«The trouble with the world is that the stupid are cocksure and the intelligent are full of doubt» Bertrand Russell
*recordado ao ler alguns comentários aqui, na jugular.
reaction man. O Francisco Proença de Carvalho não sei, eu chibava-me às entidades competentes para que o assunto fosse investigado, a Violência Doméstica é crime público.
"In Europe, Portugal was the focus of investors' concerns about the eurozone as the parliament began voting on a bill on financial transfers to the regions. The bill risks undermining the government's ability to cut its budget as promised."
Os jornais portugueses não se cansam de mentir tanto?
Pergunta Medeiros Ferreira no Cortex Frontal:
"As declarações de Almunia foram levianas e pouco inteligentes tendo em conta os próprios interesses da Comissão em evitar um efeito dominó do caso Grécia. Os esclarecimentos posteriores não evitaram danos sérios para as economias de Portugal e de Espanha, além de criar um clima especulativo como se não conhecia desde a criação da zona euro. Será que os euro deputados vão chamar o comissário Almunia a explicar-se no Parlamento Europeu? "
Ora aqui está uma excelente oportunidade para o Parlamento Europeu provar que o Tratado de Lisboa serve para alguma coisa.
Naturalmente que o mesmo comentário copiado e colocado repetidamente em vários posts de temáticas díspares é considerada spam e, como tal, apagado.
A Isabel Moreira vai estar às 15h no Discurso Directo, na TVI24, a falar sobre a Lei das Finanças Regionais.
Shamso Miah, 25, was sentenced to six months in jail for breaking a man’s jaw after an argument in a bank queue in London last August.
But former Prime Minister’s wife, Cherie Blair, a devout Roman Catholic, suspended the sentence for two years at Inner London Crown Court last month, telling him: “I am going to suspend this sentence based on the fact you are religious man.” Mais detalhes aqui ou aqui.
Henrique, não? Ca ganda desfeita, bolas.
aqui. talvez não seja para espantar, mas é decerto uma vergonha o que se lê sobre angola.

Não sei quando é que se cunhou a ideia de que se "se vivem tempos maus para a liberdade de expressão". Não me lembro por exemplo de ter ouvido tal coisa quando o jornalista João Carreira Bom foi dispensado do Expresso por ter escrito uma crónica a chamar rei do tele-lixo a Balsemão - crónica que o então director do Expresso (agora no Sol) disse só ter sido publicada por não a ter lido antes. Ou quando Joaquim Vieira saiu do mesmo jornal por, segundo ele, divergências com o director em relação à redacção de uma notícia sobre Joe Berardo, anunciado accionista da SIC. Ou quando em 2008 Dóris Graça Dias denunciou a não publicação de um seu texto sobre um romance de Miguel Sousa Tavares, cronista do jornal.
Os três casos, mais aquele que ocorreu no DN quando em Agosto de 2004 a direcção de Fernando Lima decidiu não publicar uma crónica minha por ser "política", podem ser qualificados como clássicos atentados à liberdade de expressão. Foram até denunciados como "censura". No entanto, não só não foram pretexto para caracterização de "um clima" como parecem, inexplicavelmente, ter-se varrido da memória dos que, caso do director actual do Expresso, declaram nunca ter visto ou feito algo de parecido.
Quando Henrique Monteiro, que recusou a publicação de uma crítica literária alegando "não se tratar de uma crítica mas de um ataque ao autor", afirma que nunca viu nada de parecido com um director de jornal exprimir dúvidas a um cronista sobre o conteúdo de uma crónica quanto aos factos que imputa a outrem sem ser deles testemunha directa e considera isso "censura" estamos perante aquilo a que se chama double standard. Traduzindo: o que eu faço está sempre acima de suspeita, o que tu fazes é sempre suspeito.
Esta dualidade de critérios que permite "suspeitos por natureza" implica que pessoas e meios deixem de ser julgados pelo que efectivamente dizem e fazem e passem a ser condenados a priori, com base numa alegada "relação com o poder" (entendido como o governo, ou não existissem outros poderes, políticos ou não). O isolamento e abjecção de todos os que tenham o azar de ser assim identificados concretiza-se num vocabulário persecutório e insultuoso: "situacionistas", "oficiosos", "sequazes", "vendidos". Quem os chama assim são, claro, os independentes e desinteressados - não há motivações torpes a não ser as que se relacionem, com ou sem fundamento, com o tal "poder".
Que ao estabelecer esta divisão os "livres" estejam a fazer exactamente aquilo de que acusam o "poder" - criar uma classe de párias e pressionar, condicionar e conspirar para anular a expressão da liberdade é uma ironia que não escapará, felizmente, a toda a gente. Os tempos estão maus, sim, mas não tanto que se possa usar o nome da liberdade para acabar com ela.
(publicado hoje no dn)
Ontem realizou-se mais um National Prayer Breakfast, um evento que é organizado desde 1953 por um grupo fundamentalista cristão, a Fellowship Foundation mais conhecida, muito apropriadamente, como a Família*.
Desde os seus primórdios, o evento conta com a presença dos mais altos políticos norte-americanos e de alguns convidados especiais (agora foi a vez de Zapatero). Este ano, no rescaldo da publicação do livro de Jeff Sharlet «The Family: The Secret Fundamentalism at the Heart of American Power» e das ligações da Família à iníqua lei que condena à morte ou a prisão perpétua os homossexuais ugandeses, vários grupos, incluindo a Americans United for Separation of Church and State, liderada pelo pastor Barry Lynn, e a Citizens for Responsibility and Ethics in Washington pediram, sem sucesso, que os mais altos responsáveis políticos do país não legitimassem com a sua presença a intolerância e fundamentalismo da Família.
Neste vídeo, “Moses,” um cidadão do Uganda que pediu asilo político aos EUA e que teme pela sua vida se for forçado a voltar ao Uganda, explica o que está em jogo, mensagem reforçada pelo reverendo Barry Flynn que detalha «What's Wrong With 'The Family' And The National Prayer Breakfast».
*Durante a administração Reagan floresceram as células de «Deus» instituidas por Abraham Vereide, uma rede de poder semi-clandestina em que os membros são generais, senadores, pregadores e executivos de grandes empresas, cujo objectivo é a construção do Reino de Deus na Terra com capital em Washington*.
A «Worldwide Spiritual Offensive» destas células dedica-se à expansão mundial do poder americanocomo forma de expansão do Evangelho apoiando, por exemplo, Siad Barre na Somália, Carlos Eugenios Vides Casanova em El Salvador e os esquadrões de morte salvadorenhos e, mais recentemente, Yoweri Museveni, o presidente do Uganda. Aqueles a que muitos chamam a Mafia cristã foram ainda muito activos no combate à ameaça comunista apoiando ditadores como o marechal Artur da Costa e Silva no Brasil, o general Suharto na Indonésia, e o general Gustavo Alvarez Martinez nas Honduras.
Isabel Moreira
Miguel Vale de AlmeidaRogério da Costa Pereira
Rui Herbon
