Segunda-feira, 1 de Março de 2010

Um texto hoje publicado no Publico ilustra na perfeição a coincidência de posições (e relembra-me o "Sovkhoz uteino"). Um excerto deste manancial de homofobia, xenofobia e conservadorismo serôdio... Pensando bem transcrevo o texto inteiro -"boldando" o excerto que me propunha transcrever inicialmente -seria uma pena perder-se uma frase que fosse.

A demografia e o casamento entre géneros idênticos

A Demografia é das questões menos estudadas a nível da sociedade e aquela a que os poderes públicos e o comum dos mortais deixou de prestar a mínima atenção.
Preocupados todos, que estamos, com a crise económica; vinculados ao consumismo e à cultura do prazer; anestesiados pela segurança social; sobrevalorizados no nosso ego pelo primado do individualismo e inundados de muitos outros “ismos” com que a comunicação social nos matraqueia o coração e a cabeça, deixámo-nos possuir por perigosos mitos de fundamento néscio – mas apelativos – e somos postos à beira de precipícios cada vez mais perigosos.
Reduzida a mortalidade infantil, instituída a pílula e outros métodos contraceptivos; quebrados os laços familiares tradicionais; caídos aos pés dos arautos da libertação da mulher; instituída a quase obrigatoriedade social daquela trabalhar fora de casa; consolidada a ditadura dos direitos face aos deveres e mais uma quantidade de coisas que seria ocioso enumerar – e de que todos temos sido relapsos a reflectir nas consequências – veio a originar-se uma brutal redução no número de nascimentos. Esta redução teve especial incidência nos países da Europa Ocidental e por extensão em Portugal, países onde se verificou aquilo que é tido pelo maior (e melhor) desenvolvimento da sociedade.
Ora a redução da natalidade que a nível europeu desceu para uma média de 1,4 nascimentos por mulher (em Portugal actualmente está em 1,3) veio colocar a questão da sobrevivência destas sociedades no futuro. De facto sabe-se através de estudos sérios, que uma população para se renovar, cada mulher precisa de conceber 2,1 filhos, em vida e que a mesma população deixa de se poder manter em termos culturais quando esse número desde para os 1,9. Já se sabe isto há muito tempo, mas ninguém liga coisa nenhuma, como se governos e pessoas tivessem sido atacados por um desejo de suicídio colectivo. Faltam braços para o trabalho, jovens para os Exércitos, fecham escolas e passou a existir assimetrias etárias cada vez mais assinaláveis.
O avanço da medicina tem aumentado a esperança de vida das pessoas o que faz com que a população idosa seja cada vez maior, com o aumento de custos para a Segurança Social. E tem sido por esta via – que não é a mais crítica, mas aparenta ser a mais sensível - que alguns governantes se começaram a preocupar: falta-lhes o dinheiro!
 A tudo isto é necessário juntar os fluxos emigratórios e imigratórios. Isto é, por um lado os países ocidentais vêm chegar ao seu território milhões de seres de outros continentes que estão a desfigurar as suas nações e vêm partir,por outro lado, os seus melhores cérebros, que procuram realizações pessoais em países mais avançados, ou de oportunidade.
A demografia tem sido escamoteada com os nascimentos de filhos de emigrantes o que não é propriamente a mesma coisa que nascerem nacionais. A propaganda que favorece e escamoteia tudo isto tomou o nome de “multiculturalismo”. Não estamos a defender ideias racistas, mas a tentar preservar justas aspirações de individualidade cultural(e soberana) e a tentar evitar futuras convulsões sociais graves. Acresce a isto a vontade de organizações internacionalistas em quererem acabar com as Nações...
Face a este descalabro social e nacional, os poderes públicos eleitos justamente para cuidarem do governo da cidade, em vez de colocarem travões às quatro rodas a esta tragédia que fará o holocausto parecer uma coisa menor; restaurarem o cimento familiar e promoverem a fecundidade, optam justamente por fazer o contrário. Satanás não faria melhor…
Em vez de se promover a vida, aposta-se na cultura da morte, de que as leis abortivas e a eutanásia são exemplos maiores; em vez de se organizar a educação e a estrutura da sociedade para a harmonia familiar, tudo se faz para facilitar a dissolução do casal e o afastamento de ascendentes e descendentes; em vez de se apostar nos incentivos à natalidade, preocupam-se em dar subsídios a quem não trabalha, a dar a mão (e seringas) a drogados e em melhorarem as condições a quem se porta mal e está preso (por ex.).
Em vez de haver preocupação em educar para uma natalidade consciente e para o desenvolvimento de uma sexualidade maturada, a única coisa em que se pensa é em impôr aulas de educação sexual nas escolas, de gosto mais do que duvidoso, distribuir preservativos a esmo, etc., e acham que o “vale tudo” é o que está bem, havendo apenas que limitar os estragos.
Os países “mais avançados” do que nós, que apostaram nestas modernices, andam agora a verificar que nenhuma destas avançadíssimas atitudes, melhorou a saúde pública; evitou as gravidezes indesejadas; o número de filhos sem pai; as adolescentes grávidas; o número de abortos feitos em condições clínicas ou outras e toda a parafernália de desarranjos e dramas sociais correlativos. A única coisa que se conseguiu foi a sofisticação da prostituição, o aumento da pedofilia e a prosperidade do negócio pornográfico.
Não parece também haver freio na imoralidade e no deboche.
Perante este quadro o que fez o Parlamento Nacional? Pois mandou tirar os crucifixos das escolas e quer casar machos com machos e fêmeas com fêmeas! Que magnífico alforge de futuros estadistas!


