Terça-feira, 13 de Abril de 2010
Palmira F. Silva

Que «a jurisdição sobre os crimes contra a humanidade está submetida a um debate internacional, e que são muitos os que consideram que uma amnistia estatal não pode invalidar o direito universal».

 

É isso e apenas isso que está em causa na acção que alguns activistas britânicos, com o apoio de Christopher Hitchens e Richard Dawkins, intentam contra Bento XVI. Tão simples quanto processar o Papa por crimes contra a humanidade porque,  «The ICC [International Criminal Court] Statute definition of a crime against humanity includes rape and sexual slavery and other similarly inhumane acts causing harm to mental or physical health, committed against civilians on a widespread or systematic scale, if condoned by a government or a de facto authority. It has been held to cover the recruitment of children as soldiers or sex slaves. If acts of sexual abuse by priests are not isolated or sporadic, but part of a wide practice both known to and unpunished by their de facto authority then they fall within the temporal jurisdiction of the ICC – if that practice continued after July 2002, when the court was established».

 

Não há ataques a nenhuma religião, como carpem muitos, nem ataques a todos os católicos, como pretendem outros tantos. Este é um esforço legal sério para levar a tribunal o homem que todas as evidências indicam ter sido um dos principais responsáveis por uma terrível violação dos direitos humanos de crianças e adolescentes um pouco por todo o mundo. Se não foi, que se defenda das acusações em tribunal. Agora não pode pretender que pelo facto de ser o CEO de uma organização internacional a que, por razões históricas que importaria corrigir, foi atribuído o estatuto de Estado, não está sujeito ao direito internacional.

tags:
69 comentários:
De Nuno Gaspar a 13 de Abril de 2010 às 13:19
"Este é um esforço legal sério para levar a tribunal o homem que todas as evidências indicam ter sido um dos principais responsáveis principais por uma terrível violação dos direitos humanos de crianças e adolescentes um pouco por todo o mundo. Se não foi, que o prove em tribunal"
Ah. Eu também acho que você e os seus coleguinhas são grandes incitadores do ódio religioso e são co-responsáveis por muitos actos terroristas que ocorrem um pouco por todo o mundo. Se não são, um dia destes vão ter que o provar em tribunal.


De Marco a 13 de Abril de 2010 às 13:35
Não sabia que estes casos eram numa widespread or systematic scale. Os tais 6% ou 7% de padres pedófilos é widespread? Ou é systematic? O que é que consideraríamos por 60% ou 70%? Epidemic?


De Anónimo a 13 de Abril de 2010 às 13:59
Admiram-se, depois, das comparações com os anti-semitas... 


De foda-se! a 13 de Abril de 2010 às 14:09
"Agora não pode pretender que pelo facto de ser o CEO de uma organização internacional a que, por razões históricas que importaria corrigir, foi atribuído o estatuto de Estado não está sujeito ao direito internacional"

Você é asquerosa! nojenta! vá para o caralho que a foda!


De Palmira F. Silva a 13 de Abril de 2010 às 14:26
Aprovei este comentário, uma vez sem exemplo, para pedir, se não fosse de todo incompatível com as convicções religiosas e certezas absolutas de muitos católicos que por aqui comentam, que tentassem argumentar os posts, não insultar quem os escreve.

É uma maçada ter de apagar um ror de comentários como o supra referido cada vez que se critica a religião católica.


De Paula R. a 13 de Abril de 2010 às 14:35
em feito para o sr. f... que publicou


De Paula R. a 13 de Abril de 2010 às 14:44
Bem feito para o sr. f... que  publicou


De Guilherme Pereira a 13 de Abril de 2010 às 14:22
Subscrevo na íntegra este texto - esclarecedor e brilhante, de resto.


De Fortuna a 13 de Abril de 2010 às 14:28

Isto apenas prova o broncos que sao esta escumalha.

A propósito, o alcoólico Hitchens vai levar a tribunal quem patrocinou a guerra do Iraque que ele apoiou??


De Guilherme Pereira a 13 de Abril de 2010 às 14:33

EM TEMPO, Palmira

Por alma de quem editou o comentário abjecto de um anónimo que ainda por cima se serve de um blogue decente para bolsas imundícies?

A liberdade, ou a interactividade, digo eu, não foram feitas para exercícios destes e, desculpar-me-às, seria a ti que competiria não publicar aquele vómito.

