Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010
Ana Matos Pires

Ficou sem a braçadeira de capitão e, eventualmente, sem lugar na selecção, diz que tudo isto por causa de uma berlaitada fora do penico entre dois adultos. Mas porque diabo a vida "camal" do homem implica com a sua actividade profissional? Ontem ainda me tentaram explicar a decisão por via do efeito "no colectivo" à luz da "solidariedade masculina". Foi em vão, continuo sem entender.

 

Curiosa, também, a noção de continuum sugerida na notícia, num extremo o epíteto de "pai do ano" e no outro "vergonha".

41 comentários:
De nuvens de fumo a 8 de Fevereiro de 2010 às 14:46
Eu começo por nem sequer saber quem é o tal detentor de amantes , e daí não quero sair.

Mas delicia-me sempre a moral do povo: é uma gente que está sempre mortinha por saltar a cerca do vizinho e jardinar a mulher deste, mas veste logo a batina do moralista na primeira oportunidade.
Irra que gente


De Jaime Roriz a 8 de Fevereiro de 2010 às 16:36
Mas esse moralismo nasce precisamente daí. Eles querem saltar a cerca mas são tão desinteressantes que não conseguem. Daí a criticarem quem consegue é um pequeno passo.


De Niamey a 8 de Fevereiro de 2010 às 16:48
há pouca coisa mais interessante do que saltar a cerca. confere-nos uma profundidade a toda a prova sobretudo se jardinarmos a mulher do vizinho...ideias gastas


De Jaime Roriz a 8 de Fevereiro de 2010 às 16:54
Talvez você esteja a fazer ironia, mas a mim parece-me que o adultério - saltar a cerca - é o comportamento padrão. Se é verdade que as pessoas não passam a vida a dormir com quatro o cinco parceiros ao mesmo tempo ... não ... não é isso que digo .... nem pouco mais ou menos .... tenho dúvidas que haja muita gente que não tenha pelo menos uma vez na vida sido o vértice de um triângulo amoroso/sexual.


De Niamey a 9 de Fevereiro de 2010 às 12:03
retire-se-lhes a braçadeira...aos vértices. inspiremo-nos na dinâmica cretinicó-futebolística.


De António P. a 8 de Fevereiro de 2010 às 14:49
Boa tarde Ana,
Apesar de as mulheres já jogarem futebol , ele continua a ser um jogo de homens.
Com rituais próprios.
A questão com Terry foi ter ido para acama com o colega de selecção da qual ele é capitão.
Já viu se o "pobre" do Wayne Bridge resolve agredir o colega em campo ? São os dois expulsos e a INglaterra termina o jogo com 9.
Problema a ter em conta.
Um capitão tem que ser um capitão. Na cama e fora da cama. Se calhar não o foi na cama :))
Cumprimentos


De Jaime Roriz a 8 de Fevereiro de 2010 às 17:01
Mas afinal ele foi para a cama com o colega ou com a mulher do colega? É que se foi para a cama com o colega a coisa ainda é mais ridicula!


De António P. a 8 de Fevereiro de 2010 às 17:19
Obrigado Jaime,
Devia ter escrito
"..foi ter ido para cama com a mulher de um colega..."
Segundo dizem os jornais.
Eu não estava lá. Ainda bem.
Fica feita a correcção.Cumprimentos


De Ana Matos Pires a 9 de Fevereiro de 2010 às 03:26
Ainda que eu mal pergunte, António, o que é um capitão na cama?


De António P. a 9 de Fevereiro de 2010 às 07:52
Boa pergunta, Ana.
Mas ainda não falei com o John Terry para poder responder adequadamente.
Cumprimentos


De Ana Matos Pires a 9 de Fevereiro de 2010 às 10:31
Aguardarei pacientemente, então.


De António P. a 9 de Fevereiro de 2010 às 10:48
Calculava a sua urgência, Ana. Por isso telefonei ao Johen Terry e ele já me esclareceu :
- ser um capitão na cama é usar a braçadeira também na dita.
Cumprimentos


De Ana Matos Pires a 9 de Fevereiro de 2010 às 10:57
Bom, assim de repente a imagem é menos desagradável que a de um par de peúgas.


De albertino a 8 de Fevereiro de 2010 às 15:12


   Isto está engraçado por aqui: exorcismo e futebol.
 
   É que assim de política não há assunto, não é?

        


De Ana Matos Pires a 9 de Fevereiro de 2010 às 03:28
Não, não é. Contentinho? Celente


De DG a 8 de Fevereiro de 2010 às 15:30
Não é uma questão de profissão, pode continuar a ser futebolista, é uma questão de braçadeira de capitão e de representante do país na selecção onde se espera que desempenhe o papel de "role model" de forma exemplar que implica não tanto não cometer adultério mas mais não andar a comer as mulheres dos colegas de equipe.
Se não precebes...porra!


