Sábado, 6 de Fevereiro de 2010

 

Ainda não vi o Invictus, não sei que comentários me suscitará, se me deixará, como a muitos, à beira das lágrimas se, como outros, acharei uma tremenda lamechice, se, como alguns, ficarei deslumbrada com Freeman, não faço ideia. É esperar para ver. Entretanto vou tropeçando em textos escritos sobre o filme e, no meio deles,  houve um, publicado ontem, que me fez sorrir porque me lembrou uma velha discussão que mantive com uma amiga minha, médica, a propósito de House.

A série tinha acabado de estrear e eu ainda estava na fase de encantamento em que mergulho com muitas séries de televisão nos últimos anos (fase essa que raramente dura muitas temporadas, as excepções de encantamento persistente, que existem, são raras) e ela olhava para mim horrorizada sem conseguir perceber que diabo de piada achava eu a uma série, e cito-a, "Tão pouco real. A medicina não é aquilo! Mesmo em termos de diagnóstico é uma patetice pegada". Tentava convencê-la a despir o fato de médica e a olhar para aquilo como ficçao, apreciar os personagens, etc., etc... impossível "Mas tu não percebes que não é possível? Ser médica também é o que eu sou!", nem com o derradeiro argumento -  "Ora merda, a minha formação é história, mal estaria eu se não conseguisse abstrair-me dela para apreciar um filme ou uma série, tantas são as calinadas e os anacronismos que povoam a ficção histórica." - consegui levá-la a ter uma visão, no minimo, condescendente do House.

E tanto paleio para quê?, estarão vossas mercês a perguntar. Nada melhor que irem ver que reacção têm especialistas de rugby perante o Invictus.

5 comentários:
De Luís a 6 de Fevereiro de 2010 às 15:05
Fui ver o filme o fim de semana passado. Não chorei mas fiquei várias vezes com as lágrimas nos olhos. Mas posso dizer-lhe que ouvi e vi alguns dos presentes chorarem. No fim algumas pessoas bateram palmas...

Não me parece um fime para um óscar mas vale a pena ir vê-lo.


De fernando antolin a 6 de Fevereiro de 2010 às 19:42
Não vi e não comento o filme.Não sei se é para dois ou três lenços de papel... Devo ser um dos únicos portugueses que não dá dez réis de mel coado pelo House.( o actor são outros quinhentos !!) A Tv vai repetir uma série(não sei em que canal) que já tenho em DVD e recomendo, Band of Brothers baseado no livro de Stephen Ambrose, a companhia E da 101ª divisão aerotransportada, D-Day estão a ver ?? Já fiz o percurso do Dia D, já andei pelas Ardenas e estive em Bastogne, onde o gen. McAuliffe mandou os alemães p'rós "tomates" quando o intimaram à rendição. O memorial americano aí construído é de doer na garganta. E estou de folga neste fim de semana, deve ser ressaca...


De teresa a 7 de Fevereiro de 2010 às 03:06
pois eu queria ir ver hoje...e já não havia bilhetes.
Acabei por ir ver um que deixa muito mas mesmo muito a desejar

"Homens que matam cabras só com o olhar"
fraquinho na minha opinião

teresa


De fernando f a 7 de Fevereiro de 2010 às 22:13

Eu também não, mas tenho que ver, por três grandes razões: Mandela, Eastwood e Freeman , o resto!.., bem o  resto, faz-me lembrar os caçadores de erros ortográficos na net.


De Damião Fernandes a 9 de Fevereiro de 2010 às 02:47
Chama-se suspension of disbelief " e é considerado essencial para que alguém se "envolva" num determinado filme (ou livro, conto, etc...). É como na actual discussão sobre liberdade de expressão: uns suspendem o descrédito outros não, o filme é que está cada vez pior.
Beijinhos.


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