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10 coisas que aprendemos nesta semana

1. A recuperação da economia portuguesa está dependente da conjuntura internacional
2. A oposição tem a obrigação de cooperar com o governo
3. Portugal não é a Grécia
4. O Presidente da República deve ser uma espécie de chefe de claque
5. As agências de rating são incompetentes e manipuladoras
6. O aumento de impostos é indispensável para o equilíbrio das contas públicas
7. Devemos encarar o futuro com otimismo
8. Os jornais não devem publicar notícias suscetíveis de prejudicar o interesse nacional
9. Os jornalistas não têm o direito de caluniar os titulares de cargos públicos
10. Manuela Moura Guedes é má rês

e temos o dobro do dinheiro ou vamos tirar algum à escola pública?

"Apoiamos a escola pública; pensamos que todos têm direito à educação."

"Apoiamos o ensino particular e cooperativo; valorizamos a diversidade de experiências e a liberdade de escolha."

"Defendemos a articulação e complementariedade entre oferta pública e privada. Defendemos a estabilidade dos contratos de associação e contratos simples com os estabelecimentos de ensino particular e cooperativo"

 

Excertos do discurso do Ministro da Educação.

 

o ministro-pedagogo (mas dos bons)

Nuno Crato fez ao fim da manhã, na Assembleia da República, o melhor discurso da bancada do governo, até agora, neste debate do Programa de Governo. No tom e na forma, Crato soube usar a sua experiência de divulgador científico. Esteve bem, respondeu às perguntas, disse ao que vinha e o que podíamos esperar do seu mandato. 

 

Mas Crato mostrou mais. O momento em que estava realmente entusiasmado foi a propósito dos conteúdos programáticos e do uso da calculadora. Ficamos todos à espera de ver Assunção Cristas dizer-nos o que pensa sobre máquinas debulhadoras e regadios ou Paulo Macedo explicar-nos os detalhes e o protocolo de uma qualquer cirurgia. 

 

Fala-nos Nuno Crato de independência da estrutura responsável pelos exames em Portugal face ao ministério da educação e, portanto, ao seu ministro. Mas aqui vemos, Nuno Crato, Ministro da Educação,  no debate do Programa de Governo, a decidir sobre o que deve e o que não deve ser ensinado, sobre como deve ser ensinado. 

 

Fala-nos Nuno Crato da estrutura pesada do Ministério da Educação que se acha dono das escolas e da educação em Portugal; um monstro a implodir, confirmou. Mas aqui vemos Nuno Crato, Ministro da Educação, a querer impor do alto da bancada do governo o que deve ser ensinado e como deve ser ensinado.

 

Resta saber se ficaremos pela matemática, ou se também sobre os programas de história, filosofia, biologia e afins teremos de aguardar pelas orientações do Ministro da Educação (as que eram excessivas, quando não eram dele).

 

 

Dois em um: o ministro-pedagogo

O novo Ministro da Educação, que considera que o Estado não tem nada que se meter na forma como os professores trabalham, discursou na Assembleia da República sobre quando aqueles devem permitir (ou não) os alunos usarem a máquina de calcular.  

 

Se o programa eleitoral do PSD não nos avisasse contra os malefícios do "totalitarismo pedagógico", eu ficaria desde já muito preocupado.

A "solução da incompetência"

Podemos discutir a urgência do imposto extraordinário ontem anunciado pelo Governo, mas não há qualquer dúvida sobre como o PSD qualificava decisões que, no passado, implicavam uma redução do défice pelo aumento da receita.

 

Assim, no passado dia 23 de Março, antes da discussão do fatídido PECIV, o PSD entregava na Assembleia da República o Projecto de Resolução 480/XI, onde se podia ler na página 2:

 

"É um documento [o PEC IV] que não ataca os problemas de frente e prefere atacar a despesa social, atacando, sempre os mesmos, os mais desprotegidos. 

Mantém a receita preferida deste Governo: a solução da incompetência. Ou seja, se falta dinheiro, aumentam-se os impostos.

 

 

 

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