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Da desinformacão

'O Governo do PS pôs em causa a normalidade democrática ao deixar o Estado sem dinheiro para assegurar as funções básicas'

Pedro Passos Coelho, no Twitter

 

O líder do PSD regressa ao tema do 'só havia dinheiro até ao final de Maio', que, para alguns, é prova de qualquer coisa terrível sobre este governo. Ora, o 'não haver dinheiro', anunciado por Teixeira dos Santos, resultou, apenas e só, de que, a partir do momento em que o PEC IV foi chumbado, Portugal ficou de fora dos mercados de divida. É só isto. Qualquer país que tenha necessidades de financiamento líquidas fica 'sem dinheiro para assegurar as funções básicas' se lhe acontecer o mesmo. Sem que isto nos permita fazer qualquer juízo (negativo ou positivo) sobre o comportamento desse mesmo governo.

Desmodernizar Portugal

O modo como o PSD tem tratado a descida da Taxa Social Única é sintomático do que entende por competitividade. No seu programa há três silêncios reveladores. Primeiro, não há uma referência ao salário mínimo, alvo de um aumento histórico desde 2007. Segundo, o documento é omisso em relação ao prolongamento da escolaridade obrigatória até ao 12º ano, o mais imediato desafio colocado ao sistema. Por fim, diz que a administração pública precisa de um choque de gestão, mas não há uma linha sobre como melhorar a gestão privada.

Se a isto juntarmos vários episódios de campanha - desvalorização do Novas Oportunidades, proposta de redução de feriados, sugestão de que os jovens desempregados devem trabalhar no campo -, vemos a estratégia de fundo do PSD para o país: recuperar competitividade por "baixo".

Seguir esta via - apostar na redução do custo do trabalho em vez da gestão inteligente das empresas; substituir a qualificação das pessoas pelo aumento das horas de trabalho; recuperar actividades de baixo valor acrescentado em vez de procurar clusters na fronteira tecnológica - é voltar ao período em que Portugal concorria com base nos baixos preços.

Percebe-se assim melhor por que, para Passos Coelho, modernizar Portugal é uma ilusão que Sócrates insiste em vender aos eleitores.

 

(publicado também no Diário Económico)

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