acabo de receber um linque de uma petição sobre presos políticos de cuba. abro o linque e leio:
desculpem, por que raio é que para protestar contra a morte de um preso político condenado a 25 anos por 'desobediência' e contra a prisão de todos os que lutam pela liberdade tenho de subscrever esta frase 'solidários com a resistência a todas as formas de imperialismo, críticos do bloqueio injusto e injustificável a Cuba por parte dos Estados Unidos da América'? por alma de quem? não chega já desta treta? cuba é o que é por causa do 'imperialismo americano'? como os serial killers são o que são porque a mãe era puta? farta desta merda de conversa. tenham dó.
Porque os que fazem a petição decidiram que a luta pelos direitos humanos em Cuba não é um exclusivo dos que defendem uma nova Baia dos Porcos.
Assim como muitos dos que lutam pela liberdade de imprensa decidiram que não se manifestavam ao lado daqueles que nela não acreditam e apenas são motivados por uma posição político-partidária.
És a favor do bloqueio? E do imperialismo? Se sim, compreendo a revolta. Se não, qual é exactamente o problema? Pode haver uma petição que defenda o bloqueio e os direitos humanos. É um pouco contraditória, mas pode. As pessoas têm direito a tomar uma posição que, neste caso, é clara quanto aos seus objectivos: liberdade em Cuba com independência de Cuba.
Nota: fui eu que escrevi a petição. E não assinaria outra ao lado de amigos do Pinochet . Como noutra ocasião, escolho as companhias. E nesta matéria, com muito cuidado. Porque uma das razões porque infelizmente muitas pessoas de esquerda não se associam a esta luta (não é a primeira petição ou abaixo-assinado que assino sobre esta matéria), é não se quererem associar a movimentos políticos sinistros - tão sinistros como o regime cubano.
O bloqueio não faz parte do passado. E é, como sabe quem conhece Cuba, uma das poucas razões porque ainda muita gente em Cuba apoia ou pelo menos aceita o regime castrista. Sobretudo os mais velhos.
De
f. a 25 de Fevereiro de 2010 às 23:50
daniel, esse teu primeiro parágrafo é mau d mais p ser verdade. de repente pensei q estava num filme dos anos 60. mas não tou. tou em 2010. e faz-m tanto sentido a tua justificação como m faria sentido assinar uma petição contra tortura em guantanamo q começasse com 'pesarosos com as mortes de setembro de 2001'. e porquê? porque não tem nada a ver. nada a ver, daniel. o filho da puta do regime cubano não tem desculpa. os filhos da puta dos castro não têm desculpa. eu não os desculpo. em nada, nadinha, nenhuma 'circunstância histórica', porra nenhuma. assassinos torcionários tiranos são assassinos torcionários tiranos. e s há gente q os defende ou apoia ou desculpabiliza pr razões idiotas e porque não consegue abjurar ou romper c o passado, problema dessa gente.
De
f. a 25 de Fevereiro de 2010 às 23:51
tudo o resto q escreves é-m ininteligível. 'amigos d pinochet'? 'és a favor do imperialismo?' mas q coisa é esta? e já agora por q não 'és a favor de matarem chinchilas para fazer casacos de peles?' apresentar isto como s s tivesse d escolher entre a liberdade em cuba ou os eua é mais q ridículo. é patético. s conheces cuba, sabes q o regime cubano acusa todos os q o criticam d serem serventuários do imperialismo Americano. quem quiser q enfie esse barrette. eu não de certeza.
Acho extraordinário que retires daqui uma desculpa ao regime cubano.
Acontece que eu defendo a liberdade em Cuba e a independência de Cuba. As duas coisas juntas. Até porque apenas juntas fazem sentido. Uma não existe e a outra está sempre em risco de deixar de existir. E os que assinam esta petição são os que acreditam que as duas têm de existir. E essa é, aliás, a vantagem desta petição: mostrar que há muita gente que sendo contra o bloqueio e pela independência de Cuba (e por isso, por Cuba), se bate pela liberdade e a democracia em Cuba. Infelizmente, têm faltado estes aliados aos cubanos que lá dentro se batem pela liberdade. Precisam deles.
