O que lhes interessa é saber, com a curiosidade dos intriguistas, se o que se passou (ou parece ter-se passado) se passou mesmo contigo. É um erro de gente vulgar. Parasitários ou não, qualquer invenção ou patranha, qualquer «mentir verdadeiro» é acepipe biográfico, é pretexto para te enfileirarem na nulidade biográfica que é a deles próprios e tecerem incansavelmente histórias a teu respeito.
Não te deixes seduzir pelo gosto da conversa. Essa pequena gente não merece a mais pequena atenção, nem tu precisas de espectadores para o salutar exercício diário de falar por falar.
(...) Não deixes que metam o nariz na tua vida. Caso contrário, vais ficar cheio de gente, com a sua vida escassamente interessante. O tombo da vida vulgar já foi feito por escritores como Camilo. E tenho a impressão de que, no essencial, a vida vulgar continua a mesma.
Desunha-te a escrever (olha que já tens pouco tempo!), mas fá-lo com a discrição e a reserva de quem não se dá às primeiras. É outro exercício salutar.

Alexandre O'Neill, in "Uma Coisa em Forma de Assim"


De P. a 3 de Fevereiro de 2010 às 16:52
Queimem o Crespo, sô Rogério, queimei o Crespo.

Um dia destes ainda acordamos e vamos ver que há jornalistas que discordam dos ministros. Há que ter cuidado! Estamos tão melhores com o pai Sócrates a dizer-nos o que devemos fazer. Eu obedeço, sô ministro, eu obedeço.

(Agora a sério, é que quando o Nuno Santos diz que não foi bem assim, ele está também a dizer que aconteceu. Aconteceu mesmo, Rogério. Eles falaram do Mário Crespo. Podemos não saber o tom, nem se havia intenções por trás da conversa. Mas houve conversa, isso é facto. Se calhar até falaram bem do Crespo e tudo, pois, se calhar foi isso. Diga-me lá em que moldes acha que terá sido a conversa, já agora)


De nuvens de fumo a 3 de Fevereiro de 2010 às 17:01

crespo (ê)
adj.
adj.
1. Cuja superfície é desigual, cheia de altos e baixos como a da carapinha.
2. Por ext. Eriçado; franzido.
3. Fig. Obscuro, difícil de entender.
4. Encarneirado (o mar).
s. m.
5. Nome de certos bolos.

crespos
s. m. pl.
6. Rugas, pregas, franzidos.


Ora o nome é como uma luva



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