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jugular

Vejam como o governo português está a trabalhar para nos condenar ao isolamento

O ministro da saúde tem explicação para isto?

 

 

Via Pedro Sales no twitter

 

Lembremos a conversa de dezembro de 2011 " Ou seja, por cada visita ao hospital o doente não pagará mais que 50 euros, independentemente dos cuidados que receba e meios de diagnóstico que necessite realizar.

 

Adenda: clarificando o post, adorava que o ministro da saúde nos dissesse quanto é que alguém pode ser obrigado a pagar quando se dirige a uma urgência, ao hospital de dia e em todas as outras situações possíveis. 

"(...) mais não são que práticas de humilhação e de agressão física e psicológica”.

Exmo. Senhor Diretor da
Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra

No decurso deste ano letivo, vários/as docentes desta Faculdade observaram diversas práticas associadas à chamada “praxe académica” que se apresentaram como atos de humilhação, de atemorização e de atentado à dignidade dos/as estudantes. Apesar do repúdio e do temor que alguns/as estudantes sentem em relação a estas práticas, as queixas contra as mesmas não são formalizadas devido ao receio de retaliações.
Tendo em conta esta situação, os/as docentes que subscrevem este texto consideram importante uma intervenção dos órgãos responsáveis da Faculdade, no sentido de esclarecimento dos/as estudantes relativamente aos seus direitos, sugerindo atuações como:
- na receção aos/às novos/as alunos/as, prestar esclarecimentos sobre a praxe e sobre a possibilidade de recusa de participar nessas práticas;
- solicitar aos/às diretores/as de curso que, na receção dos/as respetivos/as alunos/as dos cursos que dirigem, forneçam os mesmos esclarecimentos;
- elaboração de materiais de informação sobre o assunto em causa;
- articulação com o Núcleo de Estudantes e outras estruturas associativas estudantis no sentido da divulgação destes materiais;
- colaboração na criação de estruturas de apoio aos/às estudantes que não queiram participar na “praxe”.

Recordamos, a propósito do problema identificado e exposto, as palavras do ofício 00006005 de 29-9-2009, do ex-Ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, dirigidas ao Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, “solicitando a melhor colaboração dos responsáveis [das instituições universitárias] no sentido do combate a praxes que, embora afirmando uma intenção de integração dos novos alunos, mais não são que práticas de humilhação e de agressão física e psicológica”.
Por entenderem ser possível encontrar modos concretos de atuação relativamente aos problemas mencionados, subscrevem esta exposição os/as seguintes docentes:

Catarina Martins
Maria João Simões
Clara Keating
Rogério Madeira
Manuel Portela
Ana Paula Arnaut
J. L. Pires Laranjeira
Adriana Bebiano
Cristina Martins
Maria José Canelo
António Sousa Ribeiro
Graça Capinha
Ana Cristina Macário Lopes
Rui Bebiano

 

(via FB)

 

P.S. - Ao contrário do que é noticiado em vários jornais, o apelo destes professores da Universidade de Coimbra não pretende interditar coisa nenhuma, como se prova pela leitura do mesmo.

Música de Época - III

Aqui fica mais uma de canto-gregoriano-sem-ser-bem-canto-gregoriano (que já vi que tenho que ser mais rigoroso no que escrevo a propósito). Desta feita, elegias fúnebres para reis e príncipes. O interesse desta peça provém do facto de ser de "canto moçárabe" hispânico, uma das tradições do dito cujo canto gregoriano que foi proibida pelo Papa Alexandre II em 1073. Uma vez mais, é pura harmonia vocal. A literatura sobre o tema está cheia de menções ao "modo frígio" e ao "modo dórico", o que para mim tem um interesse e uma relevância idênticos ao "understanding poetry" do Dr. J. Evans Pritchard. O disco é este. Andam por lá outras, uma das quais composta aquando da morte de Carlos Magno (814) e outra, de Guilherme, o Conquistador (1087).