É a ti que critico.


De Palmira F. Silva a 13 de Abril de 2010 às 14:46
Caro Guilherme:

Eu e os meus colegas de blog estamos fartos de apagar lixo deste e não apenas de um devoto comentador, de vários. Aliás, comparado com alguns dos mimos que esses crentes nos endereçam, este é de menino do coro. Maça-me acima de tudo a superioridade moral que alguns destes canos do esgoto se arrogam às claras em contraste com os insultos que debitam nos comentários que pensam iremos censurar.


De Paula R. a 13 de Abril de 2010 às 14:42

sem tirar nem pôr ... a questão é   mesmo essa não há ataques ! Quem nos dera a todos nós, que não houvesse lugar às criticas que a ICAR tem recebido... seria um bom sinal. O sinal de que cada um viveria em paz com as suas convicções, uns religiosas outros não religiosas, sem atropelos, sem injustiças nem desrespeitos


De Miguel Braga a 13 de Abril de 2010 às 14:56
Nada como um caso destes para ficar conhecido! Para quem não conhecia estes dois ficou a conhece-los.
E já agora o Papa não é nenhum CEO. Por muito que isso não lhe agrade, o Estado do Vaticano é reconhecido por tantos países como os que reconhecem o Estado Português. Não lhe agrada? paciência.


De S a 13 de Abril de 2010 às 15:01
Chame-lhes também alcoólicos como fez o Fortuna!


De Paula R. a 13 de Abril de 2010 às 15:16

o tipo só responde ao que lhe interessa e como lhe interessa ... capacidade argumentativa ZERO. Andam a ectasys para acalmar a dor !!!


De Miguel Braga a 13 de Abril de 2010 às 15:44
Queria que comentasse o que lhe agrada a si?! Queria que argumentasse com o que lhe agrada?! Se quer isso, faça um blog só para si, e não deixe colocar comentários a não ser os seus.
Quanto à capacidade argumentativa, gostei sobretudo dos seus argumentos. Ups! não tem nenhum! Desculpe.


De Paula R. a 13 de Abril de 2010 às 16:28
Miguel Braga bastava-me que fosse honesto ! Como está claro que só dá ouvidos ao que vem do clero … então pronto aqui vai o extrato de um depoimento do Bispo das Forças Armadas, para que veja que no meio de tudo isto, ainda é possivel pertencer à igreja e ser-se digno:

DN: Reconhece que houve ocultação de muitos casos para evitar desgastar a imagem da Igreja?

Bispo das Forças Armadas: Não tenho a mínima dúvida! Houve ocultação. Eu escrevi, tenho escrito várias coisas, houve ocultação (Bispo das Forças Armadas)
E veja o resto em http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/discursodirecto.aspx?c (http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/discursodirecto.aspx?c)


De Miguel Braga a 13 de Abril de 2010 às 16:41
Irra! e ela a teimar no mesmo! Onde lê que eu não concordo que houve tentativa de ocultação dos crimes? Onde lê que eu não concordo com o que diz o Bispo?


De Palmira F. Silva a 13 de Abril de 2010 às 16:51
Mau... O Miguel está a perder assim um poucochinho a coerência, não lhe parece?


De Paula R. a 13 de Abril de 2010 às 17:00
ora , ora eu não dizia que o que o Miguel B. estava à espera era de ouvir a história pela boca do clero ?
Pronto já se lhe fez luz !!! Aleluia


De Paula R. a 13 de Abril de 2010 às 16:53

Não se enerve Miguel Braga, vou soletrar mais devagarinho  e agora preto no branco, para acabar a discussão:


Qual a relevância conclusiva, para a questão em análise quando refere repetidaaaamenteeee  que ainda não foram a julgamento???? A questão não é se ainda não foram ( estes últimos que têm saltado para a ribalta) porque todos sabemos que ainda não foram !!! Se reconhece que houve encobrimento então discutimos o quê ???? Praí o direito ao sexo dos anjos não?



