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Estes texanos são loucos!

Depois de reescrita a História, os religious nuts texanos pretendem agora instalar uma teocracia no Estado. O Partido Republicano do Texas aprovou uma plataforma de acção [em formato PDF] que, entre outras coisas fantásticas, pretende reverter a decisão do Supremo Tribunal que, em 2003, acabou com a lei anti-sodomia. A lei vigorava desde 1860 no Texas e condenava a entre 5 e 15 anos de cadeia quem se entregasse a práticas sexuais «não naturais», isto é, sexo oral ou anal. Na decisão Lawrence et al. versus Texas, o Supremo decidiu que os dois homens presos na sua casa de Houston não cometiam nenhum crime porque «como adultos, eram livres de exercer a sua liberdade na conduta privada».

 

Agora, porque «O comportamento homossexual é contrário às fundamentais e imutáveis verdades ordenadas por Deus, reconhecidas pelos fundadores do nosso país e partilhadas pela maioria dos texanos», os republicanos texanos querem não só reintroduzir o crime de sodomia como fazer do casamento entre pessoas do mesmo sexo um delito punido por lei. Uma vez que o Estado não permite nem reconhece o CPMS, não se percebe muito bem se pretendem ter licença para perseguir pessoas casadas noutros Estados que se atrevam a pôr os pés no Texas.

 

Para além disso, os devotos republicanos pretendem impor uma pena de prisão aos imigrantes ilegais; acabar com a educação bilingue; legalizar a punição corporal nas escolas públicas; impor que o criacionismo seja ensinado a par com a evolução; que o Congresso expulse as Nações Unidas de solo americano e que os EUA deixarem de fazer parte da organização. A cereja no topo do bolo é a proposta de alteração da atribuição da cidadania: os republicanos, certamente ainda com problemas de digestão da vitória de Obama,  pretendem restringir a cidadania aos filhos de americanos que nasçam em solo americano - o que faria do actual presidente um estrangeiro.  Ou seja, os conservadores texanos pretendem revogar a Décima Quarta Emenda à Constituição dos Estados Unidos, adoptada após a Guerra Civil em 9 de Julho de 1868. Quiçá porque muitos ainda se reconhecem na justificação de secessão que, logo no início da Guerra, o Texas debitou:

 

«That in this free government all white men are and of right ought to be entitled to equal civil and political rights; that the servitude of the African race, as existing in these States, is mutually beneficial to both bond and free, and is abundantly authorized and justified by the experience of mankind, and the revealed will of the Almighty Creator, as recognized by all Christian nations; while the destruction of the existing relations between the two races, as advocated by our sectional enemies, would bring inevitable calamities upon both and desolation upon the fifteen slave-holding states.»

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