Nós, cidadãs e cidadãos da República Portuguesa, motivados pelos valores da liberdade, da igualdade, da justiça e da laicidade, manifestamos, através da presente carta, o nosso veemente protesto contra as condições – oficialmente anunciadas – de que se revestirá a viagem a Portugal de Joseph Ratzinger, Papa da Igreja Católica.
De Pedro a 4 de Maio de 2010 às 18:32
Não é um bocadinho tarde para isto? Mas ok, a ideia está boa... assine-se
De Pedro Sousa a 4 de Maio de 2010 às 18:34
"...e participação oficial dos titulares de órgãos de soberania em cerimoniais religiosos." Lá voltamos à conversinha e ao tema preferido desta gente republicana, jacobina, anti- CATÓLICA. E pergunto o que já perguntei aqui e no Diário Ateísta e no Republica e Laicidade e no Parlamento ao qual ainda ninguém me respondeu: porque é que a D. Palmira Silva e seus seguidores não se indignaram com a participação de titulares de orgãos de soberania/estado português , isto é J. Sócrates - Primeiro Ministro e António Costa -Presidente da Camara Municipal de Lisboa nos cerimoniais religiosos que comemoraram os 25 anos da Mesquita de Lisboa? Porque era um cerimonial islâmico? Pois olhe eu não me ofendi e achei que esses 2 titulares de orgaõs do estado fizeram bem em respeitar a pequena comunidade muçulmana em Portugal estando presentes neste cerimonial. Agora V:Exas. só se indignarem quando titulares de orgaos do estado participam em cerimoniais religiosos católicos é que me parece muito sectário. Cara Palmira, infelizmente este sectarismo começa a ser gritante em todo o mundo. Um fanatismo. Laicidade do estado? Uma ideologia fanática. E vamos ver se a D. Palmira consegue então dizer-me o que pensa sobre o que lhe apresentei.
De
f. a 4 de Maio de 2010 às 19:03
dona é a sua tia, ok?
De ALVES DA SILVA a 4 de Maio de 2010 às 19:20
Pedro Sousa,
Só para ver a resposta da f. (sem dona, nem maiscula, nem nada, pode levar a mal, que isto dos títulos, em geral, tem imensa importância para quem os não tem...), que no traz à memória o sublime "manso é a tua tia..." - o seu comentário já valeu a pena!
Aprendeu essa expressão com alguém recentemente ???
De
f. a 4 de Maio de 2010 às 19:36
com a sua avó torta. a sua dona avó torta, p ser precisa.
Mas que desagradável... pensa que isto é o da prima Levi ou quê?
De Avdni a 4 de Maio de 2010 às 21:47
muito bem dito! 
De Diogo a 4 de Maio de 2010 às 21:50
Os bons modos aprendem-se com o exemplo. Se o exemplo é mau, que se há-de fazer? E mesmo assim melhorou: usou a terceira pessoa
Já agora, a petição pede o quê?
Outro esclarecimento, um dos principais, se não o principal inspirador da declaração universal dos direitos do homem foi Jacques Maritain, um dos grandes pensadores católicos do século XX e sobre cuja obra se desenvolveu a maioria das correntes políticas associadas à democracia cristã.
Mais outra coisa, laicidade não é laicismo e deixem de nos vender a I República como peixe fresco
De Romeu a 5 de Maio de 2010 às 00:40
Ah, a declaração universal dos direitos do homem, aquela declaração que o Vaticano não ratificou. Sim, sei. Pelos vistos nem faz diferença que o inspirador da declaração seja católico ou não, o Vaticano rejeita-a na mesma.
De Diogo a 5 de Maio de 2010 às 01:52
Caro Romeu, as instituições sociais da Igreja Catolica dão resposta a mais de meio milhão de situações de carência e empregam mais de 23 mil pessoas, sem contar com o voluntariado que constitui uma grande fatia da acção acção social da Igreja. Bem sei que não me fica bem dizer isto mas como eu há milhares de pessoas por esse país que dedicam muitos dos seus serões a correr as ruas das cidades deste país para ajudar os sem abrigo, os pobres e os que estão sozinhos com ajuda material mas sobretudo com uma conversa e um abraço de esperança e de carinho.
A ajuda ao próximo e a preocupação com os mais pobres e os excluídos, a preocupação pelos direitos dos homens faz-se sobretudo com gestos, com as mãos e nesse aspecto a obra da Igreja fala por si.
Estudei em Itália e no inicio precisei de umas aulas: tentei institutos privados e centros públicos. Os primeiros eram caros demais, os segundos tinham horários descabidos e exigiam uma papelada incompreensível. Fui ao centro da Caritas em Parma e na hora inscrevi-me nas aulas. Paguei 5 euros pela inscrição e fiz amigos: eram todos imigrantes de leste e africanos. eu era o único europeu.
