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jugular

Um 2008 mais longo

Esta história de as nossas unidades de tempo serem referidas aos movimentos da Terra introduz alguns acertos como o que irá acontecer hoje em que o último minuto do ano (em Portugal pelo menos) terá não 60 mas 61 segundos.

 

O segundo extra, o «leap second» adicionado aos nossos relógios, é necessário desde que o tempo universal é um tempo atómico e não um tempo  baseado na velocidade de rotação da Terra - para que as horas que vemos no relógio batam certo com o tempo de rotação da Terra.

 

Mas se os incómodos causados pelo leap second passam  despercebidos ao comum mortal, tal não acontece com o acerto de outra unidade de tempo, que introduz o leap day, o dia 29 de Fevereiro que tem uma história tão curiosa que vale a pena contar.

 

Um som para o dia

A conversa sobre o aniversário do dia ficará para outras horas porque, de momento, o tempo não abunda. Quase todos os jornais espanhóis dedicam espaço considerável à Revolução Cubana, é de espreitar. Ah! E não trouxe para aqui sons mais óbvios porque me andava a apetecer voltar ouvir isto há uns tempos.

Transgredir as fronteiras: em direcção a uma hermenêutica transformativa da gravitação quântica

«Não há nenhum pensamento importante que a burrice não saiba usar, ela é móvel para todos os lados e pode vestir todos os trajes da verdade. A verdade, porém, tem apenas um vestido de cada vez e só um caminho, e está sempre em desvantagem».
Robert Musil in O Homem sem Qualidades

 

Nunca pensei ao pôr as minhas leituras em dia dar azo a uma discussão tão iluminante sobre um tema em que estou certa o João (Galamba), a Inês (esta é mesmo provocação) e o Miguel darão contribuições inestimáveis. De facto, os comentários de um certo Mattos,  que brande qual arma final de discussão o nome de Félix Guattari, recordaram-me outro obscurantismo que ameaça a modernidade e que tão bem foi dissecado por Alan Sokal e Jean Bricmont no livro «Imposturas Intelectuais».

 

O livro surgiu na sequência do Sokal Hoax, o artigo de nonsense «patafísico» que dá título ao post, escrito por Sokal e enviado à mui prestigiada revista «Social Text», vade mecum de um certo tipo de  «estudos culturais». Os editores gostaram tanto das patetadas inventadas por Sokal sobre as implicações filosóficas e sociais das ciências naturais e da matemática que o publicaram prontamente numa edição especial  devotada à filosofia e à sociologia da ciência.

 

As idiotices do pequeno Mascarenhas

Na versão "Mário Soares", um idiota é um gajo cheio de ideias. Nestoutra versão um idiota é um muchacho (sinónimo bastardo de gajo sem espelho em casa) cheio de ideias idiotas.

 

Aqui entre nós, e perdoe-me o capo di tutti capi, quem quer que ele seja, que faz ronronar o Mascarenhas, estou-me positivamente a cagar para o PS e para seguidismos políticos - para mim, escrever num blogue, por mais que lhes custe perceber, é apenas isso: escrever num blogue. Não espero comendas ao fim do mês nem me posiciono para as próximas legislativas - a minha profissão será a mesma antes e depois, e o mesmo se aplica ao salário.

Assim de repente...

Um de dois comentários possíveis: (1) quando doentes e comensais (ou os respectivos estatutos, se preferirem) são assim comparados, não vale a pena continuar a (des)conversar ou (2) sim, JM, as duas situações são exactiqualmente a mesma coisa, substituem, aliás, a velhinha definição da mesma coisa...

 

E Educação para a Saúde, João Miranda, diz-lhe alguma coisa? É que é mesmo "uma questão técnica" do domínio da Saúde Pública.

 

Adenda: Entretanto li o Pedro e aconselho.

Tiro no pé?

Quando o PS decide encarreirar pela via do erro grosseiro, fá-lo com aparente convicção e estranha teimosia - dois predicados (a convicção e a teimosia em puro) que muito prezo, mas que não ficam nada bem neste pobre auto-retrato que o PS vem insistindo em tirar semana-sim semana-sim. Assim, recupero quase na íntegra, mudando apenas o assunto, a forma de um post da semana passada, então acerca da gritante inconstitucionalidade da norma do Código do Trabalho que não passou no Tribunal Constitucional.

 

Desta feita, o tema é, obviamente, o famigerado Estatuto Político-Administrativo dos Açores (questão menor não podia haver). E repito o que já disse aquando do veto político: não se pode admitir que uma lei ordinária se imponha à Constituição. Mais do que colocar em perigo aqueles equilíbrios político-institucionais a que se referiu o Presidente, começa a estar muito mais que isso em sério risco - é que nesta altura do campeonato dava-nos mais jeito uma injecção na testa do que uma guerra entre Cavaco e Sócrates.

 

Por estas horas, apenas posso expressar o meu profundo lamento pela atitude teimosa do PS que o vai, obviamente, conduzir a uma posição de meter a viola no saco - assim seja declarada, em fiscalização sucessiva, a inconstitucionalidade da norma (como não há-de deixar de acontecer).

 

Parece-me mesmo que único fito desta história é, a propósito de um assunto menor, abrir uma frente de batalha completamente desnecessária (alguns sectores do PS sentirão essa necessidade). Objectivo conseguido! Os proventos serão, do ponto de vista do país, e suponho que do PS, nulos. E o Presidente, atentem nisto, não vai esquecer o que ontem foi obrigado a dizer ao País.

De volta a OZ

Por terras de Oz, um comentador de seu nome Viana insiste em defender com unhas e dentes o «moderado» Hamas, a sua disponibilidade para negociações  - renegando os seus estatutos, e  as suas afirmações reiteradas de que nunca reconhecerá o estado de Israel mas isso é um pormenor despiciendo -  e as suas boas intenções. Hoje, enquanto folheava o New York Times, confirmei  quão presa na História vivo e quão moderado é o Hamas:

 

At Shifa Hospital in Gaza, the director, Dr. Hussein Ashour, said that keeping his patients alive from their wounds was an enormous challenge. He said there were some 1,500 wounded people distributed among Gaza’s nine hospitals with far too few intensive care units, equipped ambulances and other vital equipment.

On Monday, Dr. Ashour was not the only official in charge. Armed Hamas militants in civilian clothes roamed the halls. Asked their function, they said it was to provide security. But there was internal bloodletting under way.

In the fourth-floor orthopedic section, a woman in her late 20s asked a militant to let her see Saleh Hajoj, her 32-year-old husband. She was turned away and left the hospital. Fifteen minutes later, Mr. Hajoj was carried out by young men pretending to transfer him to another ward. As he lay on the stretcher, he was shot in the left side of the head.

Mr. Hajoj, like five others killed at the hospital this way in 24 hours, was accused of collaboration with Israel. He had been in the central prison awaiting trial by Hamas judges; when Israel destroyed the prison on Sunday he and the others were transferred to the hospital. But their trials were short-circuited.

A crowd at the hospital showed no mercy after the shooting, which was widely observed. A man in his 30s mocked a woman expressing horror at the scene.

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