Terça-feira, 27 de Abril de 2010
Miguel Vale de Almeida

O artigo de José Vítor Malheiros (excepto numa coisa: as tomadas de posição que são pedidas foram feitas; só que não vendem jornais - e ja está estabelecida em Portugal a “verdade” negativa sobre @s deputad@s) [ler o resto aqui]

15 comentários:
De Paula R. a 27 de Abril de 2010 às 12:33
Não posso concordar, por motivos óbvios , com a comparação entre o pagamento das despesas de deslocação de deputados que residem nas regiões autónomas (em representação dos respectivos círculos eleitorais), com a escolha de Inês de Medeiros que vive em Paris.

Não é objectivamente por falta de reconhecimento dos seus méritos na matéria (que desconheço), mas porque é legitimo perguntar da relação custo/ beneficio desta escolha do governo numa conjuntura económica que vai exigir grandes esforços a todos os portugueses, que se dá pelo nome de PEC.

E mais é falacioso o argumento a que José V. Malheiros recorre para fazer notar da imaterialidade dos valores em causa. Pode ser imaterial (per si) , mas não é concerteza irrelevante.


De Shyznogud a 27 de Abril de 2010 às 13:04
Paula R., nem todos os deputados q vivem - e têm dto ao subsídio de viagem por isso - nas regiões autónomas são eleitos por esses círculos.


De Shyznogud a 27 de Abril de 2010 às 13:30
A sua correcção foi apagada qdo apaguei o ilegível inicial. Reponha-a agora:

Paula R.  disse sobre É isso mesmo na Terça-feira, 27 de Abril de 2010 às 13:27:

     


(correcção)

Shyznogud não tenho estatísticas para contradizer o que refere, mas é razoável crer que assim sendo - são situações de excepção.

E mais, ainda que acedessemos nesse argumento, insisto que é comparar o incomparável porque as R.As fazem parte do teriitório Português e impedir um ilhéu de participar na vida política seria uma discriminação de todo o tamanho.



De Shyznogud a 27 de Abril de 2010 às 13:31
Ou seja, para a Paula R. impedir um emigrante de participar na vida política não é uma discriminação de todo o tamanho? Ora bolas, e não é q os emigrantes têm o mm direito que um residente em território nacional - continente ou ilhas - para se candidatar e votar em eleições legislativas... o q é, pelo q percebo, uma tremenda injustiça para si, certo, Paula?


De Shyznogud a 27 de Abril de 2010 às 13:40
Paula, não responda pelo link do mail porq assim não aparecem os comentários - q ficam agregados ao primeiro, apagado.

Paula R.  disse sobre É isso mesmo na Terça-feira, 27 de Abril de 2010 às 13:33:

     

Não foi obviamente isso que disse, para não ficarmos aqui a desconversar Shyznogud, não se esqueça do PORMenorzinho do PEC .

E tb. se se quiser dar ao trabalho de me esclareçer pq. é que este tema já foi tema para uma mão cheia de posts inflamados, gostava de ouvir ;)



De Shyznogud a 27 de Abril de 2010 às 13:41
obviamente q foi isso q disse. Se considera q seria discriminatório não se pagar as viagens para um deputado residente nas ilhas, mm se eleito por um círculo do continente, mas acha inadmissível pagar a viagem a um emigrante é sinal q, para si, existem 2 níveis de cidadania.
E o pec tem a ver com isto porque?

(o tema é motivo para comentários inflamados porq se presta a demagogia populista, aliada a um desprezo classista por tudo o q tenha a ver com cultura/arte, de q o texto linkado ontem pelo miguel é o exemplo acabado).


De nuvens de fumo a 27 de Abril de 2010 às 13:47
Um caso peludo seria o de um/a deputado que vivesse na Suiça. Fora da UE não sei qual o ponto de vista.
Dentro da UE continuo a pensar o mesmo que no início, livre circulação de pessoas e bens blá blá blá


De Paula R. a 27 de Abril de 2010 às 13:56

ai, ai, ai, comecei por dizer que o que avançou poderia acontecer mas não seria concerteza regra, porque simplesmente não se adequa à lógica politica.

mas claro que não posso concordar com o ultimo (parágrafo) porque posto tal e qual pôs, peço desculpa mas não diz nada, nem que seja pq. se a intenção era coptar( como parece que era) alguem ligado à cultura/ arte há muitos residentes em Portugal .
 O que é que a Inês de Medeiros tem a ver com o PEC ? Bem ... muito, sobretudo se o enfoque de abordagem ao deficit se pretender posto na óptica da redução da despesa .  


De Miguel Vale de Almeida a 27 de Abril de 2010 às 14:15
já agora, a propósito de regiões autónomas: o que se paga pelas viagens para as ditas é justamente o tecto do pagamento à deputada que reside em paris. E uma das demagogias populistas mais correntes nesta estória toda tem a ver com o efeito simbólico de se dizer "paris!", como se aquela cidade da nossa união europia fosse um shangri-la de 5 estrelas do outro lado do mundo...


De nuvens de fumo a 27 de Abril de 2010 às 14:19
O cócó de cão por lá é mais fino


De Paula R. a 27 de Abril de 2010 às 14:37
Miguel V.A está bem visto ! é que se de facto a questão foi vista na óptica "shangri-la de 5 estrelas" calo-me já pq. o beneficio a esperar justifica largamente o custo a assumir - questão arrumada


De António Parente a 27 de Abril de 2010 às 15:34
Há um desfasamento entre o modo como os deputados se vêem a si próprios e o modo como os eleitores percepcionam a sua importância e contribuição para a resolução dos problemas do país.

A sensação que tenho, e foi o deputado Pacheco Pereira que primeiro me provocou um infinito desconforto, é que os deputados se atribuem uma importância excessiva e se preocupam mais com a sua dignidade pessoal do que com a dignididade dos eleitores que os elegeram. Não me esqueço da defesa do deputado Pacheco Pereira quanto à atribuição prioritária da vacina contra a gripe A aos nossos deputados. O argumento da altura foi o da "dignidade" e da importância social da função de deputado.

Ninguém parece estar preocupado com a dignidade das 600 mil pessoas que estão no desemprego, com a dignidade dos velhos que têm pensões de miséria, etc, etc. Para esses nunca há dinheiro, o orçamento é sempre escasso. Quando o problema afecta pessoalmente um deputado, então o custo já é "irrelevante" e a "dignidade" já vem vestida com um manto sagrado.

É estranho que ninguém se indigne com tanta dignidade. Devo ser eu que estou errado.


De Paula R. a 27 de Abril de 2010 às 17:31

bem observado António Parente chama-se "evaluation gap"


De Irene Pimentel a 27 de Abril de 2010 às 17:41
É isso mesmo, também acho.


De Irene Pimentel a 27 de Abril de 2010 às 17:43
Quando escrevi «é isso mesmo» estava-me a referir ao post do Miguel e não aos comentários.


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