Provavelmente achará que tudo isto é "caridadezinha". Eventualmente, achará até que este serviço serve como paliativo para a luta de classes e é inclusivamente prejudicial ao avanço histórico porque alimenta a ilusão da esperança. Nesse caso, portanto, estender a mão ao próximo é um gesto criminoso enquanto cúmplice do sistema. É o supremo cinismo de quem gasta mais energias a encontrar justificações para criticar quem faz alguma coisa do que gastaria se se deixasse de elocubrações fantásticas e de grandes problematizações teóricas sobre o sistema e fizesse alguma coisa pelas costas abaixo.
P.S. - Tendo em conta que Maritain é um dos grandes marcos do pensamento político e social da Igreja, reconhecido pela própria e citado inclusivamente nas sucessivas encíclicas sobre os problemas sociais contemporâneos, achar que a Igreja o ignoraria bem como ao respectivo património intelectual é um exercício de voluntarismo sem qualquer sentido.
De
f. a 5 de Maio de 2010 às 02:11
caro diogo, não quero nem posso responder pelo romeu, mas o facto de a santa sé (q é o nome da entidade política/religiosa sediada no vaticano) nunca ter assinado a declaração univ dos direitos humanos é, a ser verdade, um facto. como é por exemplo um facto que a santa sé não condena a pena de morte. contrapor a isso as boas acções de católicos ou de instituições católicas é um pouco disparatado. quem as comete, às boas acções, não o faz, estou em crer, em nome de um estado ou pseudo-estado chamado santa sé mas porq crê q isso é justo -- como tantos não católicos de todas as persuasões o fazem. fica muito mal aos católicos, como a seja que representantes de quaisquer facções, religiosas ou outras, arrogarem-s o exclusivo da bondade e da preocupação com os outros, e pior ainda puxarem desse argumento como trunfo em discussões sobre o estatuto da sua facção, como é o caso. não sou católica nem sequer cristã, mas o q sei d cristo faz-me crer que não aprovaria que as boas obras feitas em seu nome ou tendo-o como inspiração e referência fossem argumentos de poder.
De Romeu a 5 de Maio de 2010 às 02:23
Sim, f. , e é preciso referir outra coisa:
A Igreja faz o que faz, não por mérito próprio (a ICAR não dá nada a ninguém neste país), mas porque é subsidiada. A ICAR conta com imensas formas de arranjar fundos, da qual a Santa Casa da Misericórdia é exemplo supremo disso, tais são os milhões de euros que arrecada e acumula em património. No entanto, as instituições de apoio social da Igreja concorrem em pé de igualdade com outras instituições particulares de solidariedade social. Ou seja, o Estado dispõe de um bolo para o apoio social, as instituições concorrem a esse bolo, algumas conseguem a sua parte, outras não. No entanto, a ICAR via Santa Casa da Misericórdia, mesmo dispondo dos fundos de que dispõe, arroga-se a ir buscar fundos ao bolo do Estado, poupando os seus, e impedindo outras instituições de receber financiamento do Estado para dar apoio social.
É uma forma de financiamento. O Estado paga X por utente a cada instituição. Se a instituição cumprir as regras e prestar o serviço requisitado, o que impede de usar o montante não usado para se auto-financiar? Se a isto juntarmos mundos e fundos em donativos e outras formas de financiamento, temos o que podemos ver: património sem fim do Vaticano, da ICAR, da Santa Casa da Misericórdia, etc.
A Santa Casa da Misericórdia é do Estado, Romeu. Não é administrada pela Igreja.
De Romeu a 5 de Maio de 2010 às 11:57
E não é que o António Parente tem razão...
Tenho de dar a mão à palmatória. Sempre pensei que algo com o nome Santa Casa da Misericórdia estivesse ligado à Igreja Católica...
De alves da silva a 5 de Maio de 2010 às 11:59
Pois, a Igreja não dá nada a ninguém.
E todas as coisas boas são as feitas pelo estado e são do estado. Que as fez e as construiu. Não andou a roubá-las à Igreja desde o marquês de pombal.
Devia ser obrigatório ter mais do que a 2ª classe para escrever em locais publicos...
De Diogo a 5 de Maio de 2010 às 03:03
tem toda a razão quanto ao facto de não me dever vangloriar do contributo que dou ou deixo de dar. A questão é que não o fiz com essa intenção precisamente porque partilho a sua opinião. O que pretendi foi defender que a não ratificação da Declaração Universal dos direitos do homem pela Igreja (facto que desconheço) não põe em causa a sua postura em defesa da dignidade sagrada da pessoa, como aliás fazem questão de sublinhar todos os textos oficiais a propósito mas, sobretudo, a acção social da Igreja por esse mundo fora da qual sou testemunha directa. E não é verdade que os católicos se dediquem ao voluntariado apenas porque o acham justo. Os católicos fazem-no porque entendem ser essa uma das expressões do amor de Cristo para cuja vivência são convidados através da Igreja. E quanto mais não seja, é a Igreja que organiza e põe à disposição dos cristãos os meios necessários para uma resposta consistente e alargada a situações de carência. Digo-lhe também que mais de metade dessas situações em Portugal são atendidas pela Igreja ou por instituições associadas.
Não me arrogo o exclusivo da bondade, só pretendi defender a Igreja da insinuação de que se está marimbando para os direitos do homem pondo em relevo a sua obra social, que está à vista de todos e que demonstra o seu compromisso com a pessoa. Não vejo nisso disparate nenhum.
