... mas tão palermas que dificilmente conseguimos controlar o riso (ouvir a quadratura do círculo só me faz ter vontade de avacalhar. Mas hoje faço-o casta e decentemente se bem que a vontade de espetar aqui com um clip de bukkake fosse enorme...culpa de um comentador na caixa do post da Isabel)
Se o último ano demonstrou algo, foi que não importa que nos portemos financeiramente mal, desde que nos portemos um nadinha melhor que os outros.
Que interessam os défices portugueses, se a ousadia dos EUA, da Inglaterra, da Irlanda, da Espanha ou da Grécia nos colocam na invejável posição de esbanjadores envergonhados?
Metam isto na cabeça: a partir do momento em que meio mundo partilha da nossa desgraça, encontramo-nos em boa e sólida companhia. A dívida, chegadas as coisas a este ponto, é um problema tão grave para os credores como para os devedores.
Ao ler isto e isto de Nuno Pombo - que entre outros comentários que suscitou, destaco a pérola seguinte : "(..) se os homossexuais que praticam o swing (que são a maioria) decidirem casar (ainda que os seus casamentos sejam, em número, uma minoria relativamente aos restantes) isso irá, por sua vez, afectar e fazer diminuir a dignidade do casamento enquanto instituição jurídica, já que um dos deveres do casamento civil é precisamente o dever de fidelidade" - lembro-me sempre da raiz dos discursos que como o bater de asas de uma borboleta no oriente pode provocar um furacão no ocidente.
Este é o drama prático e jurídico dos direitos sociais. Aqui trata-se da concretização justa do direito à segurança social, no entanto condicionada pelo princípio dos meios financeiros disponíveis, ou pela reserva do possível, ou do que se lhe queira chamar nos livros. Na prática, é isto: efectivamente, sob pena de ruína do sistema, pode não ser possível dar a resposta justa a quem trabalhou que nem um cão desde os tempos em que devia ter estado a estudar e a brincar.
"Urg. Big piece on the front page saying that, on the one hand, some people say that we’re going to have a debt crisis any day now, while on the other hand … well, actually we never hear from the other side.As Dean says, the numbers don’t fit the scare story — a decade from now interest payments will reach a level not seen since … 1992. And the market seems unworried, since long-term rates remain low.But aren’t people like me just like the people who said “don’t worry, be happy” about house prices? Well, I could of course be wrong. But the situations are very different. In 2005 the conventional wisdom was that house prices made sense despite the fact that the numbers screamed “bubble”. Today, the conventional wisdom is that bond prices don’t make sense despite numbers that actually look reasonable. And isn’t there something weird about a conventional wisdom that’s at odds with market prices? Someone isn’t putting their money where their mouth is. This suggests that James Kwak is right: a lot of this is about scaring the government into inaction on unemployment."
O Talking Points Memo tem a história completa sobre os cartazes pagos pelo WorldNut Daily que aparentemente foram motivados pelo que o senhor descreve como o anti-cristianismo de Obama. Curiosamente ou não, de acordo com o DailyKos, aos microfones da AM760, Phil Wolf debitou algo muito parecido com a sátira da Onion que referi este fim de semana. Mais concretamente, afirmou que as palavras «Nós somos uma nação cristã» aparece na Constituição americana (o que é totalmente falso, nem cristão nem Deus nem nada religioso é mencionado).