Tenente-coronel João José Brandão Ferreira


89 comentários:
De Pedro Nunes a 1 de Março de 2010 às 11:38
Só faltou mesmo dizer que foi um suplício para conseguir dar à estampa a sua prosa... mas isso não seria lá muito salazarento... Dado o teor da escrita só faltou mesmo dizer que há, até, demasiada liberdade! Vá-lha-nos são pancrásio.


De nuvens de fumo a 1 de Março de 2010 às 11:42
Em vez de haver preocupação em educar para uma natalidade consciente e para o desenvolvimento de uma sexualidade maturada, a única coisa em que se pensa é em impôr aulas de educação sexual nas escolas, de gosto mais do que duvidoso, distribuir preservativos a esmo, etc., e acham que o “vale tudo” é o que está bem, havendo apenas que limitar os estragos.



Ora que raio de coisa será uma natalidade consciente ? o que será uma sexualidade maturada ? Como é que uma e outra são opostos ou ameaçados por uma educação sexual ?

k asnos


De Ana Crespo a 1 de Março de 2010 às 12:15
Natalidade consciente? é de facto uma aberração... sexualidade maturada? por amor de Deus, deixem-nos ser animais, quem é que quer aplicar á sexualidade a teoria da evolução das espécies?  Aspiração a um modelo mais construtivo e complexo do que o seguir a pulsão do momento? Desculpem, levantar da cama já dá muito trabalho... Olhar para a história, estudar a história, perceber que aquilo que se passa na "modernidade" já teve lugar debaixo deste Sol e que teve consequências? Não, é demasiado para mim..
Mas também vindo este texto de um Tenente Coronel, membro daquela tenebrosa organização que sabe o que é uma Pátria (brrrr),o que é o serviço aos outros (também outros devidamente travestidos, com bombos e a fazer barulho na rua sabem!) , o que é dar a vida pelos outros  (quem é que os manda armarem-se?)..

A profundidade das vossas análises, a delicadeza dos vossos comentários esmagam-me, mais ainda do que a arma do Tenete Coronel......


De Shyznogud a 1 de Março de 2010 às 12:19
Ana, argumentar perante este nojo de texto? impossível , faço minhas estas palavras


De nuvens de fumo a 1 de Março de 2010 às 12:23
Consciente é dar educação sexual nas escolas. Tudo o resto são propostas moraloides para evitar que os adolescentes saibam mais que os pais....ou que tenham prazer, coisas de asnos mesmo


De Pedro Nunes a 1 de Março de 2010 às 12:51

Crespo n é coincidência, pois n?


