Há posts que dizem mais de quem os escreve do que propriamente do sujeito a quem a prosa se quer destinar. Esses posts, que transpiram ódio, são sempre um retrato fiel do dono da voz. São como o algodão (sim, isso…).
Normalmente, quem os escreve está num desatino tal que nem se apercebe que está a mostrar mais de si do que de quem quer atingir. O que é divertido, nesses posts, é que acabam por gerar certezas sobre quem os escreve e dúvidas nenhumas sobre a idoneidade do alvo que pretendiam atingir. Depois, basta fazer o seguinte raciocínio: se alguém tão toldado pelo desamor escreve algo assim, talvez seja também de questionar a fidelidade da análise.
São posts assim que vão ajudando às biografias dos respectivos autores. O último que li tem ainda, à laia de brinde e para que não restem dúvidas, forma de foco de luz na cara quando orientado por um pide . Confessa, Pedro, confessa. Não deixes o senhor naquele afogo.
Isabel Moreira
Miguel Vale de AlmeidaRogério da Costa Pereira
Rui Herbon
