Honestamente julgo que está a existir muitas conversas paralelas relativamente a estes casos e não se confronta os problemas de frente.
1) O ajuste directo para mim é estranho, pois julgo que teria sido melhor ter existido várias propostas. O João Galamba, por melhor cv que tenha, não será o unico com expertise para efectuar o tipo de serviços prestado neste caso. No entanto julgo que é legitimo e se alguém tem de ser questionado sobre isso é quem tomou essa decisão, isto é o gestor ou a gestora.
2) Pessoalmente o desmentido que eu gostava de ter lido relativamente a essa noticia era se tinham ou não sido utilizado meios do Estado para fazer campanha de um partido, e isso eu ainda não vi em lado nenhum desmentido.
Um abraço e espero que o debate possa voltar à blogosfera...
Caro João Cardiga,
A Ana Matos Pires respondeu por mim (em baixo). Espero que não restem dúvidas.
Cumprimentos
Caro João,
Duplamente obrigado. Primeiro por ter respondido, depois por me ter dado essa indicação que provavelmente me escaparia pois não tinha sido directamente para mim.
Se não levar a mal gostaria de lhe dar uma sugestão de melhoria. No seu CV do Parlamento, se for possível, faça essa distinção entre passado e presente. Honestamente eu fui induzido em erro pois pensava que apenas era obrigatório as actividades que uma pessoa desempenhava no presente. Acabei por fazer esta questão porque fui-me informar na legislação e verifiquei que existe também a obrigatoriedade de informar as actividades passadas. Julgo que essa distinção era importante.
Um pequeno àparte: porque raio é que é obrigatório o nome do esposo/esposa? Honestamente julgo que é informação a mais e uma pessoa até parece que está a entrar na vida privada da outra pessoa...
Melhores Cumprimentos e uma vez mais obrigado!
Cardiga
De Anónimo a 19 de Fevereiro de 2010 às 20:52
Olá Ana,
Desculpe a réplica tardia, estive o dia quase todo longe de um computador.
Há um problema cronológico na sua argumentação: o João pode ter trabalhado para a UNãoSeiQuê desde o Verão de 2008, mas os ajustes em questão são de Março e Agosto de 2009, altura em que ele já tinha trocado o 5dias (sem uma palavrinha, de resto) por um blog da situação, no caso este mesmo onde escrevo agora; os quase 35.000 euros adjudicados nesses seis meses dão um simpático rendimento mensal de cinco mil e muitos euros (ou três mil e quinhentos se aceitarmos por bons os prazos de entrega dos serviços, de 120 dias, num caso, e de 180 dias noutro, ie, 10 meses); que os ajustes tenham sido feitos antes de ele se tornar deputado "independente" pelo PS, não prejudica o que se sabe: que foi pago para produzir relatórios que não se sabe para o que serviam, que o último ajuste data de Junho de 2009 (publicado em DR em Agosto), altura em que, se não era candidato, estava a ponto de o ser, e que eu estou longe de ser o único a assinalar uma evolução nos posts que escreveu antes e depois da "estação dos ajustes". É claro que nada disto é crime, nem de resto ninguem o acusa de ser um criminoso, mas logo que ajuda à fama de boy, ajuda, e disso, cara Ana, já nem as melhores amigas o livram.
Tudo de bom, António Figueira
Não, António, há é um problema de má-fé e de "fezada" na sua. O João trabalhou na UMCCI (e não na UNSQ, como, estranhamente, refere, tanto preciosismo numas coisas e tão pouco noutras...) desde o Verão de 2008 e, posteriormente, como já explicou, foi contactado de novo. Até lhe posso garantir que nos primeiros três meses deste segundo período de trabalho para a UMCCI, até à regularização burocrática da situação - Março, como bem referiu - o João cumpriu o seu compromisso sem o respectivo pagamento (claro que posteriormente a situação foi regularizada). Do mesmo modo que, por ter parado a colaboração antes do tempo previsto, por via da sua eleição para a AR, naturalmente não recebeu os honorários respeitantes. Mais, tb lhe garanto que à data do último ajuste ("Junho de 2009, publicado em DR em Agosto", de acordo com as suas informações, que não fui confirmar) não "estava a ponto" de ser candidato, ou melhor, se estava não fazia a menor ideia disso - acredite se quiser, António, conhece-me.
Qto às suas observações de que o João "foi pago para produzir relatórios que não se sabe para o que serviam" e de que está "longe de ser o único a assinalar uma evolução nos posts que escreveu antes e depois da "estação dos ajustes"", bom, o melhor é informar-se para que serviram os relatórios (não compete ao João fazê-lo, parece-me) e desejar-lhe, a si, que se sinta em excelente companhia.
(Eu sei q V. sabe que eu teria exactamente a mesma postura se tudo isto se estivesse a passar consigo. Não lhe mereço cinismos.)
Boa tarde,
Bem sei que a resposta não foi para mim mas muito obrigado pela informação.
Melhores Cumprimentos,
João Cardiga
De |Y| a 25 de Agosto de 2011 às 11:13
You say tomato, I say tomato, potato, potato, tomato, tomato...
O João e o António são dois excelentes profissionais. Um dia terei o prazer de ler os muitos relatórios e estudos que elaboraram. Lerei os ditos com muito vagar. :)
Comentar post