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jugular

serviço para chatear o cliente

sou cliente da tmn. há para aí 12 anos. como jornalista, tenho um contrato específico para jornalistas, intitulado 'programa media xxi'. este programa permite a isenção do pagamento da mensalidade, entre outras coisas. para ser aderente do programa, basta ter uma carteira profissional de jornalista actualizada. a carteira profissional de jornalista é renovada de dois em dois anos. deveria pois bastar aos aderentes fazer, de dois em dois anos, prova da renovação da respectiva carteira; caso quisessem sair do programa, naturalmente notificariam a tmn do facto.

 

a tmn, porém, acha que isso seria demasiado simples; assim, envia aos aderentes uns impressos em que estes devem colocar o nome completo, o número do bi e de contribuinte, a morada e o número do respectivo telemóvel (da tmn, claro). pede também a cópia da carteira profissional e do bi. contactado o respectivo serviço de clientes no sentido de lhe chamar a atenção para o facto de o nome das pessoas e respectivo bi e número de contribuinte, assim como a assinatura, tenderem a permanecer maçadoramente imutáveis, enquanto que qualquer alteração da morada e do número de telefone, a existir, terá de ser do conhecimento da operadora (que envia mensalmente contas para pagar e tudo) e de, assim, a única exigência a fazer sentido para a renovação da adesão ao programa ser a da prova da existência de uma carteira profissional em vigor, este, num mantra, repete que é preciso preencher o impresso. ou seja: com a prova da renovação da carteira em seu poder, a tmn exige mesmo assim ao cliente que lhe assevere que o seu número de telefone é aquele para o qual pede a renovação do programa; que o seu nome é o mesmo; que o seu nº de bi não se alterou e o de contribuinte, milagre, também não; e que a morada é mesmo aquela para a qual a tmn enviou o impresso para preencher.

 

dir-me-ão: eh pá, para que te chateias com isso, manda lá a merda do impresso e não penses mais nisso.

 

é um facto: vou acabar mesmo por enviar a merda do impresso, mas continuarei a pensar na irracionalidade burocrática, impresso-dependente e enlouquecedoramente encanitante de uma empresa, a pt, que, para celebrar contratos de serviço de tv, net e telefone, se contenta apenas com um telefonema e que contrata até gente para passar a vida a ligar para casa de completos estranhos a tentar convencê-los a aderir ao meo -- por telefone, imagine-se --, mas que para renovar contratos que implicam descontos com clientes de décadas os obriga a preencher e enviar impressos com dados de que obviamente dispõe. 'serviço ao cliente'? por favor.

'como aliás confirmam todos os juristas consultados'

cavaco silva, o cidadão que permutou a sua mariani pela casa da coelha, responde enquanto presidente às dúvidas que foram levantadas sobre o negócio efectuado em 1998. diz que foi tudo 'perfeitamente legítimo e transparente' -- 'como aliás confirmam todos os juristas consultados'.

 

a revista visão já fez uma actualização do seu site tendo em conta a reacção de cavaco e promete mais noticiário sobre o assunto para a próxima edição.

 

a nota explicativa (ou lá o que é) da presidência, porém, traz em si, na sua determinação de colocar uma pedra (uma falésia inteira, mesmo) no assunto, esta evidente estranheza: se o assunto é de uma tão perfeita legitimidade e transparência, para quê consultar juristas, e logo vários? e a consulta foi feita à época ou agora? serão os mesmos juristas que asseveraram que a lei da identidade de género vetada não prestava? já agora, quem são?

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