Chega a ser irónico o modo como o seu argumento sobre o facto da Santa Sé não condenar a pena de morte fortalece o ponto que pretendi vincar. Qualquer pessoa que conheça a história da Igreja, já para não dizer dos seus fundamentos basilares, sabe que a Igreja é contra a pena de morte e não é de agora. Lembro-lhe que uma das ideias mais fortes da mensagem cristã é a crença na infinita misericórdia de Deus e que Cristo ele próprio é o testemunho vivo desse perdão para os católicos. Um exemplo histórico conhecido: João Paulo II visitou Agli Aca na prisão para o perdoar num gesto de uma grandeza rara, como há-de convir. Acha que uma instituição que insiste constantemente no carácter sagrado da vida humana - que encara como uma dádiva de Deus - inviolável pelo arbítrio humano poderia alguma vez ser a favor da pena de morte? Por favor. Tenho a certeza que não acredita nisso como tenho a certeza que não acha que a Igreja seja contra os fundamentos da DUDHomem. Para concluir, não me dei ao trabalho de confirmar essas afirmações sobre a posição da Igreja nem vou dar porque me quero deitar mas de certeza que uma pesquisa rápida pelo .va esclarece o assunto. cumprimentos
De
f. a 5 de Maio de 2010 às 11:37
diogo, tem toda a razão no seu espanto quanto à total contradição q seria uma instituição/estado passa a vida a incensar embriões não condenar a pena d morte. seria incompreensível, não era? sucede q não só assim é como também nunca cesso d m surpreender c o facto d haver tanta gente a jurar pela santa sé sem saber pelo q jura.
De Zé do Telhado a 5 de Maio de 2010 às 11:44
f., está cá você, a consciência das consciências. Diga-me onde fica a sede da sua congregação para a doutrina ateísta. Quero lá ir bara banhar-me em tanta "coltura".
De
f. a 5 de Maio de 2010 às 12:41
zé do telhado, aprecio a forma como o
seu cristianismo reage a coisas q lh desagradam, como por exemplo factos desfavoráveis à sua ideologia q não pode refutar. aliás, esta caixa d comentários está cheia de bondade cristã: a forma como com extrema subtileza os cristãos aqui representados s esforçam por demonstrar a justeza do texto do post, mostrando como lidam com a diferença d opinião dos seus concidadãos quando estes s limitam a exigir q a constituição e a lei sejam cumpridas é um refrigério para as nossas almas.
De Zé do Telhado a 5 de Maio de 2010 às 15:38
f., eu sei que precisa desabafar, continue. Com jeitinho vai cantar tudo o que lhe vai na alma; depois verá o refrigério que abundará em sua vida. Continue, é necessário que a purga se faça; depois verá o reino.
Olhe para mim, tão incomodado que eu estou.
De Romeu a 5 de Maio de 2010 às 18:38
Diogo, deixe lá, não vale a pena discutir mais...
Tanto eu como você somos inteligentes, mas você está demasiado biased no ponto de vista religioso para perceber o ponto de vista de quem acha que existe uma religião tratada de forma favorecida e desproporcionada em Portugal, assim como eu estou demasiado biased no ponto de vista ateu ou laico para perceber como é que se defende a pluralidade religiosa para depois tratar assim o líder de uma religião em específico...
Eu já ando aqui a mandar bitaites injustos e agressivos e você faz o mesmo. Não vamos chegar a entendimento de qualquer forma.
Só tenho a apontar-lhe uma coisa que realmente me afecta: o facto de você usar o seu voluntariado para tentar atirar coisas à cara das pessoas. Diz que o faz como expressão do amor de cristo, mas depois pega nele para dizer que os outros não fazem nada, ao contrário de si, sem saber nada do que os outros fazem ou deixam de fazer, e usando o seu voluntariado como um bem imaterial que lhe confere algum estatuto de superioridade sobre qualquer pessoa. E isso não é voluntariado. Eu também o fiz, não tenho nada que estar a levar com o seu como argumento numa discussão sabe-se lá porquê. É triste ver que, no fundo, você diz que percorre as ruas a dizer que dá carinho e abraços a quem precisa, quando no fundo isso serve-lhe a si próprio para depois se arrogar como salvador do mundo. Sim, porque você depois diz coisas tais como "Nesse caso, portanto, estender a mão ao próximo é um gesto criminoso enquanto cúmplice do sistema. É o supremo cinismo de quem gasta mais energias a encontrar justificações para criticar quem faz alguma coisa do que gastaria se se deixasse de elocubrações fantásticas e de grandes problematizações teóricas sobre o sistema e fizesse alguma coisa pelas costas abaixo. ". Leia isto as vezes que for preciso e veja que usou este argumento sem saber nada das acções do destinatário, arrogando-se a esse papel de "quem faz alguma coisa" pelo voluntarismo que fez, e veja lá se percebe que é algo que deveria envergonhar qualquer pessoa que alguma vez tenha feito voluntariado.
