Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Ontem realizou-se mais um National Prayer Breakfast, um evento que é organizado desde 1953 por um grupo fundamentalista cristão, a Fellowship Foundation mais conhecida, muito apropriadamente, como a Família*.

 

Desde os seus primórdios, o evento conta com a presença dos mais altos políticos norte-americanos e de alguns convidados especiais (agora foi a vez de Zapatero). Este ano, no rescaldo da publicação do livro de Jeff Sharlet «The Family: The Secret Fundamentalism at the Heart of American Power» e das ligações da Família à iníqua lei que condena à morte ou a prisão perpétua os homossexuais ugandeses, vários grupos, incluindo a Americans United for Separation of Church and State, liderada pelo pastor Barry Lynn, e  a Citizens for Responsibility and Ethics in Washington pediram, sem sucesso, que os mais altos responsáveis políticos do país não legitimassem com a sua presença a intolerância e fundamentalismo da Família.

 

Neste vídeo, “Moses,”  um cidadão do Uganda que pediu asilo político aos EUA e que teme pela sua vida se for forçado a voltar ao Uganda, explica o que está em jogo, mensagem reforçada pelo reverendo Barry Flynn que detalha «What's Wrong With 'The Family' And The National Prayer Breakfast».

 

 

 

*Durante a administração Reagan floresceram as células de «Deus» instituidas por Abraham Vereide, uma rede de poder semi-clandestina em que os membros são generais, senadores, pregadores e executivos de grandes empresas, cujo objectivo é a construção do Reino de Deus na Terra com capital em Washington*.


A «Worldwide Spiritual Offensive» destas células dedica-se à expansão mundial do poder americanocomo forma de expansão do Evangelho apoiando, por exemplo, Siad Barre na Somália, Carlos Eugenios Vides Casanova em El Salvador e os esquadrões de morte salvadorenhos e, mais recentemente, Yoweri Museveni, o presidente do Uganda. Aqueles a que muitos chamam a Mafia cristã foram ainda muito activos no combate à ameaça comunista apoiando ditadores como o marechal Artur da Costa e Silva no Brasil, o general Suharto na Indonésia, e o general Gustavo Alvarez Martinez nas Honduras.


1 comentário:
De fernando antolin a 6 de Fevereiro de 2010 às 21:38
Então e no meio de tanta informação não cita as "orações" do mi amigo Zapatero ?? Oh Palmira, que desilusão ...


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