De Pedro Nunes a 1 de Março de 2010 às 13:02
Vou ainda mais longe: não só este senhor não tem argumentário que valha a pena rebater, como a própria instituição de que faz parte não tem sentido algum existir nos dias que correm, daí a sua voz ser de uma irrelevância atroz!

Acabem-se com os milhões inúteis q são gastos com a instituição militar e canalizem-se para a protecção civil, hospitais e escolas públicas, etc. etc. e vão ver que o déficit do país cai e as condições de vida dos portugueses melhora significativamente! Vão ver q as mulheres e homens até procriam mais! Foda-se


De manuelcav a 1 de Março de 2010 às 14:33
Fantástico!

Que bando de inúteis...

Como é que é possível alguém, como eu, ter a noção que é devido a esse bando de trastes que hoje em Portugal, esse Estado soberano, se fala português e a liberdade é de tal ordem que é possível gente avisada, como o Pedro Nunes, fazer comentarios desta natureza (rematados com um toque da mais elevada classe).

Como é que é possível o EP mandar gentalha dessa defender a liberdade e a vida, reconstruir a nacionalidade e reforçar a soberania de outros Estados nos 4 cantos do mundo?

Para que quer o Estado um punhado de ignóbeis sempre dispostos a intervir, independentemente das condições, do risco de vida, dos condicionalismos políticos e que, ainda por cima, juraram sob o empenho da própria vida defender a sua Pátria?

A protecção civil? Ah, isso é como o próprio nome indica só para civis.

Os seis Estados mais evoluídos da Europa (na perspectiva de Pedro Nunes) que são aqueles cuja legislação permite explicitamente a adopção de crianças por casais do mesmo sexo: Bélgica, Islândia, Holanda, Suécia, Espanha e Reino Unido, têm vindo a desenvolver as suas capacidades militares (em alguns destes países o orçamento de defesa é 10 vezes superior ao de Portugal) - Deplorável.
 
Pedro Nunes, a sua IGNORÂNCIA provoca em mim espanto e preocupação.


 


De Pedro Nunes a 1 de Março de 2010 às 14:57
manuelcav, as suas preocupações, sobretudo comigo, é que me preocupam...

o papel das forças portuguesas é na maioria desses casos de fazer rir, comparada com a de outras nações... bastaria enviar uma ambulância do INEM para fazerem o mesmo lá e até seria mais útil para as populações... soberania à conta das nossas forças armadas? está a gozar comigo certamente... a única coisa porreira das forças armadas, desde q voltaram à minha terrinha há pouco tempo, é q se vêm uns belos exemplares da human kind, mas eu acho q uma boa rede de ginásios fazia o mesmo, lolo

quanto ao facto de comparar as nações q têm a adopção por casais do mesmo sexo com os gastos militares é também uma pura parvoíce da sua parte... eu não endeuso nações por tal facto, aliás tenho uma certa aversão ao conceito de nação... sobretudo aquela q apela q tão drasticamente coloca outros seres humanos na categoria de "aqueles q vêm aqui roubar-nos o trabalho e são feios e pretos e assim e reproduzem-se como moscas, ao contrário do nosso decadente ADN".

já agora para rematar: foda-se, q é sempre uma bela e portuguesa forma de rematar algo.


De manuelcav a 1 de Março de 2010 às 15:35
Pedro,

Já havia reparado, pelo seu comentário inicial, que o seu ADN está decadente.

Também já havia reparado que é um apátrida e que, porventura, não nasceu, tal como confirma, o conceito de nação não lhe diz nada.

O INEM faz de facto um trabalho meritório e serei sempre dos primeiros a conferir-lhe esse mérito, no entanto, lamento desapontá-lo, com uma ambulância teria sido impossível reconstruír 71 escolas em Timor (foram os militares portugueses que o fizeram, trabalhando dia e noite).

Não comparo os gastos com a defesa com a adopção, simplesmente queria assinalar o facto de que os países desenvolvidos se preocuparem com esse aspecto.

De facto existem belos exemplares de entre os militares, pena é que só os conheça por fora.

Para rematar coloco-lhe uma questão: onde é que estacionou a nave?


