Sexta-feira, 12 de Março de 2010


"Luís não avisou ninguém do acto radical. Mas radicalizou, segundo a família e os colegas, os apelos junto da direcção da escola para que resolvesse a indisciplina, em particular naquela turma. Fez várias participações que não terão tido seguimento. O PÚBLICO tentou ouvir a directora da escola, que justificou que só presta declarações mediante autorização da Direcção Regional de Educação de Lisboa. Fizemos o pedido e não recebemos resposta".

 

jornal Público, 12 de Março


11 comentários:
De Anónimo a 12 de Março de 2010 às 17:10
e a quem é que a resposta tem de ser dada?  ao público? e quem é o público para que a directora tenha de se justificar?

mas agora os jornais substituem-se aos tribunais e entidades competentes? fazem justiça?

jornaleiros!


De Alexandra Tavares Teles a 12 de Março de 2010 às 18:29
caro anónimo, tendo em conta alguns jornais, o professor fez várias participações à direcção da escola. É importante saber como respondeu a escola a essas participações ou a esses pedidos de ajuda. Como é importante saber que acompanhamento teve da parte da mesma direcção um professor que, de acordo com o director regional de Educação de Lisboa, tinha uma "fragilidade psicológica" há muito tempo.


De Vega9000 a 12 de Março de 2010 às 18:57
Em relação às participações, convém saber realmente que acompanhamento tiveram e porquê. Quanto à "fragilidade psicológica", não estou a ver qual a responsabilidade que a direcção da escola tem, tirando o facto de talvez avaliar se esse professor tinha condições para lidar com crianças, por muito problemáticas que sejam. Os outros professores dessa turma, também apresentaram participações? Ou souberam lidar com a situação?
É que nem todos têm perfil para professor apesar de poderem possuir as qualificações. Podemos estar perante um caso (extremo) desses. A culpa será sempre dos outros?


De Alexandra Tavares Teles a 12 de Março de 2010 às 20:10
essa é exactamente uma das questões, Vega9000 - avaliar, como diz, se esse professor tinha condições para lidar com crianças. De acordo com o DN, o director de Educação de Lisboa, "o docente apresentava uma "fragilidade psicológica já desde há muito tempo". É tudo isso que precisa de resposta - a direcção tinha conhecimento desses problemas? recebeu as participações do professor? se sim, que resposta lhes deu?


De Vega9000 a 12 de Março de 2010 às 21:06
Outra questão, decorrente dessa quando queremos avaliar responsabilidades, era se a direcção tinha sequer meios ou autoridade para fazer, ou mandar fazer, essa avaliação psicológica, e que consequências poderia ter - embora aqui seja completamente ignorante sobre os poderes duma direcção nessa matéria.
Mas deixo, no entanto, a seguinte pergunta: os que agora berram que "devia ter sido feita alguma coisa" como é que reagiriam se o professor tivesse sido dispensado por não ter condições psicológicas para lidar com miúdos? E se, após ter deixado o ensino por não ter condições de leccionar, se tivesse suicidado à mesma, por se sentir à mesma um falhanço? É que andamos aqui à procura de alguém para responsabilizar, em vez de reconhecer que pessoas psicologicamente frágeis têm, infelizmente, uma certa tendência para se suicidarem. Porque se se tivesse suicidado por um desgosto de amor, responsabilizávamos a namorada que o deixou?


De Manuela Martins a 13 de Março de 2010 às 20:37

Educação Baseada na Consciência Começa a chegar a altura de olharmos com olhos de ver esta nova proposta que dá pelo nome (talvez pouco vulgar) de Educação Baseada na Consciência - ela está a oferecer em todo o mundo a solução para a desestruturação da escola que está na origem de problemas para todos os envolvidos no processo educativo, de que este ...caso é um sinal exemplar. De facto, o stress de professores e alunos, a síndrome de hiperactividade em crianças e adolescentes, a desestruturação de muitas famílias e, no nosso caso, a desorganização generalizada do estado, formam um caldo de cultura cujo resultado só pode ser o fracasso e o desastre, não só para os intervenientes directos neste processo, como para o nosso país como um todo. A EBC está a transformar por completo o ambiente e os resultados escolares nas escolas mais problemáticas em muitos países, através da introdução do Tempo de Silêncio no curriculum diário da escola, dedicado à prática da Meditação Transcendental em dois períodos diários



De Anónimo a 12 de Março de 2010 às 18:58
o seu problema é que parte sempre do ponto errado. estou-me nas tintas para o que vem nos jornais, porque é só lixo. LIXO!!!!!!

já agora, você sabe qual a verdadeira razão que o levou a tal acto?

deve ser bruxa, com certeza...


De Alexandra Tavares Teles a 12 de Março de 2010 às 20:13
precisamente porque não s ei o que levou o professor a tal acto é que faço tantas perguntas. cheio de  evidências e vidências parece estar o anónimo.


De Alexandra Tavares Teles a 12 de Março de 2010 às 20:24
tribunais? que teme o anónimo na pergunta do jornalista? curioso que confunda pergunta com sentença.


De Miguel Braga a 12 de Março de 2010 às 17:54
A resposta foi dada pelo Rogério da Costa Pereira: «a culpa é nossa».


De Niamey a 12 de Março de 2010 às 18:10
o rogério costa pereira não deu resposta nenhuma. foi uma birra momentânea. irritou-se. já lhe passa.


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