motherfucker (nas palavras imortais de bruce willis, ao deixar os inimigos 'completamente fornicados', como diz a shyz no twitter).
e agora, em sério: discurso patético -- patético o ar enojado, patética e enojante a vitimização. já sabíamos que lhe custa muito perceber como funciona a democracia e que ser presidente tem regras, mas é sempre bom que o torne claro. e que nos faça ainda mais saborosa a vitória, porque nos mostrou o rosto anacrónico e raivoso daquilo que derrotámos.
é: esta coisa chata, chatérrima, chama-se democracia, sr presidente. cada pessoa um voto, cada pessoa igual. igual. obrigada, mais uma vez, por marcar o dia mundial da luta contra a homofobia mostrando ao mundo que nem um homofóbico presidente pode, numa democracia, parar a luta pela igualdade.
adenda: porque há gente muito mais fã do die hard e do bruce willis que eu (not hard at all), aqui fica a emenda, gritada em vários tuítes, mails e comentários: 'não é iupiaiei, é yippie-ki-yay, motherfucker'. ok???????
De dnemesio a 17 de Maio de 2010 às 21:08
é isso mesmo, f. e calhou mesmo bem calhadinho neste dia 17 de maio 2010. yes! portugal é hoje um país melhor :D
De joão gaspar a 17 de Maio de 2010 às 21:11
é: «Yippie-ki-yay, motherfucker.»
cheers.
De
HG a 17 de Maio de 2010 às 21:15
Democracia também passa por aceitar as opiniões e diferentes visões da sociedade que os outros possam ter. Coisa chata. Chamar homofóbico a Cavaco é, isso sim, patético. É no que dá escrever as coisas a quente.
De
f. a 18 de Maio de 2010 às 01:04
sim, d facto, como é q m passou pla cabeça achar q o presidente é homofóbico.
De Talvez... a 18 de Maio de 2010 às 13:44
Então, quem discorda do casamento [sic] entre pessoas do mesmo sexo é homofóbico?
De Paula R. a 18 de Maio de 2010 às 14:13
de certeza talvez
De Talvez... a 18 de Maio de 2010 às 16:52
Porquê?
De Niamey a 18 de Maio de 2010 às 17:14
se me dá licença, porque está a rejeitar a igualdade de direitos em função, neste caso, da orientação sexual. está a discriminar quando considera "não. estes não devem poder casar. podem todos, menos estes". é por isso homofóbico de certeza talvez.
De Talvez... a 18 de Maio de 2010 às 17:27
O direito mantém-se. Antes desta lei tinham o direito, como toda a gente, ao casamento (por definição, união entre um homem e uma mulher). Não estavam impedidos de casar - estavam impedidos de casar com uma pessoa do mesmo sexo (que, quiçá, amavam).
De
Marco a 18 de Maio de 2010 às 17:37
As definições não são, por definição, definitivas.
De Talvez... a 18 de Maio de 2010 às 17:44
Mas não são cambiáveis por decreto. Se a população associa uma palavra a uma dada situação, e uma lei faz uma associação contraditória, a população fica confusa. Foi o que aconteceu.
A simples mudança de designação para União Civil anularia a polémica.
Imagine, quando casamento= união entre homem e mulher, casamento homossexual = união entre homem e mulher do mesmo sexo. Que oxímoro, não?
De
Marco a 18 de Maio de 2010 às 17:51
São "cambiáveis" quando se descobre que estavam erradas, independentemente da quantidade de pessoas que acreditam na versão errada.
Just like that.
De Talvez... a 18 de Maio de 2010 às 17:59
As definições só mudam quando a maior parte das pessoas usar a palavra noutro sentido. E, nesse aspecto, as definições são uma ditadura da maioria.
Por isso, enquanto a maior parte das pessoas tiver casamento como união entre pessoas de sexo oposto, esse continuará a ser o seu significado, independentemente da tendência legislativa, independentemente dos dicionários e dos peritos, até!
Como disse, nada que não se resolvesse com simples mudança de nome.
De
Marco a 18 de Maio de 2010 às 18:10
Está errado. Não é por continuar a repetir essa idiotice que vai ser verdade. As definições mudam quando estão erradas, ponto final.
O facto de existirem muitas pessoas (ou, até, a maioria) a usar as palavras com a definição antiga apenas denota a capacidade de resiliência educacional (leia-se: teimosia estúpida) de um povo.
De Talvez... a 18 de Maio de 2010 às 18:27
Mas não é por dizer que a definição x não deveria significar y que de repente passa a significar z.
Os significados evoluem é certo. Há muitos exemplos disso, que escuso nomear, mas essa mudança foi sempre gradual e provocada pelo uso dado pelas pessoas ao dito vocábulo. Imagine (sublinho, imagine) que o senhor acha que a Bola de Berlim deveria chamar-se Bola Portuguesa de Creme. Chega a uma pastelaria e pede uma Bola Portuguesa de Creme. Ninguém sabe o que lhe há-de dar. Agora imagine que se tornou hábito chamar bola portuguesa ao dito creme, e que agora a maioria das pessoas lhe chama isso. Quando se dirigir à pastelaria, já saberão o que lhe dar.
A semântica não obedece a morais.
De
f. a 18 de Maio de 2010 às 17:51
talvez, tenho uma amiga q diz uma coisa q talvez lge sirva p alguma coisa. 'para a frente, para frente, q atrás vem gente'. cuidado, não vá talvez ser atropelado.