De Romeu a 5 de Maio de 2010 às 12:04
"Qualquer pessoa que conheça a história da Igreja, já para não dizer dos seus fundamentos basilares, sabe que a Igreja é contra a pena de morte e não é de agora. Lembro-lhe que uma das ideias mais fortes da mensagem cristã é a crença na infinita misericórdia de Deus e que Cristo ele próprio é o testemunho vivo desse perdão para os católicos. (...) Acha que uma instituição que insiste constantemente no carácter sagrado da vida humana - que encara como uma dádiva de Deus - inviolável pelo arbítrio humano poderia alguma vez ser a favor da pena de morte? Por favor."
Sim, isso seria muito bonito, mas o facto é que o Vaticano só aboliu a pena de morte em 1969.
Catecismo da ICAR
«2267. A doutrina tradicional da Igreja, desde que não haja a mínima dúvida acerca da identidade e da responsabilidade do culpado, não exclui o recurso à pena de morte, se for esta a única solução possível para defender eficazmente vidas humanas de um injusto agressor. Contudo, se processos não sangrentos bastarem para defender e proteger do agressor a segurança das pessoas, a autoridade deve servir-se somente desses processos, porquanto correspondem melhor às condições concretas do bem comum e são mais consentâneos com a dignidade da pessoa humana.
Na verdade, nos nossos dias, devido às possibilidades de que dispõem os Estados para reprimir eficazmente o crime, tornando inofensivo quem o comete, sem com isso lhe retirar definitivamente a possibilidade de se redimir, os casos em que se torna absolutamente necessário suprimir o réu «são já muito raros, se não mesmo praticamente inexistentes» (42).»
http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p3s2cap2_2196-2557_po.html
De Zé do Telhado a 5 de Maio de 2010 às 15:44
O que o Ricardo não diz, por ignorar e por pretender induzir erradamente as consciências, é que esse artigo está subordinado ao tema da "Legitima defesa". Para que não permaneça na ignorância leia os artigos 2263 a 2267, e o título a que estão subordinados.
Senhor «Zé do Telhado»,
é um bocado difícil conversar com quem está de má fé. Eu fiz uma transcrição literal e forneci o linque para quem quisesse mais contexto. Mesmo assim, acha que eu «ignoro» e «pretendo induzir erradamente as consciências». Ou seja, fiz uma transcrição literal com malévolas intenções e citação de fonte. É obra!
Já agora: decida-se. Ou eu «ignorava» o resto do texto (que não desmente o 2267, note-se), ou «pretendia induzir em erro». As duas coisas ao mesmo tempo é um bocado difícil. Escolha uma.
De Zé do Telhado a 5 de Maio de 2010 às 16:21
O que quis dizer está dito. Agora diga lá qual o sentido dessa transcrição. E aonde retira o carácter sagrado da vida humana. A vida humana não é um princípio absoluto, se assim fosse não haveria guerras. O seu exemplo só revela que à icar importa a vida humana; mas não a qualquer preço. Sim, é dificil conversar se houver má fé.
De Zé do Telhado a 5 de Maio de 2010 às 16:27
Para distinguir melhor onde pretende chegar, acrescento: A defesa vida humana é um princípio essencial, mas não absoluto.
OK, quis acusar-me de ignorância. Já entendi. O «Zé do Telhado» é doutor em catolicismo, quiçá um Teólogo (notar a maiúscula). Não lhe passou pela cabeça que o mais normal é que quem transcreve o 2267 tenha lido também o 2266 e o 2268, quiçá o capítulo inteiro (ou mesmo o documento inteiro).
A transcrição que fiz prova que a ICAR aceita, em tese e em determinadas circunstâncias, a pena de morte. Feito.
De Zé do Telhado a 5 de Maio de 2010 às 16:49
Ricardo, você, na ânsia de pretender ver o que lhe vai na mente, não vê o que está escrito: o contexto em que está escrito e a resposta que lhe dei. É essa postura que indicia má fé, aquela que você referiu e não eu. Diga-me qual o parágrafo que quer que lhe explique e qual o contexto?
Eu não tenho ânsia de pretender ver o que vai na minha própria mente. Sei muito bem o que penso.
Pensei que fosse claro: a minha intervenção foi só para esclarecer que a doutrina não contém uma oposição de princípio à pena de morte. Daí a transcrição.
De
f. a 5 de Maio de 2010 às 18:44
se puder ajudar, aqui vão algumas reflexões do anterior papa sobre o tema em apreço.
Nesta linha, coloca-se o problema da pena de morte, à volta do qual se regista, tanto na Igreja como na sociedade, a tendência crescente para pedir uma aplicação muito limitada, ou melhor, a total abolição da mesma. O problema há-de ser enquadrado na perspectiva de uma justiça penal, que seja cada vez mais conforme com a dignidade do homem e portanto, em última análise, com o desígnio de Deus para o homem e a sociedade. Na verdade, a pena, que a sociedade inflige, tem « como primeiro efeito o de compensar a desordem introduzida pela falta ». A autoridade pública deve fazer justiça pela violação dos direitos pessoais e sociais, impondo ao réu uma adequada expiação do crime como condição para ser readmitido no exercício da própria liberdade. Deste modo, a autoridade há-de procurar alcançar o objectivo de defender a ordem pública e a segurança das pessoas, não deixando, contudo, de oferecer estímulo e ajuda ao próprio réu para se corrigir e redimir.
