Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010

António, nem tão pouco com os laços de profunda amizade que me unem ao João, é mesmo uma questão de justiça e de honestidade.

 

Justiça e honestidade, aliás, completamente ausentes desta sua frase "ninguém desmentiu, nem sequer o próprio, o facto de ter havido ajustes directos da administração pública a um novel político, activista dos blogs situacionistas". Ora dá-se o caso do João já nos ter elucidado que iniciou a sua "colaboração com a UMCCI no verão de 2008, muito antes de iniciar qualquer actividade política" e de, ironia do destino, nesse dito Verão de 2008 ser nosso co-blogger. Lembra-se onde? Isso, no 5 Dias.


7 comentários:
De João Cardiga a 19 de Fevereiro de 2010 às 11:11
Honestamente julgo que está a existir muitas conversas paralelas relativamente a estes casos e não se confronta os problemas de frente.

1) O ajuste directo para mim é estranho, pois julgo que teria sido melhor ter existido várias propostas. O João Galamba, por melhor cv que tenha, não será o unico com expertise para efectuar o tipo de serviços prestado neste caso. No entanto julgo que é legitimo e se alguém tem de ser questionado sobre isso é quem tomou essa decisão, isto é o gestor ou a gestora.

2) Pessoalmente o desmentido que eu gostava de ter lido relativamente a essa noticia era se tinham ou não sido utilizado meios do Estado para fazer campanha de um partido, e isso eu ainda não vi em lado nenhum desmentido.

Um abraço e espero que o debate possa voltar à blogosfera...


De João Galamba a 21 de Fevereiro de 2010 às 02:23
Caro João Cardiga,

A Ana Matos Pires respondeu por mim (em baixo). Espero que não restem dúvidas.

Cumprimentos


De João Cardiga a 21 de Fevereiro de 2010 às 19:46

Caro João,

Duplamente obrigado. Primeiro por ter respondido, depois por me ter dado essa indicação que provavelmente me escaparia pois não tinha sido directamente para mim.

Se não levar a mal gostaria de lhe dar uma sugestão de melhoria. No seu CV do Parlamento, se for possível, faça essa distinção entre passado e presente. Honestamente eu fui induzido em erro pois pensava que apenas era obrigatório as actividades que uma pessoa desempenhava no presente. Acabei por fazer esta questão porque fui-me informar na legislação e verifiquei que existe também a obrigatoriedade de informar as actividades passadas. Julgo que essa distinção era importante.

Um pequeno àparte: porque raio é que é obrigatório o nome do esposo/esposa? Honestamente julgo que é informação a mais e uma pessoa até parece que está a entrar na vida privada da outra pessoa...   

Melhores Cumprimentos e uma vez mais obrigado!

Cardiga


De Anónimo a 19 de Fevereiro de 2010 às 20:52
Olá Ana,

Desculpe a réplica tardia, estive o dia quase todo longe de um computador.

Há um problema cronológico na sua argumentação: o João pode ter trabalhado para a UNãoSeiQuê desde o Verão de 2008, mas os ajustes em questão são de Março e Agosto de 2009, altura em que ele já tinha trocado o 5dias (sem uma palavrinha, de resto) por um blog da situação, no caso este mesmo onde escrevo agora; os quase 35.000 euros adjudicados nesses seis meses dão um simpático rendimento mensal de cinco mil e muitos euros (ou três mil e quinhentos se aceitarmos por bons os prazos de entrega dos serviços, de 120 dias, num caso, e de 180 dias noutro, ie, 10 meses); que os ajustes tenham sido feitos antes de ele se tornar deputado "independente" pelo PS, não prejudica o que se sabe: que foi pago para produzir relatórios que não se sabe para o que serviam, que o último ajuste data de Junho de 2009 (publicado em DR em Agosto), altura em que, se não era candidato, estava a ponto de o ser, e que eu estou longe de ser o único a assinalar uma evolução nos posts que escreveu antes e depois da "estação dos ajustes". É claro que nada disto é crime, nem de resto ninguem o acusa de ser um criminoso, mas logo que ajuda à fama de boy, ajuda, e disso, cara Ana, já nem as melhores amigas o livram.

Tudo de bom, António Figueira




 


De Ana Matos Pires a 20 de Fevereiro de 2010 às 17:33
Não, António, há é um problema de má-fé e de "fezada" na sua. O João trabalhou na UMCCI  (e não na UNSQ, como, estranhamente, refere, tanto preciosismo numas coisas e tão pouco noutras...) desde o Verão de 2008 e, posteriormente, como já explicou, foi contactado de novo. Até lhe posso garantir que nos primeiros três meses deste segundo período de trabalho para a UMCCI, até à regularização burocrática da situação - Março, como bem referiu  - o João cumpriu o seu compromisso sem o respectivo pagamento (claro que posteriormente a situação foi regularizada). Do mesmo modo que, por ter parado a colaboração antes do tempo previsto, por via da sua eleição para a AR, naturalmente não recebeu os honorários respeitantes. Mais, tb lhe garanto que à data do último ajuste ("Junho de 2009, publicado em DR em Agosto", de acordo com as suas informações, que não fui confirmar) não "estava a ponto" de ser candidato, ou melhor, se estava não fazia a menor ideia disso - acredite se quiser, António, conhece-me.
Qto às suas observações de que o João "foi pago para produzir relatórios que não se sabe para o que serviam" e de que está "longe de ser o único a assinalar uma evolução nos posts que escreveu antes e depois da "estação dos ajustes"", bom, o melhor é informar-se para que serviram os relatórios (não compete ao João fazê-lo, parece-me) e desejar-lhe, a si, que se sinta em excelente companhia.


(Eu sei q V. sabe que eu teria exactamente a mesma postura se tudo isto se estivesse a passar consigo. Não lhe mereço cinismos.)


De João Cardiga a 21 de Fevereiro de 2010 às 19:39
Boa tarde,

Bem sei que a resposta não foi para mim mas muito obrigado pela informação.

Melhores Cumprimentos,

João Cardiga


De |Y| a 25 de Agosto de 2011 às 11:13
You say tomato, I say tomato, potato, potato, tomato, tomato...


O João e o António são dois excelentes profissionais. Um dia terei o prazer de ler os muitos relatórios e estudos que elaboraram. Lerei os ditos com muito vagar. :)


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