Para Pacheco Pereira, o importante é que tudo seja livre, sobretudo as fantasias - que vão da ideia de que uma associação como a ILGA poderia ser partidarizada, até à sua fantasia magnífica sobre o "conúbio carnal", passando pela já histórica boca da "pederastia".
De Anónimo a 20 de Fevereiro de 2010 às 18:13
A CML podia até nem dar nada, mas basta ter o seu logotipo no cartaz, como tem, para estar manifestamente a fazer uma coisa para a qual não tem legitimidade nem mandato.
Uma Câmara Municipal não tem nada que ver com o ambiente mais ou menos inclusivo que se cria na respectiva cidade? Sobretudo no caso duma cidade como Lisboa, onde inevitavelmente têm de coabitar pessoas diferentes? Curiosa, essa ideia das câmaras como gabinetes para aprovação de obras públicas e pouco mais... é a política local à moda santanista, de facto. Eu prefiro viver numa capital europeia digna do nome.
De Susana a 20 de Fevereiro de 2010 às 21:53
Provavelmente também não tem mandato para fazer descontos de 10% na conta da água dos srs. da associação das familias numerosas. Mas faz! E com o meu dinheiro! Que pago a conta como os outros e ainda tenho que ver passar esses senhores a quem bondosamente concedemos descontos a gritarem palermices contra a minha família! Haja pachorra!
A campanha é o trabalho pro-bono de uma agência de publicidade. A ILGA-Portugal, como muitas outras associações, ONGs, etc, assenta o seu trabalho no voluntariado. E as Câmaras Municipais apoiam o trabalho de defesa dos direitos humanos e de promoção da inclusão cedendo meios ou locais (e até podia ser fundos, que não é o caso). Nada disso é um problema, mas sim uma obrigação. Pacheco Pereira sabe-o, claro, mas como é mais um spin doctor da paranóia reinante... Uma vergonha.
De Joana a 21 de Fevereiro de 2010 às 11:59
Deve ser tão pro-bono de uma agência de publicidade como foi a campanha do FIGO/TAGUSPARK!!!!!
Não seja ridícula, nem ingénua, embarcando em tudo o que lê na comunicação social.
De joana a 22 de Fevereiro de 2010 às 12:18
Miguel Vale de Almeida,
POde chamar ridicula o que quiser, mas que todos nós sabemos que o nosso dinheiro anda a servir para pagar campanhas que promovem a homossexualidade, sabemos. Aliás quem pagou a tal campanha que anda aí a cricular na TV, Multibanco, Cinema...
Ou o senhor deputado acha que não percebemos já todos que o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda andam de mãos dadas nesta luta. Não foi por acaso que Sòcrates o escolheu para dar cara por esta luta. Sinceramente esperamos que o Snr. PR tenha a dignidade de chumbar esta lei e levá-la pelo menos a referendo pois , vocês tiveram medo do referendo e por isso recusaram anti-democraticamente uma petição que reun~iu 93.000 assinaturas. Já agora, quem defende sempre que opovo é quem mais ordena, e que a esquerda é "dona" e a única representante da vontade popular, então deixem o povo pronunciar-se. De que têm medo?
Por último, tenho muita pena de lhe relembrar, mas se acredita que vivemos em democracia, na democracia que eu saiba a minoria tem de se sujeitar à maioria, ou isso só é válido quando se utiliza a maioria na AR??
De nuvens de fumo a 22 de Fevereiro de 2010 às 12:59
Joana,
o povo pronunciou-se , votando esmagadormente nos partidos da esquerda. por acaso , todos eles apoiam , sempre apoiaram o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Pode ser ? ou o seu sonho molhado é o de ver o PR a vetar o diploma e este voltar a ser aprovado ?
Ou invocar a inconstitucionalidade ?
Sabe , este é possivelmente um caso de zugzwang político, i.e., qualquer movimento por parte de impedir esta lei pode ter consequências piores para os moralistas habituais.
e já agora, 90.000 assinaturas não é coisa nenhuma numa país com 10E6 habitantes.
Mas continue a ir a manifs com os nazis, pelo menos para eles é publicidade que de outro modo não obtém.
Diz-me com quem andas...
De joana a 23 de Fevereiro de 2010 às 10:22
Ao Miguel Vale de Almeida,
Que eu saiba para se cumprir a lei, isto é , a lei dos referendos são necessárias apenas 75.000 assinaturas. Nós conseguimos 93.000, porque recusaram?