Claro está que, para bem conseguir todos estes fins, a medida e a qualidade da pena hão-de ser atentamente ponderadas e decididas, não se devendo chegar à medida extrema da execução do réu senão em casos de absoluta necessidade, ou seja, quando a defesa da sociedade não fosse possível de outro modo.
De
f. a 5 de Maio de 2010 às 18:50
já quanto ao aborto e eutanásia, joão paulo ii dizia:
O aborto e a eutanásia são, portanto, crimes que nenhuma lei humana pode pretender legitimar. Leis deste tipo não só não criam obrigação alguma para a consciência, como, ao contrário, geram uma grave e precisa obrigação de opor-se a elas através da objecção de consciência.
A pena de morte pode portanto ser legitimada pela lei humana. Karol dixit. Obrigado.
De Zé do Telhado a 5 de Maio de 2010 às 21:17
Ricardo, o facto de encontrar expresso as faculdades da legítima defesa não pode inferir nesses articulados a defesa da pena de morte. São questões distintas e descontextualizadas.
2 - O artigo 2268, já referido, diz respeito a normativos sobre um facto concreto: o homicídio voluntário, porque, logo de seguida, verá a normativa sobre o homicídio involuntário. Assim, este artigo, o 2268, submete-se ao título do momicídio e nada tem que ver com a legítima defesa.
Vejo que retirou o princípio da má fé, que me atribuia, e aceitou a minha posição sobre a sua interpretação: ignorar. Ignorar o contexto, a norma e a inserção da mesma. Ainda que compreenda o sentido de seu comentário. Era necessário precisar, uma vez mais afirmo, o contexto da sua transcrição.
Espero que não seja necessário qualquer explicação que corrobore a minha afirmação: A vida é um direito essencial (fundamental) e não absoluto; enquadre-se isto nas situações concretas e não se confunda com qualquer beneplacito acerca do aborto (que já tive oportunidade de me pronunciar sobre a minha posição).
Espero que possamos estar de acordo. Mais claro do que isto não posso ser.
«Zé do Telhado»,
eu não disse que a ICAR defende a pena de morte. O que fiz, e repito, foi transcrever este texto da vossa doutrina:
«A doutrina tradicional da Igreja, desde que não haja a mínima dúvida acerca da identidade e da responsabilidade do culpado, não exclui o recurso à pena de morte, se for esta a única solução possível para defender eficazmente vidas humanas de um injusto agressor».
Ou seja: a ICAR não tem objecção de princípio à pena de morte. Isto é claro da doutrina e das declarações dos Papas, das Encíclicas, etc.
Agora: há bispos (tradicionalistas, se quiser procurar) que são a favor da pena de morte; e há bispos (nos EUA, por exemplo) que participam em campanhas pela abolição da pena de morte. E ambas as posições são sustentáveis pela doutrina.
Não percebo porque insiste tanto no assunto.
De Zé do Telhado a 5 de Maio de 2010 às 16:53
O artigo 2268 diz respeito ao homicídio voluntário e cita exemplos. Aonde quer chegar? Seja directo para que possamos esclarecer-nos.
Na encíclica Evangelium Vitae pode ler-se, no meio de uma imensidão de platitudes e da condenação reiterada do aborto, eutanásia e contracepção, que «a vida na sua condição terrena não é um valor absoluto». O ponto 57 da encíclica resume a posição da ICAR sobre a inviolabilidade da vida humana: apenas condena «a eliminação directa de um ser humano inocente». Ou seja, não há problemas com a eliminação directa de «culpados» e com mortes indirectas ou «colaterais» (quiçá das «guerras justas» sancionadas no catecismo de 1997).
De Zé do Telhado a 5 de Maio de 2010 às 21:42
O princípio da inviolabilidade da vida humana não contradiz nenhuma das situações até agora divulgadas, e nem ratifica a pena de morte no sentido que se pretende dar a isto. Só e somente nos contextos supra referidos se poderá olhar para as excepções. O perdão é algo que se produz na natureza humana. Por este motivo eu votei favorável a descriminalização do aborto. Ou seja, pretendia que a lei distinguisse entre o aborto caprichoso e o aborto desesperado. Aqui, neste último, no aborto desesperado, optei pela justiça, ou seja pela não condenação, poruq entendo que quando a sociedade não cria condições que impeçam tais situações também não as deve penalizar. Como agora vejo que aborto caprichoso abunda, como "meio contraceptivo", estando em causa a vida humana e de um inocente, considero que a lei deve ser mudada no sentido de penalizar todas as situações que se enquadram na moldura do aborto CAPRICHOSO.
Quanto a guerras justas: não as há. Há guerras e mortes que se produzem em legítima defesa e outras que se engendram por interesses (estas últimas são homicídios, infanticídios, fracticídios etc.)....
Vejo que os ateístas são proliferos em absorver a maldade e tudo quanto a evolução do conhecimento já repudiou. Quem quiser ficar com a sujidade nela se banhará.