Provavelmente, este será o primeiro abaixo-assinado em Portugal assinado por muita gente de quase toda a esquerda.
De Anónimo a 26 de Fevereiro de 2010 às 00:00
Não há uma questão entre os EUA e Cuba? É uma coisa da minha cabeça?
O comentário anónimo era meu.
De
f. a 26 de Fevereiro de 2010 às 00:16
acho q já disse sobre a relação inexistente entre os eua e o orlando zapata aquilo q tenho para dizer, daniel.
De Miguel a 27 de Fevereiro de 2010 às 01:08
Eu acho é que tu não és capaz de ver a resistência heróica que o povo cubano tem travado contra o imperialismo. É normal para quem tem a fronha enfiada na areia e, pior, gosta de continuar assim só porque é mais quentinho e confortável.
Pela minha parte, escolheria exactamente os mesmos termos que lá estão, fiquei muito grata por receber isto.
De Margarida a 26 de Fevereiro de 2010 às 10:15
Caro Daniel Oliveira,
De facto já todos percebemos que para V.Exas., luta pela Liberdade não é igual, consoante o lado da barricada em que nos encontramos. POis eu acho que estas opiniões vindas de uma pessoa inteligente como é o DO. e dos vários grupos que apoia, é de uma denostidade intelectual brutal. Afinal lutar pela liberdade é igual se é contra Pinochet como é contra Castro, é igual se é contra Salazar ou contra Sócrates (o homem com os tiques de ditador). Afinal Liberdade é Liberdade. Não há conceitos para liberdade se é de direita ou se e de esquerda. É esta desonestidade intelectual que a esquerda perde muito. Afinal para vocês Democraciae Liberdade deve ser como vocês a entendem e não como um conceito que existe e deve ser respeitado quer se trate de direita ou de esquerda. Tenho pena. É por ver repetidamente estas atitudes que nas últimas eleições já não votei. Recuso-me a votar em partidos que afirmam como principios uma coisa e depois na práitca, quando está em causa uma eventual "derrota" das posições e ideias de esquerda actuam de outra forma. Assim não. É desonesto.
De Dolores Cabral a 25 de Fevereiro de 2010 às 23:49
Exacto. Um regime que prende e deixa morrer uma pessoa por delito de opinião não tem perdão. E ponto.
Sinceramente, Fernanda, acho este post um bocado despropositado. Este abaixo-assinado é uma posição política que tem um espaço; não é nem pretendeu ser um documento consensual no qual toda a gente se pode riarever menos os militantes do PCP. Para isso poderá haver - era importante que houvesse - um voto de protesto na AR.
De
f. a 26 de Fevereiro de 2010 às 00:15
sinceramente, caro rui, acho q é um bocadinho despropositado considerar despropositada a minha reacção a uma coisa com a qua não concordo. qual seria a reacção certa? não dizer o q penso? e porquê, já agora? recebi um linque para uma petição sobre um asunto em relação ao qual tenho sentimentos fortes. abri e achei o q está à vista. s m quiser explicar qual o despropósito, fico encantada.
De Anónimo a 26 de Fevereiro de 2010 às 00:17
Contudo é bom ver o caminho que tomou o partido socialista. em 74 tinha como palavra de ordem o poder operário, hoje em dia nem reconhece a existência de um imperialismo. É a cegueira pela "democracia" que não deixa ver. Se existem eleições, é a maioria que manda, por isso "imperialismo" passa a ser uma abstracção ofuscada pelo vazio da "democracia".
De
f. a 26 de Fevereiro de 2010 às 00:18
e se fosse tomar a medicação?
Rui Bebiano, tem razão quando diz que a petição não tem de ser um documento consensual. Contudo, tendo em conta o que está em causa - relembro: a morte de um homem encarcerado por delito de opinião -, seria bem melhor a petição cingir-se ao essencial, porque quanto a isso, tirando os malucos do costume - lamento se é um insulto gratuito, mas estou sem paciência para floreados -, todas as pessoas decentes estão de acordo.
