Intervim, em reunião do Grupo Parlamentar do PS, perguntando por que não há sessões da A.R. nos dias da tolerância de ponto. Foi-me dito que a mesma se aplica aos e às funcionári@s da Assembleia, a partir da decisão do Governo, e não aos e às deputad@s. E que a presidência da Assembleia achou que aquele facto tornaria difícil o normal funcionamento. Faz sentido pragmático; mas não político, uma vez que a A.R. é um órgão de soberania.
(à saída da reunião vári@s jornalistas abordaram-me. Perguntei porquê. Disseram-me que tinham sabido que me pronunciara “contra a tolerância de ponto”. “Mas como souberam? Estou a sair de uma reunião privada”. Sorriso irónico como resposta. Recusei prosseguir o assunto, mesmo sabendo que a fuga de informação de reuniões é um modus operandi instituído. Mas isto é como a tolerância de ponto: o “sempre se fez” e o “não tem importância” não podem bastar como explicações.)
De Anônimo a 16 de Abril de 2010 às 10:03
Tal e qual a violação do segredo de justiça. Sempre se fez...
De António Parente a 16 de Abril de 2010 às 10:24
Há por aí catolicofobia para dar e vender. Ou toma uma iniciativa legislativa para proibir toda a qualquer espécie de tolerância de ponto (acaba com a terça-feira de carnaval, por exemplo, com a véspera de natal e a tarde de quinta-feira antes da páscoa) ou então assume uma atitude de intolerância anti-religiosa. Parece-me que optou pela segunda via. Registe-se.
Tem toda a razão, António Parente. Esta malta jugular são laicistas de meia tigela. O que deveriam fazer era abolir os feriados religiosos todos. É essa a solução que defendo.
De Paula R. a 16 de Abril de 2010 às 11:16
António Parente tem de ser mais rigoroso com as palavras que escolhe ... não é catolicofobia ! É catolicoMANIA .
Eu por mim, dava-me é jeito juntar estes pontéus todos e fazer uns fins-de-semana prelongados ... a sexta é o meu dia preferido para juntar ao sábado e domingo ! Assim sim, podia-se falar de liberdade i/religiosa
Exatamente Paula R., o que eu (e o Movimento Liberal Social) defendo é que se abulam os feriados religiosos todos e que sejam substituídos por dias extra de férias.
Assim, quem quisesse (e não fosse religioso devoto e praticante) deixaria de respeitar os feriados religiosos e passaria a tirar uma sexta-feira de vez em quando, cada pessoa a sua. As empresas permaneceriam sempre abertas, mas às sextas e segundas-feiras haveria sempre um ou outro trabalhador que estaria de férias...
Isso sim, seria um estado laico, mas respeitador da liberdade religiosa de todos (e não apenas dos católicos).
De António Parente a 16 de Abril de 2010 às 11:45
Sou contra os dias de férias extra, Luís Lavoura. Essa é uma medida demagógica e populista. Empresas a funcionar a meio-gás à segunda e sexta-feira dava cabo da economia. Acabem-se com todos os feriados. Os dias de férias actuais são suficientes.
António Parente,
o ótimo é inimigo do bom. A política é a arte do possível.
Acabar com os feriados sem os substituir por dias de férias extra seria, claramente, diminuir o tempo total de descanso. A população não gostaria nada disso.
As empresas já hoje manipulam os seus trabalhadores por forma a que eles tirem todos os dias de férias no mesmo dia. Isso continuará a acontecer, qualquer que seja o número total de dias de férias. Ou seja, embora formalmente as pessoas passassem a ser livres de tirar as sextas-feiras que quisessem, na prática não seria assim. Na prática o que aconteceria seria que os patrões combinariam com os trabalhadores o fecho das empresas em certos dias (que em muitos casos até coincidiriam com os atuais feriados religiosos).
De António Parente a 16 de Abril de 2010 às 13:46
Luís Lavoura
A população também não gostaria de ser despedida sem justa causa e aí o Luís parece não ter hesitações em ir contra os interesses das populações.
De António Parente a 16 de Abril de 2010 às 11:31
Engana-se, Paula R. Sou pela abolição dos feriados religiosos e civis. Sem distinção. Ficávamos todos em igualdade de condições.
De Paula R. a 16 de Abril de 2010 às 11:38
De Paula R. a 16 de Abril de 2010 às 11:47
antónio Parente, tb. nem 8 nem oitenta, homem ... um feriado aqui outro acoli são retemperadores...