De Pedro Nunes a 1 de Março de 2010 às 16:25

lol, manuelcav.


n aterrei em lado nenhum... nem é preciso grande cultura geral para apontar todas as coisas q o exército português vai fazendo aqui e ali. aliás Timor é mesmo a descarga de consciência para tudo e o seu contrário... ainda há de se fazer uma história da má-consciência portuguesa por esse mundo fora e Timor há de ser exemplo claro disso (somos tão bonzinhos e o nosso colonialismo foi tão bom)... tb era o q mais faltava q os militares portugueses pagos com o dinheiro dos meus impostsos n trabalhassem, ou são voluntários dos "leigos para o desenvolvimento" (já agora quem paga as estas alminhas para espalharem bondade pelo mundo)?

n sou apátrida (traidor à pátria n, já agora!!), n me encho é de patriotismo patrioteiro por tudo e por nada. não duvidaria escolher entre portugal e a coreia do norte para viver... agora, n sou monáquico por afonso henriques ter fundado a nação e ter sido o seu primeiro rei.

percebo q tenha profundas e emotivas razões para defender o exército, talvez porque tenha feito parte de um desses projectos que "elevam" o nome de portugal até carrazeda de ansiães, agora n me permitir uma atitude crítica face ao mesmo... isso digamos q é pouco democrático...

ainda a propósito do seu comentário  anterior. percebo, também andei na escola, o papel do exército em muitas situações na história recente de portugal... por exemplo a tal q me deu lilberdade de expressão (amordaçada dizem...). contudo eu vacas sagradas n as tenho e se é para sustentar "asnos", como diz o nuvéns e muito bem, prefiro q seja canalizado para o bem público e n para estados dentro de estados.

já agora manuel: cav é de cave? parece-me q é por essas bandas q anda...



De manuelcav a 1 de Março de 2010 às 16:59



Pedro,

Esqueça lá o cav e trate-me como os meus amigos fazem, manuel.

Não vivo numa cave nem tenho macaquinhos no sotão! mas confesso-lhe que já estive em caves e até em catacunbas bem interessantes.


As ideias de nada valem se não forem confrontadas, se guardasse as suas só para si e eu as minhas só para mim mais valeria que, aí sim, tivessemos uma caverna para cada um. Isto significa que muito me agrada este debate e que o respeito por isso.

Há pouco quando dizia que me preocupava o seu comentário era, precisamente, por constatar que o Pedro não faz a mais pálida ideia daquilo que os militares fazem hoje em dia. Posso afiançar-lhe que são muito diferentes de D. afonso Henriques! Mas constato também que a culpa deste desconhecimento não é sua.

Os militares estão "na ponta da corda" cumprem o que os governantes, legitimamente eleitos por todos, lhes determinam.

Não é legítimo culpar o soldado de Carrazeda de Ansiães pelos males sociais e muito menos pela política externa portuguesa, no entanto, posso-lhe garantir que esse soldado está na catástrofe da Madeira, nos incêndios em Mação, na queda da ponte de Entre-os-Rios, nas buscas de naufragos no mar, na manutenção da Paz e reconstrução da Bósnia, Kosovo, Congo, Afeganistão, Líbano, Timor, Somália, reconstrução do Haiti....


Para rematar: o gado asinino não é uma exclusividade dos militares.


De Pedro Nunes a 1 de Março de 2010 às 17:24
ora Manuel,

era o q faltava dar rédea solta aos militares, e a prova disso é o miserável texto que o público resolveu publicar. era ver fufas e pandeleiros na choldra, pelo testemunho do senhor.

n é por eles estarem em todas as situações e locais q disse que os torna insubstituíveis. a protecção civil, bem apetrechada, faria todo esse serviço. n vejo onde uma força minúscula, como a portuguesa, possa fazer qualquer diferença, sendo "militar" ou "civil". para mais, muitas das situações q aponta nem sequer são do domínio do estrictamente militar (faz-me lembrar, este tipo de argumentação, aquele q tece loas à Igreja pela sua acção social: foda-se ("penetrem-se", prontoS) chulam o estado e os cidadãos e estão em todo o lado, têm mais q obrigação de lá estar, com a agravante, no caso da Igreja de impingirem moral e bons costumes à conta da minha contribuição involuntária)... ah sim, tínhamos um vaso de guerra no corno de Africa que, para cúmulo do rísivel, teve q devolver piratas ao país de origem...

