Quinta-feira, 18 de Março de 2010
A Europa em Crise:
(...)
"Há alternativas à desvalorização que passam sobretudo, no curto prazo, pela redução dos salários nominais. Ora isso não é bem uma solução, pois só pagariam a crise os menos abonados dos países menos abonados.
A solução para a crise passa pela transferência de capitais dos países com excedentes nas suas balanças externas para os países com deficits. Não há outra solução para a Europa do euro se ela quiser, como aparentemente os seus cidadãos ainda querem, ser uma união cada vez mais próxima.
As transferências financeiras dentro da Europa são obviamente boas para a economia europeia no seu todo. Que não haja confusão entre transferências financeiras e transferências de riqueza. É a velha lição de Keynes (não confundir com keynesianismo), que não foi seguida no rescaldo da primeira Guerra Mundial, mas que foi seguida no rescaldo da segunda."
De que forma é que o João Galamba pretende que haja transferências financeiras? O Estado alemão tem um deficit nada pequeno (bem superior a 3% do PIB). Quererá o João que o Estado alemão vá pedir ainda mais dinheiro emprestado aos mercados para o oferecer a Portugal?
De resto, se o João quer transferências, elas já hoje existem: os privados alemães investem maciçamente fora da Alemanha. O excedente comercial da Alemanha é maciçamente investido no estrangeiro - tal como não podia deixar de ser: o dinheiro que entra na Alemanha é igual ao dinheiro que dela sai. Por exemplo, os bancos alemães investem maciçamente em títulos de dívida pública grega ee portuguesa. Que mais quer o João que a Alemanha faça? Que nos ofereça o dinheito <i>pro bono</i>?!
Os salários nominais têm de descer dado que a produção é mais baixa. Manter salários é aumentar o desemprego.
Essa coisa dos excedentes é o quê? Obrigar os países que exportam a consumir mais? Obrigar como?
Keynes é muito pior que o Keynesianismo. Keynes só produziu falacias e contradições, os Keynesianos ao menos tentaram pegar naquilo e tentaram produzir alguma coisa com um mínimo de consistência.
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