De Niamey a 16 de Abril de 2010 às 12:12
O mal (subjectivo claro) começa no convite ao papa para vir cá mas a partir do momento em que vem também não estou a ver outra forma de garantir a segurança e o funcionamento logístico dessa visita. o papa dá, por exemplo, uma missa no terreiro do paço, cerca de dois milhões de pessoas devem comparecer. não sei mas talvez seja mais seguro que as vias estejam desimpedidas de carros, que os ministérios, mesmo ali, estejam fechados. eu compreendo as críticas feitas a estas tolerâncias de ponto numa altura em que nos obrigam a resolver uma crise económica. de facto são ridículas, as tolerâncias, mas do ponto de vista do governo que tem de garantir a segurança na circulação destas e de todas as pessoas, da segurança do próprio papa e da logística toda também não vejo grande alternativa.
a vinda do papa é um facto consumado. o governo tem de garantir a segurança de uma operação destas. não tenho a certeza mas deverá ter sucedido o mesmo aquando da vinda de joão paulo II. não percebo este exagero indignativo...agora.
De Margarida Matos a 16 de Abril de 2010 às 15:36
Boa Niamey
Não concordo habitualmente com as suas opiniões, mas reconheço, sendo tolerante que tem todo o direito a tê-las.
O que se está a passar aqui é uma indignação odienta que até mete dó.
O jacobinismo republicano ao rubro. Pena, 100 anos depois não se concretizou o que Afonso Costa confidenciou a um familiar meu, de que dentro de 50 anos (portanto até 1960) não haveria uma Igreja aberta em Portugal. Viu-se!
De Romeu a 16 de Abril de 2010 às 17:16
São as Igrejas e as berguilhas dos padres que continuam abertas!
Só as bocas dos bispos e do Papa para denunciar e impedir essas situações é que fechou!
Pois, a fuga de informações é um modo de vida instituído, cá em Portugal. Inclusivamente no sistema de justiça. É uma pouca-vergonha institucionalizada.
O Miguel é deputado.
A tolerância de ponto é um arbítrio governamental, mas o Miguel tem o direito de contribuir para fazer leis.
Em vez de se revoltar contra esta tolerância de ponto, eu sugiro ao Miguel que seja verdadeiramente laicista, e não apenas superficialmente laicista: proponha uma lei que abula o feriado nacional do dia do Corpo de Deus e que abula o feriado nacional do dia da Assunção de Nossa Senhora (15 de Agosto). Só esses dois, para começar. E que substitua esses dois feriados nacionais por dois dias de férias extra para todos os trabalhadores.
Isso sim, seria ser laicista a sério.
De Romeu a 16 de Abril de 2010 às 17:17
Isso é que era!!! =D
De isso é que era a 16 de Abril de 2010 às 21:52
o quê? por um deputado a trabalhar????? LOL. Isso já é fantasia..
De corrigenda a 16 de Abril de 2010 às 11:24
Ao contrário do que lhe disseram, a tolerância de ponto na AR não foi decidida pelo Governo, mas sim pela Conferência de Líderes realizada no dia 13 de Abril. Onde se decidiu que existiria tolerância de ponto na tarde do dia 11 de Maio, durante o dia 13 de Maio e os Deputados do Norte do país não teriam falta no dia 15 de Maio.
De Fatima a 16 de Abril de 2010 às 11:42
Desculpe Miguel Vale de ALmeida, fuga de informação??? Valha-nos Deus! Só que não leu o Jugular nos últimos 2 dias não percebeu que Miguel Vale de ALmeida iria concerteza falar disso ou em privado ou em público. Não somos tontos.
De Luís a 16 de Abril de 2010 às 13:53
Com certeza e não "concerteza". Nem Fátima lhe vale!!
De Anónimo a 16 de Abril de 2010 às 12:29
Depois do que escreveu aqui no blog sobre a tolerância acha que houve uma fuga de informação?? Não há pachorra... Uma vez vítima, vítima toda a vida.
Não se deverá ler "tinham sabido que me pronunciara “contra a tolerância de ponto”" no contexto do post? "tinham sabido que me pronunciara" - lá dentro da sala de onde o Miguel saía, certo?
De Anónimo a 16 de Abril de 2010 às 16:30
Desculpe, mas não lhe parece previsível que quem ulula contra a tolerância publicamente manifeste a mesma opinião numa reunião onde o tema é tratado?? E mesmo que assim não fosse, parece-lhe normal que alguém que não tem o mínimo problema em dizer o que pensa num blog fique incomodado por se saber que foi coerente na dita reunião? Sabe... as regras do sigilo nunca se aplicam a factos notórios...
De Anónimo a 18 de Abril de 2010 às 12:26
Que maneira parva de escrever
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