De Ana Matos Pires a 9 de Fevereiro de 2010 às 03:35
Andar a comer e ser comido, raite? Explique-me lá direitinho essa postura, o assunto diz respeito ao casal, ponto. Essa coisa da puta ser sempre a outra sempre me fez confusão, não percebo mesmo. E de que modo uma berlaitada limita o uso de uma braçadeira? Que eu saiba o homem não ficou sem braço. Não percebo mesmo... porra.


PS: adorei essa do desempenhar "o papel de role model", uindo.


De DG a 14 de Fevereiro de 2010 às 01:02
tem toda a razão é entre o par q foi para a cama ou para onde quer q foram, desde que ele (capitão) não necessite de ter a confiança e respeito do resto da equipe q eu acho q não terá se o colega cuja mulher deu uma queca com o capitão n souber e não estiver de acordo. Caso contrário temos uma situação de amor, de loucura profunda (como disse Nietzsche ), e ou escolhe o amor ou a braçadeira! A senhora em causa nem conta para a questão, seja puta (receptora de valores em troca de sexo...outra discussão q fz correr muita tinta...) ou não! O Oficial não se pode deitar com as mulheres dos soldados enquanto os soldados não estiverem separados das mulheres (ou em vez de liderar uma força gloriosa leva ou balázio nas costas) !!!! O direito de pernada acabou na idade média!?


De Guilherme Pereira a 8 de Fevereiro de 2010 às 15:35

Minha Cara - quem anda à chuva da bola ( leia-se os biliões que a coisa movimenta, e maior parte dos quais obscuros) MOLHA-SE.
Foi o caso.
O Terry levou estes pingos.
A enxurrada vem de outros lados, com ou sem a manina com a qual o cromo se tenha andado a divergir da moral UK.
O resto são mesmo tretas. 


De fernando f a 8 de Fevereiro de 2010 às 15:47
Também me parece, mais, até me parece que este Capelo não passa de um Jacinto, ao passo que a Vanessa  merece todas as berlaitadas. O resto.., o resto é inveja de impotentes mentais. 


De Ana Matos Pires a 9 de Fevereiro de 2010 às 03:40
Não falo do que não sei, fernando. Se é Capelo ou Jacinto pouco me interessa, do mesmo modo que não sei se a Vanessa merece ou não - nem tenho que saber -, sei que pode todas as berlaitadas que entender. 


De daf a 8 de Fevereiro de 2010 às 16:12
ainda bem que avisam que a braçadeira de capitão representa a moral e os bons costumes, imaginem se um dias destes se lembram de ma meter no braço!! do que eu me livrei...


De António de Almeida a 8 de Fevereiro de 2010 às 16:28
É suposto o capitão de equipa, qualquer equipa em qualquer modalidade, possuir uma estatura moral à prova de bala, que lhe permita transmitir valores aos companheiros dentro do campo, normalmente o capitão de equipa é um símbolo, ainda que por vezes as equipas/selecções sucumbam à tentação de atribuir o cargo à vedeta do momento, nem precisamos ir muito longe, mas poderia recordar por exemplo Maradona, que não possuia tal estatura, independentemente da sua inegável qualidade futebolística. Acontece que para os ingleses a sua selecção é uma instituição. Logo John Terry não deve usar a braçadeira de capitão, afinal bastou o seu colega e "amigo" Wayne Brigde ser transferido para Manchester, para que o John consolasse a pequena, que era visita da casa e também grande amiga da esposa, que entretanto julgo já ter avançado com o processo de divórcio. Quanto a não ir à selecção o caso já me levanta mais dúvidas, a selecção não está ao serviço nem serve para premiar Terry ou Bridge, são estes quem a servem. Será o seleccionador que terá de ponderar se pretende manter ou não Terry, se a sua presença afecta ou não o grupo. Manter ambos na equipa pode ser um problema, repare que a selecção não é um clube que lhes paga, a quem eles estão contratualmente vinculados. Como jogador Terry é mais importante que Bridge, digo eu enquanto apreciador de futebol, mas isso já é entrar no domínio da subjectividade.


De Jaime Roriz a 8 de Fevereiro de 2010 às 16:51
Oh António Almeida! Eu até nem sou dos que mais crítica o machismo. E ainda penso que os homens e as mulheres são muito diferentes felizmente. Até na atitude. Mas ..... que raio .... não lhe parece de um machismo atroz dizer que o Terry saltou para a cueca da mulher do colega porque o colega virou as costas? Atão e a menina do colega não teve uma palavra a dizer? Terá sido violação? É que se foi sexo consensual, e a haver imoralidade (que vergonha vir você invocar a imoralidade do adultério) foi praticada por ambos. Pelo Té-té e pela mulher do Bruce Wayne (sejam lá eles quem forem).