A primeira frase é uma cedência ao acessório, uma justificação, e eu, que em circunstâncias normais até a subscreveria, não necessito dela para condenar a morte de um homem às mãos de um regime ditatorial.
Não é só a morte de uma pessoa que está em causa. Nem a petição fica por aí. Estende, depois disso, a solidariedade aos presos políticos e clama por liberdade e democracia em Cuba. Não fala apenas direitos humanos. Logo, é uma petição política. Pois se não fica por aí, se não diz apenas que é deplorável o que aconteceu com este prisioneiro, se tira conclusões políticas disso, porque raio não deveria falar de tudo: liberdade, democracia, indepdnência e bloqueio. Porquê tirar apenas uma parte quando depois de referir a morte de Zapata Tamayo exige democracia em Cuba (há regimes não democráticos onde não morrem pessoas nas prisões). A aministia ficou por aí. Nós não. É que até Raul Castro diz que lamentou a morte do prisioneiro. É a política que está em causa. E por isso manifestámos a nossa posição. Não consensual.
De
f. a 26 de Fevereiro de 2010 às 01:00
daniel, desde quando é q insurgirmo-nos contra a morte de um preso político e exigirmos a libertação de todos os presos políticos e um regime democrático e livre não é uma posição política? por q raio é q a independência de cuba vem a propósito da exigência de liberdade? fica em risco a independência se houver liberdade? a liberdade rima assim tanto com eua q e preciso dizer q se quer a liberdade para os cubanos mas não os eua? aliás, tenho dificuldade até em perceber o q é q um bloqueio económico pode ter a ver c a existência d presos políticos. tenho dificuldade em perceber q s aceite a propaganda do estado cubano na luta contra o estado cubano.
Condenar a morte deste homem, aquilo a que eu chamei o essencial, implica, evidentemente, manifestar solidariedade a todos os presos políticos de Cuba - e evitar a sua morte. E não entendo que, para isso, seja necessário condenar o bloqueio - embora eu condene o bloqueio.
Diz que é uma petição política porque não se limita à questão dos direitos humanos; para mim, é a questão dos direitos humanos que aqui esta em causa, e não é por se restringir a ela que deixaria de ser uma petição política (não separo a defesa dos direitos humanos da política; separar ambos é que dá no que dá). Se não quer limitar a petição a isto, então elaborá-la nesta altura é de muito mau gosto, porque aproveita (que é como quem diz usa) a morte de um homem para tentar obter dividendos políticos para além da questão dos direitos humanos. Não foi o bloqueio que causou a morte deste homem, nem que encarcerou todos os outros - foi o regime Cubano.
E desculpem meter-me na conversa de ambos, mas era o local certo para dizer o que penso.
De
f. a 26 de Fevereiro de 2010 às 00:42
ora essa, carlos. isto não é uma conversa privada.
De josé antónio santos a 26 de Fevereiro de 2010 às 00:06
assim é que é falar, parabéns!!!
De manuel resende a 26 de Fevereiro de 2010 às 00:11
Mas, Fernanda, não tem de assinar, ora essa. E deixe-me assinar o que me apetecer, ok?
De
f. a 26 de Fevereiro de 2010 às 00:20
manuel, quer com isso dizer q a minha opinião contrária ao texto da petição o impede de a assinar? muito obrigada, mas prefiro q pense pela sua cabeça, pode ser? é o q costumo receitar nestes casos.
De Manuel Resende a 26 de Fevereiro de 2010 às 08:50
diz:
«manuel, quer com isso dizer q a minha opinião contrária ao texto da petição o impede de a assinar? »
Não, não quero dizer, porque sei que lhe falta o jus imperii. Portanto, hei-de querer dizer outra coisa, não acha? Pense. Pela sua cabeça.
Sugestão: se eu lhe disser «vou ali e já venho», quero com isto dizer que vou ali e já venho?
Sempre a considerá-la.
Estou consigo f.