De Zé do Telhado a 5 de Maio de 2010 às 21:50
O ponto 57 refere o que já referi (ler o meu comentário no final desta transcrição):
57. If such great care must be taken to respect every life, even that of criminals and unjust aggressors, the commandment "You shall not kill" has absolute value when it refers to the innocent person. And all the more so in the case of weak and defenceless human beings, who find their ultimate defence against the arrogance and caprice of others only in the absolute binding force of God's commandment.
In effect, the absolute inviolability of innocent human life is a moral truth clearly taught by Sacred Scripture, constantly upheld in the Church's Tradition and consistently proposed by her Magisterium. This consistent teaching is the evident result of that "supernatural sense of the faith" which, inspired and sustained by the Holy Spirit, safeguards the People of God from error when "it shows universal agreement in matters of faith and morals".49 (#$1D)
Faced with the progressive weakening in individual consciences and in society of the sense of the absolute and grave moral illicitness of the direct taking of all innocent human life, especially at its beginning and at its end, the Church's Magisterium has spoken out with increasing frequency in defence of the sacredness and inviolability of human life.
O que quer dizer "even that of criminals and unjust aggressors
"? Significa que se deve usar da proporcionalidade dos meios na acção. Ou seja, se pudermos evitar a morte desses assim deveremos agir.
De Romeu a 5 de Maio de 2010 às 02:15
Caro Diogo,
Começo pelo "P.S.:" : não sou eu que ignoro ou que tento pensar que alguém ignora, é a Igreja Católica que o ignora realmente, a Declaração dos Direitos Humanos que você tanto fala não é simplesmente subscrita pelo Vaticano/ICAR e ponto final.
Quanto ao resto, deixe-se de tretas.
Já fiz voluntariado suficiente para o Banco Alimentar Contra a Fome, para dezenas de eventos culturais por esse país fora, para Instituições que apoiam jovens deficientes e suas famílias e para Associações de apoio a jovens gays, lésbicas, bissexuais e transgéneros (das quais também recebi apoio) para saber o que é dar e receber apoio. Mas tenha a certeza de uma coisa: nenhuma desta instituições (e atenção, todas sem fins lucrativos!) tem direito a tantos privilégios nem tem tanto património mobiliário e imobiliário como a ICAR. Nenhuma delas tem direito, por maior que seja o seu esforço, a ver qualquer quadro delas a desfilar pela Avenida da Liberdade enquanto o Tejo é bloqueado, o Metro cortado, os ecopontos retirados, os funcionários públicos dispensados, etc...!
É simplesmente triste, desproporcionado e anti-pluralista!
Não me interessa a sua demagogia do que já fez ou recebeu pela ICAR... saiba que há muitos mais por esse país fora a fazer o mesmo tipo de trabalho e com muito menos apoios, e nenhum deles tem direito a 1% sequer dos luxos que são oferecidos ao Presidente da ICAR quando vem visitar o nosso País! Nenhum outro líder religioso ou político é recebido de forma tão histérica e tumultuosa!
E, já agora, ganhe juízo, antes de tentar insultar os outros e dizer que eles não fazem mais nada da vida do que reclamar, só porque discordam de si! Já fiz muito por muita gente, tal como já fizeram muito por mim, para ter ainda de ouvir alarvidades de quem se acha o salvador do mundo! Seria o mínimo que poderia fazer...
De Diogo a 5 de Maio de 2010 às 04:04
Romeu, dá-me claramente a sensação de que está a falar de cor quanto aos mundos e fundos e aos milhoes de que fala. Esse é o chavão do costume, nem sei como resistiu ao ouro do vaticano. Não acredito que haja qualquer outra instituição não estatal em Portugal que faça sequer metade do que a Igreja faz em termos de assistência social, desde logo pela organização e pelos recursos de que dispõe. Mais, estrutura da acção social da Igreja é aliás algo que precede a propria existencia do estado moderno em Portugal e muito desse património a que se refere é vocacionado para esse fim. Não sei o que é que pretende. Quer que a Igreja se desfaça dos recursos que lhe permitem responder às situações de carência de milhares de pessoas? Que "tantos privilégios" é que são esses de que fala? A não se abarbata do bolo do estado; o que faz, faz por sua conta. Que o estado respeite o património e a implantação social e histórica da Igreja Católica em Portugal não configura um privilégio mas simplesmente um dever próprio de um estado de direito. Liberdade religiosa não é uniformidade e diz respeito ao estado exclusivamente. E o estado não se confunde com o corpo social, é a sua parte mais determinante com uma vocação de serviço à comunidade. Essa comunidade, em Portugal, é maioritariamente católica e a Igreja tem um papel de protagonismo no domínio da acção social que é indissociável do processo de formação histórica do país.