De Miguel Braga a 13 de Abril de 2010 às 18:32
Desisto. Tá-se a ver que a senhora só lê os seus comentários e supõe os dos outros. Quanto à relevância conclusiva do facto de dizer que ainda não foram julgados, entende-la-ia se soubesse um pouco de direito. Um crime julgado uma vez, não pode voltar a ser objecto de outro julgamento, logo condenação. Ninguém pode ser julgado duas vezes pelo mesmo crime. Aqui vai a conclusão: se se diz que a ocultação já foi julgada, ela não pode voltar a sê-lo. Percebe agora? Ou seja, não pode haver uma acção seja em que tribunal for sobre um crime que já foi julgado. Mas como ele ainda não foi julgado, daí a possibilidade que coloca este grupo apoiado por estes dois senhores.
Agora uma coisa mais lógica: se a ocultação já foi provada e julgada em tribunal porquê agora se falar de condenação da Igreja pelo crime exactamente de ocultação? Não se fala agora disso exactamente porque somente agora se ficou a saber que em vários casos a Igreja tentou oculta-los? Entendeu agora ou quer desenho?


De Paula R. a 13 de Abril de 2010 às 18:58

Mas falavamos exactamente de quê ????
Agora vem-me com Direito Penal para cima. Ando cá desconfiada que vc. é ciclotimico .Olhe desisto ... não percebo patavina do que está para ai a dizer.


De Miguel Braga a 13 de Abril de 2010 às 19:17
Já lhe tinha dito há muito que vc sofre de iliteracia. E isso não se cura lendo somente blogs... É curioso que este post abordando uma questão de Direito Penal,  os comentários falando disso deixam a senhora admirada. Vá lá comprar a «Maria»!, que não se chateia tanto.


De Palmira F. Silva a 13 de Abril de 2010 às 15:13
Vamos lá a a ver, se, por exemplo, o rei da  Arábia Saudita, para resolver problemas internos, resolvesse dar estatuto de Estado a uma (pequena) parte de Meca, e Bin Laden fosse o chefe desse estado, o Miguel tb diria que Bin Laden deveria ter imunidade diplomática e portanto não deveria responder pelos seus crimes?


De Miguel Braga a 13 de Abril de 2010 às 15:42
Onde é que a Palmira leu isso nas minhas palavras!
Não falei de ser justo ou injusto a sua imunidade. O que falei é que ele não é nenhum CEO como disse, e que o Vaticano é uma Estado, não com o meu reconhecimento, o seu reconhecimento ou o reconhecimento do Bin Laden. Mas sim reconhecido pelos seus pares, ou seja, outros Estados. Não lhe agrada? Paciência.


De Palmira F. Silva a 13 de Abril de 2010 às 15:59
Meu caro Miguel Braga:

Sabe em que contexto foi criado o Vaticano e quais foram os Estados que imediatamente o reconheceram???

o Vaticano só é um Estado devido aos bons ofícios de Mussolini que pretendia resolver a famosa "questão romana" para ter o apoio da ICAR na tomada do poder em Itália Mais concretamente,  o Tratado de Latrão, foi um expediente político encontrado por Mussolini para acabar com a oposição.

Por isso, Mussolini foi o «Homem da Providência» como se lhe referiu Pio XI em 20 de Decembro de1926), enviado pela Providência divina, porque, como o então arcebispo Roncalli, depois João XXIII, proferiria em 1939 (Mons. Roncalli, Carta à família, em 25 /12/39, apud Hebblethwaite, Giovanni XXIII, Rusconi Milano, 1989, p. 230).
«Benditos nós em Itália. Desta vez é preciso mesmo dizê-lo: há uma mão que guia o Duce pelo bem dos italianos. Eu creio que Deus queira recompensar governantes e súbditos pela paz feita com a Igreja (…) E é preciso que sejamos reconhecidos a Mussolini. Quantos homens de Estado houve na Itália antes dele! Os Papas sempre estiveram dispostos à conciliação, mas sempre faltou o homem capaz de lhes corresponder da parte do Estado».

Em Outubro de 1926 Pio XI e Mussolini dão início às negociações que culminam com a assinatura do tratado de Latrão em 11 de Fevereiro de 1929, que cumpre integralmente as exigências, políticas e não só, de Pio XI, expressas no «plano oculto de Deus» - «Ubi arcano Dei consilio», a primeira encíclica de PioXI, datada de Dezembro de 1923.

Pelo tratado, não só é criado o estado soberano do Vaticano como o catolicismo é declarado a religião oficial do país, o ensino religioso passa a ser obrigatório nas escolas italianas e é proibida a admissão em cargos públicos dos sacerdotes que abandonassem a batina. Para além disso, é oferecido uma indemnização monetária vultuosa a Pio XI, supostamente pela perda da soberania nos Estados Pontifícios.