mas q situações e q trabalho há q conhecer q n seja do domínio público? caragos, eu tb desempenho o meu trabalho todos os dias e ele n é do conhecimento de 99,999999% da população portuguesa... e por q haveria de ser!!

com o calor na ponta dos dedos esqueço-me de lhe responder a algumas provocações: como sabe q n conheço o "corpo" militar por dentro? lolol







De Shyznogud a 1 de Março de 2010 às 17:28
eheh não tarda tenho que pôr bolinha vermelha na caixa de comentários, a conversa já está em conhecimentos de corpos militares por dentro!


De Pedro Nunes a 1 de Março de 2010 às 17:33
lol, Shiz, está fantástica a discussão e é só amor...


De manuelcav a 1 de Março de 2010 às 18:12

Shyz,

Espero que fim-de-semana tenha sido proveitoso. pode sempre juntar-se à "festa" !

Ainda bem que o Pedro está a gostar...


De manuelcav a 1 de Março de 2010 às 17:53

Pedro,

Vamos lá a ver se nos entendemos...

"protecção civil bem apetrechada"!?  os militares são uma das componentes do Serviço Nacional de Protecção Civil (SNPC), existem, iclusivamente meios militares que estão permanentemente avocados ao SNPC (por exemplo as pontes militares que foram agora para a Madeira). Quem é que o Pedro pensava que fazia parte da protecção civil? São obviamente meios, dos vários quadrantes, que já existem: dos bombeiros, dos hospitais, dos militares, da GNR, da polícia, etc...

Tem também que compreender que o referido texto nunca poderia ser produzido por um militar no activo.

Fufas e pandeleiros não fazem parte do meu léxico, acho redutor e existem qualificações mais correctas: homosexuais, lésbicas, gays...

Outra má pontuada...Ó Pedro não me diga que não sabe...o Estado Português é laico, logo não paga a religião, a Igreja católica tem uma estrutura própria (o banco ambrosiano). Os padres recebem dos fieis que lhes querem pagar (ninguém é obrigado a casar, ser enterrado, ser baptisado pela Igreja). aqueles padres que têm vencimentos do Estado são funcionários públicos (por exemplo muitos deles são professores nas escolas públicas).

Então se somos nós que pagamos os militares não temos que saber o andam a fazer?

Não faço a mais pequena ideia de que "corpo" militar conhece mas espero, sinceramente, que o estime...



De Pedro Nunes a 1 de Março de 2010 às 18:34
Estou a ficar sem tempo para lhe responder agora a tudo.

Para que serve então o exército? Símbolo nacional? Bastante dispendioso n?

O Estado Português é laico? Parece que também já o era no período fascista. Já agora aqui fica um textinho (http://www.eclesiastico.net/countries/portugal/files_doutrina/martins_alfaro_parte_II.htm) sobre a financiação da Igreja Católica em Portugal. Paga e n bufa e tudo sem q  nós demos pelo assunto.

Não quero saber se os militares mijam no penico ou numa reterte n.

Quanto ao corpinho, vou estimando sim senhor.


De manuelcav a 1 de Março de 2010 às 18:41
Muito bem,

Tenha uma boa noite!


De Pedro Nunes a 1 de Março de 2010 às 18:42

http://www.eclesiastico.net/countries/portugal/files_doutrina/martins_alfaro_parte_II.htm (http://www.eclesiastico.net/countries/portugal/files_doutrina/martins_alfaro_parte_II.htm) saiu incompleto o link, sorry


De Pedro Nunes a 1 de Março de 2010 às 18:52
Porra, mas os links n saem completos por q carga de água!!!

http://www.eclesiastico.net/countries/portugal/files_doutrina/
martins_alfaro_parte_II.htm
(http://www.eclesiastico.net/countries/portugal/files_doutrina/martins_alfaro_parte_II.htm) (talvez assim). Uma boa noite, manuel. obrigado pela conversa.