Se o Romeu insiste na equiparação entre instituições que não são iguais, o problema é mais seu do que meu. A prova disso é a sua aparente incapacidade em compreender o porque de se ter o tejo bloqueado, o metro cortado e os funcionários dispensados. Se (re)conhecesse a realidade do país em que vive, preveria certamente o numero de pessoas que acorrerá à baixa bem como os efeitos que isso tem para o dia de trabalho na zona. Como acha que a vinda do Papa tem o mesmo impacto e mobiliza tanta gente como as instituições de que fala, é natural que encare o corte do transito e os condicionalismos associados a este acontecimento como um direito e não como uma decisão de puro bom senso por parte das autoridades políticas.
Não tenho falta de juízo nem sou alarve e muito menos me acho o salvador do mundo, como facilmente depreenderá pela minha condição de católico. Faça favor de dobrar a língua porque muitas vezes a critica revela a tese.
«Um total de 59 por cento das receitas das instituições sociais católicas, em 2007, teve origem no Estado. Metade das instituições ou organismos recenseados não recebe um cêntimo de financiamento público, mas as que têm dinheiro do Estado dependem dele, em grande parte, para sobreviver.
Estas são duas das conclusões de um estudo da Universidade Católica Portuguesa (UCP) a que o PÚBLICO teve acesso (...)»
http://www.publico.pt/Sociedade/estado-financia-maior-parte-das-receitas-de-instituicoes-sociais-ligadas-a-igreja_1431743
De Margarida G a 4 de Maio de 2010 às 21:00
Pedro Almeida, já viu que ainda não responderam ao que o Pedro Sousa perguntou. Limitaram-se a preocupar-se com piquinhices. É que de facto eu nemsabia que o Sócrates e o Costa tinham estado na Mesquita, mas se foi assim como representantes do estado já agora acho que a pergunta do Pedro foi bem feita. POrque é que só criticam quando a participação é cerimónias da IC? Mas sabe... o Dona é que é importante!
De
f. a 5 de Maio de 2010 às 02:13
se fosse a si, margarida, lia isto tudo outra vez, as vezes que fossem precisas. leve o seu tempo.
Deve ter sido com um animal "feroz ", recentemente "amansado".
De
f. a 5 de Maio de 2010 às 00:00
a coisa q nunca deixa d m espantar é por q raio o pavlov usou cães.
De Zé do Telhado a 5 de Maio de 2010 às 00:24
Usou cães porque naquele tempo só havia campainhas. Se houvesse internet o trabalho teria sido mais fácil e menos doloroso para os animais. O pavlov se vivesse saberia escolher e determinar-se-ia, através de suas experiências, quem seriam os primeiros a babar-se.
De
f. a 5 de Maio de 2010 às 00:52
a experiência está feita, zé do telhado.
De Zé do Telhado a 5 de Maio de 2010 às 11:19
Concordo em pleno, a f. escreveu com toda a propriedade.
De Pedro Sousa a 4 de Maio de 2010 às 20:57
Ok? quem escreve a Fernanda Câncio? Algum problema a que um cavalheiro trate um Senhora Dona por D. ou Dona? Não seja assim, que envelhece depressa!
De Jcerca a 4 de Maio de 2010 às 19:15
Enfim, mais um acto inútil de um fundamentalismo laicista, promovido, possivelmente, por quem talvez se considere arauto da "liberdade" mas não percebe patavina do que venha a ser essa palavra com que muitos pseudo intelectuais enchem a boca, mas esvaziam a inteligência, amarfanham o bom senso e agridem o respeito por sentimentos e convicções de outros.
A sua cegueira jacobina é deveras chocante e este "protesto" nos termos e nas circunstâncias em que foi feito é a prova evidente da ditadura laicista que certas forças pretendem, em vão, impôr na nossa sociedade.
De nuvens de fumo a 5 de Maio de 2010 às 13:38
EI EI EI EI
Record batido
Vejamos em apenas um parágrafo encontramos:
Um cássico
fundamentalismo laicista
Um sempre divertido se bem que já d´modé
pseudo intelectuais
Um sólido mas mal empregue
jacobina
E a rainhas das nhanhecas
ditadura
Um conselho , utilize com mais frequência a palavra fracturante , está na moda
Tanta coisa POSITIVA para Fazer neste País!
Perder tempo com uma m@rda destas é mesmo sinal de precariedade MENTAL Y mau uso das Faculdades com o tempo que sobra!
Há mesmo MUITA COISA URGENTE! Muita Solidariedade ...
Tudo isto Não deixa - como muito bem o expressão os espanhóis - Me morro de Asco.
Y sinceramente tb como dizem os Espanhóis" Me cago em Deus" ....
Mas isto é mesmo muito MAU!
De dnemesio a 4 de Maio de 2010 às 19:02
já está.
De PPB a 4 de Maio de 2010 às 19:22
Posso só fazer uma pergunta ?
Numa petição não seria suposto peticionar, pedir, solicitar ?
Ora tendo lido a putativa "petição" constato que os ilustres protestam, manifestam, declaram, repudiam mas esqueceram-se de peticionar.
Chamem-lhe manifesto, moção o que quiserem mas petição é que não é.
Cumprimentos
PPB
ps - Talvez a Isabel Moreira possa explicar melhor o conteúdo do direito de petição
De CCD a 5 de Maio de 2010 às 02:27
A lic. Moreira ainda não lhes conseguiu explicar o que era a Santa Sé em direito internacional, uma coisa que está tão bem explicada no livro do André Gonçalves Pereira. E se conseguisse - isto se compreendeu - explicar já não tinham razão para a tal petição.