De Talvez... a 18 de Maio de 2010 às 18:04
| Two roads diverged in a wood, and I— | </a> |
| I took the one less traveled by, | </a> |
| And that has made all the difference. |
À frente vislumbram-se muitas encruzilhadas.
De
f. a 18 de Maio de 2010 às 18:08
portanto o talvez fala a torto e a direito em nome daquilo que considera ser o sentimento da maioria
mas depois apresenta-se como o aventureiro solitário q desbrava caminhos inexplorados? talvez um bodadinho contraditório, hã?
De Talvez... a 18 de Maio de 2010 às 18:11
O excerto de Road Not Taken? Uma metáfora, obviamente, que pode ter muitos significados. Talvez não a leia da mesma maneira que eu, e por isso lhe pareça contraditório.
De
f. a 18 de Maio de 2010 às 18:14
ai é uma metáfora? e eu q já estava a calçar os ténis.
De Paula R. a 18 de Maio de 2010 às 18:09
ah pronto talvez, obrigada é que se é assim ... o pessoal vai já todo pela mais trilhada
De Niamey a 18 de Maio de 2010 às 17:42
ah mas eu agora não estou com muito tempo para a reinação talvez.
De S a 18 de Maio de 2010 às 18:09
Está a ver como lá chegou?
"Não estavam impedidos de casar - estavam impedidos de casar com uma pessoa do mesmo sexo."
Um exemplo entre muitos de um argumento (cof cof) homofóbico, cínico, sem vergonha, nojento.
De Talvez... a 18 de Maio de 2010 às 18:32
1. Eu não expressei a minha opinião no excerto que referis. Apenas enunciei um facto.
2. Por exemplo, eu posso dizer que não está impedida de ter relações sexuais, mas está impedida de ter relações sexuais com menores. No excerto que referi, os homossexuais não estavam excluídos do matrimónio; o matrimónio é que não correspondia aos seus desejos. Tal como neste exemplo, não está excluída das relações sexuais, mas está limitada em certos aspectos.
De
f. a 18 de Maio de 2010 às 18:43
é, como não estou impedida de matar -- flores ou moscas, mas só pessoas. que giro. gostei particularmente do exemplo q escolheu, e o facto de ele ser, como o q por analogia mencionei, tão extraordinariamente revelador do q está em causa.
De
f. a 18 de Maio de 2010 às 14:15
indique lá os motivos para 'discordar' do casamento entre pessoas do mm sexo. é capaz d s auto-responder.
De Talvez... a 18 de Maio de 2010 às 16:53
Eu não disse que discordava. Apenas pus uma questão.
De
f. a 18 de Maio de 2010 às 17:49
eu tb. tou à espera.
De S a 17 de Maio de 2010 às 21:16
Apanhe-os do chão. 
De Anónimo a 17 de Maio de 2010 às 21:36
A união entre um homem e uma mulher é algo que decorre da natureza, e não por se mudarem no nome às coisas deixam que ser o que são.
Brinquem aos casamentos...
De
f. a 18 de Maio de 2010 às 01:06
mudar o nome às coisas? nã-nã.
quisemos mesmo esse nome. era mm esse um dos pontos. onde tem andado, sr anónimo?
De Susana a 17 de Maio de 2010 às 21:51
Gostei do discurso. Não o achei nada patético. Trata-se do discurso de um Presidente que, expectavelmente, não concorda com o casamento homossexual, mas que não deixa que a sua posição pessoal (e partidária) interfira na decisão que teve de tomar, também e acima de tudo, porque entende que o país tem coisas mais importantes a discutir.
P.S.: da democracia, pelo menos da nossa, faz parte a figura do Presidente da República, e o seu direito a não aprovar determinadas decisões do governo. Por isso não percebo em que é que abdicar do seu direito de vetar uma decisão iria significar que o Presidente não sabe o que é a democracia.
De
f. a 18 de Maio de 2010 às 01:09
achar q o país tem coisas mais importantes p discutir e fazer uma comunicação ao país para dizer q há coisas mais importantes p discutir q essa sobre a qual ele faz a comunicação. hum, tou a ver. makes perfect sense. e era uma decisão do governo, esta, susana? do governo? tem a certeza? e reparou qual foi a justificação do pr, ou estava a cuidar da horta quando ele falou? q tal ouvir d novo e fazer rewind? boa.
De 007 a 18 de Maio de 2010 às 20:04
Homofobias e folias à parte, você Fernanda é incapaz de pensamento. A arrogância e um certo pendor para o fanatismo da 'verdade absoluta' já lhe conhecemos.
De fernando antolin a 17 de Maio de 2010 às 22:20
É apenas a sua opinião acerca do tom da comunicação, certo ?? ui, que mau ganhar...
De
PGFV a 17 de Maio de 2010 às 22:44
Leve lá um beijo ;)))
De
f. a 18 de Maio de 2010 às 01:09
abracinho.
De PGFV a 17 de Maio de 2010 às 22:55
Ouço agora a declaração. Enojado com tanta homofobia. É isso que diz "nem um homofóbico presidente pode, numa democracia, parar a luta pela igualdade". E a luta continua!
Foi lindo, lindo, lindo. Foi um sapo muito bem engolido, e em directo! Lol.
Quanto mais se apregoam falsos moralismos, propagam medos e incitam raivas, pior é a derrota e, neste exemplo histórico, a igualdade (e a grande Constituição) triunfaram.
É mais uma prova que o crime não compensa;)
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