Ou seja, de facto o tratado de latrão são três documentos,

1. Um tratado político estabelecendo o estado da Cidade do Vaticano;
2. Uma concordata regulando a posição da Igreja Católica e o estatuto da religião católica no Estado italiano (e só em 1978 o catolicismo deixou de ser religião de Estado em Itália).
3. Uma compensação financeira pela emancipação dos Estados Pontificios que a Igreja reinvidicava serem seus.


De Miguel Braga a 13 de Abril de 2010 às 16:08
Obrigado pela referência histórica. Só vem provar o que eu disse: o Vaticano é um Estado. Se a origem não é digna, no seu entender e segundo aqueles que são as únicas razões históricas que justificam isso, não é o assunto que está em causa. Gostava é que me provasse que o Vaticano não é um Estado reconhecido. Que é o que estávamos a conversar. Daí a referência ao CEO, por muito que não lhe grade, ser descabida e infantil. Se o Vaticano é um Estado que não lhe agrada, paciência! Se haja que não o deve ser, organize um movimento que reivindique isso mesmo. Na verdade a mim tanto me dá como se não dá que seja ou não seja um Estado.


De Palmira F. Silva a 13 de Abril de 2010 às 16:16
Entre os primeiros Estados a reconhecer o vaticano como seu par foi a Alemanha de Hitler. Que precisava de votos para  conseguir a "Ermächtigungsgesetz" (Lei de habilitação de grandes poderes), permitida pela Constituição de Weimar em condições excepcionais.

Hitler  negociou com os deputados do Zentrumspartei (partido católico, cujo líder era o padre Ludwig Kaas) o voto a favor da lei pra conseguir os 2/3 necessários para conseguir a aprovação. O Zentrum aceitou votar a favor da lei se o NSDAP concedesse privilégios à igreja católica, reconhecesse o recém criado estado do Vaticano e assinasse com ele  uma concordata.

A lei foi aprovada e o NSDAP ganhou plenos poderes e dissolveu o Reichstag. Em simultãneo o Vaticano começou a negociar a concordata (Reichskonkordat) com a Alemanha: durante as negociações, sacrificou o Zentrum, então o único partido significativo que o NSDAP não tinham proibido.

Em 5 de Julho de 1933, o Zentrum dissolveu-se por solicitação da hierarquia católica, deixando o caminho livre para o NSDAP, então partido único. Os nazis assinaram então a concordata com o Vaticano., ou antes, com a "Santa" Sé. Pelo acordo, ficavam reconhecidas as Concordatas anteriores assinadas com os estados alemães  católicos (Baviera, Prússia, Baden), a Igreja Católica gozaria de plena liberdade religiosa no Reich, as faculdades de teologia seriam mantidas nas universidades estatais, assegurava-se a educação religiosa nas escolas, mesmo as não-confessionais, possibilitava-se a ação pastoral nos hospitais e no Exército e prometia-se a proteção das associações católicas com finalidades religiosas, culturais, educativas e profissionais. Em contrapartida, o episcopado deveria reconhecer a legalidade do novo regime, os bispos nomeados pelo Papa deveriam prestar juramento ao Estado antes de assumirem suas dioceses e o clero não poderia envolver-se em qualquer tipo de política.


De Miguel Braga a 13 de Abril de 2010 às 16:34
Palmira, não se canse de dizer sempre o mesmo: o Vaticano é um Estado. Foi-o para a Alemanha de Hitler como o é para a Alemanha de Merkel; é-o para o EUA de Obama como o foi de Clinton; foi-o para Franco como o é para Zapatero. Não lhe agrada, paciência! Vá comece a organizar o Movimento, se não fica-lhe mal chamar de CEO ao responsável do Estado do Vaticano. 


De Miguel Braga a 13 de Abril de 2010 às 18:35
Mas já agora: só conhece Concordata e reconhecimento destes dois Estados?


De Guilherme Pereira a 13 de Abril de 2010 às 18:03

Lambe-botices não são comigo, Palmira.
Mas este teu comentário a um "comentador" é genial.

(...invejo-o, invejando-te...)