Mas devem ter ordens de pouco barulho que o Papa cá significa milhares de horas a nível mundial com boa publicidade - sem ser por causa da bancarrota ou da pobreza indígena.
Ó senhores, o Papa vem a Portugal de 10 em 10 anos ou coisa que lhe valha.
Vale a pena tanto barulho por causa disto?
Já pensaram um bocadinho que só estão a dar razão a quem vos acusa de anti-catolicismo?
Tanto barulho não será contra-producente à vossa "causa"?
Ignorem a vinda do homem, pronto!
De Romeu a 5 de Maio de 2010 às 00:30
LOL!
Então, quer dizer, Portugal recebe dezenas de líderes políticos e religiosos todos os anos, todos com discrição e sem 1% do aparato com que se recebe o Papa, e agora temos de receber um líder religioso em específico (porque de político não tem nada, já que a relação política de Portugal com o estado do Vaticano é tão grande como a que temos com o Quirguistão) pagar uma despesa enorme para lhe sustentar a visita e o passeio durante esses dias todos, ficar sem carros e ecopontos durante vários dias nas ruas das principais cidades, pagar aos funcionários públicos para não trabalharem e ainda bloquear o espaço aéreo e marítimo nas redondezas de sua excelência e temos de ficar calados e não dizer que isto é DESPROPORCIONAL, EXAGERADO e contra o LAICISMO e a PLURALIDADE RELIGIOSA ??
Todos pagamos impostos e todos vivemos em Portugal! Eu vou ficar sem aulas que precisava de ter e que não me deixam ter por causa desta visita! Acham realmente que dá para ignorar?? Para ignorar deu a visita do Dalai Lama e o Papa devia receber o mesmo tratamento e não tratamento priveligiado!
Neste país, criticar o privilégio dominante e óbvio que se dá aos católicos, ao catolicismo e à ICAR é sempre chamado de anti-catolicismo! Se querem chamar isso que chamem! A legítimidade das críticas não se altera pelos epítetos que lhes tentam pôr.
São tantos os católicos, praticante e não-praticantes, que se apercebem da estupidez que são as proporções desta visita que só mesmo alguém muito cego pode dizer que ela não faz diferença ou pode ser ignorada.
De FD a 4 de Maio de 2010 às 19:56
Na falta de argumentos...
De jose a 4 de Maio de 2010 às 20:18
"Declaramos também o nosso repúdio pelas posições veiculadas pelo Papa em matéria de liberdade de consciência, igualdade entre homens e mulheres, auto-determinação sexual de adultos, e outras matérias políticas."
O gato deixou o rabo de fora.
Ora bem, aqui está mais um caso de Falácia do Verdadeiro Escocês.
Ao ler o título da petição até pensei em assiná-la, sou cidadão e aprecio o estado laico. Mas depois vi o conteúdo e afinal trata-se de "Neoateístas pelo Estado Ateu". Não gostei. Lá por ser cidadão e adepto do estado laico tenho de odiar o Vaticano, o Papa e a Moral Sexual Católica? Mudem lá o nome desta coisa,por favor. Não encontro uma única violação ao princípio da laicidade no tratamento que será dado pelos responsáveis do estado à visita do Papa.
E Palmira, explique-me aí o que é interesse ao chefe de estado de um estado laico o "repúdio" que a senhora e os seus amigos do neoateísmo iluminado revelado têm pelas matérias "políticas" e religiosas do catolicismo? Quer que um representante do Estado tome uma posição oficial sobre esse seu gosto; ou quer neutralidade do Estado? Tem de se decidir...
De Romeu a 5 de Maio de 2010 às 02:33
É engraçado que, para o Jairo, quem não é Católico é Ateu. E quem não é Católico-a-sério nem sequer é Católico.
Aposto que a quantidade de pessoas católicas que vejo a protestar contra esta visita do Papa também não serão Católicas-a-sério... Católicos-a-sério só mesmo se forem e pensarem igual ao Jairo.
O comunicado é da autoria da Professora Palmira e dos seus amiguinhos neoateus; e o seu conteúdo é uma choraminguice sobre daquilo que seria um estado ateu, não um estado laico.
Quando é que eu disse que quem não é católico é ateu ou referi "católico-a-sério", ó artista?
De Romeu a 5 de Maio de 2010 às 18:20
O Jairo disse que quem não era católico era ateu quando classificou os subscritores da petição como ateísta ou "neoateístas", quando há imensos católicos e pessoas de outras religiões que a subscrevem.
Classificou de católico-a-sério o seu próprio catolicismo, ao contrário do dos meus pais por ex., por não compartilharem da sua posição em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, por ex. . Para o Jairo, eles não são "católicos-a-sério".
Romeu, quem está a chamar aos outros aquilo que desconhece é o caro amigo. Eu não sou católico.
Adeus.
De Gândavo a 4 de Maio de 2010 às 21:18
Que pobreza de espírito...
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