Confesso que ontem deixei de ver o jogo quando o João Pereira resolveu arrancar o Ramires pela raiz. Fui, de resto, tão rápido a mudar de canal que nem sequer vi o primeiro golo do benfica. O que se está a passar no Sporting é algo que está para além da minha compreensão (falha minha, certamente). Tudo se me afigura inconcebível. Não entendo o treinador, não entendo aquele senhor com ar de cotonete, não entendo — mas admiro a eficácia — como é possível ter-se dado cabo de mais de 100 anos em poucos meses. Não entendo as contratações (com excepção da do jardineiro de ontem, que é um belo jogador), não entendo o guarda-redes, não entendo o lateral esquerdo, não entendo a cor das cadeiras, não entendo a relva, não entendo porque raio insistem os adversários em tratar-nos tão mal, quando o que nós precisamos é de um pouco de carinho e compreensão. De resto, este post, mais que uma lágrima, é um aviso: o próximo gajo (ou gaja, ouviste Maria João? Maaaaaaariiiiiaa…) que me tentar pedir satisfações a propósito do que está a acontecer no Sporting ou me interpelar a propósito do jogo de ontem, leva pela medida do Ramires. Já estive a ensaiar os carrinhos e acabei de ceifar um daqueles tipos amordaçados que não se calam de tão amordaçados que andam. Assim sendo, vejam lá a vossa vida.
Isabel Moreira
Miguel Vale de AlmeidaRogério da Costa Pereira
Rui Herbon