:)


De José Basílio a 13 de Abril de 2010 às 14:59
"Se não  foi, que o  prove em tribunal".  Pensava que quem   acusa é que tinha de provar e que   todos são inocentes até prova em contrário.
Ou estarei errado?


De Palmira F. Silva a 13 de Abril de 2010 às 15:10
Meu caro:

Já foi provado em tribunal, várias vezes, que houve encobrimento dos crimes de pedofilia por parte da hierarquia da Igreja. Aliás, nos Estados Unidos várias dioceses abriram falência para não pagar as indemnizações a que o tribunal as condenou.

Bento XVI não foi condenado porque G.W.Bush concedeu-lhe imunidade diplomática; na Irlanda, onde tb foi provado o crime de encobrimento, o governo fez o mesmo em relação a todos os envolvidos no escândalo de pedofilia.


De Miguel Braga a 13 de Abril de 2010 às 15:13
Anda equivocada a senhora. Em nenhum tribunal foi provado que houve encobrimento da parte de alguém. Os tribunais julgaram e/ou não condenaram casos concretos. Por muito que lhe possa parecer o contrário, com tanta notícia, o encobrimento ainda não foi a julgamento.


De Palmira F. Silva a 13 de Abril de 2010 às 15:21
Sério? Então porque é que as arquidioceses foram obrigadas a pagar indemnizações às vítimas dos abusos sexuais de indíviduos?

Leia, por exemplo, <a href="http://www.bishop-accountability.org/ma-boston/archives/PatternAndPractice/">o que aconteceu em Boston</a>:

Over 45,000 pages of archdiocesan documents have been released in Boston, showing the archdiocese's policies and procedures regarding more than 141 priests accused of sexually abusing minors. A very useful summary of those documents and their significance is a July 21, 2003 Memorandum filed on behalf of Gregory Ford et al. in their case against Bernard Cardinal Law et al.

The Memorandum examines the characteristic records of 26 priests and alleges that Cardinal Law, Bishop McCormack, Bishop Daily, <b>and the RCAB not only failed to take action to curtail abuse, but also took action that fostered abuse and purposefully concealed their own misdeeds</b>.


De Miguel Braga a 13 de Abril de 2010 às 15:58
Não pensei que a Palmira andasse tão longe de conhecer a estrutura da Igreja, e mais ainda verde sobre este assunto. Para quem fala de «cima da burra»... Posso tentar explicar-lhe alguma coisa: o entendimento jurídico sobre a Diocese e Paróquia (estrutura celular da Igreja) tem entendimento diferente de país para país. Por exemplo, em Portugal as Paróquia têm personalidade jurídica, ou sejam são sujeitos activos e passivos de actos jurídicos e administrativos. Cá as Dioceses somente na última Concordata é que passaram a ter personalidade jurídica. De tal forma é assim, que por exemplo as Finanças relacionam-se directamente com as Paróquias não com as Dioceses. E as obrigações fiscais são das Paróquias não das Dioceses (embora estas em determinados actos agora também o tenham). Neste entendimento o Padre é «empregado» da Paróquia não da Diocese.
Nos USA não é assim. As paróquias não têm personalidade jurídica, mas somente as Dioceses. De tal forma que as paróquias não têm, por exemplo, contabilidade própria, mas são obrigados a apresentar contas na Diocese, e esta é que as apresenta ao Estado. Neste entendimento, o Padre é «empregado» da Diocese. No regime jurídico do USA a culpabilização dos crimes de pedofilia passou a ser responsabilidade não somente individual, mas também do «empregador», a Diocese. Cujas indemnizações foram exigidas a estas. Se recorda, as indemnizações aconteceram em todos os casos de pedofilia, quer estes fossem do conhecimento da Diocese ou não. As Dioceses foram condenadas a pagar por actos de pedofilia não por terem encoberto alguém. Se assim fosse fazia sentido estarmos agora a falar de encobrimento? E se as dioceses já tinham sido condenadas por esse crime, iam sê-lo outra vez, noutro tribunal? Conhece algum crime que possa ser condenado em dois tribunais diferentes, o mesmo crime?


De Palmira F. Silva a 13 de Abril de 2010 às 16:19
Meu caro:

Que parte de Cardinal Law, Bishop McCormack, Bishop Daily, and the RCAB not only failed to take action to curtail abuse, but also took action that fostered abuse and purposefully concealed their own misdeeds não percebeu para eu traduzir?


