cavaco diz que é de exigir ética aos negócios e às empresas. judite passa ao lado do caso bpn, como se nunca tivesse existido; cavaco diz que a compra de uma tv deve ser transparente; judite 'esquece' o pequeno pormenor de cavaco ter sido o pm que ofereceu um canal -- nem mais nem menos que a tvi -- à igreja católica, numa flagrante violação do princípio da separação e numa decisão completamente turva, que privilegiou uma confissão (com as consequências conhecidas -- a falência) em detrimento de um projecto profissional de tv que incluia proença de carvalho, paulo portas e miguel sousa tavares (se a memória me não falha), e outro ao militante nº 1 do seu partido.
talvez cavaco esteja esquecido, mas há quem se lembre -- e custa a crer que judite tenha tais problemas de memória. a não ser que o facto de ser jornalista da rtp no tempo em que cavaco era pm, moniz director e não havia, de certeza, certezinha absoluta, pressões algumas do governo sobre a direcção de informação nem gente que alguma vez as tenha relatado, a tenha obnubilado por completo.
afinal o PS sempre fez declarações, não foram feitas foi ás televisões.
De
f. a 11 de Março de 2010 às 00:36
imagino q isso queira dizer alguma coisa, ó daniel.
Fernanda, afirmar que Cavaco Silva 'ofereceu' dois canais de televisão não é correcto. O licenciamento dos 3º e 4º canais foi decidido com base no resultado de um concurso público. Quanto ao BPN, é uma associação estranha: será Cavaco Silva responsável pelas acções de todos aqueles que foram ministros dos seus Governos?
De
f. a 11 de Março de 2010 às 00:47
carlos azevedo, a oferta d um canal à igreja católica foi patente e dificilmente pode ter sido decidida com base em critérios d viabilidade -- é coisa q aquele canal não tinha decerto.
a este propósito, vide por exemplo:
http://www.jornalistas.online.pt/noticia.asp?id=393&idCanal=300
e
http://www.publico.pt/Media/opiniao-o-territorio-audiovisual-portugues-por-nuno-artur-silva_1313936
quanto ao caso bpn, parece-m q tresleu um pedaço: onde é que foi buscar q acho ou poderia sequer insinuar q cavaco e responsável? o q m parece óbvio é q a alguém q faz exigências d transparência e ética empresarial com tom tão doutoral s deve colocar uma ou 2 questões sobre o caso bpn, q ocorreu com gente com quem s dava tão d perto e com a qual, s não m engano, fez até negócios. s houver algo d estranho na associação, não fui eu decerto a fautora da estranheza, muito menos da associação.
«(...) q ocorreu com gente com quem s dava tão d perto (...)»
Sim, cara Fernanda Câncio, tê-la treslido é uma possibilidade - aliás, ocorre-me agora que devo andar a treslê-la há muito tempo. Boa noite.
De
f. a 11 de Março de 2010 às 01:30
lamento q reincida, mas é lá consigo. às vezes precisamos de um pretexto.
Nesse caso, Fernanda Câncio, lamentamos ambos; mas, como diz, e bem, é lá comigo. Quanto à treta sobre eventuais pretextos, e uma vez que não me conhece, poupe-me a moralismos de pacotilha e não tenha a pretensão de achar que sabe para o que eu preciso ou deixo de precisar de pretextos, mas sempre lhe adianto desde já que, para isto, não preciso.
Cavaco comprou e deteve acções da SLN (que detinha a maioria do capital do BPN e que, por isso, escolhia quem administrava o BPN), comprou as acções da SLN, deteve-as durante um período que envolve as maroscas no BPN e vendeu-as anos mais tarde a um preço negociado individualmente (diferente do preço de mercado) e que lhe garantiram uma valorização acima do normal.
Agora que conhece estes factos talvez perceba melhor a pertinência das perguntas que não foram e deviam ser feitas.
Se quiser ser bondoso com Cavaco a interpretação pode ser que Cavaco foi politicamente estúpido, porque não conhece os que o rodeiam - o que são más qualidades no maior magistrado da nação.
Se quiser ser agressivo poderá ler nos factos que Cavaco lucrou com as maroscas do BPN - lucrou, meteu ao bolso, retirou benefícios, participou ou foi comprado.
À luz disto, as perguntas do assunto parecem mais pertinentes, não parecem? Consegue ver o interesse público do assunto, não consegue?
Caro Francisco, interpretei as palavras da Câncio como uma referência à proximidade entre Cavaco Silva e Dias Loureiro, algo que a resposta da mesma, para surpresa minha - afinal, vindo de quem tanto criticou, e com alguma razão, esse tipo de associações -, confirmou. A sua explicação, apesar de eu não concordar com tudo, é coerente - obrigado.
Apenas um esclarecimento: eu não votei nem votarei em Cavaco Silva, pelo que eventuais bondades políticas não são para aqui chamadas - nem eu sou particularmente bondoso, politicamente, com quem quer que seja.