Um abaixo assinado que não se concentra no essencial não serve para nada.
O regime castrista existe independentemente do bloqueio.
Deixa morrer pessoas por delito de opinião é criminos.Ponto.
Só há que exigir ao regimer cubano a libertação dos presos polítticos. Ponto.
Cumprimentos
para que serve este abaixo-assinado (agora diz-se petição), que, à partida, é só assinado por alguns e não colcoa no centro o que aconteceu: a morte de um homem por um regime ditatorial?
regime cubano, criminoso (ponto)
Irene, a facilidade com que agora se põe "ponto!" em tudo... É o ódio ao "mas", essa palavra maldita que complica tudo. A petição (que no texto, que é onde se se escolhem as palavras que se usam, se chama abaixo-assinado) não é só sobre o homem que morreu. É sobre mais do que isso: democracia, liberdade, independência. (Reticências)
Abraços
Daniel
Caro Daniel,
Como também usei PONTO sinto que o seu comentário merece a a minha resposta.
Para mim PONTO não é sinal de ódio. Não gosto do mas ( uma manha portuguesa ) mas gosto arco-íris e não dos filmes a preto e branco.
Mas ( lá está um ) há momentos em que ou sé é preto ou se é branco.
É o caso. Já lá vão os tempos que ajudava a redigir moções e abaixo-assinados. Perdi a mão, julgo não ter perdido a razão.
Uma petição ( como se diz agora ) que não diz claramente do carácter opressio e repressivo do regime cubano que não pede de uma forma clara a libertação dos presos políticos e reformas dos sistema é inútil.
Quanto à necessidade de referência aos EUA é como dia a f. sobre os serail killers e eu acrescento : os Castro já são suficientemente crescidinhos para lhe assacarmos responsabilidades pelo que se passa em Cuba. As desculpas já cheiram mal.
A essência do regime nada temn a ver com o bloqueio americano. A história recente na Europa com o desfazer do bloco de Leste já o demonstrou.
PONTO e bom fim de semana
De
nuno a 26 de Fevereiro de 2010 às 02:26
As circunstâncias da condenação e as circunstâncias da morte de Orlando Tamayo são demasiado graves e têm um significado demasiado profundo e intolerável para que se junte, no protesto dirigido ao governo cubano, a questão do bloqueio. Ao fazê-lo (e para além da inexistência de relação causal), é impossível não oferecer de bandeja um "enquadramento", um "contexto" (que será sempre, mesmo que ténue - e não o é - "explicativo") para o que aconteceu. Ora, como já várias pessoas aqui disseram, a morte de Orlando Tamayo é da exclusiva responsabilidade do governo de Cuba.
De Anónimo a 26 de Fevereiro de 2010 às 08:34
Errado. A morte de Tamayo é da exclusiva responsabilidade dele próprio.
De
nuno a 26 de Fevereiro de 2010 às 16:10
Moralmente, caro anónimo, moralmente
De Salah al Din a 26 de Fevereiro de 2010 às 08:46
A resistência islâmica apoia a petição do camarada Daniel por achar que todas as ocasiões são boas para denunciar os crimes imperialistas e sionistas.
De Paulo Duarte a 26 de Fevereiro de 2010 às 10:25
Cara F., quase nunca, ou acho que nunca mesmo (que me lembre), estive de acordo consigo, por razões que agora não interessam para nada. Devo dizer-lhe que ACERTOU EM CHEIO! EM CHEIO!
Até no tom irritado, acertou! É que já não há pachorra para os coitadinhos dos torcionários que só o são porque estão bloqueados... Bloqueados my ass!
São DITADORES! D I T A D O R E S!
Misturar isso é dizer uma barbaridade que persiste em mentes que teimam em não sair do passado e que têm de ser denunciadas!
Como muito bem fez.
Parabéns.
De carla amaro a 16 de Março de 2010 às 15:34
Sim, filhos da p. dos castros e do seu regime. Não há pachorra para quem ainda os desculpabiliza à custa do embargo ou porra que o valha.
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