Posto assim, parece que esta é a principal e mais urgente medida de combate à crise. E não se percebe em que consiste, pairando a sensação de injustiça social. E esta não é uma perplexidade perante o tratamento noticioso.É uma perplexidade perante a comunicação oficial destas coisas num momento tão grave quanto este. Espera-se esclarecimento. Rápido.
De nuvens de fumo a 28 de Abril de 2010 às 17:24
É uma comunicação trapalhona que nada explica e muito incomoda.
Obrigar as pessoas a ganhar salários miseráveis, negando-lhes as protecções sociais para que contribuiram enquanto trabalharam. Certo...
Um negócio com futuro pode ser amolador... As guilhotinas precisam de manutenção.
De fernando antolin a 28 de Abril de 2010 às 17:42
Pode esperar sentado, sr deputado...
De Margarida garção a 28 de Abril de 2010 às 18:22
Caro deputado
Esta é uma das prioridades sim. São gastos milhões em subsidios muitas vezes não fiscalizados e por isso se calhar atribuidos ou mantidos ilegalmente. Agora pense nos milhares que fazem isto. E quantos vão fazendo os seus biscates sem recibo e recebem o subs. de desemprego em simultaneo? E quantos vão fazendo actividades sem recibo e recebem o RSI? Agora pense numa coisa. Todos somos contribuintes que pagamos impostos que ajudam para pagar estas contribuições sociais e não podemos concordar de forma alguma com este "chico-espertismo" tipico do portuguesinho. E já agora, acha que é justo atribuir-se o RSI aos 18 anos (idade minima para concorrer)? Pois eu não acho. Acho que aos 18 anos, salvo algum impedimento fisico ou psicológico qualquer pessoa pode trabalhar com essa idade.
De
JC a 28 de Abril de 2010 às 18:31
O meu comentário em http://eusouogatomaltes.blogspot.com/2010/04/combater-o-deficit-por-via-das.html (http://eusouogatomaltes.blogspot.com/2010/04/combater-o-deficit-por-via-das.html)
Cumprimentos
JC
De fernando f a 28 de Abril de 2010 às 19:05
De facto suou a falso, falta ali qualquer coisa, e provavelmente para cobrar aos mesmos.
É fácil de entender, senhor deputado.
O governo que o senhor apoia na AR vai atacar esta crise pelo lado dos desempregados, pelo lado das "regalias" de quem não tem trabalho, ou seja, quem já tem que sobreviver com o mísero subsidio de desemprego, vai ter que sobreviver com um subsidio ainda mais mísero e cada vez menos garantido que é para aprender a não ser mandrião, o malandro do desempregado.
O governo que o senhor apoia na AR podia atacar esta crise pelo lado do cancelamento das grandes obras públicas, o TGV, o novo aeroporto, a nova ponte, mas não, prefere atacar pelo lado dos malandros dos desempregados.
O governo que o senhor apoia na AR podia ainda atacar esta crise pelo lado do aumento da taxação dos lucros milionários da banca e das grandes fortunas, mas não, preferiu atacar pelo lado dos malandros dos desempregados.
Já agora, não poderia o senhor deputado explicar novamente a um qualquer desempregado a justeza de pagarmos à sua colega e amiga Inês Medeiros uma viagem semanal de ida e volta a Paris?
Tenho a certeza de que os desempregados o irão entender e mais ainda o porquê do senhor apoiar este governo na AR.
De Joca a 28 de Abril de 2010 às 21:56
É uma maneira vergonhosa e indecente de o Estado contribuir para a política patronal de baixar o salário médio de quem trabalha.
Ganhavas 100, agora ofereceram-te 75 e recusaste.
Pois o Estado, a pretexto de te "incentivar a regressar ao mercado de trabalho" com um ordenado vergonhoso vai reduzir o subsídio de desemprego (para o qual andaste a pagar uma data de anos, nota bem) para 30 e quando estiveres arrasca, o que não é difícil, acabas por aceitar 50.
Assim o teu novo patrão só tem que oferecer uma miséria qualquer e tu, com o patrocínio do Estado, comes e calas
De Joca a 28 de Abril de 2010 às 22:43
É uma maneira vergonhosa e indecente de o Estado contribuir para a política patronal de baixar o salário médio de quem trabalha.
Ganhavas 100, agora ofereceram-te 75 e recusaste.
Pois o Estado, a pretexto de te "incentivar a regressar ao mercado de trabalho" com um ordenado vergonhoso vai reduzir o subsídio de desemprego (para o qual andaste a pagar uma data de anos, nota bem) para 30 e quando estiveres arrasca , o que não é difícil, acabas por aceitar 50.
Assim o teu novo patrão só tem que oferecer uma miséria qualquer e tu, com o patrocínio do Estado, comes e calas
De João José Fernandes Simões a 28 de Abril de 2010 às 23:58
Olhe, sobre a forma como o Estado trata os desempregados leia, se lhe apetecer, o que escrevi em em 1Jun2009, e que mantenho hoje na íntegra:
«...
Mão-de-Obra a Retalho
Os Programas Ocupacionais, ou coisa parecida que a sigla POC signifique, a exemplo dos estágios profissionais, não passam de uma forma de tornar ainda mais precária a vida de muitos inscritos nos Centros de Emprego e que apenas resolvem problemas conjunturais de recursos humanos para as empresas e instituições que se servem deste mercado de oferta de desempregados.
Na verdade, findos os estágios e os POC, novos POC e novos estágios se seguem e poucos ficam empregados, dando um jeito enorme a quem deles se serve para resolver faltas de colaboradores que, por razões que se prendem com os mais diversos tipos de licenças dos seus quadros de colaboradores, se servem daquele mercado para taparem os buracos.
Findos os estágios e os POC voltam ao mesmo ciclo de uma vida sem futuro e de expectativas goradas, explorados na sua situação de mão-de-obra a retalho e, se as informações forem boas por parte dos seus supervisores dos estágios e dos POC, pode ser que se arranje mais uma chamada para serem de novo integrados em tais programas.
Compreendo que esta mão-de-obra a retalho seja utilizada para suprir problemas conjunturais das empresas por razões que se prendam com as licenças de maternidade, de doença e outras.
Mas já não compreendo quando as necessidades são estruturais, quando o posto de trabalho está disponível e se utilizam os POC e os estágios apenas para não integrar nos quadros quem precisa de trabalho, não apenas para sobreviver mas por respeito à sua auto-estima.
E o que mais me indigna é as instituições públicas também se aproveitarem desta mão-de-obra a retalho. E, suprema lata, que seja descontada nas estatísticas da taxa de desemprego como se de empregados se tratem.
...»
Comentar post