E já agora diz-me que 93.000 assinaturas não são nada numa população de 10 milhões. E uma minoria, pois é disso que se trata, numa população de 10 milhões já pode impor a sua agenda?
Acrescente-se à lista o delírio. E já agora uma sugestão: um curso rápido de democracia e de funcionamento do nosso sistema político (representatividade, eleições, lei do referendo, poderes do PR, etc). Mas se insistir na sua "posição" (entre aspas, pois normalmente uma posição necessita de argumentos coerentes), que tal então referendarmos o seu casamento, a sua possibilidade de se casar?
De António Parente a 22 de Fevereiro de 2010 às 15:03
Eu estou de acordo com um referendo às duas formas de casamento civil que estão em discussão: entre pessoas do mesmo sexo e entre sexos diferentes. Um só boletim de voto com duas perguntas tipo "concorda com...?".
O Miguel Vale de Almeida concorda com um referendo deste tipo? Parece-me que é uma ideia excelente e se as pessoas pensarem com cuidado abraçá-la-ão com entusiasmo.
De nuvens de fumo a 22 de Fevereiro de 2010 às 15:05
Hoje está com o ironiómetro desligado
De António Parente a 22 de Fevereiro de 2010 às 15:34
Não estou, não, nuvens. ;-)
De Fausto a 21 de Fevereiro de 2010 às 12:02
Caro Vale de Almeida,
Várias associações que defendem a familia estão agora a preparar uma campnha em defesa da familia. Vamos pedir tbm à CML q ceda o espaço dos mupis CML para ajudar nesta promoção. Acha sinceramente q a resposta vai ser a mesma? Sejam honestos!
Se a dita campanha comprovar ser inclusiva, não-discriminatória, para defender os direitos humanos de quem é discriminado e os valores da nossa constituição, claro que sim.
De
Cristina a 21 de Fevereiro de 2010 às 06:35
Realmente não sei que se refere quando diz "paga com o nosso dinheiro", mas se o sr. quiser doar alguma coisinha do seu dinheiro, esteja à vontade. Teremos todo o gosto em o aceitar!! E que faça uma colectazinha pelos seus amiguinhos também... Bora lá, contribua!
De maria a 21 de Fevereiro de 2010 às 11:57
Caro Snr. Corte_Real
Pode chamar o q quiser a JPP, mas o que ele diz é inteiramente verdade. Os grupos das minorias que exercem o chamado lobi gay, aliás muito poderoso ao ponto de fazer recusar um referendo quando haviam + de 93000 assinaturas, não passam de braços armados do bLoco de Esquerda e esquerda radical q pretendem introduzir uma agenda radical , sem permitir sequer que se faça uma discussão. E não qrm discussão porq sabem bem q quando se argumneta contra esta aberração chamada casamento/união gay a única coisa q sabem fazer n é contrargumentar mas sim insultar. Por isso resta-lhes a gentalha de uns partidos q dão voz a estas minorias e usam descaradamente os n/impostos para proteger >MINORIAS-
De João a 21 de Fevereiro de 2010 às 13:10
"E não qrm discussão porq sabem bem q quando se argumneta contra esta aberração chamada casamento/união gay a única coisa q sabem fazer n é contrargumentar mas sim insultar."
É impressão minha ou existe nesta frase uma contradição brutal? É que acusar os outros de insultar, depois de utilizar o termo 'aberração' parece-me um pouco hipócrita não?
De João a 21 de Fevereiro de 2010 às 13:18
E já agora, se por detrás da ILGA está o BE (o que é falso - quanto muito pode dizer que as pessoas na ILGA se identificam mais com o BE, o que por si só não tem problema nenhum: não está a espera de ter nas organizações apenas pessoal apolitico pois nao?), quem está por trás desses movimentos pela 'família'? É que eu vejo o PNR, CDS e PSD muito satisfeitos com esse movimento... e as pessoas que andaram pela av. da liberdade a manifestarem-se, qual será o quadrante politico deles? Alguem os ataca por causa disso?
E se a mensagem que a ILGA tentou passar é falsa (pessoalmente acho que a mensagem podia ter sido passada de outra forma), qual é a veracidade da mensagem que o movimento pela 'familia' quer passar? É Defender que família é aquele modelo especifico, cristalizado no tempo, quando a realidade é muito mais diversa não será um pouco... lá está: hipócrita?