De Miguel Braga a 13 de Abril de 2010 às 16:36
faça favor.


De Palmira F. Silva a 13 de Abril de 2010 às 16:54
pois, já lhe fiz esse favor lá em cima ,onde reconhece que houve encobrimento dos crimes de pedofilia por parte da Igreja... estou totalmente baralhada: o Miguel parece que pensa que a  hierarquia da Igreja cometeu crimes mas que não deve responder por eles e que quem isso o sugere só pode estar a atacar a Igreja...


De Miguel Braga a 13 de Abril de 2010 às 19:08
Compreendo que ler tantos comentários a possa deixar baralhada, mas dos meus em nenhum lê que eu considere que quem ocultou não deva ser julgado. Fiz até agora considerações sobre o modo como se refere ao chefe de um estado e sobre o facto de dizer que já foram provadas em tribunal (suponho que queira dizer tb julgadas) acusações de ocultação. No qual corrigi a primeira e discordei da segunda.


De Paula R. a 13 de Abril de 2010 às 19:34
Olhe Miguel Braga, está ai mesmo acima um coment da Palmira F.Silva a um post da Ana Matos Pires, direitinho para si .... ora espreite lá. E tenha um bom fds

 


De Miguel Braga a 13 de Abril de 2010 às 21:49
Não pode situar melhor. É que não encontro. Para fds ainda falta muito...


De Guilherme Pereira a 13 de Abril de 2010 às 18:52
Ilustre católico Miguel Braga:

Muito que aprecio essa sua garra em defender o indefensável - é obra e, digamos com palavreado machista, é de homem.

A Palmira está a dar-lhe tempo de antena e faz muitíssimo bem: a sua bravura em combate merece a distinção, tenho que reconhecer.

Reconheço igualmente justo - segundo li no "Inimigo Público" - que durante a discreta visita do Presidente ( lido à Herman) da Junta daquela praça onde se acontonou o Vaticano lhe tenha sido incorporada uma visita de helicópetro ( das Forças Armadas?) por cima da nossa Casa Pia.

A de Lisboa.   


De Guilherme Pereira a 13 de Abril de 2010 às 19:10

Esqueci-me, espero ir a tempo.
Além da visita aérea do senhor bento a sobrevoar a Casa Pia de Lisboa, segundo li num insuspeito jornal de referência e referi no comentário anterior, e visto que o Papa, seguramente representante de deus na Terra, é o nosso concidadão mais perto do firmamento onde as estrelas brilham, cá para mim e segundo as noções elementares que tenho das coisas de voar, será mais que certo que o já aludido Bento ( maiúsculas agora, que o respeitinho é mto bom) também sobrevoará uma estrela muito especial de Lisboa.
A de seis pontas, vulgarmente conhecida por Penitenciária ou Estabelecimento Prisional de Lisboa - é sempre bom prepararmo-nos para não ser surpreeendidos pelo pior.

O Milosevic que o diga...    


De Miguel Braga a 13 de Abril de 2010 às 19:12
Talvez seja muito útil para perceber que lá não encontra padres, mas sim políticos, jornalistas, médicos, os tais homens reputados da praça de Lisboa. Cuja Justiça Portuguesa há mais de cinco anos tenta, de forma ignóbil, manchar a dita reputação.


De Guilherme Pereira a 13 de Abril de 2010 às 19:57

Não encontro padres nas cadeias portuguesas, é isso ilustre Braga?

Cheio de razão.

Bem que podem entrar - mas piram-se.

Assim aconteceu, por exemplo, com o padre Frederico Cunha( cumpria pena na única prisão de segurança máxima de Lisboa, a de Vale Judeus), padre esse que, além de ter abusado de crianças ( cobri como jornalista esse julgamento e sei do que falo) e de permeio ainda assassinou um adolescente.

Que faz ele agora?

Dá catequese no Rio de Janeiro a miúdos de uma igreja.

E antes?

Foi publicamente defendido pelo então Bispo do Funchal.

Topa, ilustre?  


De Miguel Braga a 13 de Abril de 2010 às 21:45
O meu comentário foi uma resposta à primeira visita aérea, a sobre a Casa Pia. se ele aparece a seguir à referência à visita à cadeia, não me culpe a mim, mas quem gere o blog... não sou culpado de tudo, calma!