De MARCO iNFANTE a 3 de Março de 2010 às 00:05

A verdade das verdades é que pessoas como o Sr Pedro Nunes, por mais informadas que estejam,por mais Cursos e carreiras Académicas que frequentem,por melhor situação financeira que atinjam,não conseguirão nunca deixar de pertencer a uma geração rasca e sem qualquer tipo de Nobreza!
Salvas rarissimas excepções a esquerda é sempre Ordinária e os valores supremos que defendem ,são sempre sem conteudo e vazios de História!


De Pedro Nunes a 3 de Março de 2010 às 11:53
Lol! O Vasco Pulido Valente não diria melhor... Essa da "nobreza" tirou-me do sério... lol

Quem dera a muitos voltar aos tempos em q só a "nobreza" podia mandar bitaites... Esperneiam, mas o país n volta a esse tempo, apesar de quase só haver meios de comunicação tomados por "nobres"...


De ana a 2 de Março de 2010 às 16:10
crespo? não tem nada a ver com aquela almôndega gordurosa que usa o mesmo nome, pois não? por outro lado o discurso é semelhante.


De Maryyy a 1 de Março de 2010 às 12:42
Nuvens de fumo, para este senhor correcto é os jovens crescerem saber o que são as DST's e os riscos da prostituição por exemplo. Acho que também vão mandar retirar as televisões de nossas casas, porque é muito mais maduro ter filhos a torto e a direito e depois não ter as condições mínimas para lhes dar uma educação e o básico que precisam.

Eu felizmente tenho uma mãe super liberal, e comecei a tomar a pílula por opção própria, não por motivos de contracepção, mas motivos hormonais, mas mesmo assim ela não me impôs nenhuma contradição e temos uma relação bastante aberta sobre sexo o que me ajudou a ter percepção do que seria bom e mau para mim, e não me fez andar aí nos cantos a fazer más figuras como muitas filhinhas destes senhores retrógadas e com uma atitude de controlo sobre os filhos que tem o efeito contrário.

Lembro-me da mãe de uma colega minha de escola, que dizia à filha que eu era má companhia só porque a Mãezinha andava de Mercedes e o Pai dono de uma companhia de seguros, mas eu nem sequer fumava nem bebia, apenas tinha liberdade para sair e ver o Mundo. Até ao dia que essa minha colega me contou que andava a fumar ganzas (eu nada contra), e que tinha sexo em escadas de prédios com o apaixonado. Felizmente nunca precisei de um hall para estas tristes figuras. Hoje tem os pais separados porque o pai arranjou uma amante e se está mais atinada ou não isso possivelmente é responsabilidade de quem a educou.


Um abraÇo


De nuvens de fumo a 1 de Março de 2010 às 14:02
anestesiados pela segurança social;

vindo de um militar é curiosa esta crítica. Parece-me ter ouvido que estavam muito agitados com a perda de regalias e pelo facto de passarem a ter os direitos dos anestesiados como eu.

O texto é apenas ignorante e a visão da sociedade que revela é mais um problema da má qualidade da comida na caserna do que uma reflexão.

Os países “mais avançados” do que nós, que apostaram nestas modernices, andam agora a verificar que nenhuma destas avançadíssimas atitudes, melhorou a saúde pública; evitou as gravidezes indesejadas; o número de filhos sem pai; as adolescentes grávidas; o número de abortos feitos em condições clínicas ou outras e toda a parafernália de desarranjos e dramas sociais correlativos.


Comentários para quê ?

Asno


De Marco a 1 de Março de 2010 às 12:00
Duas palavras: MÊ DO!

"...instituída a quase obrigatoriedade social daquela trabalhar fora de casa;"

O ano em que a minha esposa foi "forçada" a ficar em casa (por desemprego), chegou-nos, a ambos, para nunca mais repetir a gracinha...


De f. a 1 de Março de 2010 às 12:09
o joão césar das neves agora também escreve para o público? pequeno pormenor: quando é q o parlamento mandou tirar os crucifixos das escolas? (mais uma vez, a questão da factualidade inscrita em crónicas e das mentiras retintas q assim s dão à estampa).


De Bjorn Pal a 1 de Março de 2010 às 12:23
Que NOJO!
E no entanto é esse um dos sentimentos prevalecentes nas estruturas militares de hoje, acreditem no que vos digo; e fulanos como este são dignos de serem encarados com apreensão...


