Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
Pergunta Medeiros Ferreira no Cortex Frontal:
"As declarações de Almunia foram levianas e pouco inteligentes tendo em conta os próprios interesses da Comissão em evitar um efeito dominó do caso Grécia. Os esclarecimentos posteriores não evitaram danos sérios para as economias de Portugal e de Espanha, além de criar um clima especulativo como se não conhecia desde a criação da zona euro. Será que os euro deputados vão chamar o comissário Almunia a explicar-se no Parlamento Europeu? "
Ora aqui está uma excelente oportunidade para o Parlamento Europeu provar que o Tratado de Lisboa serve para alguma coisa.
De Maria a 5 de Fevereiro de 2010 às 18:36
Antão, o que tá lá fazendo o Nuno Melo? Pois,pois ele que faça como fazia cá "CHAMA-SE À ASSEMBLEIA...OU À COMISSÃO PARA EXPLICAR"...Eu espero isso!
De Joca a 5 de Fevereiro de 2010 às 20:36
Não uses o facto de o Almunia ser um cepo para elogiar o tratado que envergonha a cidade de Lisboa.
Os lisboetas não têm culpa.
De natália santos a 6 de Fevereiro de 2010 às 18:37
Tomemos como boa a ideia de alguns economistas, de que certos países da zona euro, precisam de cuidados intensivos (tipo FMI), tal como as pessoas, não podendo a família tratá-los sozinha ( leia-se a UE) por a doença ser grave. Mas não é, como dizia uma amiga minha algo zangada, a dizer mal do doente! E eu concordo com ela. O apoio familiar é muito importante:
não largar o familiar doente no hospital de qualquer maneira;
em situações radicais pedir uma 2ª opinião -não seguir a 1ª terapia que aparece como boa;
ajudá-lo a ter coragem para seguir o tratamento;
dar-lhe esperança
e,
nunca como fez a Comissão Europeia, através de Almunia, e outros, dizer mal do familiar, o desgraçado com um AVC e vários dos "familiares" a dizerem que teve sempre uma vida desregrada, que se estava à espera daquilo, etc.
O único momento em que me senti europeia do coração, foi quando fui ao multibanco em Janeiro de 2002 levantar os primeiros euros. Sem,devo dizê-lo, saudades do escudo, que para mim esteve sempre associado a um país socialmente muito injusto.
( Por acaso é curioso que à medida que nos íamos integrando economicamente na Europa íamo-nos afastando culturalmente dela : agora somos todos americanos. E não é lógico, porque foram sempre as relações económicas que fortaleceram as culturais. Há algum estudo que explique esta discrepância?Sim, o alargamento generalizado tem poucos anos e a supremacia americana intensificou-se a partir dos anos1950/60 e não conseguimos fugir-lhe, será ? )
Até hoje a UE nunca voltou atrás nos passos importantes que deu, pelo que considero que se tiverem de sair países da zona Euro, é o começo do fim desse sonho, que ainda tem tanta coisa por concretizar. Como esta, básica, de nos sentirmos europeus.
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