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Ainda os genéricos

(post a pedido da Ana que, de momento, não pode vir aqui)

 

Porque as questões que os genéricos levantam não são tão preto e branco como muitos parecem crer (ou fazer crer), chamo a atenção para um tema tratado em dois artigos na edição de hoje do Público, anexando a pergunta: isto também é corporativismo?

 

O ex-coordenador do Programa Pediátrico de Transplantação Hepática Emanuel Furtado considerou ontem "perigosa" e "de alto risco" a substituição do imunossupressor de marca (usado desde sempre em Portugal) por um medicamento genérico, na farmácia do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC). A decisão terá sido tomada sem o conhecimento dos clínicos que acompanham os doentes, primeiro, e contra o parecer daqueles, numa segunda fase.

Em causa, de acordo com o cirurgião Emanuel Furtado, está, em última análise, a possibilidade de rejeição mais frequente e mais grave do órgão por parte dos doentes. "Estamos a falar de medicamentos em que a margem terapêutica - entre a dose eficaz e a dose tóxica - é muito estreita, o que faz com que o controlo do equilíbrio do doente seja muito complicado e exigente", descreve. Para que aquele equilíbrio se desfaça, explica, é preciso muito pouco. "Basta que o modo de preparação ou os excipientes sejam diferentes", exemplifica.


É aquela condicionante que explica que seja desaconselhável a simples troca de medicamentos semelhantes do mesmo laboratório, mas com diferentes formulações; e que torna "especialmente perigosa a sua substituição por um genérico que, para além do mais, nunca foi, sequer, testado em crianças", avisa o médico. A situação é agravada, na sua perspectiva, pelo facto de os doentes que recebem o medicamento não estarem a ser sujeitos à monitorização apertada que a mudança exigiria.(...)

 

Fernando Gomes, do conselho nacional executivo da Ordem dos Médicos, confirmou ontem ter recebido uma queixa por má prática clínica relacionada com a troca de um medicamento de referência por um genérico, no Centro Hospitalar de Coimbra. (...)Margarida Castelão, da Associação Nacional das Crianças e Jovens Transplantados ou com Doenças Hepáticas, assegura que nenhum centro europeu de referência introduziu ainda o medicamento genérico adquirido pelo CHC e que este nunca foi testado em crianças, nem em transplantados.

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