De
f. a 11 de Março de 2010 às 11:43
confere. lê isto 'q ocorreu com gente com quem s dava tão d perto e com a qual, s não m engano, fez até negócios.' e sai isto 'interpretei as palavras da Câncio como uma referência à proximidade entre Cavaco Silva e Dias Loureiro, algo que a resposta da mesma, para surpresa minha - afinal, vindo de quem tanto criticou, e com alguma razão, esse tipo de associações -, confirmou'. um pretexto, pois.
Um pretexto? Para quê? Não, Fernanda Câncio, é antes uma evidência. Contudo, constato que V. gosta de se ater ao que é acessório; se eu resolvesse presenteá-la com o tal moralismo de pacotilha, dir-lhe-ia que às vezes precisamos disso para eclipsar o essencial; em todo o caso, como a manhã está soalheira - aqui no Porto, pelo menos -, e isso tem sido raríssimo, desejo-lhe apenas um excelente dia.
De
f. a 11 de Março de 2010 às 12:38
carlos, não percebo a q vem a repetição da expressão 'moralisno d pacotilha' -- presumo q seja do seu agrado. quanto ao q leu no q escrevi, ou seja, ao q fez questão d ler ignorando aquilo q estava escrito e aquilo q sabe ser a minha posição, só posso repetir o q já disse. queria encontrar uma fissura na minha atitude geral e encontrou-a onde não existe e ficou contente. q bom. goze o sol, aqui tb está.
Sim, é uma expressão que uso com alguma frequência, o que não significa que goste dela, e muito menos do que ela nomeia. Não leio o que escreve com a intenção que me atribui, e muito menos fico contente quando encontro fissuras na sua atitude geral, porque não é bom; reincido - agora sim - em algo que aqui escrevi em tempos: não me confunda com os maluquinhos que frequentam - abundantemente, devo dizer - o seu espaço. Gozarei o Sol, sim, dentro do possível - faça o mesmo.
De
f. a 11 de Março de 2010 às 15:49
não o confundo c ninguém, carlos. confunde-m é a rapidez c q saltou para a conclusão. e a teimosia c q insiste no seu salto. parece-m q a minha atitude geral o devia ter levado a avançar c mais cautela nesse sentido. pelo contrário, precipitou-s para a prolamação da 'fissura', como alguém q esperava poder fazê-lo. é a esse propósito q falo d pretexto. aliás, s dúvidas tivesse sobre esse entusiasmo a utilização da expressão 'moralismo d pacotilha' tê-las-ia dissipado. paciência.
A expressão 'moralismo de pacotilha' aplica-se à sua frase «às vezes precisamos de um pretexto», e aplico-a novamente quando escreve «como alguém q esperava poder fazê-lo». Mas constato que continua a achar que sabe o que eu penso e o que eu pretendi, e sem dúvidas. Só falta dizer que nunca tem dúvidas e raramente se engana - sendo que neste caso, por sinal, engana-se redondamente. Paciência tem de ter quem aprecia lê-la, porque às vezes é absolutamente insuportável. Tenho bom remédio, é certo, mas ainda me resta alguma paciência e apreço q.b. pelo que escreve quando está ao seu melhor nível.
De
f. a 11 de Março de 2010 às 16:39
quem s arrogou saber o q penso e como penso foi o arlos, com a interpretação q fez. mas chega disto.
Tem razão: chega. Mas, por favor, não seja má e devolva-me o 'C' (ou, por ser para si, o 'c').
De Miguel Braga a 11 de Março de 2010 às 00:27
Não há ninguém que repare nesta senhora?! Tão perspicaz e atenta que ela é?! Ele há de facto gente que passa ao lado de grandes carreiras porque não lhe são reconhecidos os seus méritos...
De
f. a 11 de Março de 2010 às 00:49
a judite d sousa não s tem saído assim tão mal.
De ARibeiro a 11 de Março de 2010 às 21:44
Donde saiu este zombi?
De fernando f a 11 de Março de 2010 às 01:10
Pois não.., e ou eu tresvi ou a Judite tinha umas botas, pelas quais um dia a F. se declarou apaixonada.
De
f. a 11 de Março de 2010 às 01:31
não reparei. na verdade, só ouvi (estava a fazer outra coisa). como eram?
De fernando f a 11 de Março de 2010 às 01:54
Não sei explicar muito bem, sei que são de cano pelo tornozelo, creio que Italianas, muito elegantes e que na altura se queixou do preço.
De
f. a 11 de Março de 2010 às 01:59
não m diga q a judite m roubou a ideia. temos botas iguais, é?
Não, não são as mesmas, as da Judite são de biqueira arredondada, mas o Fernando é um homem atento, há que dizê-lo.
De
f. a 11 de Março de 2010 às 11:44
mas, minha querida, as minhas tb têm biqueira arredondada. ai o caraças.
Não as mesmas, garanto-te.
são da mesma cepa, que eu vi. É impossível confundir
De
f. a 12 de Março de 2010 às 22:35
credo! vi agora uma foto da judite na entrevista e as botas são simplesmente medonhas. na minha modesta opinião, claro está. p não falar da altura: aquilo tem meio metro plo menos. as minhas minhas botas são sem dúvida as mais bonitas do mundo (pelo menos do outono inverno 2009/2010) e arredores.
bom observador, fernando ;)
De Sebastião Dias a 11 de Março de 2010 às 02:45
É sempre um prazer ouvi-la falar com toda a clareza acerca das pressões do governo sobre a comunicação social, seja a existência destas pressões, no caso de Cavaco, ou a ausência destas, no caso de Sócrates.