Enfim .... julgo que sexo é uma coisa que se faz a dois e culpar apenas o homem é de um machismo que eu julgava que já não se usava na bloga portuguesa.

Não tenho dúvidas que o adultério magoará quem nele estiver envolvido .... mas daí a fazermos reprovação moral de um comportamento que é o padrão na sociedade .... enfim ..... Já leu Virgílio?


De David Fernandes a 8 de Fevereiro de 2010 às 17:30

Tudo dito, António; e bem explicado!

[]david


De Ana Matos Pires a 9 de Fevereiro de 2010 às 03:42
Adorei o "consolasse a menina"...


De Jaime Roriz a 8 de Fevereiro de 2010 às 16:44
Pois desta vez (e muitas outras certamente) estou totalmente ao lado do espanto da Ana.
Mas o que é que essa gente tem a ver com o que o homem faz o ou não faz na cama de quem lhe apetecer?
É que não se esqueçam que na Inglaterra (e em Portugal) o adultério não é um ilícito. Não é proíbido. É certo que na Inglaterra (e em Portugal) a prática do adultério produz efeitos na esfera jurídica dos cônjuges. Tão só. Na esfera jurídica dos cônjuges.

Mas não sendo um ilícito, nem sendo proibido porque carga de água é que isso tem a ver com o futebol?

Cada vez detesto mais o folclore do futebol e cada vez me parece mais que o futebol é um jogo de trolhas acéfalos (sem desprimor para os trolhas céfalos) que se joga fora das "quatro linhas" (Até me arrepio a usar estes termos futebolísticos)

Enfim ... deixem lá o homem comer quem quiser caraças!


De David Fernandes a 8 de Fevereiro de 2010 às 17:22
Não entendo o espanto.

E nem nada que ver com moralismos ou indagações sobre metros de pila.

O rapaz é capitão da equipa (coloquemos de lado a questão "nacional" inerente à selecção NACIONAL; deixemos de lado a questão de EXEMPLO para a juventude, esse desiderato caquético); imagine apenas como é que os companheiros hão-de respeitar um tipo com fama, e pelos vistos proveito, de se afiambrar à mulher de um deles. Cheira-me que muito dificilmente.
Falem de coisas mais sérias: expliquem ao PM quem é o José Luis Peixoto, por exemplo, ou convençam o homem a ir ao oculista.

Apre!!!

David


De Jaime Roriz a 8 de Fevereiro de 2010 às 18:14
Pois agora é que não percebi nada. Explicar ao PM quem é o José Luis Peixoto? Pois se nem eu sei quem eles são!

Voltando ao adultério .... esse desiderato caquético de que falava Virgílio. Ah o exemplo ..... err como?

A Ana de Matos Pires é que aqui num post atrasado me diagnosticou dificuldades cognitivas e acho que estou de novo atacado disso. Exemplo? Nacional? Refere isso como se fosse um axioma. Falta fazer a ligação compreende? Mas é claro talvez seja o problema das minhas dificuldades cognitivas. ai.

Ah! Mas uma coisa lhe garanto os tipos da equipa terão muito mais respeito pelo afriambador do que pelo afriambado. É a puta da vida .....


De Ana Matos Pires a 9 de Fevereiro de 2010 às 03:46
Outra que adorei, "afiambrar à mulher de um deles". sabe a anedota do urso e do coelhinho? Pois, é a mesma coisa, ela nem queria, mas prometeu aos miúdos.


De David Fernandes a 9 de Fevereiro de 2010 às 09:28
:)

Ana; se "ela" queria ou não queria até nem me é indiferente, mas para o caso tanto se me dá. E o uso de "afiambrar" foi apenas para manter o mood da "berlaitada". 

Mas o que a Ana quer é brincadeira não é? Ok, vamos lá então; diga-me: qual foi a "uma" que adorou, Ana?

david


De Ana Matos Pires a 9 de Fevereiro de 2010 às 10:29
De todo, David Fernandes, e eu lá quereria brincadeira. A "uma" está aí mais para cima.


De JPS a 8 de Fevereiro de 2010 às 16:49
Está fantástico este blog. De uma relevância actual fundamental para compreender os grandes problemas de Portugal.


De Ana Matos Pires a 9 de Fevereiro de 2010 às 03:46
Sabia que nos iria compreender.


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