De Paula R. a 13 de Abril de 2010 às 19:37

não sabia que quem diz Miguel Braga  diz CRUZADO ? São sinónimos


De Paula R. a 13 de Abril de 2010 às 15:25
Miguel Braga, a questão é mesmo essa ... porque não foram ainda a julgamento? Você tem mesmo uma grande lata e é profundamente hipócrita no que diz. Então não há encobrimento ???? Daqui a pouco tb. o ouvimos  dizer que crimes tb. não .

Acha que o seu Deus aprova o que anda para aqui a defender ????


De nuvens de fumo a 13 de Abril de 2010 às 15:41
Acha que deus permitiria estes crimes ?
É óbvio tudo ser uma maquinação.

lá iria o santo padre andar a deixar que se encobrissem uns aos outros....


De ana a 14 de Abril de 2010 às 00:10
Que se cobrissem, quer o nuvem dizer...


De Miguel Braga a 13 de Abril de 2010 às 16:03
A senhora deve andar a dormir ou sofre de iliteracia... Onde é que lê que eu disse que não houve encobrimento dos crimes?! Eu somente disse que «o encobrimento ainda não foi a julgamento»! O que foram julgados foram casos concretos de pedofilia. Pelas suas palavras percebe-se a confusão que muita gente faz sobre estas matérias... Fala-se de alhos e saem bugalhos...


De Paula R. a 13 de Abril de 2010 às 16:35
É isso mesmo Miguel Braga - AINDA NÃO FOI A JULGAMENTO e não se pergunta porquÊ???????


De Miguel Braga a 13 de Abril de 2010 às 16:48
Mas afinal o que quer discutir a senhora? se já foi a julgamento ou não? ou o porque de ainda não ter ido a julgamento? Decida-se.


De Palmira F. Silva a 13 de Abril de 2010 às 21:14
Se calhar a(s) senhora(s) gostaria(m) de que nos calhassem na rifa, já não digo católicos como o que abaixo cito, mas que pelo menos tivessem um poucochinho de vergonha na cara e não desatassem a insultar tudo o que mexe e se atreve a falar da coisa.

Do National Catholic Reporter

Credibility gap: Pope needs to answer questions


De Romeu a 13 de Abril de 2010 às 16:11
"Bento XVI não foi condenado porque G.W.Bush concedeu-lhe imunidade diplomática;"


Bento XVI nem sequer foi julgado, sabe lá se teria sido condenado ou não!


De Palmira F. Silva a 13 de Abril de 2010 às 16:44
ops, queria dizer julgado, claro.


Comentar post

Autores
Alexandra Tavares-Teles
Ana Matos Pires
Ana Vidigal
Diogo Serras
Domingos Farinho
Fernanda Câncio / f.
Filipe Nunes
Gonçalo Pires
Hugo Mendes
Inês de Medeiros
Inês Meneses
Irene Pimentel
João Cóias
João Galamba
João Pinto e Castro
Maria João Guardão
Mariana Vieira da Silva
Palmira F. Silva
Paulo Côrte-Real
Paulo Pinto
Shyznogud
Tiago Julião Neves

Arquivo

Isabel Moreira

Miguel Vale de Almeida

Rogério da Costa Pereira

Rui Herbon

correio | twitter | facebook

Maio 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9


22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


artigos recentes

História(estória) de F***...

bem-vindos ao maravilhoso...

E agora, completamente a ...

ligar os pontos

Frase Pró Infinito e Mais...

frase Twilight Zone do di...

frase Twilight Zone do di...

errar outra vez, outra ve...

vamos por partes

O que é isto?

Do twitter para aqui: cor...

Sim sim, o gajo só ligou ...

O que parece é?

têm medo de quê?

pobreza estrutural

últimos comentários
always.
obrigada, valter. all my children, como diz o aust...
Eu, quando pago os meus impostos, é para pagar a s...
Uma frase com o selo oficial da ignorância e da ca...
A prova de que não delira são os coments excitadís...
só memo naquela da "verdade": falência? oi? se a r...
Revelador o autor ou amigas deixarem passar este c...
bom dia, pode meter o socrates antes da MMG ou dps...
Bom dia, nao andou longe do que eu sinto pelos def...
Que nunca o erro seja mera mentira, é quanto se po...
arquivo
tags

todas as tags

outros lugares
Subscrever feeds