Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Pub institucional

por Ana Matos Pires, em 19.03.12

Terá lugar a 24 de Março, no Centro Hospitalar de São João, no Porto, entre as 10h00 e as 19h00 o Simpósio “Identidade de Género e Transexualidade” organizado em parceria entre a Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica (SPSC) e o Serviço de Psiquiatria do Centro Hospitalar de São João (SPCHSJ).

Pretende-se com este Simpósio criar um espaço de partilha e reflexão sobre a coordenação entre a Lei relativa à Identidade de Género e as boas práticas de intervenção clínica.

Com este objetivo oferece-se um programa que integra representantes de diferentes intervenientes neste processo: legisladores, clínicos, investigadores, utentes/ativistas.


Informações e inscrições aqui

Autoria e outros dados (tags, etc)

enquanto for na madeira nunca se chamará terrorismo

por f., em 19.03.12

em frança, parece que alguém achou que as crianças judias são para abater. há uns anos, partiam-lhes os cemitérios e atacavam-lhes as sinagogas, aos sales juifs. há mais uns anos, metiam-nos em comboios a caminho da alemanha enquanto a maioria olhava para o lado: enquanto fosse com os judeus estava tudo bem.

 

na madeira, ainda vão nos insultos e nas agressões físicas, na destruição dos carros dos dirigentes da oposição, nos cartazes de procura-se morto ou vivo com os jornalistas 'inimigos do povo' e nos very lights lançados contra jornais. mas não faz mal porque é na terra do alberto joão, onde nada é para levar a sério. nem a integridade física e bom nome dos que não são pró-governo, nem essa coisa dos direitos constitucionais nem sequer a lei que diz que os crimes em portugal são agravados por motivações relacionadas com as chamadas 'categorias suspeitas': raciais, religiosas, políticas, de orientação sexual. enquanto for com os madeirenses está tudo bem.

Autoria e outros dados (tags, etc)

A farsa do BCE

por João Galamba, em 19.03.12

De há uns tempos para cá, vários líderes europeus têm-se dedicado a repetir a tese de que a crise do euro da dívida soberana está a ser resolvida e que podemos mesmo estar num período de viragem. Mario Draghi, por exemplo, em entrevista ao Wall Street Journal, diz o seguinte:

It’s hard to say if the crisis is over. Let us look at the positive changes of the last few months. There is greater stability in financial markets. Many governments have taken decisions on both fiscal consolidation and structural reforms. We have a fiscal compact where the European governments are starting to release national sovereignty for the common intent of being together. The banking system seems less fragile than it was a year ago. Some bond markets have reopened. But the recovery is proceeding very slowly and remains subject of downside risks. I was surprised too that there was no elation after the approval of the package and this probably means that markets want to see the implementation of the policy measures.

 

In the end it seems the greatest risk is lack of implementation. Some measures are directly targeted to enhance competitiveness and job creation. Others foresee a radical fiscal consolidation. The two are very complementary to ensure a return to growth after the unavoidable contraction in economic activity

Ou seja, embora seja prematuro dizer que a crise acabou, Draghi acha que podemos dizer que o pior já passou: os mercados estão a estabilizar, existe um forte compromisso com a consolidação orçamental, as reformas estruturais estão a ser implementadas pelos governos e os bancos estão mais fortes. A situação só não está melhor porque as actuais medidas ainda não foram devidamente interiorizadas por todos os agentes. Enquanto essa revolução económica não ocorrer na sua plenitude, é natural que a Europa não se consiga livrar inteiramente da 'A Incerteza' e de 'Os Riscos' que, embora mitigados, teimam em não desaparecer. Em suma: Mario Draghi acha que a situação está menos má por causa das actuais políticas, e só não está melhor porque as actuais políticas ainda não foram totalmente implementadas.

 

Se Draghi vê sinais de que a actual política está a resultar, então tem de explicar por que carga de água é que, estando a actual receita a ser aplicada desde Maio de 2010 e tendo a crise vindo sempre a piorar, as coisas só melhoraram quando o BCE, em dezembro de 2011, juntamente com uma flexibilização das regras sobre activos dados como garantias em empréstimos, disponibilizou financiamento ilimitado a 3 anos a uma taxa de juro de 1% (o famoso LTRO) ao sector financeiro europeu. Draghi não só não explica nada, como, quando fala das políticas europeias, exclui da lista de políticas relevantes a única política que, de facto, teve efeitos positivos: a do banco a que preside. Esta omissão não é inocente.

 

A austeridade que Draghi e o BCE fanaticamente defendem só tem tido um resultado: agravamento da recessão, aumento do desemprego, queda do investimento público e privado. A austeridade não constrói nada, só destrói. Mas esta evidência é algo que Draghi e o BCE não podem aceitar: a austeridade é necessária por definição. A realidade pode ter destruído a tese da austeridade expansionista, um evidente oxímoro, mas a validade da austeridade, essa, continua viva, agora na versão: a austeridade é necessária, mas não é suficiente.  As reformas estruturais assumem aqui um papel salvífico e redentor: são elas que, no futuro, vão dar sentido ao sacrifício aparentemente absurdo da austeridade do presente. De novo Draghi:

Is there an alternative to fiscal consolidation? In our institutional set up the levels of debt-to-GDP ratios were excessive. There was no alternative to fiscal consolidation, and we should not deny that this is contractionary in the short term. In the future there will be the so-called confidence channel, which will reactivate growth; but it’s not something that happens immediately, and that’s why structural reforms are so important, because the short-term contraction will be succeeded by long-term sustainable growth only if these reforms are in place.