De Inês Meneses a 1 de Março de 2010 às 12:26
estou quase sem palavras, mas ainda queria aqui interrogar-me sobre porque começa a lista de desgraças com a redução da mortalidade infantil.


De Shyznogud a 1 de Março de 2010 às 12:30
Também tive a mm dúvida.


De Isabel Moreira a 1 de Março de 2010 às 12:47
E hoje não é dia 1 de Abril.


De joão vilarinho a 1 de Março de 2010 às 15:27

Pois não. Hoje não é dia 1 de Abril. Lá estão os senhores que se acham os donos da verdade a insultar tudo e todos. De facto ninguém tem hipótese de ter uma opinião contrária à da minoria ressabiada que se acha no direito de impor a sua verdade e as suas convicções ao resto do mundo. Quando falam em Países modernos falem nos EUA . Ou acharão por acaso que os EUA são um País atrasado. Só se for para rir. Pois nesse País, talvez o país mais avançado do mundo, os estados mais liberais (Calif´ronia, Maine e Nova Iorque) recusaram por REFERENDO (afinal eles são uma democracia) o casamento gay. São retrogrados??? Não me parece!


De nuvens de fumo a 1 de Março de 2010 às 15:55
Para um país com pena de morte.....


De ana a 2 de Março de 2010 às 16:07
o nuvens acertou mesmo em cheio na mouche


De Niamey a 1 de Março de 2010 às 16:03
um país como os estados unidos da américa recusou por referendo o "casamento gay" ????
obrigada pelo alerta, joão vilarinho, desconhecia.Bom, sendo assim resta-me pedir desculpa ao Tenente-coronel João José Brandão Ferreira que tem toda a razão. que vergonha nem sequer me dignei a verificar a situação nos estados unidos.


De Inês Meneses a 1 de Março de 2010 às 18:15
;D


De anonimo a 2 de Março de 2010 às 04:43
Os Estados Unidos são uma federação de 50 estados. O casamento não é reconhecido pela Federaçao e existe em apenas 5 estados. Recentemente um referendo na Califórnia elevou  a proibiçao do casamento gay à dignidade constitucional e também no Maine, um estado conhecido pelo seu liberalismo, outro referendo em Novembro passado revogou uma lei permissiva, adoptada por parlamentares pouco preocupados com a vontade dos seus eleitores. O casamento gay é reconhecido em apenas 5 ou 6 paises no mundo inteiro.


De Niamey a 1 de Março de 2010 às 12:50
isso é picuinhisse e má vontade com alguém que tenta raciocinar e escrever ao mesmo tempo. ele não vai saber explicar isso e no Público também se estão nas tintas. que maçada.

eu, palavra, que nunca conseguiria mandar num jornal porque  mandava um pontapé no pescoço, ao tipo que me aparecesse com um texto destes...agora também não percebo a impavidez com que o jornal publica isto. eu fico parva com o jornal.


De cecilia a 1 de Março de 2010 às 13:07

Tal e qual. Pasmo perante a publicação deste texto.


P.S. Acham que este senhor vai chegar a general?



De ze maria a 1 de Março de 2010 às 15:45

Cara Cecilica. Supostamente a imprensa deve ter isenção! È para informar e não  para formar consciências. Bem sabemos que os media em Portugale stão controlados pelo Lobby Gay, mas ainda assim há uns que têm a coragem de publicar um texto contrário. Mas onde está a vossa tão apregoada TOLERÂNCIA! Ou seja, nós temos de ser tolerantes com tudo oq ue vos vem à cabeça, mas vocês falam em pontapés, chamam e agridem verbalmente toda a gente que se opõe. Tenham juizo e comecem a reflectir a razão de tanto ódio . È que vocês se lessem os vossos comentários com muita atenção verificariam que só transpiram ódio e violência. Não sejam assim, não ganham nada com isso.


De nuvens de fumo a 1 de Março de 2010 às 16:09
Sim, porque de facto quem sofre perseguição não é a minoria , nada disso, é a maioria que se sente asfixiada pelo lobby gay....
Isso assim de repente é meio gayzola mesmo.