De maria a 22 de Fevereiro de 2010 às 12:30
lá vem o argumento do PNR, CDS e PSD. Para já não jogo em nenhum destes partidos, e acho que esta questão como outras deveriam ser despartidarizadas. O que eu verifico com tristeza e volto a repeti-lo é que PS e BE andam completamente "casados" na tentativa de impor leis radicais e na imposição de vontade de uma minoria.
Para que não restem dúvidas a
O casamento ou união gay nega as evidentes diferenças biológicas, fisiológicas e psicológicas entre homens e mulheres que encontram a sua complementaridade no casamento. Nega também a finalidade específica primária do casamento: a perpetuação da raça humana e da educação dos filhos.
Se não querem entender isto, será dificil explicar seja o que for.
Para além disto, pela falta de naturalidade que a questão encerra, as crianças "nascidas" destas uniões serão sempre privadas da ligação de sangue (afinal é isso que faz as familias) de um dos progenitores, ou não será?
De dnemesio a 21 de Fevereiro de 2010 às 12:17
maria:
é sempre bom ouvir/ler alguém chamar a nossa família de "aberração". mesmo que essa familia, a minha por exemplo, pague impostos como todos os outros cidadãos. portanto, o dinheirinho dos impostos não é só seu, é nosso. percebeu, ou não? e esse argumento (?) da radicalidade confesso q não percebo, desculpe, é q não me sinto nada radical. radical é chamar-me (ou à minha familia) de aberração, ou não?
De Conceição Querido a 21 de Fevereiro de 2010 às 16:36
Este senhor Pacheco Pereira, será que se esquece que pagamos impostos, sim ! mas não para aturar os seus disparates. Quanto continua a ganhar à conta dos impostos, pagos por todos nós ? Independentemente da orientação sexual de cada um. Que direito lhe assiste, como à manifestação feita ontem, pelo direito à familia (??) o que é isto ??? Estas pessoas que se "prezam" de ser moralistas em "defesa dos verdadeiros valores da família" porque não vão fazer uma manifestação junto do governo para que este acabe com o desemprego e a miséria em Portugal ? Essa sim era uma grande ideia e uma aplicação muito útil dos impostos pagos !
De Zé do Telhado a 22 de Fevereiro de 2010 às 16:49
Não vejo nenhuma mensagem subliminar no anúncio a que se refere. Também acredito que todas as instituições deverão estar ligadas e apoiar os actos de discriminação, promovendo uma sensibilidade para situações dramaticamente marcantes nos últimos séculos. Finalmente encontro o que há muitos anos defendia sem ser ouvido. As democracias não são campos para maiorias, mas espaços partilhados pelas diversas comunidades representativas da sociedade com suas sensibilidades e culturas. Neste sentido, aceito também que todos aqueles contrários a certas sensibilidades se pronunciem sem que para isso tenha que existir uma "batalha campal", e sem que as ideias, conceitos e preconceitos de uns e outros possam dominar a vontade, liberdade e sensibiliadde de cada um. Pacheco Pereira contraria e pratica os mesmos métodos dos anarquistas do início do século vinte: "Dinamite Cerebral". Acontece que com tanta explosão que vejo por aqui e por ali é natural que, pontualmente, possa sair alguma merda (por falar nisto, o que é feito do jornal a merda!?). Desculpai-me esta linguagem fruto de "dinamite cerebral"
De Pedro a 23 de Fevereiro de 2010 às 17:03
A minha mãe é lésbica, e daí?
A CML não pode patrocinar campanhas que a desestigmatizem e que defendam a minha família? Só pode defender a sua?
Só se fosse preta é que já podia, era?
E se fosse as duas coisas, podia ter campanhas a favor dela por ser preta, mas já não podia por ser lésbica?
Parece que só alguns preconceitos é que são fracturantes, já outros não...
Tanta falta de carácter, de Humanidade... e ainda se dizem defensores da família! Só se for da família racista, da família que não aceita outras famílias, da família do ódio!
Todos diferentes, todos iguais!
Facturante é a discriminação!
Aguente-se com esta, que este País já não tolera racistas nem homofóbicos! Se os seus desejos são esses, pode bem ir descarregar o seu ódio para outro lado!
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