Enquanto o longo prazo não acontece e a sempre prometida confiança não dá sinais de regressar, o BCE não parece ter qualquer pudor em dar dinheiro aos bancos para, no curto prazo, fabricar confiança por decreto, criar procura onde esta não existia e, com isso, inflacionar preços de activos para criar a aparência de normalização. No fundo, a única confiança que realmente existe é aquela que o BCE insiste em manter nas actuais políticas e uma outra que o próprio BCE criou para manter a ilusão de que isto pode tudo funcionar. Ou seja, o BCE está empenhado em transformar uma tragédia numa farsa.

 

No mesmo dia em que emprestava mais de 500 biliões de euros aos bancos europeus a 1%, Draghi garantia que o Estado Social estava morto. Isto mostra que o Estado não está a ser desmantelado nem a reduzir a sua presença na economia. A única coisa que está a acontecer é uma reconfiguração do modo como esse Estado intervém na economia, não do seu poder: em vez de um Estado que redistribui recursos e investe no futuro da sua economia, temos uma instiuição estatal europeia, o BCE, que obriga os governos a recuar nas suas funções tradicionais e a reduzir o volume de bens e serviços que disponibilizam aos seus cidadãos, ao mesmo tempo que mantém vivos os bancos que não emprestam dinheiro à economia. Como escreveu Varoufakis, o BCE está a ganhar tempo (está a manter vivo um sector financeiro moribundo) à custa da esperança (a destruição da economia e do emprego). Perante isto, uma coisa é certa: este novo Estado Social não é sustentável. Por muitos LTRO que Draghi tente criar a ilusão contrário, that which is unsustainable shall not be sustained: não há sector financeiro que sobreviva a desemprego de massas e a uma economia destruída.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Todo o poder aos investidores

por João Pinto e Castro, em 19.03.12
Ao cabo de uma semana de conversa da treta sobre as rendas excessivas da EDP, o advogado Agostinho Pereira de Miranda explica hoje no Negócios o que está em causa na eventual revisão dos subsídios à produção de energias alternativas:
"O Tratado da Carta de Energia (TCE) prevê uma gama de garantias para investidores estrangeiros como poucas vezes se viu num tratado internacional. De entre elas destaca-se a cláusula de nação mais favorecida e da igualdade de tratamento com os investidores nacionais. Mais radical ainda, estabelece-se a possibilidade de qualquer litígio entre o investidor estrangeiro e o Estado do país receptor poder ser dirimido num tribunal arbitral internacional.
Ora,
"Em Novembro do ano passado o governo espanhol foi confrontado com um pedido de arbitragem internacional feito por 14 empresas estrangeiras gestoras de fundos e que haviam investido no sector da geração de energia fotovoltaica. O pedido resulota de uma decisão unilateral de Madrid no sentido da redução das tarifas de venda da electricidade à rede."
Sucede que Portugal é não só um dos 46 países subscritores do TEC, como, tendo ele sido assinado em Lisboa em 1994, se tornou seu depositário. Isso passou-se no tempo do Prof. Bom Aluno, o qual assim assumiu, com a habitual leviandade, um compromisso que agora nos deixa de pés e mãos atados. Vivemos, como é sabido, num estado de direito, onde todos são iguais perante a lei. O problema é que se acaba sempre por descobrir que alguns são protegidos por leis que têm precedência sobre as que protegem os outros.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Do direito de gerir as caixas de comentários próprias

por Ana Matos Pires, em 19.03.12
Ana, lamento, mas este é o seu último comentário que publico aqui enquanto não se demarcar do nojo que a Fernanda Câncio escreveu sobre os "coitados" dos meus filhos. Há limites, mesmo para vocês. Enquanto não mostrar claramente que condena aquele vómito, não é bem-vinda às minhas caixas de comentários.
Obviamente não demarco, porque não quero e porque partilho das preocupações dela face aos filhos de homofóbicos. Se não fosse triste teria graça, tudo isto, de facto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Chama-se Luís Santos, o interno de Cardiologia*

por Ana Matos Pires, em 19.03.12

"Hospital de Viseu e Ipatimup salvam vida a família inteira"

*Tuitou-me o @JoaoPedroL. Obrigada, João.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)




Pesquisar

  Pesquisar no Blog




Comentários recentes

  • Miguel

    Os progressos são assinaláveis, mas ainda há muito...

  • Shyznogud

    eheh tem a certeza q percebeu o gráfico q está a c...

  • Shyznogud

    Durissimas, ui, nem queira saber. Isto partindo do...

  • RM

    Para esclarecimento:Há duas coisas diferentes: a A...

  • Carlos Costa

    Subscrevo o que disse. Ainda mais: as pessoas nos ...


Arquivo

  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2013
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2012
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2011
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2010
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2009
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2008
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2007
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D



Links

blogs

media


subscrever feeds