De ze maria a 1 de Março de 2010 às 17:19
Acharão portanto que o Lobby gay, portanto o lobby da minoria não tem tido as suas conquistas, sobre a maioria? Basta ver a questão do referendo chumbado. 93.000 assinaturas de nada serviram. Pois vocês sabem bem que é verdade. E tanto neste governo, como nos OCS, como na Igreja vocês conseguiram pressionar.


De Cecilia a 2 de Março de 2010 às 22:29

Caro Zé Maria: Antes de mais deixe-me dizer-lhe que não tenho agenda pessoal aqui, não sou homosexual, desconfio bem que nunca vou ser, não faço parte do Jugular nem concordo com muita coisa que aqui se escreve e até tenho pouca tolerância pela palavra tolerância. Portanto, a minha opinião só tem a ver com aquilo que eu considero um direito das pessoas e das sociedades civilizadas. Não menos importante é o meu direito de expressar o meu desagrado por um artigo que considero muito mau, muito feio e muito infeliz.


Concordo que os media servem para informar, não para formar. Discordo que estejam nas mãos do lobby gay. Agora os media estão sempre nas mãos dos “outros”. O que há é muitos opinadores e cada um é livre de expressar a sua opinião. Uns dizem que sim, outros que não. Só que há opiniões publicáveis e legíveis e outras não. Pessoalmente, há conservadores que leio bem, porventura até com agrado, porque muito embora tenham opiniões diferentes das minhas, as exprimem de uma maneira inteligente, elegante, bem articulada, civilizada. Que é precisamente tudo o que falta a este artigo.


O senhor em questão, que está legitimamente preocupado com a baixa natalidade, como muitos estamos, resolveu escrever um artigo sobre o assunto em que conseguiu misturar todas as matérias de ordem social que o preocupam com aquelas que ofendem os seus credos, os seus conceitos e os seus preconceitos, que são muitíssimos. E fê-lo muito mal. A começar pelo título, que, francamente, não entendi, e a acabar na conclusão que também não percebi. A única conclusão a que cheguei foi que o Público teve a infeliz ideia de publicar um artigo que, na forma, está mal escrito, mal articulado, mal pontuado, com vocábulos mal escolhidos. E que na substância é uma salada de problemas sociais de variadíssimas causas que nem têm nada a ver com natalidade nem tampouco com casamentos homosexuais. Tudo isso misturado com uma série de preconceitos, num raciocínio pouco claro, muito reaccionário, homofóbico e definitivamente mal esclarecido. E tudo embrulhado numa conclusão brilhante, com a questão do crucifixo e dos machos e fêmeas.


 



De drmaybe a 1 de Março de 2010 às 12:42
resumindo é isto não é?: As gajas são pra ficar em casa a parir, os gajos inseminam e trabalham por um salário miserável que dê para criar um exército de mão de obra barata, mas não dessa que vem de fora contaminar a nossa sociedade de identidade imutável.


De Shyznogud a 1 de Março de 2010 às 12:48
Que bem resumido!


De Cecilia a 1 de Março de 2010 às 12:52
Excelente resumo.


De Bjorn Pal a 1 de Março de 2010 às 14:05
Nem mais!
Mas o fulano quer "gajos" não só para alimentar um "exército de mão de obra barata" . Ele quer mesmo mancebos para alimentar as Forças Armadas, ou seja, quer ter gente para exercer o seu poderzinho .


De Antonio Mira a 1 de Março de 2010 às 12:52
Citando ao próprio (noutro artigo)

"Nem todas as opiniões são respeitáveis, outra falácia adrede expendida... sobretudo as que violam as mais elementares base da Moral e, ou, do direito. Bem como as que são, simplesmente, insensatas."

Troquem só Moral por Ética.


De Ana Vidigal a 1 de Março de 2010 às 13:08
«fascismo nunca mais»!
A unica coisa que me apetece gritar depois de ler "esta coisa".


De Fortuna a 1 de Março de 2010 às 18:05

Nao nao, faaasssciiisssmo nunca mais


De Ana Matos Pires a 1 de Março de 2010 às 13:21
Quem é "isto"?


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