Continue este bom trabalho, que tanto aprecio. É de jornalismo desta categoria, isento e desinteressado que tanto precisamos em Portugal.
De
f. a 11 de Março de 2010 às 11:45
sebastião, esqueceu-s do comprimido.
De Sebastião Dias a 11 de Março de 2010 às 20:24
Bolas, Fernanda, num comentário seu a uma posta minha pede para marcar encontro comigo para me dar bengaladas, agora diz que me esqueci dos comprimidos.
Decididamente não é um par de botas de tacão alto que a vai tornar numa pessoa mais elegante ou uma jornalista com nível mais elevado.
De
f. a 11 de Março de 2010 às 22:17
tem toda a razão, sebastião. não m lembrava das bengaladas nem d si. mas na verdade acho q precisa das duas coisas: bengaladas e comprimidos. e s calhar d ir dar ema volta.
De
Marco a 11 de Março de 2010 às 22:43
É para estranhar não ter vindo a resposta do "um blog não é um espaço de jornalismo"...
(que tinha vindo bem, entenda-se, senão levo com as bengaladas também - de comprimidos, infelizmente, já ando servido esta semana)
De
f. a 11 de Março de 2010 às 22:55
marco, há evidências q s impõem. essa é daquelas. só mesmo alguém muito perdido nas referências confunde blogues com espaços d jornalismo ou posts/opinião c notícias. mas obrigada na mesma. constipado, é?
De
Marco a 11 de Março de 2010 às 23:14
Constipado, sim, agravado com falta de dormir - já aí vem o fim-de-semana, mas cheira-se-me que os prazos vão derrapar pelo mesmo adentro (e a continuar a vir para aqui para o laró, pior, mas, pronto, é mais forte que eu).
Sim, devia ser óbvio. Mas há que convir que, num blog recheado de bloggers mais ou menos alinhados em quase tudo, e contando com uma jornalista como a f. - que apesar de todo o esforço para se "esconder", não deixa de ser uma figura (muito) pública - seja difícil para algumas pessoas distinguir todos esses "espaços".
Não é que essas pessoas sejam, como direi... pouco inteligentes... é apenas aquilo que, como povo, somos.
Se, às vezes, poupasse no sarcasmo (diz o roto ao nú, mas ok) e desse logo a resposta devida - o que, neste caso, equivaleria à já proverbial bengalada - talvez se chateasse menos e essas pessoas ficassem informadas duma vez por todas.
De j a 11 de Março de 2010 às 11:50
a um esquecem-se de fazer perguntas. ao outro fazem as perguntas mas não responde.
enfim, há quem ande «obnubilado» e outros que parece serem ingénuos. ainda outros, incluindo eu, que somos parvos, parece que somos.
Mas alguem que se interessa pela nossa vida pública estaria à espera de algo surpreendente entre 2 compadres da mesma família política????????
De
f. a 11 de Março de 2010 às 16:37
não faço ideia d qual seja a 'família política' d judite d sousa, e nem sequer m parece relevante saber.
..é até bastante relevante ter mencionado a "família" política da D.Judite porque esta entrevista não é inocente.Trata-se em 1º lugar do lançamento da recandidatura mesmo que Cavaco diga que é cedo e só decide depois de ouvir os seus acessores(os quais na mesma semana se desdobraram em entrevistas com excepção do F.Lima que fica em lista de espera para outra "sacanice"como a do verão passado...!)em 2º lugar é um recado para a semana seguinte:o congresso do PSD ouPPD-PSD(!?) o qual como orfão perdido lá veio com a cantilena:um Presidente,umGoverno e uma Maioria!!!!!!!!!!!
A D.Judite é pois a pessoa certa para o momento certo.
julio pequito
De Pedro Santos a 12 de Março de 2010 às 11:00
Que burrice. Pelo facto da JS ser casada com o Fernando Seara significa que é afecta ao PSD ?
Que lógica primária é essa ?
De
f. a 12 de Março de 2010 às 15:01
não é burrice, é mesmo canalhice. aliás incomoda-m q muitas das críticas q vejo à entrevista assinalem o facto d judite ser casada com seara, como s isso explicasse a má entrevista. a entrevista foi, na minha opinião, mto má: mal conduzida, sem contraditório, de favor e até servil. não decorre daí nenhuma conclusão sobre a entrevistadora senão a d q fez uma má entrevista, típica de um tempo d antena. é uma opinião sobre o desempenho profissional e não sobre a pessoa e mto menos sobre a sua vida privada, q considero off-limits.
Nisso estamos de acordo: uma má entrevista. Mas, em Portugal, há alguém que faça boas entrevistas políticas em televisão? Desde, sei lá, a Margarida Marante, penso que não.
(Há bons entrevistadores - aprecio, por exemplo, do estilo da Ana Sousa Dias -, mas não para a área política.)
De Zola a 12 de Março de 2010 às 12:16
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